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Agregando valor

por Rodrigo Goyanna

Futebol x Football

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

17 de novembro de 2016

O arbitro apita o fim do primeiro tempo! Hora de ir ao banheiro? Preparar a pipoca? Nos Estados Unidos não! Com o jeito americano de ser, eles conseguiram transformar o Superbowl, a final do Football Americano, segundo esporte mais popular do país, em um dos business’ entertainment mais rentáveis da história, dando uma verdadeira aula de gestão; é um case de sucesso, onde quem gere o futebol brasileiro precisaria pagar ingresso, e assistir como se faz.

Em 2015, durante o intervalo do Superbowl, a cantora Katy Perry sobrevoou o campo, montou sob um gigante felino cenográfico, transformou o palco em um grande tabuleiro de xadrez, e cantou! Tudo isso em menos de 13 minutos! A consequência disso? Milhões de citações no Twitter e Facebook, reforço de branding para a marca NFL (National Football League0,  um gigantesco trafego de visitantes nas mídias dos parceiros e patrocinadores, e outra multidão de curiosos interessados em conhecer esse esporte; são pessoas de todo o mundo, de diferentes idiomas, falando sobre o mesmo assunto. Enquanto isso, em terras tupiniquins, durante a final da Copa do Brasil, nós temos a opção de ver o Galvão Bueno comentar os melhores momentos no intervalo, ou escutar o Léo Batista narrar os gols da rodada. E tome gol da Alemanha.

A maneira com que os dirigentes esportivos nacionais enxergam o nosso futebol deveria ser revista, a gestão do esporte que ainda é paixão nacional deveria se posicionar com mais racionalidade, profissionalismo e transparência, sob pena de perdermos a estigma de pais do futebol para nações que saíram da inércia e fizeram um benchmarking da forma americana de tratar esporte como business. Não é difícil, só é muito trabalho.

Ao invés de identificarmos onde estamos errando, criarmos indicadores de crescimento e projetarmos uma evolução do nosso esporte preferido, o que nos resta é escutar notícias policiais se misturarem às futebolísticas. Esporadicamente vemos noticias de corrupção onde deveria prevalecer a ética. O resultado? Hoje infelizmente nos afastando do mainframe futebolístico, e não há previsão sobre o surgimento de dispositivos de controle de governança corporativa, que nos dê condições de “ajeitar nossa defesa”, ter um time “bem postado em campo”, e voltarmos as “quatro linhas” do futebol mundial “no ataque”. Nós precisamos de uma gestão profissional atuante e ética para recuperar nosso prestigio como país do futebol. Seria um golaço.

Não precisamos que nenhum juiz nos cobre arbitrariamente conceitos conhecidos do mundo corporativo, como compliance, endomarketing e meritocracia, é praxe para quem quer vencer, absorver a tática que o leve até o gol. Os players do nosso mercado precisam “vestir a camisa” e acreditar que apesar da desvantagem competitiva, ainda dá pra vencer. Bola pra frente, Brasil!

Não se trata de um esporte qualquer, é uma economia que gira em torno de um jogo, que se aquece a medida que as vitorias vão surgindo, é Vencer para Vender, e Vender para Ter, isso mesmo, Ter condições de novos auto investimentos que garantam a possibilidade de voltarmos a ser líder de mercado nesse esporte. Em algum momento do passado, os americanos enxergaram que isso era possível para com o legitimo futebol americano, e porque eles acreditaram, conseguiram atingir os incríveis números relacionados ao consumo do Superbowl 2015:

1 – A National Chicken Council, uma associação comercial que representa a indústria aviária nos EUA, calculou que aproximadamente 1,25 bilhão de asinhas de frango foram devoradas durante o Super Bowl 2015;

2 – A Domino’s Pizza e a Pizza Hut se planejaram para vender 29 milhões de fatias de pizza no dia do jogo;

3 – Um total de 112,2 milhões de pessoas assistiram ao Super Bowl no ano de 2014, tornando o evento o programa mais assistido na história da televisão norte-americana; em 2015, a expectativa é de que 1 em cada 3 norte-americanos, ou 169 milhões em todo o mundo, tenham assistido o jogo, que foi transmitido em 180 países e em mais de 30 idiomas. O gasto médio de consumo de quem viu o jogo pela TV foi de aproximadamente 78 dólares (custos com alimentação, equipamentos de TV e merchandising e camisas dos times.)

4 – Cada comercial de 30 SEGUNDOS veiculado pelo canal de TV NBC custou US$ 4,5 milhões aos anunciantes (4,5 MILHOES DE DOLÁRES POR 30 SEGUNDOS!). Devido ao investimento, cada anunciante contratava agências para produzirem comerciais únicos e especiais para a final do Superbowl.

5 – Quando o U2 comandou o show do intervalo em 2002, Bono Vox mostrou a bandeira dos EUA durante uma das músicas. Essa simples ação fez com que o álbum do grupo pulasse da 108ª posição para a  no ranking Billboard;

6 – Depois que a banda The Black Eyed Peas se apresentou no Super Bowl em 2011, as vendas da música “Where is the Love” aumentaram 332%.

7 – Os bilhetes para o Super Bowl custam, em média, 4.676 dólares, um aumento de 23% face a 2014. O estádio da final de 2015 tem capacidade para 71.000 lugares, e estava lotado!

A sorte está lançada, dizem que o jogo só termina quando o juiz acaba, mas enquanto a gente não mudar, GOL da Alemanha, ou melhor Touchdown pros americanos!

Segue video do show da Katy Perry no intervalo da final do Superbowl 2015:

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Futebol x Football

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

17 de novembro de 2016

O arbitro apita o fim do primeiro tempo! Hora de ir ao banheiro? Preparar a pipoca? Nos Estados Unidos não! Com o jeito americano de ser, eles conseguiram transformar o Superbowl, a final do Football Americano, segundo esporte mais popular do país, em um dos business’ entertainment mais rentáveis da história, dando uma verdadeira aula de gestão; é um case de sucesso, onde quem gere o futebol brasileiro precisaria pagar ingresso, e assistir como se faz.

Em 2015, durante o intervalo do Superbowl, a cantora Katy Perry sobrevoou o campo, montou sob um gigante felino cenográfico, transformou o palco em um grande tabuleiro de xadrez, e cantou! Tudo isso em menos de 13 minutos! A consequência disso? Milhões de citações no Twitter e Facebook, reforço de branding para a marca NFL (National Football League0,  um gigantesco trafego de visitantes nas mídias dos parceiros e patrocinadores, e outra multidão de curiosos interessados em conhecer esse esporte; são pessoas de todo o mundo, de diferentes idiomas, falando sobre o mesmo assunto. Enquanto isso, em terras tupiniquins, durante a final da Copa do Brasil, nós temos a opção de ver o Galvão Bueno comentar os melhores momentos no intervalo, ou escutar o Léo Batista narrar os gols da rodada. E tome gol da Alemanha.

A maneira com que os dirigentes esportivos nacionais enxergam o nosso futebol deveria ser revista, a gestão do esporte que ainda é paixão nacional deveria se posicionar com mais racionalidade, profissionalismo e transparência, sob pena de perdermos a estigma de pais do futebol para nações que saíram da inércia e fizeram um benchmarking da forma americana de tratar esporte como business. Não é difícil, só é muito trabalho.

Ao invés de identificarmos onde estamos errando, criarmos indicadores de crescimento e projetarmos uma evolução do nosso esporte preferido, o que nos resta é escutar notícias policiais se misturarem às futebolísticas. Esporadicamente vemos noticias de corrupção onde deveria prevalecer a ética. O resultado? Hoje infelizmente nos afastando do mainframe futebolístico, e não há previsão sobre o surgimento de dispositivos de controle de governança corporativa, que nos dê condições de “ajeitar nossa defesa”, ter um time “bem postado em campo”, e voltarmos as “quatro linhas” do futebol mundial “no ataque”. Nós precisamos de uma gestão profissional atuante e ética para recuperar nosso prestigio como país do futebol. Seria um golaço.

Não precisamos que nenhum juiz nos cobre arbitrariamente conceitos conhecidos do mundo corporativo, como compliance, endomarketing e meritocracia, é praxe para quem quer vencer, absorver a tática que o leve até o gol. Os players do nosso mercado precisam “vestir a camisa” e acreditar que apesar da desvantagem competitiva, ainda dá pra vencer. Bola pra frente, Brasil!

Não se trata de um esporte qualquer, é uma economia que gira em torno de um jogo, que se aquece a medida que as vitorias vão surgindo, é Vencer para Vender, e Vender para Ter, isso mesmo, Ter condições de novos auto investimentos que garantam a possibilidade de voltarmos a ser líder de mercado nesse esporte. Em algum momento do passado, os americanos enxergaram que isso era possível para com o legitimo futebol americano, e porque eles acreditaram, conseguiram atingir os incríveis números relacionados ao consumo do Superbowl 2015:

1 – A National Chicken Council, uma associação comercial que representa a indústria aviária nos EUA, calculou que aproximadamente 1,25 bilhão de asinhas de frango foram devoradas durante o Super Bowl 2015;

2 – A Domino’s Pizza e a Pizza Hut se planejaram para vender 29 milhões de fatias de pizza no dia do jogo;

3 – Um total de 112,2 milhões de pessoas assistiram ao Super Bowl no ano de 2014, tornando o evento o programa mais assistido na história da televisão norte-americana; em 2015, a expectativa é de que 1 em cada 3 norte-americanos, ou 169 milhões em todo o mundo, tenham assistido o jogo, que foi transmitido em 180 países e em mais de 30 idiomas. O gasto médio de consumo de quem viu o jogo pela TV foi de aproximadamente 78 dólares (custos com alimentação, equipamentos de TV e merchandising e camisas dos times.)

4 – Cada comercial de 30 SEGUNDOS veiculado pelo canal de TV NBC custou US$ 4,5 milhões aos anunciantes (4,5 MILHOES DE DOLÁRES POR 30 SEGUNDOS!). Devido ao investimento, cada anunciante contratava agências para produzirem comerciais únicos e especiais para a final do Superbowl.

5 – Quando o U2 comandou o show do intervalo em 2002, Bono Vox mostrou a bandeira dos EUA durante uma das músicas. Essa simples ação fez com que o álbum do grupo pulasse da 108ª posição para a  no ranking Billboard;

6 – Depois que a banda The Black Eyed Peas se apresentou no Super Bowl em 2011, as vendas da música “Where is the Love” aumentaram 332%.

7 – Os bilhetes para o Super Bowl custam, em média, 4.676 dólares, um aumento de 23% face a 2014. O estádio da final de 2015 tem capacidade para 71.000 lugares, e estava lotado!

A sorte está lançada, dizem que o jogo só termina quando o juiz acaba, mas enquanto a gente não mudar, GOL da Alemanha, ou melhor Touchdown pros americanos!

Segue video do show da Katy Perry no intervalo da final do Superbowl 2015: