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Agregando valor

por Rodrigo Goyanna

mercado

GBG Fortaleza e o uso da internet para expandir os negócios

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

18 de junho de 2019

Empreendedor ou não, o uso da internet está na rotina de grande parcela da população mundial. Não à toda, a cada dia surge uma ideia nova, uma ferramenta nova, um recurso novo e é por isso que Rodrigo Coifman e Felipe Caezar , agentes de confiança do Google, se uniram a um grupo de especialistas em web e marketing para falar sobre como o Google pode ajudar a aumentar o poder de venda das empresas, bem como atingir, de forma mais assertiva, os públicos de interesse. É exatamente esta a essência do Google Business Group, que acontecerá no próximo dia 27 de junho, no auditório do Sebrae.

“O Google não é apenas uma ferramenta de buscas. Ele é, sim, capaz de funcionar como um serviço útil para venda de produtos na internet, por meio do uso de recursos estratégicos e direcionados para cada setor de atuação”, afirma Felipe Caezar, agente de confiança do Google e um dos organizadores do evento.

Para Rodrigo Coifman, sócio de Felipe Caezar, além de esclarecer e abrir a mente dos empreendedores para o uso das ferramentas do Google, a ideia é fomentar o GBG como evento fixo em Fortaleza, assim como em mais 11 capitais do Brasil, uma excelente oportunidade para os apaixonados por negócios e tecnologia.

ESPECIALISTAS CONVIDADOS

A 2° edição do GBG Fortaleza contará ainda com a presença de Ingrid Cordeiro, gerente de mídia da Convertte, Agência Partner Premium Google, abordando o tema Como alcançar os clientes certos com o Google; e Ismael Kolling, atual Diretor Administrativo da Seja Alta Performance e ex diretor geral da Iplace, empresa Apple Premium Reseller, que vai esclarecer Como utilizar a tecnologia para expandir os seus negócios.

Ingrid Cordeiro

Por acreditar na educação como forte instrumento de transformação, Ingrid Cordeiro ministra cursos de extensão e treinamentos. Como profissional do mercado digital, diariamente ajuda empresas locais e nacionais a atingirem seus objetivos de negócios, movimentando investimentos em mídias como Facebook e Instagram, Google, WhatsApp, Taboola, Críteo, Waze,Outbrain, In Loco e LinkedIn. Atualmente, é Gerente de Mídia Digital e Negócios da Convertte – Agência Premier Google.

Ismael Kolling

No mercado há 18 anos, construiu sua carreira pautada no desenvolvimento estruturado e planejado de empresas. Seu principal objetivo é potencializar os melhores profissionais para buscar resultados extraordinários e organizar as empresas para que seus processos possam levá-las rapidamente a atingir seus objetivos. Atualmente, é sócio da Seja Alta Performance, Escola de Gestão e Negócios. Como criador da rede iPlace desde o planejamento até a centésima loja, chegou a atingir o faturamento de mais de 1 bilhão de reais.

Ismael é ainda sócio fundador da Benkyou, uma startup desruptiva de treinamento e carreira para profissionais dentro das empresas, com clientes como Nespresso, Motorola, Samsung, Instituto Airton Senna, Lenovo, Microsoft.

Os interessados em participar do evento devem realizar a pré inscrição até as 23h59 do próximo dia 20 de junho, por meio do website www.gbgfortaleza.com.br

Serviço 2° Edição GBG Fortaleza 

Data: 27 de junho

Horário: 19h

Local: Auditório Sebrae – Av. Monsenhor Tabosa, n° 777. Entrada na rua Antônio Augusto

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Uber vai banir passageiros que se comportam mal

Por rodrigogoyanna em estrategia, Marketing

14 de junho de 2019

Se você gosta de bater papo com os motoristas de Uber já deve ter ouvido histórias sobre passageiros mal educados e grosseiros. Ou, pior, talvez você já tenha dividido o carro com uma pessoa assim ao optar pela opção de viagem compartilhada do app. Para lidar com o mau comportamento de determinados usuários do serviço, a Uber anunciou uma medida implacável: expulsão.

A empresa anunciou nesta semana que os passageiros com classificações “significativamente abaixo da média” podem perder o acesso ao aplicativo, parte de uma atualização das diretrizes de comunidade da empresa, que os passageiros devem seguir para continuar usando o serviço. A Uber não revelou qual nota é considerada baixa, mas diz que a comparação é feita com base na média de avaliações de usuários de uma determinada região.

Mas, calma, ninguém será pego de surpresa. Os passageiros mal avaliados terão diversas oportunidades para melhorar suas notas antes de perderem acesso ao serviço. O app vai enviar notificações com dicas para ajudá-los nessa recuperação, que incluem como ser educado, não deixar lixo no veículo e não exigir que os motoristas conduzam acima do limite de velocidade, entre outras ações básicas da cartilha de boas maneiras.

Com a medida, a Uber espera garantir um ambiente mais respeitoso e seguro para motoristas e usuários, e também mostrar que respeito é uma via de mão dupla. Os motoristas do app há tempos são obrigados a manter uma classificação mínima para permanecer credenciados. Qual a régua? A empresa não diz, mas de acordo com dados de um relatório obtido pelo Business Insider, motoristas com uma classificação de 4.6 ou inferior podem perder o acesso ao serviço.

Agora, a boa conduta esperada do motorista também será cobrada do passageiro. Em seu site, a empresa lista algumas das razões pelas quais uma pessoa poderia perder o acesso ao app:

  • Danificar bens de motoristas ou de outros usuários. Por exemplo, danificar o carro, quebrar ou vandalizar um telefone, derrubar intencionalmente comida ou bebida, fumar ou vomitar em razão de consumo excessivo de álcool.
  • Contato físico com motorista ou outro usuário. Nosso Código de Conduta é claro: você não deve tocar nem assediar ninguém no carro. Lembramos que a Uber tem uma regra que proíbe qualquer tipo de interação sexual. Isso significa que não pode haver nenhum tipo de interação sexual entre motoristas parceiros e usuários, em hipótese alguma, durante uma viagem com o aplicativo. E você jamais deve agredir fisicamente ou machucar um motorista ou usuário.
  • Uso de linguagem ou gestos inapropriados. Por exemplo, perguntas íntimas, ameaças, comentários ou gestos com apelo sexual, agressivos, de natureza discriminatória ou desrespeitosa.
  • Contato indesejado com o motorista ou outro usuário após o término da viagem. Por exemplo, enviar mensagem de texto, telefonar, entrar em contato em mídia social ou visitar alguém após o término da viagem. Lembre-se de que, na maior parte dos países, você pode mandar mensagem ou ligar para seu motorista por meio do aplicativo Uber, sem jamais ter que compartilhar seu número de telefone pessoal. Isso significa que seu telefone permanece anônimo e nunca é fornecido ao motorista.
  • Violar a lei enquanto estiver em viagem de Uber. Por exemplo, levar drogas no carro, viajar em grupos que excedam o número de cintos de segurança, pedir ao motorista que descumpra leis de trânsito, tais como limite de velocidade, ou usar a Uber para cometer crimes, inclusive tráfico de drogas, de pessoas, exploração sexual ou infantil.

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as 10 marcas mais escolhidas no Brasil Coca-Cola

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

04 de junho de 2019

Pelo 7º ano consecutivo, a Coca-cola foi a marca de produto de consumo mais escolhida pelos consumidores no mundo e no Brasil, segundo levantamento da Kantar.

O ranking do relatório anual Brand Footprint busca mensurar quais marcas estão sendo compradas por mais consumidores e com maior frequência em um ano. Mais uma vez, a lista foi dominada por marcas de alimentos e bebidas e de produtos de limpeza e de cuidados pessoais.

No Brasil, a Coca-Cola foi escolhida nas prateleiras pelos compradores 489 milhões de vezes, segundo o estudo. A marca foi seguida por Ypê (485 milhões de vezes) e Colgate (304 milhões de vezes).

Confira as 10 marcas mais escolhidas no Brasil

  1. Coca-Cola
  2. Ypê
  3. Colgate
  4. Italac
  5. Tang
  6. Nissin
  7. Nescau
  8. Soya
  9. Piracanjuba
  10. Vitarella

Globalmente, as 5 primeiras colocadas foram: Coca-Cola, Colgate, Maggi, Lifebuoy e Lay´s.

Segundo a Kantar, entre as 50 marcas mais consumidas no país, Perdigão (15ª colocada) foi a que mais cresceu no ano, subindo 8 posições. Considerando o ranking completo, KitKat se destacou ao subir 31 posições, chegando ao 191º lugar do ranking.

Na análise por companhias, o fabricante com mais marcas no ranking deste ano é a Unilever, com 6 marcas no top 50: Omo, Brilhante, Rexona, Seda, Hellmann’s e Dove. Na sequência, estão M. Dias Branco, Ambev e Danone, escolhidos pelos consumidores, respectivamente, com 4, 5, e 3 marcas entre as 50 primeiras colocadas.

O levantamento mostra ainda que as marcas locais são mais escolhidas pelos consumidores no Brasil: 33 das 50 primeiras colocadas são locais.

Segundo a Kantar, o ranking analisou mais de 21.400 marcas e 72% da população global em 49 países em cinco continentes, nos 12 meses encerrando em novembro de 2018.

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As 10 Principais Tendências Globais de Consumo 2019

Por rodrigogoyanna em estrategia, Marketing

20 de Maio de 2019

A Euromonitor International, empresa de pesquisa de mercado, lançou relatório anual sobre as 10 Principais Tendências Globais de Consumo 2019. O estudo aponta as tendências emergentes deste ano, que abordam os novos valores e hábitos dos consumidores e como este novo comportamento está afetando os negócios globalmente.

Confira as 10 principais tendências de consumo para 2019 apontadas pela Euromonitor International:

1. Mudanças na percepção da idade
Os conceitos sobre a velhice estão mudando. À medida que as pessoas vivem por mais tempo e cuidam melhor de si mesmas, os consumidores mais velhos sentem e querem ser tratados como jovens.

2. Minimalismo em alta
Os consumidores buscam por produtos e experiências autênticos, afastando-se do materialismo e dos produtos genéricos em favor da simplicidade e de produtos de maior qualidade.

3. Consumo consciente
O posicionamento ético que costumava ser o domínio de empresas de nicho, hoje é adotado por empresas convencionais por meio de produtos que trazem maior preocupação com o bem-estar animal.

4. Compartilhamento de experiências
À medida que nossa capacidade e conforto em usar a tecnologia aumentam, também aumentará o potencial do que pode ser criado ou experimentado em conjunto, mas remotamente.

5. Todos são especialistas
Antes, os consumidores dependiam de uma determinada marca ou fonte de informação. Hoje, as empresas precisam inovar constantemente para atrair compradores especialistas, que conhecem profundamente o que querem comprar.

6. Alegria em participar
O medo de ficar de fora ou de não participar de algo (tendência FOMO “Fear of Missing Out”) deu lugar à alegria de não participar (tendência JOMO “Joy of Missing Out”). Os consumidores querem proteger seu bem-estar mental, desconectar-se da tecnologia e priorizar o que realmente gostam de fazer.

7. Eu posso cuidar de mim mesmo
À medida que as pessoas se tornam mais autossuficientes, elas tomam medidas preventivas contra doenças, infelicidade e desconforto sem consultar um profissional.

8. Plástico zero
A iniciativa de alcançar uma sociedade livre de plásticos aumenta, criando um círculo virtuoso onde as empresas ganham ao melhorar suas práticas de sustentabilidade.

9. Eu quero agora!
Os consumidores buscam gratificação instantânea e experiências simples que permitam que eles possam dedicar mais tempo em suas vidas profissionais e sociais.

10. Sozinho
Mais pessoas em todo o mundo, especialmente os consumidores mais velhos, quebram o estigma de viver sozinhos e abraçam seus estilos de vida independentes.

 

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GoT rende publicidade de US$ 2,3 bi à Starbucks (e copo nem era da marca)

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

18 de Maio de 2019

Um copo de café semelhante aos da gigante norte-americana Starbucks posicionado numa mesa onde a Mãe dos Dragões (Daenerys Targaryen), cavaleiros e guerreiros bebem de taças e chifres de animais roubou a cena no episódio de Game of Thrones no último domingo.

Com olhos de águia, os fãs da série medieval da HBO notaram a incongruência da cena e não deixaram barato. A gafe da produção gerou milhares de memes e menções na internet e chegou a entrar para os trending topics do Twitter.

Discretamente, a HBO assumiu o erro, corrigiu o episódio com uma edição mágica e negou que se trate de uma investida de “product placement”, estratégia de marketing que se vale da inserção de mensagens publicitárias de forma sútil em determinado  conteúdo. Até porque, acredite, o copo nem era da starbucks, mas de um serviço de lanches interno da produção.

Mesmo assim, a marca de café levou a melhor com o “buzz” gerado nas mídias sociais, e sem gastar nenhum centavo por isso. 

Pelos cálculos da agência de marketing Hollywood Branded, o valor comercial aproximado de toda a comoção em torno do “copo da Starbucks” foi de 2,3 bilhoes de dólares. O cálculo levou em conta o valor hipotético que a rede teria que desembolsar para anunciar em um programa com a audiência de GoT, série de maior sucesso da HBO, e também as mais de 10,5 menções à rede de café americana e à série, que foram contabilizadas na internet, transmissões de rádio de televisão, pela agência de PR Critical Mention.

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O Boticário convoca Jade Baraldo e Gabriel O Pensador a fazerem remake de hit dos anos 90 como convite à sociedade repensar sobre estereótipos e preconceitos

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

16 de Maio de 2019

Mais do que a cor do cabelo, quando falamos do hit que estourou nos anos 90 – Lôraburra –  do cantor Gabriel O Pensador, temos uma questão social importante por trás da letra. O Boticário, que está há mais de 40 anos no mercado promovendo debates sobre assuntos relevantes, entendeu que para o lançamento “Match Liga dos Coloridos”, linha com foco na coloração dos fios, poderia ser o insight para o desafio: convidar Gabriel e Jade Baraldo a reescreverem o single, deixando de lado estereótipos e preconceitos.

Ambos os artistas, não só toparam, como se mostraram muito animados com o projeto. A campanha, desenvolvida pela agência publicitária, foi pensada desde o início para trazer a visão feminina altamente impactada pela versão anterior. A importância das mulheres durante todo o projeto foi peça-chave para sua produção. Além da contribuições das equipes, maioritariamente femininas, tanto do Boticário como das agências envolvidas, o coletivo feminino Hysteria também foi convidado para atuar como consultor durante todo o processo.

“Evolução” traz em sua letra o respeito a todas as opiniões e o empoderamento das mulheres, sem reforçar estereótipos.  O clipe mostra representatividade do casting – formado pelos mais diversos tons e tipos de cabelo – à direção, com o olhar crítico e apurado, de Judith Belfer, da Untitled.

Match Liga dos Coloridos tem produtos específicos para cabelos loiros, ruivos e coloridos. Uma série de tutoriais com o expert Ricardo dos Anjos complementa a campanha, com as influenciadoras Lore Souza, Maíra Medeiros e Jeska Grecco, que também participam do clipe.

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Esta é a menor propaganda “de rua” do mundo (só dá para ver de binóculos)

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

08 de Maio de 2019

No último sábado, mais de 100 mil espectadores se reuniram no hipódromo de Churchill Downs para assistir – e apostar – na competição Kentucky Derby, maior corrida de cavalos dos Estados Unidos e uma das mais tradicionais do mundo. 

A ocasião grandiosa pareceu o local ideal para o grupo financeiro MassMutual instalar anuncios que de tão pequenos só poderiam ser vistos com ajuda de binóculos, um artigo onipresente no evento do qual os participantes lançam mão para acompanhar de perto o turfe.

Uma série de 20 miniaturas representando cenas cotidianas foram criadas pela agencia de publicidade nova-iorquina Johannes Leonardo e espalhadas em torno das principais áreas do terreno, como vigas dos telhados e campo interno.

Os minúsculos dioramas, com pessoas fazendo churrasco e passeando o cachorro, exibem cartazes com mensagens do tipo: “Observe mais de perto suas finanças para ver o quadro geral”.

Batizada de “Pequenos Atos”, a campanha traz a mensagem de que pequenos atos podem fazer uma grande diferença no futuro financeiro.

Em entrevista ao site Adweek, Jennifer Halloron, chefe de marca e publicidade da MassMutual explicou que a campanha também queria “surpreender e encantar” os adeptos do turfe e ao mesmo tempo homenagear a história do evento.

O MassMutual celebra seu segundo ano como parceiro do Kentucky Derby.

Letras miúdas no microscópio

Já que estamos falando de miudezas, em 2018, a fabricante holandesa de equipamentos para semicondutores, ASML, entrou para o Guinness World Records (o livro dos recordes) com o menor anúncio do mundo.

Invisível a olho nu, o anúncio publicitário tem 33,272 micrômetros (µm) de comprimento por 7,76 μm de largura. Detalhe: um micrômetro equivale a um milésimo de milímetro. Ele seria facilmente coberto por um único fio de cabelo humano, que tem cerca de 75 micrômetros de largura.

O anúncio foi criado em uma das máquinas de litografia da ASML, que são usadas para criar microchips em escala nanométrica, o que, por sua vez, permite que dispositivos eletrônicos se tornem mais baratos, mais rápidos e mais poderosos.

Ele foi gravado e impresso com luz ultravioleta em uma placa de silício de 300 mm e  continha o texto “Para ser realmente pequeno, você tem que pensar grande #Smallest_AD ASML”.

 

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Adidas lança tênis do futuro feito de um único material e 100% reciclável

Por rodrigogoyanna em estrategia, Marketing, Vida

25 de Abril de 2019

Fãs de corrida sabem muito bem como é fácil se apegar a um tenis que aguenta o “tranco” dos exercícios, e como é triste ter que se desfazer dele depois de tantos usos. Mas e se fosse possível transformá-lo em outro par novinho reaproveitando todo seu material?

Essa é proposta de uma nova linha de tênis de performance da Adidas que é 100% reciclável: o Futurecraft Loop, definido pela fabricante de artigos esportivos como o “primeiro tênis para corrida feito para ser refeito”.

Apresentado nesta semana nos Estados Unidos a um grupo seleto de jornalistas e esportistas, o tênis traz apenas um material em sua composição — um novo tipo de poliuretano termoplástico, que o reveste por inteiro, da língua e cordões à entressola. 

Essa característica facilita a reciclagem do tênis, já que não é preciso separar os componentes do produto por materiais diferentes. Quando estiverem velhos, os tênis poderão ser devolvidos à Adidas. E aí começa a mágica: ao fim de sua vida útil, os calçados serão lavados, moídos em grânulos e dissolvidos em materiais para gerar um novo par.

Para isso, a fabricante precisou desenvolver um processo de criação loop, ou seja, de ciclo de vida fechado, em que as matérias-primas podem ser reutilizadas várias vezes.  Mas, por se tratar de uma senhora inovação na indústria, ainda há muito espaço para atingir o reaproveitamento integral dos materiais.

Embora o tênis seja totalmente reciclável, o material reciclado só pode constituir 10% da próxima geração de sapato para manter seu nível de desempenho no uso. A Adidas espera melhorar esse índice nos próximos anos, para finalmente alcançar o ideal de circularidade do produto, aproveitando todo material do item antigo.

“O que acontece com seus sapatos depois de usá-los? Você os joga fora, exceto que não existe o ‘fora’. Existem apenas aterros e incineradores e, finalmente, uma atmosfera sufocada com excesso de carbono, ou oceanos cheios de lixo plástico”, declarou Eric Liedtke, membro do Conselho Executivo da Adidas.

“O próximo passo é acabar com o conceito de desperdício inteiramente. Nosso sonho é que você possa continuar usando os mesmos sapatos repetidas vezes”, garantiu o executivo em comunicado da marca.

A investida integra o plano de sustentabilidade da empresa de artigos esportivos para reduzir a geração de resíduos de seu processo produtivo, especialmente plástico.

Desde 2015, a marca trabalha em parceria com o programa Parley for the Oceansna produção de calçados feitos com fios e filamentos recuperados e reciclados de lixo plástico marinho e redes de pesca ilegais encontrados nos oceanos. Em 2019, a Adidas produzirá 11 milhões de pares de calçados dentro desse projeto.

Apenas 200 unidades do Futurecraft Loop foram lançadas como parte de um programa piloto. Elas serão testadas por pessoas selecionadas pela marca ao longo dos próximos meses.

Uma segunda geração do modelo deverá ser lançada em 2021, dessa vez para o público geral. Será o início de uma nova forma de comprar e vender o mesmo tênis, de novo, e de novo….e de novo? A conferir.

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Lexus lança documentário de 60 mil horas de duração

Por rodrigogoyanna em estrategia, Marketing

18 de Março de 2019

Você gosta de assistir a documentários? De qualquer tipo? E se ele tivesse 60 mil horas de duração? Bem, mesmo que você topasse o desafio, a tarefa seria ingrata – e provavelmente impossível. Seria preciso quase sete anos, sem parar, para ver um filme deste tamanho.

A fabricante automotiva lexus, mesmo sabendo que nenhum consumidor seu jamais terá sete anos livres para essa tarefa, lançou um documentário de 60 mil horas. O filme explora o conceito de “artesão” e a arte de se dedicar com paciência a uma tarefa manual até atingir o nível da perfeição. Os japoneses chamam a isso de “takumi” – e eles são conhecidos pelas artes milenares extremamente aperfeiçoadas.

Com o conceito, a Lexus quer explorar a ideia de que ela, enquanto marca, também quer se dedicar com extremo afinco à arte de fabricar carros – e que se importa muito com o resultado final entregue ao consumidor. Tenta dizer que ela se importa tanto que chega ao nível dos “takumis” japoneses. A ideia é o oposto da automação da inteligência artificial, conceito explorado pela Lexus em 2018, quando ela lançou um comercial cujo roteiro havia sido escrito por uma IA e buscava refletir sobre quanto um “robô” poderia trazer de intuição ao processo criativo.

Para tal oposto, ou seja, a arte não feita por algoritmos, mas pela dedicação de centenas de horas de um ser humano, o documentário da Lexus gravou cenas com quatro artesãos japoneses: um carpinteiro, uma artista que trabalha com tradicionais recortes de papel, um chef e um designer automotivo (que trabalha para a Lexus). Que fique claro: era impossível gravar 60 mil horas de material inédito. Seria preciso três décadas para uma equipe conseguir gravar tanto material – como em qualquer filme, cada minuto de gravação exige muitas horas de trabalho.

O que a Lexus fez foi gravar entre três e cinco minutos de material de cada um dos quatro artesãos e depois criar uma sequência de loops, repetindo as cenas e criando as tais 60 mil horas. Mas a metáfora é clara: a repetição “infinita” da tarefa dos artesãos, exemplificando dedicação e concentração absolutas. Para quem não quer encarar as 60 mil horas, a marca vai lançar uma versão mais “normal” do vídeo: apenas 54 minutos. A campanha foi criada pela agência britânica The&Partnership.

O nome oficial do filme é “Takumi: A 60,000-Hour Story on the Survival of Human Craft”. ele estará disponivel em um site criado para a campanha. Já a versão de 54 minutos estreia em 19 de março no Amazon Prime Video, Google Play, e iTunes. Os artesãos que estrelam a campanha são o carpinteiro Shigeo Kiuchi, o chef Hisato Nakahigashi (estrelado pela Michelin), a artista Nahoko Kojima e o “takumi” Katsuaki Suganuma, que trabalha para a Lexus há 32 anos e cuida de fazer a inspeção final dos carros que saem da linha de produção, garantindo que estão “perfeitos”, ao melhor estilo do olhar atento oriental.

Na América do Norte, a Lexus vendeu 298.310 veículos em 2018, 2,2% menos que em 2017. É um pouco menos que a venda de modelos Corolla em 2018 (303.732).

Confira o trailer:

 

 

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As 10 tendências globais de consumo em 2019

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

27 de Fevereiro de 2019

O comportamento e o interesse dos consumidores estão mudando – e as marcas precisam entender os novos movimentos que se anunciam se quiserem continuar a falar com o seu público de modo eficiente e inovador.

Um novo estudo da empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International revela as principais tendências de consumo que surgem em 2019 e que deverão ditar os próximos anos.

No geral, a pesquisa assinala que inteligência para saber usar o imenso leque de opções e poder de decisão disponíveis é essencial em 2019. “O grande desafio é saber dar sentido a tudo”, diz o estudo.

As autoras destacam que os consumidores estão ficando mais inteligentes (“todos são especialistas”) e autossuficientes. Além disso, demandam cada vez mais autenticidade e imediatismo. “Consumidores estão buscando por autenticidade, produtos diferenciados e experiências para que eles possam expressar sua individualidade. Consumidores em países em desenvolvimento estão reavaliando seus hábitos de consumo, abandonado o materialismo exagerado e buscando simplicidade, autenticidade e individualidade”, escrevem Angus e Westbrook.

Questões éticas e sobre o meio-ambiente também estão deixando de ser demandas de nicho e pautas de poucas marcas para se tornarem pontos essenciais para qualquer um. O movimento anti-plástico de 2018 (contra os canudinhos, por exemplo) mostrou que a preocupação ambiental veio para ficar.

As autoras também destacam a valorização do tempo individual, para uma “solitude” (que é diferente de solidão), a facilidade de contato via plataformas digitais e também a questão do envelhecimento: gerações mais velhas querem ser lembradas pelas marcas. “Os baby-boomers têm muito mais em comum em torno de valores e prioridades com os millennials e gerações mais jovens que muitos podem imaginar”, escrevem.

Confira, a seguir, as 10 tendências de consumo em 2019:

1. Pessoas mais velhas querem se sentir e agir como mais novas – e ser tratadas como tal
Em 2019, surgem os “agnósticos da idade”, aqueles que não acreditam mais que idade ou velhice é sinônimo de “piorar”. Eles não têm uma visão passiva sobre o envelhecimento e cuidam cada vez mais da aparência e da saúde. Pesquisas mostram que a geração que nasceu entre 1946 e 1964 também se preocupa com inovações tecnológicas, novos apps e novos smartphones.

Com populações envelhecendo em todo o mundo (no Japão, mais da metade da população terá mais de 50 anos em 2025), essa fatia de consumidores se torna essencial para marcas e empresas, que devem enxergar um potencial de crescimento na faixa etária. Aliás, essa faixa da população tem mais poder de compra que os mais jovens.

2. De volta ao básico: menos é mais
Consumidores tendem, cada vez mais, a rejeitar o genérico, os produtos massificados. A preferência, agora, é dada aos produtos simplificados e focados. Consumidores também estão reavaliando seus hábitos de consumo, rejeitando o materialismo e o consumismo e dando preferência a experiências mais simples e autênticas. Comprar comida localmente, de pequenos produtores, exemplifica a tendência.

No mercado de bebidas, o aumento no consumo de produtos artesanais (como as craft beers) reflete a tendência anti-massificação. No mercado de beleza, os produtos chamados DIY (Do It Yourself – faça você mesmo) também tem visto um boom de interesse e consumo. Segundo Kseniia Galenytska, analista sênior do Euromonitor: “A demanda por produtos que usam ingredientes naturais tem crescido. 29% dos consumidores buscam produtos de pele totalmente naturais e a demanda por transparência total de ingredientes alcançou 19% dos consumidores”.

3. Consumo consciente
Consumidores estão cada vez mais conscientes e buscam decisões positivas na maneira de comprar e consumir um produto ou serviço. O “mindfulness” chegou ao consumo. Essa parcela crescente de consumidores tem consciência do impacto negativo que o consumo exagerado e irresponsável está causando no mundo. Essa consciência abarca seres humanos, animais e meio-ambiente.

O veganismo e os produtos eco-friendly ganham mais espaço com essa tendência entre os consumidores ao redor do globo. Em países em desenvolvimento, consumir carne vermelha ainda é visto como sinal de maior poder aquisitivo e prosperidade. Mas, mesmo nesses países, como Nigéria, Paquistão e Brasil, as dietas vegetarianas ganharam espaço. Os produtos que não promovem testes em animais também estão sendo cada vez mais exigidos. Segundo o estudo, “a ética se tornou mainstream”, ou seja, se popularizou, e o conceito de negócio eticamente responsável mudou, abrangendo muito mais tópicos.

4. Digitalmente unidos
A transformação dos meios digitais e da tecnologia, que na última década evoluiu de “facilitador da comunicação” à criação de novas e multidimensionais formas de interação, vai continuar a criar novas experiências coletivas e moldar a maneira pela qual consumidores se conectam e colaboram.

Indústrias inteiras já estão se transformando para oferecer soluções e opções virtuais, como as áreas médica e do Direito. Os trabalhos e interações virtuais, onde será possível trabalhar e colaborar em equipe, mesmo à distância, serão cada vez mais comuns.

Segundo Mattew Hudak, analisa de pesquisa do Euromonitor, a realidade virtual surgida no mundo dos videogames vai se expandir para todas as áreas profissionais. Segundo ele, o desafio da próxima geração de novas tecnologias será o de fazer um balanço entre a facilidade do uso do consumidor (tecnologia user-friendly) e as altas capacidades técnicas do serviço ou produto em questão.

5. Todo mundo é especialista: conhecimento é poder
Em uma era de alta acessibilidade, onde tudo está ao alcance de um botão, consumidores sabem que podem contar com informações instantâneas para decidir suas compras. A relação entre varejista e consumidor mudou. Se antes estes buscavam certas marcas ou especialistas em quem podiam confiar para tomar suas decisões, agora consumidores muito bem informados tomam decisões por conta própria e conversam entre si em busca de conselhos e informações.

Nas redes sociais, consumidores não precisam das marcas para relatar problemas, fazer críticas, ou elogiar um produto ou serviço. O poder da informação está na mão de quem consome. Além disso, só crescem o poder dos “influenciadores” nas redes sociais. Nessa onda, a velha máxima “o cliente tem sempre razão” se tornou ainda mais uma verdade inquestionável.

O poder desses consumidores molda o e-commerce, onde sites contam com avaliações e rankings criados pelos compradores, que monitoram a todo instante preços e qualidade de produtos e atendimentos. Não há espaço para falta de transparência. Qualquer erro é imediatamente relatado e compartilhado.

6. Espaço próprio: o valor de “ficar sozinho”
O tempo onde a fronteira privada e profissional desaparecia (gerando o problema dos “workaholics”) ficou para trás, assim como aquele tempo criado pelas redes sociais onde as pessoas sofriam de ansiedade por sentirem que, ao ficar em casa, estavam “perdendo alguma coisa”. Em 2019, a valorização do tempo sozinho, do momento “eu”, veio para ficar. Não tem nada de errado em ficar em casa curtindo a própria companhia, longe do e-mail, dos eventos e das redes sociais.

Outra tendência mostra consumidores mais cuidadosos com o que compartilhavam online, valorizando mais a privacidade. Muita gente percebeu que não dava para ficar 24 horas por dia “competindo” em termos de experiência e felicidade nas redes sociais. As experiências da “vida real” voltaram a ser valorizados como escape do estresse constante da vida online.

7. “Deixa que eu faço” – Consumidores podem cuidar deles mesmos
Consumidores estão cortando o “meio de campo”, os profissionais intermediários, e fazendo eles mesmos. Sem consultar um profissional, pessoas resolvem seus próprios problemas com versatilidade. E se antes consumidores se deixavam levar pelo “hype” de novos produtos, agora eles buscam soluções simples e eficazes, que se encaixem no que eles desejam. De olho, por exemplo, na saúde, esses novos consumidores buscam soluções práticas de alimentos, valorizando produtos orgânicos.

Para atingir resultados pessoais de felicidade e saúde, esses consumidores estão dispostos a gastar mais se preciso. Sarah Petersson, pesquisadora sênior do Euromonitor, diz: “Ser capaz de ‘cuidar de si mesmo’ é visto como um luxo que permite às pessoas serem mais versáteis, expandirem suas possibilidades. Essa tendência reflete no modo como as pessoas comem, bebem e cuidam da sua saúde”.

8. Um mundo sem plástico – Consumidores mais atentos ao desperdício
A luta por uma sociedade livre da “escravidão do plástico” ganhou força nos últimos anos e só crescerá em 2019, com consumidores mais atentos que rejeitam produtos cuja embalagem plástica é descartada com apenas um uso ou aqueles produtos de beleza que trazem micropartículas plásticas que poluem gravemente os oceanos. Pela versatilidade, 63% das embalagens de produtos como alimentos, produtos de beleza e produtos para o lar vêm em embalagens plásticas. Mas o uso pelos consumidores será mais consciente, buscando reciclagem, reuso e consumo consciente.

Com essa tendência, consumidores vão se mostrar a gastar mais em produtos com materiais recicláveis e cujas marcas se preocupam efetivamente com o meio-ambiente.

9. Eu quero agora! – Soluções rápidas e sem problemas
Eficiência é a palavra-chave. Consumidores estão mais atarefados e desejam serviços e produtos que são entregues rapidamente e da maneira mais simples possível, sem problemas. Preocupados em ter mais tempo e dar mais atenção aos seus trabalhos e vida pessoal, esses consumidores querem se preocupar o menos possível com as questões práticas da vida: uma compra no mercado, um novo serviço no celular: tudo precisa ser feito da maneira mais suave possível, requerendo a menor preocupação possível.

Tempo também é, cada vez mais, precioso. Uma boa parcela dos consumidores em 2019 tenderão a gastar mais dinheiro caso o serviço ou produto poupe-lhes tempo. A tecnologia 5G, o big data e a inteligência artificial colocarão à disposição serviços e produtos que salvarão muito tempo de seus consumidores cativos.

10. Amando a vida de solteiro
Pessoas acima dos 50 anos estão ficando mais solteiras e aproveitando essa nova vida. Solteiros por toda a vida ou recentemente viúvos ou separados, esses consumidores têm mais poder de consumo e estão adotando um estilo de vida típico dos jovens solteiros. Na próxima década, o crescimento no número de lares com solteiros será maior que o crescimento de qualquer outro tipo de lar.

Questão de conveniência e custo são essenciais para esses consumidores. Eles priorizam a segurança financeira e pensam na hora de tomar decisões de consumo mais que gerações mais jovens.

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As 10 tendências globais de consumo em 2019

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

27 de Fevereiro de 2019

O comportamento e o interesse dos consumidores estão mudando – e as marcas precisam entender os novos movimentos que se anunciam se quiserem continuar a falar com o seu público de modo eficiente e inovador.

Um novo estudo da empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International revela as principais tendências de consumo que surgem em 2019 e que deverão ditar os próximos anos.

No geral, a pesquisa assinala que inteligência para saber usar o imenso leque de opções e poder de decisão disponíveis é essencial em 2019. “O grande desafio é saber dar sentido a tudo”, diz o estudo.

As autoras destacam que os consumidores estão ficando mais inteligentes (“todos são especialistas”) e autossuficientes. Além disso, demandam cada vez mais autenticidade e imediatismo. “Consumidores estão buscando por autenticidade, produtos diferenciados e experiências para que eles possam expressar sua individualidade. Consumidores em países em desenvolvimento estão reavaliando seus hábitos de consumo, abandonado o materialismo exagerado e buscando simplicidade, autenticidade e individualidade”, escrevem Angus e Westbrook.

Questões éticas e sobre o meio-ambiente também estão deixando de ser demandas de nicho e pautas de poucas marcas para se tornarem pontos essenciais para qualquer um. O movimento anti-plástico de 2018 (contra os canudinhos, por exemplo) mostrou que a preocupação ambiental veio para ficar.

As autoras também destacam a valorização do tempo individual, para uma “solitude” (que é diferente de solidão), a facilidade de contato via plataformas digitais e também a questão do envelhecimento: gerações mais velhas querem ser lembradas pelas marcas. “Os baby-boomers têm muito mais em comum em torno de valores e prioridades com os millennials e gerações mais jovens que muitos podem imaginar”, escrevem.

Confira, a seguir, as 10 tendências de consumo em 2019:

1. Pessoas mais velhas querem se sentir e agir como mais novas – e ser tratadas como tal
Em 2019, surgem os “agnósticos da idade”, aqueles que não acreditam mais que idade ou velhice é sinônimo de “piorar”. Eles não têm uma visão passiva sobre o envelhecimento e cuidam cada vez mais da aparência e da saúde. Pesquisas mostram que a geração que nasceu entre 1946 e 1964 também se preocupa com inovações tecnológicas, novos apps e novos smartphones.

Com populações envelhecendo em todo o mundo (no Japão, mais da metade da população terá mais de 50 anos em 2025), essa fatia de consumidores se torna essencial para marcas e empresas, que devem enxergar um potencial de crescimento na faixa etária. Aliás, essa faixa da população tem mais poder de compra que os mais jovens.

2. De volta ao básico: menos é mais
Consumidores tendem, cada vez mais, a rejeitar o genérico, os produtos massificados. A preferência, agora, é dada aos produtos simplificados e focados. Consumidores também estão reavaliando seus hábitos de consumo, rejeitando o materialismo e o consumismo e dando preferência a experiências mais simples e autênticas. Comprar comida localmente, de pequenos produtores, exemplifica a tendência.

No mercado de bebidas, o aumento no consumo de produtos artesanais (como as craft beers) reflete a tendência anti-massificação. No mercado de beleza, os produtos chamados DIY (Do It Yourself – faça você mesmo) também tem visto um boom de interesse e consumo. Segundo Kseniia Galenytska, analista sênior do Euromonitor: “A demanda por produtos que usam ingredientes naturais tem crescido. 29% dos consumidores buscam produtos de pele totalmente naturais e a demanda por transparência total de ingredientes alcançou 19% dos consumidores”.

3. Consumo consciente
Consumidores estão cada vez mais conscientes e buscam decisões positivas na maneira de comprar e consumir um produto ou serviço. O “mindfulness” chegou ao consumo. Essa parcela crescente de consumidores tem consciência do impacto negativo que o consumo exagerado e irresponsável está causando no mundo. Essa consciência abarca seres humanos, animais e meio-ambiente.

O veganismo e os produtos eco-friendly ganham mais espaço com essa tendência entre os consumidores ao redor do globo. Em países em desenvolvimento, consumir carne vermelha ainda é visto como sinal de maior poder aquisitivo e prosperidade. Mas, mesmo nesses países, como Nigéria, Paquistão e Brasil, as dietas vegetarianas ganharam espaço. Os produtos que não promovem testes em animais também estão sendo cada vez mais exigidos. Segundo o estudo, “a ética se tornou mainstream”, ou seja, se popularizou, e o conceito de negócio eticamente responsável mudou, abrangendo muito mais tópicos.

4. Digitalmente unidos
A transformação dos meios digitais e da tecnologia, que na última década evoluiu de “facilitador da comunicação” à criação de novas e multidimensionais formas de interação, vai continuar a criar novas experiências coletivas e moldar a maneira pela qual consumidores se conectam e colaboram.

Indústrias inteiras já estão se transformando para oferecer soluções e opções virtuais, como as áreas médica e do Direito. Os trabalhos e interações virtuais, onde será possível trabalhar e colaborar em equipe, mesmo à distância, serão cada vez mais comuns.

Segundo Mattew Hudak, analisa de pesquisa do Euromonitor, a realidade virtual surgida no mundo dos videogames vai se expandir para todas as áreas profissionais. Segundo ele, o desafio da próxima geração de novas tecnologias será o de fazer um balanço entre a facilidade do uso do consumidor (tecnologia user-friendly) e as altas capacidades técnicas do serviço ou produto em questão.

5. Todo mundo é especialista: conhecimento é poder
Em uma era de alta acessibilidade, onde tudo está ao alcance de um botão, consumidores sabem que podem contar com informações instantâneas para decidir suas compras. A relação entre varejista e consumidor mudou. Se antes estes buscavam certas marcas ou especialistas em quem podiam confiar para tomar suas decisões, agora consumidores muito bem informados tomam decisões por conta própria e conversam entre si em busca de conselhos e informações.

Nas redes sociais, consumidores não precisam das marcas para relatar problemas, fazer críticas, ou elogiar um produto ou serviço. O poder da informação está na mão de quem consome. Além disso, só crescem o poder dos “influenciadores” nas redes sociais. Nessa onda, a velha máxima “o cliente tem sempre razão” se tornou ainda mais uma verdade inquestionável.

O poder desses consumidores molda o e-commerce, onde sites contam com avaliações e rankings criados pelos compradores, que monitoram a todo instante preços e qualidade de produtos e atendimentos. Não há espaço para falta de transparência. Qualquer erro é imediatamente relatado e compartilhado.

6. Espaço próprio: o valor de “ficar sozinho”
O tempo onde a fronteira privada e profissional desaparecia (gerando o problema dos “workaholics”) ficou para trás, assim como aquele tempo criado pelas redes sociais onde as pessoas sofriam de ansiedade por sentirem que, ao ficar em casa, estavam “perdendo alguma coisa”. Em 2019, a valorização do tempo sozinho, do momento “eu”, veio para ficar. Não tem nada de errado em ficar em casa curtindo a própria companhia, longe do e-mail, dos eventos e das redes sociais.

Outra tendência mostra consumidores mais cuidadosos com o que compartilhavam online, valorizando mais a privacidade. Muita gente percebeu que não dava para ficar 24 horas por dia “competindo” em termos de experiência e felicidade nas redes sociais. As experiências da “vida real” voltaram a ser valorizados como escape do estresse constante da vida online.

7. “Deixa que eu faço” – Consumidores podem cuidar deles mesmos
Consumidores estão cortando o “meio de campo”, os profissionais intermediários, e fazendo eles mesmos. Sem consultar um profissional, pessoas resolvem seus próprios problemas com versatilidade. E se antes consumidores se deixavam levar pelo “hype” de novos produtos, agora eles buscam soluções simples e eficazes, que se encaixem no que eles desejam. De olho, por exemplo, na saúde, esses novos consumidores buscam soluções práticas de alimentos, valorizando produtos orgânicos.

Para atingir resultados pessoais de felicidade e saúde, esses consumidores estão dispostos a gastar mais se preciso. Sarah Petersson, pesquisadora sênior do Euromonitor, diz: “Ser capaz de ‘cuidar de si mesmo’ é visto como um luxo que permite às pessoas serem mais versáteis, expandirem suas possibilidades. Essa tendência reflete no modo como as pessoas comem, bebem e cuidam da sua saúde”.

8. Um mundo sem plástico – Consumidores mais atentos ao desperdício
A luta por uma sociedade livre da “escravidão do plástico” ganhou força nos últimos anos e só crescerá em 2019, com consumidores mais atentos que rejeitam produtos cuja embalagem plástica é descartada com apenas um uso ou aqueles produtos de beleza que trazem micropartículas plásticas que poluem gravemente os oceanos. Pela versatilidade, 63% das embalagens de produtos como alimentos, produtos de beleza e produtos para o lar vêm em embalagens plásticas. Mas o uso pelos consumidores será mais consciente, buscando reciclagem, reuso e consumo consciente.

Com essa tendência, consumidores vão se mostrar a gastar mais em produtos com materiais recicláveis e cujas marcas se preocupam efetivamente com o meio-ambiente.

9. Eu quero agora! – Soluções rápidas e sem problemas
Eficiência é a palavra-chave. Consumidores estão mais atarefados e desejam serviços e produtos que são entregues rapidamente e da maneira mais simples possível, sem problemas. Preocupados em ter mais tempo e dar mais atenção aos seus trabalhos e vida pessoal, esses consumidores querem se preocupar o menos possível com as questões práticas da vida: uma compra no mercado, um novo serviço no celular: tudo precisa ser feito da maneira mais suave possível, requerendo a menor preocupação possível.

Tempo também é, cada vez mais, precioso. Uma boa parcela dos consumidores em 2019 tenderão a gastar mais dinheiro caso o serviço ou produto poupe-lhes tempo. A tecnologia 5G, o big data e a inteligência artificial colocarão à disposição serviços e produtos que salvarão muito tempo de seus consumidores cativos.

10. Amando a vida de solteiro
Pessoas acima dos 50 anos estão ficando mais solteiras e aproveitando essa nova vida. Solteiros por toda a vida ou recentemente viúvos ou separados, esses consumidores têm mais poder de consumo e estão adotando um estilo de vida típico dos jovens solteiros. Na próxima década, o crescimento no número de lares com solteiros será maior que o crescimento de qualquer outro tipo de lar.

Questão de conveniência e custo são essenciais para esses consumidores. Eles priorizam a segurança financeira e pensam na hora de tomar decisões de consumo mais que gerações mais jovens.