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Blog do Guifil

por Guilherme Custódio

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Espaço craques do passado: relembre a trajetória do ex-jogador Babá

Por guilhermecustodio em Sem categoria

11 de novembro de 2015

Babá é o quarto da esquerda para a direita, agachado. Foto: Guilherme Custódio/Arquivo Pessoal

Babá é o quarto da esquerda para a direita, agachado. Foto: Guilherme Custódio/Arquivo Pessoal

O Blog do Conrado abre espaço para contar histórias de jogadores cearenses que fizeram história no nosso futebol. A primeira matéria do espaço “Craques do Passado” traz a história do ex-jogador Babá, que marcou seu nome na história dos três principais clubes do futebol local. 

Em “Forte e vigoroso, jogou com destaque no Fortaleza, Ferroviário e Ceará. Integrou o selecionado cearense sete vezes”. É assim que o saudoso historiador do futebol cearense, Alfredo Sampaio (1926-2005), definia Sebastião Medeiros de Brito, ou simplesmente Babá.

Nascido na capital cearense, no dia 05 de novembro de 1916, ele faleceu aos 82 anos, na mesma cidade. Babá era lateral e encerrou a carreira após problemas no menisco do joelho esquerdo. Como treinador, foi campeão cearense pelo proletário Ferroviário Atlético Clube, em 1950.

Jogador e marceneiro
Na época, alguns anos após a profissionalização do esporte no Ceará, fato ocorrido em 1939, era comum os jogadores de futebol exercerem também outra profissão. No Ferrão, grande parte dos jogadores eram funcionários da antiga Rede de Viação Cearense (RVC), onde Babá trabalhava na marcenaria. Outros exemplos de equipes de origem proletária do futebol brasileiro são o Bangu-RJ e o Criciúma-SC.
Sobre a sua troca de clube, entre os rivais Fortaleza e Ceará, jornais do período relatam que “do Fortaleza, Babá se transferiu para o Ceará e não foi menor, talvez até maior a sua projeção vestindo a camiseta alvinegra, formando com outros talentosos jogadores uma intermediária célebre dos nossos gramados”. Por jornais que falam sobre o jogador, era descrito como “Babá era duro, sem ser desleal. Dono de um físico avantajado tinha, porém, muita velocidade, a que aliava um senso perfeito de colocação em campo”.
Para o escritor e pesquisador Airton Fontenele, “no seu tempo, meia-cancha de respeito tinha de ter Babá”. Para o jornalista Tom Barros, Babá “deixou o seu nome no futebol cearense”. Enfim, como diria o trecho do recorte de um jornal, guardado em uma velha caixa por sua filha caçula, Maria Júlia, ele foi “um craque do passado, que soube honrar o nome do futebol cearense”.* Escrito pelo jornalista Guilherme Custódio, neto do ex-jogador Babá.

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Babá é o quarto da esquerda para a direita, agachado. Foto: Guilherme Custódio/Arquivo Pessoal

Babá é o quarto da esquerda para a direita, agachado. Foto: Guilherme Custódio/Arquivo Pessoal

O Blog do Conrado abre espaço para contar histórias de jogadores cearenses que fizeram história no nosso futebol. A primeira matéria do espaço “Craques do Passado” traz a história do ex-jogador Babá, que marcou seu nome na história dos três principais clubes do futebol local. 

Em “Forte e vigoroso, jogou com destaque no Fortaleza, Ferroviário e Ceará. Integrou o selecionado cearense sete vezes”. É assim que o saudoso historiador do futebol cearense, Alfredo Sampaio (1926-2005), definia Sebastião Medeiros de Brito, ou simplesmente Babá.

Nascido na capital cearense, no dia 05 de novembro de 1916, ele faleceu aos 82 anos, na mesma cidade. Babá era lateral e encerrou a carreira após problemas no menisco do joelho esquerdo. Como treinador, foi campeão cearense pelo proletário Ferroviário Atlético Clube, em 1950.

Jogador e marceneiro
Na época, alguns anos após a profissionalização do esporte no Ceará, fato ocorrido em 1939, era comum os jogadores de futebol exercerem também outra profissão. No Ferrão, grande parte dos jogadores eram funcionários da antiga Rede de Viação Cearense (RVC), onde Babá trabalhava na marcenaria. Outros exemplos de equipes de origem proletária do futebol brasileiro são o Bangu-RJ e o Criciúma-SC.
Sobre a sua troca de clube, entre os rivais Fortaleza e Ceará, jornais do período relatam que “do Fortaleza, Babá se transferiu para o Ceará e não foi menor, talvez até maior a sua projeção vestindo a camiseta alvinegra, formando com outros talentosos jogadores uma intermediária célebre dos nossos gramados”. Por jornais que falam sobre o jogador, era descrito como “Babá era duro, sem ser desleal. Dono de um físico avantajado tinha, porém, muita velocidade, a que aliava um senso perfeito de colocação em campo”.
Para o escritor e pesquisador Airton Fontenele, “no seu tempo, meia-cancha de respeito tinha de ter Babá”. Para o jornalista Tom Barros, Babá “deixou o seu nome no futebol cearense”. Enfim, como diria o trecho do recorte de um jornal, guardado em uma velha caixa por sua filha caçula, Maria Júlia, ele foi “um craque do passado, que soube honrar o nome do futebol cearense”.* Escrito pelo jornalista Guilherme Custódio, neto do ex-jogador Babá.

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