Publicidade

Blog do Guifil

por Guilherme Custódio

paratleta

Paratleta cearense vence Meia Maratona do Rio: “cruzei a linha chorando de emoção”

Por guilhermecustodio em Corrida

31 de agosto de 2015

Paraatleta cearense foi a primeira a completa a linha de chegada entre todos os competidores. Foto: Arquivo Pessoal

Paraatleta cearense foi a primeira a completar a linha de chegada entre todos os competidores cadeirantes. Foto: Arquivo Pessoal

A paratleta cearense Maria de Fátima Fonseca Chaves, 27 anos, levou mais uma vez o esporte cearense para o lugar mais alto do pódio. Ela venceu neste domingo (30) a Meia Maratona do Rio de Janeiro. Fah Fonseca, como é carinhosamente chamada desde criança pelos parentes e amigos, não só venceu a prova na capital carioca, como bateu o recorde da competição entre as mulheres cadeirantes com o tempo de 56m e 36s. Maria de Fátima não conteve a emoção ao vencer a disputa neste domingo. ”  Por tanta emoção, cruzei a linha de chegada chorando por tudo que representou pra mim chegar até ali “, disse Maria. A natural de Fortaleza também chegou na frente dos homens da categoria cadeirantes. “Por mais treinada que estivesse não conseguiria imaginar que chegaria na frente dos homens e muito menos bateria recorde”, destacou a cearense.

O equipamento utilizado por Maria de Fátima é feito sob medida para ela. As rodas são de carbono e o quadro aeronaval, fazendo com que a cadeira fique mais leve para ela utilizar as mãos. A desportista cearense nasceu com uma má formação na coluna. “Já nasci com uma má formação na coluna do qual se chama mielomenigoceli. Andei até os 13 anos com calçados especiais, depois não consegui mas, ficando em casa quase sempre”.

Vida de paratleta
– Sou paratleta desde 2009. Na verdade não sabia que deficiente físico poderia ser atleta. Vivi até os 19 anos em casa por não conhecer o meu mundo. Apenas estudava e voltava pra casa pra sair no outro dia novamente para a escola. Não tinha nem cadeira de uso, andava com um auxílio de uma pessoa comigo, e pra ir na escola meu tio me levava na garupa de uma bicicleta até a porta da sala de aula. Foi assim até o segundo grau. Aos 18 anos, consegui uma vaga no Hospital Sarah, onde foi um divisor de águas em mim. Lá conheci todas as minhas limitações, como poderia viver como qualquer pessoa, aprendi a conviver com pessoas que tinham a minha deficiência e outras deficiências – .

Sonho da Paralimpíada
No Hospital Sarah, Maria aprendeu a prática do esporte.”Comecei no basquete adaptado e logo depois no atletismo, com corrida. Isso aconteceu como uma simples readaptação, pra logo depois ser meu esporte a ser praticado. Treino na Assessoria For Time, que se localiza na Universidade de Fortaleza (Unifor) e na academia Podum Templo. Hoje me encontro com índice B para as Paralimpíadas Rio 2016, com o grande sonho de participar desse grande evento”.

Outros títulos
Em 2015, Fah Fonseca foi para Portugal disputar mais uma corrida, ficou na 3ª colocação. Mária de Fátima tem no currículo nada mais nada menos do que 17 recordes brasileiros, sendo ainda tricampeã nos 100m e bicampeã nos 200 e 400m. O próximo desafio de Fah Fonseca será em novembro, no Japão.

Saiba mais
Projeto seleciona candidatos a condutores da Tocha Olímpica do Rio 2016 no Ceará

 

Publicidade

Paratleta cearense vence Meia Maratona do Rio: “cruzei a linha chorando de emoção”

Por guilhermecustodio em Corrida

31 de agosto de 2015

Paraatleta cearense foi a primeira a completa a linha de chegada entre todos os competidores. Foto: Arquivo Pessoal

Paraatleta cearense foi a primeira a completar a linha de chegada entre todos os competidores cadeirantes. Foto: Arquivo Pessoal

A paratleta cearense Maria de Fátima Fonseca Chaves, 27 anos, levou mais uma vez o esporte cearense para o lugar mais alto do pódio. Ela venceu neste domingo (30) a Meia Maratona do Rio de Janeiro. Fah Fonseca, como é carinhosamente chamada desde criança pelos parentes e amigos, não só venceu a prova na capital carioca, como bateu o recorde da competição entre as mulheres cadeirantes com o tempo de 56m e 36s. Maria de Fátima não conteve a emoção ao vencer a disputa neste domingo. ”  Por tanta emoção, cruzei a linha de chegada chorando por tudo que representou pra mim chegar até ali “, disse Maria. A natural de Fortaleza também chegou na frente dos homens da categoria cadeirantes. “Por mais treinada que estivesse não conseguiria imaginar que chegaria na frente dos homens e muito menos bateria recorde”, destacou a cearense.

O equipamento utilizado por Maria de Fátima é feito sob medida para ela. As rodas são de carbono e o quadro aeronaval, fazendo com que a cadeira fique mais leve para ela utilizar as mãos. A desportista cearense nasceu com uma má formação na coluna. “Já nasci com uma má formação na coluna do qual se chama mielomenigoceli. Andei até os 13 anos com calçados especiais, depois não consegui mas, ficando em casa quase sempre”.

Vida de paratleta
– Sou paratleta desde 2009. Na verdade não sabia que deficiente físico poderia ser atleta. Vivi até os 19 anos em casa por não conhecer o meu mundo. Apenas estudava e voltava pra casa pra sair no outro dia novamente para a escola. Não tinha nem cadeira de uso, andava com um auxílio de uma pessoa comigo, e pra ir na escola meu tio me levava na garupa de uma bicicleta até a porta da sala de aula. Foi assim até o segundo grau. Aos 18 anos, consegui uma vaga no Hospital Sarah, onde foi um divisor de águas em mim. Lá conheci todas as minhas limitações, como poderia viver como qualquer pessoa, aprendi a conviver com pessoas que tinham a minha deficiência e outras deficiências – .

Sonho da Paralimpíada
No Hospital Sarah, Maria aprendeu a prática do esporte.”Comecei no basquete adaptado e logo depois no atletismo, com corrida. Isso aconteceu como uma simples readaptação, pra logo depois ser meu esporte a ser praticado. Treino na Assessoria For Time, que se localiza na Universidade de Fortaleza (Unifor) e na academia Podum Templo. Hoje me encontro com índice B para as Paralimpíadas Rio 2016, com o grande sonho de participar desse grande evento”.

Outros títulos
Em 2015, Fah Fonseca foi para Portugal disputar mais uma corrida, ficou na 3ª colocação. Mária de Fátima tem no currículo nada mais nada menos do que 17 recordes brasileiros, sendo ainda tricampeã nos 100m e bicampeã nos 200 e 400m. O próximo desafio de Fah Fonseca será em novembro, no Japão.

Saiba mais
Projeto seleciona candidatos a condutores da Tocha Olímpica do Rio 2016 no Ceará