Mudanças Climáticas Archives - Página 6 de 13 - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Mudanças Climáticas

Resultados do Fórum Econômico Mundial – 2015

     Hoje se encerra o Fórum Econômico Mundial, que teve em seu período de realização (21 a 24 de janeiro/2015) mais de 2.500 participantes.

     As discussões, de alto nível, tiveram a tônica da necessária ação em nível global, uma vez que a mensagem dos líderes mundiais foi: caso o setor político, o setor privado e as organizações internacionais não agirem sobre as alterações climáticas e sobre o desenvolvimento sustentável neste ano de 2015, a oportunidade de criar um crescimento de baixo carbono e reduzir a pobreza poderá ser perdida.

     No próximo julho, acontecerá a 3ª Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento, evento importante para reorientar os caminhos rumo ao desenvolvimento sustentável.

     A Cúpula das Nações Unidas em Nova York, no próximo setembro, deve adotar a agenda de desenvolvimento pós-2015 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que vem sendo discutidos há mais de três anos, num processo que teve início em 2012, logo após a realização da Rio+20. Ainda este ano, em Paris, em dezembro, 196 países vão se reunir para chegar a um novo acordo sobre as alterações climáticas.

    O Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, comentou: “Estou muito animado. A cúpula do clima, em setembro passado, criou um novo impulso político. Foi uma decisão de liderança de longo alcance para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 20% até 2040”. Acrescentou: “O crescimento deve ser mais inclusivo e mais verde”, Em 2030 o mundo deve fazer um investimento maciço em infraestrutura, cidades e agricultura. “Se esse gasto for direcionado para o crescimento de baixo carbono, estaremos no caminho para sociedades resistentes ao clima”.

     Ban Ki-moon lembrou aos participantes que a liderança é necessária e o crescimento e infraestrutura devem ser consideradas em conjunto. “Conclamo-os a escolher com sabedoria e investir no caminho de baixo carbono”, disse ele.

Fonte: WEF/ONU

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Fórum Econômico Mundial – 2015 e as mudanças climáticas

    Desde ontem, 21/12, líderes mundiais e representantes de diversos países estão reunidos em Davos, na Suíça, para discutirem suas estratégias econômicas. O Fórum segue até dia 24/12.

    Com uma apresentação visual de forte impacto, Al Gore, ontem, mostrou à plateia a situação histórica da emissão de gases de efeito estufa para atmosfera e suas consequências para o aquecimento global, com sérios impactos adversos nos setores da economia global. O ano de 2014 foi o que apresentou as temperaturas mais elevadas nos últimos 20 anos.

Al_Gore_WEF_2015

     Advertiu que mais eventos extremos no clima devem ocorrer no mundo, bem como apresentou a constatação, em 2014, de anomalias na temperatura da superfície dos oceanos.

     Al Gore, em sua apresentação, mostrou que a poluição atmosférica na China reduziu em 5 anos e meio a expectativa de vida dos chineses que moram no norte do País.

    “Este é o ano do Clima. Paris é crucial para a negociação”, comentou Al Gore, referindo-se a Reunião da Cúpula do Clima que deve acontecer este ano em Paris, onde um novo acordo mundial deve ser assinado pelos países.

       E o que vai acontecer depois? Quais caminhos percorrer? O que os países devem fazer? Quais compromissos os países devem assumir e cumprir para os próximos anos no sentido de conviver com as alterações climáticas que já estão ocorrendo?

Fonte: WEF, 2015.

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O Protocolo de Montreal e a diminuição do risco de câncer de pele

    O Relatório divulgado ontem, intitulado Efeitos ambientais da redução do ozônio e suas interações coma as Mudanças Climáticas (Environmental effects of ozone depletion and its interaction with climate change), traz uma importante notícia para todos: a ameaça do aumento do risco de câncer de pele tem sido evitado devido ao sucesso do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, no controle da destruição do ozônio

    Mencionado relatório foi produzido pelo Painel de Avaliação dos Efeitos Ambientais (EEAP) do Protocolo de Montreal, na sequência da sua última avaliação quadrienal, tendo sido publicado em 16/01/2015.

     Escrito por mais de 40 cientistas de todo o mundo, o Relatório fornece as principais conclusões sobre saúde e meio ambiente desde a última avaliação completa realizada em 2010. O Relatório destaca as mudanças na radiação ultravioleta (UV) que ocorreram como resultado da redução do ozônio e outras mudanças ambientais.

   Segundo o Relatório, até 2 milhões de casos de câncer de pele serão evitados a cada ano até 2030, graças ao sucesso da implementação do Protocolo de Montreal e suas emendas.

    Notícias como estas trazem esperança de que as políticas públicas quando efetivamente implementadas têm consequências positivas. Estamos em um momento ímpar em que tomadores de decisão devem ficar atentos às mudanças climáticas, sendo importante introduzir nas políticas públicas locais, regionais e nacionais os elementos favoráveis à adaptação às mudanças climáticas e à mitigação de seus efeitos.

    Aos que se interessam em ter acesso ao Relatório Environmental effects of ozone depletion and its interaction with climate change na íntegra, cliquem aqui.

Fonte: UNEP

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Países mais preparados para enfrentar as mudanças climáticas

     A Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, publicou recentemente o Índice de Adaptação Global (ND-GAIN), que inclui uma lista de países com maior e menor potencial para enfrentar os desafios das mudanças climáticas.

     O país com maiores condições de suportar e enfrentar as alterações climáticas é a Noruega. A figura abaixo mostra o cenário mundial com relação ao ND-GAIN, sendo a cor verde a que representa o menor risco com relação às alterações climáticas e a cor roxa a de países com maior risco.

ND_GAIN_2014

Fonte: Eco-Sitio e ND-GAIN Index

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Curso on line sobre ecossistemas e desastres

O Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (sigla em inglês, UNEP) por meio da Universidade de Ciências Aplicadas da Colônia (CUAS), na Alemanha, lançou o curso on  line “Desastres e Ecossistemas: Resiliência nas Mudanças Climáticas”.

   Este curso tem conteúdo sobre redução de riscos de desastres e adaptação às mudanças climáticas, bem como estudos de caso no mundo. Não tem taxas, é aberto a todos os interessados que tenham ligação com gestão de desastres, adaptação às mudanças climáticas e aos tomadores de decisão.
  Para mais informações, cliquem aqui.
Fonte: UNEP.
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Relatório Preliminar – Lacunas de adaptação (parte 3 – final)

     Conforme o Relatório Preliminar – Lacunas de adaptação, da UNEP, são poucas as sociedades, na atualidade, que são capazes, ou estão preparadas, para investir os recursos financeiros de adaptação requeridos para trazer os riscos e impactos das mudanças climáticas aos limites técnicos e físicos mais baixos associados à adaptação.

     Algumas sociedades podem considerar essas opções caras e podem preferir alocar os recursos para outras prioridades, tolerando, assim um nível maior de risco de impactos climáticos. Por exemplo, eles podem preferir melhorar seu bem-estar por meio do investimento em saúde ou educação, ou reduzir outros riscos, tais como terremotos ou ainda conflitos. Cidades que atualmente estejam fora da zona de tempestades tropicais podem decidir suportar os riscos de baixa probabilidade de ocorrência de grandes tempestades ao invés de enfrentar os custos de adaptação a estes eventos extremos, ou ainda podem acreditar que as perdas econômicas associadas com eventos de inundações ocasionais serão menores ao invés de terem de arcar com o custo de uma grande infraestrutura de solução para inundações ocasionais.

    Assim, e, para finalizar, as metas de adaptação dependem do nível de desenvolvimento econômico e como isso influenciará os recursos que podem ser alocados para a adaptação.

Fonte: UNEP

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Relatório Preliminar – Lacunas de adaptação (parte 2)

     O Relatório Preliminar: Lacunas de Adaptação, da UNEP, traz informações importantes sobre custos de investimentos que devem ser aplicados para as necessárias ações de adaptação às mudanças climáticas no mundo.

     A publicação menciona dados do 5º Relatório do IPCC que traz estimativas globais dos custos da adaptação, em países em desenvolvimento, variando entre US$ 70 bilhões e US$ 100 bilhões por ano, em todo o mundo em 2050. Os resultados desta avaliação sugerem que estes valores podem estar subestimados, em especial no período após 2030. Isso é, no mínimo, preocupante.

    A publicação alerta que os custos de adaptação serão, no mínimo, de duas a três vezes maiores do que as estimativas divulgadas até agora, e podem ser ainda maiores próximas a 2050.

     Com relação aos custos em nível nacional, os estudos apontam que podem ser até cinco vezes maiores do que as estimativas divulgadas no relatório do IPCC, considerando as estimativas de nível mundial. Esta conclusão permite revelar, então, que os estudos em nível global fornecem cobertura apenas parcial dos setores e dos impactos, não considerando, por exemplo, as incertezas ambientais ou os custos das políticas.

Fonte: UNEP

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Relatório Preliminar – Lacunas de adaptação (parte 1)

     O Blog Verde traz essa semana uma série sobre o Relatório Preliminar: Lacunas de Adaptação, uma publicação da UNEP (Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente) que serviu de base para as negociações que aconteceram na COP 20, em Lima, Peru, encerrada em 13/12/2014.

     Mencionado Relatório centra-se em lacunas nos países em desenvolvimento em três importantes áreas: finanças, tecnologia e conhecimento. Indica, ainda, o papel fundamental do Fundo Verde para o Clima no sentido de contribuir para o alcance de adaptação a partir de 2020, que representa uma importante lacuna a ser preenchida.

     Uma das mensagens mais fortes do relatório é que, o mais breve possível, haja ambiciosas ações de mitigação, sendo estas o melhor seguro contra as potenciais intransponíveis lacunas de adaptação no futuro. Modelos de simulação mostram que os custos de adaptação poderiam dobrar em 2050, caso o mundo não consiga reduzir as emissões para os níveis que são exigidos para limitar as temperaturas globais anuais a subirem menos que 2° Celsius. Caso não aconteçam as necessárias adaptações há fortes indícios de que as trajetórias de crescente emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera podem levar ao um aumento médio global da temperatura de cerca de 3,7° até 4° Celsius.

Fonte: UNEP

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Resultados da Conferência do Clima – Lima 2014 – COP20

     Ontem, 12 de dezembro, deveria ser encerrada a Conferência do Clima. Após 11 dias de intensos debates e negociações, 144 países devem assinar até o final da noite de hoje o texto que será levado para a reunião, em 2015, em Paris para um Novo Acordo Global sobre as Mudanças Climáticas.

     O texto inclui várias opções de mitigação, adaptação, financiamento e transferência de tecnologia que foram acordados durante as rodadas de negociações e que devem se tornar ações em países desenvolvidos e em desenvolvimento.

     O Acordo possui dois objetivos, a saber:

– alcançar a participação universal (de todos) e melhorar ainda mais a implementação plena, efetiva e sustentada dos princípios e disposições da Convenção (UNFCCC), dos compromissos da mencionada Convenção e das decisões existentes, bem como reforçar o regime multilateral baseado em regras no âmbito da Convenção, a fim de alcançar o objetivo da Convenção, tal como estabelecido no seu artigo 2º.

– Todas as Partes (países) devem se esforçar para reduzir as emissões de gases de efeito estufa para alcançar economias e sociedades resistentes, com base em equidade e de acordo com suas responsabilidades históricas; responsabilidades estas comuns, mas diferenciadas considerando as respectivas capacidades, a fim de alcançar o desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza e a prosperidade para o benefício das gerações presentes e futuras da humanidade, tendo prioritariamente em consideração a responsabilidade histórica dos países desenvolvidos e sua liderança no combate às alterações climáticas e de seus efeitos adversos, e tendo em consideração que desenvolvimento socioeconômico e a erradicação da pobreza são as prioridades primordiais e absolutas dos países em desenvolvimento.

    Outro resultado importante foi a Declaração de Aliança do Pacífico, em que os Presidentes do Peru, Ollanta Huma, do Chile, Michelle Bachelet, da Colombia, Juan Manuel Santos, e do México, Enrique Peña Nieto chegaram a um acordo se comprometendo a adotar políticas públicas compatíveis com níveis de mitigação e adaptação que contribuam para o esforço global contra as mudanças climáticas.

     Na mesma Declaração está expresso o compromisso em favor do manejo sustentável dos recursos naturais, incluindo florestas, água e agricultura.

Fonte: UNFCCC

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Mais um pouco sobre a Conferência do Clima – Lima

     Enquanto nas ruas de Lima acontecia a Marcha Popular do Clima, os negociadores dentro do perímetro das Nações Unidas estavam diante de outro desafio que era o texto (draft) de negociação, notadamente com relação às INDCs (Intended Nationally Determined Contribuitions). As INDCs se constituem nos compromissos dos países com relação a um caminho em direção a um baixo teor de carbono no sistema produtivo. Sua forma e rigor irá determinar se o mundo alcançará um acordo ambicioso para 2015.

     Há um clima de falta de confiança no ar, por razão das diferenças sobre a questão das INDCs. Ontem, 10/12, um negociador sugeriu que  as discussões sobre o financiamento do clima fossem postergadas para uma data posterior, de modo que se pudesse se concentrar nas discussões sobre mitigação”. Outro delegado de alto nível viu uma solução surgindo no horizonte. “Em Lima, nós temos a tarefa de separar as questões que precisam ser resolvidas aqui, daquelas que podem ser discutidas em 2015”.

     O documento final do evento já aumentou em 58 páginas. Amanhã é o último dia, e o desejo de todos é que tenhamos, sim, tempo suficiente para que o acordo e os compromissos sejam propostos, negociados e firmados.

Fonte: Earth Negotiations Bulletin, 2014.

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Mais um pouco sobre a Conferência do Clima – Lima

     Enquanto nas ruas de Lima acontecia a Marcha Popular do Clima, os negociadores dentro do perímetro das Nações Unidas estavam diante de outro desafio que era o texto (draft) de negociação, notadamente com relação às INDCs (Intended Nationally Determined Contribuitions). As INDCs se constituem nos compromissos dos países com relação a um caminho em direção a um baixo teor de carbono no sistema produtivo. Sua forma e rigor irá determinar se o mundo alcançará um acordo ambicioso para 2015.

     Há um clima de falta de confiança no ar, por razão das diferenças sobre a questão das INDCs. Ontem, 10/12, um negociador sugeriu que  as discussões sobre o financiamento do clima fossem postergadas para uma data posterior, de modo que se pudesse se concentrar nas discussões sobre mitigação”. Outro delegado de alto nível viu uma solução surgindo no horizonte. “Em Lima, nós temos a tarefa de separar as questões que precisam ser resolvidas aqui, daquelas que podem ser discutidas em 2015”.

     O documento final do evento já aumentou em 58 páginas. Amanhã é o último dia, e o desejo de todos é que tenhamos, sim, tempo suficiente para que o acordo e os compromissos sejam propostos, negociados e firmados.

Fonte: Earth Negotiations Bulletin, 2014.