Mudanças Climáticas Archives - Página 7 de 13 - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Mudanças Climáticas

Conferência do Clima – Segmento de Alto Nível

     Ontem, dia 09/12, pela manhã, o ministro do Meio Ambiente do Peru e presidente da COP 20 /CMP 10 abriu o segmento de alto nível, destacando a geração do que ele chamou de “espírito de Lima” positivo e sublinhando a necessidade de “trazer esse espírito para alcançar o resultado que o mundo está esperando de todos os presentes na Reunião”.

    A Secretária executiva da UNFCCC, Christiana Figueres, destacou que “o calendário Inca diz que esta é a época de plantio e o calendário da ciência nos adverte que estamos correndo contra o tempo”, destacando que “devemos plantar aqui em Lima as sementes de um mundo mais seguro, justo e próspero para todos”.

      Comentando que “este não é o momento para mexer, mas para transformar”, o Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou que, a fim de manter o aumento da temperatura global abaixo de 2° C, “todas as Partes devem ser parte da solução, e todas as sociedades devem estar engajadas”. Ele convidou as Partes para entregar um de texto (draft) equilibrado e bem estruturado como uma base sólida para as negociações em 2015; para se chegar a um entendimento comum.

     Em seguida, no segmento de alto nível, deu-se continuidade aos depoimentos de outros chefes e vice-chefes de Estado e de governo, ministros, e outros chefes de delegações. Aos interessados em saber mais, cliquem aqui. http://unfccc6.meta-fusion.com/cop20/events

Fonte: Earth Negotiations Bulletin, 2014.

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Relatório brasileiro é bem recebido na Conferência do Clima

     Na última terça-feira, dia 02/12, o Brasil apresentou à comunidade internacional, durante a COP20, em Lima, Peru, o Nível de Referência de Emissões Florestais do Brasil (FREL, sigla em inglês), sendo avaliado positivamente.

     Segundo o relatório elaborado pela UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), “os dados e as informações usadas pelo Brasil são transparentes e completos. Estão, de forma geral, de acordo com os parâmetros contidos no anexo da Decisão da Convenção sobre os limites de referência sobre emissões florestais”.

      A Assessoria de Comunicação (Ascom) do MMA (Ministério do Meio Ambiente) informou que a avaliação técnica ressaltou que o Brasil incluiu no Nível de Referência a atividade mais significativa, o bioma mais importante e os reservatórios de carbono mais relevantes em termos  de emissões florestais.

     Ainda conforme a Ascom/MMA, até o fim do ano, o Brasil deve encaminhar a UNFCCC o anexo REDD+ junto ao Relatório Bienal de Atualização, com os resultados atingidos entre 2006 e 2010, que também serão avaliados pela UNFCCC. Após esse procedimento, os resultados brasileiros de redução das emissões provenientes do desmatamento da Amazônia terão sido mensurados, reportados e verificados e tornarão o País apto a receber pagamentos por resultados REDD+.

     A Ascom/MMA explica que REDD+ representa um mecanismo de redução compensada da liberação de carbono na atmosfera, sendo que o conceito engloba a diminuição das emissões por desmatamento e degradação e inclui a tarefa de conservação florestal, do manejo sustentável, do aumento dos estoques de carbono e do incentivo ao desenvolvimento sustentável. Portanto, se constitui em uma importante ferramenta de mitigação aos efeitos das mudanças climáticas.

Fonte: MMA

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Novidades da Conferência do Clima

   Ontem, dia 02/12, a abertura do plenário da sétima reunião do grupo de trabalho de especialistas da Plataforma de Durban (ADP, sigla em inglês) aconteceu pela manhã. A tarde, o grupo abordou o avanço da Plataforma de Durban para Ação reforçada. Foram realizadas duas reuniões paralelas a ADP, enfocando os elementos de adaptação e finanças.

    O Vice-Presidente Kishan Kumarsingh da ADP, de Trinidade e Tobago, congratulou-se com delegados e afirmou que a COP 20 deve fornecer uma base sólida para um novo acordo climático global, observando que “isso vai sinalizar para o mundo um bom resultado a ser concretizado em Paris”.

    As partes concordaram em continuar a trabalhar na agenda (ADP / 2013 / AGENDA) bem como na organização de trabalho proposto, incluindo as negociações centradas em elementos diferentes em reuniões paralelas, para a promoção da Plataforma de Durban considerando a Ação Avançada.

    O G-77 / CHINA salientou que o trabalho deve continuar até que as lacunas (as indecisões) estejam fechadas. Alguns países apelaram para um acordo de 2015, que seja juridicamente vinculativo e aplicável a todos, devendo limitar o aumento da temperatura abaixo de 1,5 ° C, com esforços de mitigação bastante claros, definidos e quantificados.

    Caso realmente as partes concordem em manter o aumento da temperatura global em um patamar abaixo de 1,5o C, sem dúvidas, será um grande avanço das negociações com consequências mais positivas para toda a humanidade; considerando que as discussões, até então, estão considerando um aumento de temperatura não acima de 2oC.

    Estamos acompanhando as discussões e traremos ao longo da semana as novidades.

Fonte: Earth Negotiations Bulletin, 2014.

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A Conferência do Clima 2014 começa hoje

    A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a Conferência do Clima 2014, começa hoje em Lima, no Peru e deve continuar até 12/12. Mencionada Conferência abriga, também, a Conferência das Partes (COP) 20 da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, sigla em inglês) e o Encontro das Partes sobre o Protocolo de Kyoto.

     A Conferência do Clima deve considerar, em suas discussões, a agenda com itens relacionados a financiamento, mitigação, adaptação e tecnologia. Um dos resultados esperados é o desenvolvimento de um Protocolo, outro instrumento legal de acordo entre as Partes, para que estes possam cumprir, a partir de 2015, com início das ações ali acordados com prazo não posterior a 2020.

     Vamos aguardar! Estamos na torcida para que os países possam, realmente, assumir os compromissos necessários a este novo desafio do século: mudanças climáticas.

     Ao longo desta semana, o Blog Verde trará, dentro da medida do possível, as notícias da Conferência do Clima 2014.

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Clima para vida: um oceano de diferença

    Sylvia Earle, oceanógrafa com mais de 7000 horas de pesquisas no mar, alerta para as mudanças visíveis nos oceanos, tanto na superfície quanto abaixo dela.

     Na publicação recente Nosso planeta: Clima para Vida, Sylvia Earle comenta que mais de um terço das pescarias no mundo a fazem com super exploração dos recursos pesqueiros.

      Quarenta por cento dos recifes de coral já foram destruídos ou degradados nas últimas décadas, no mundo, juntamente com 35 por cento de todas as florestas de mangue. Ambos são os viveiros vitais para peixes, bem como defesa contra tempestades e tsunamis, adverte a pesquisadora. Adiante afirma que mais de 400 “zonas mortas”, com os seres atingidos pela poluição, foram identificadas em águas costeiras em todo o mundo.

       Todas essas consequências advêm das mudanças climáticas, que esão tornando as coisas ainda piores. O aumento do nível do mar ameaça afetar os ecossistemas marinhos, bem como a inundação dos litorais, comenta Sylvia. Admite a oceanógrafa que populações de peixes já estão se movendo em direção aos pólos, enquanto que o aumento das temperaturas também podem afetar a reprodução, e causar descoloração dos corais. Sem contar nas emissões de dióxido de carbono que estão transformando os mares tornando-os mais ácidos, tornando mais difícil para os crustáceos e moluscos a construírem suas conchas, e, possivelmente, tornando mais difícil para os peixes respirarem.

      Na publicação da UNEP, Sylvia Earle acredita na compreensão do “valor de um oceano saudável para a nossa economia, saúde e segurança” e que os países devem envidar esforços para que se tenha esperança de um melhor oceano no futuro para todos.

Fonte: Our Planet: Climate for Life, 2014.

 

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Clima para Vida: os oceanos são muito importantes para serem ignorados

      Na recente publicação do UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, PNUMA), intitulada Nosso Planeta: Clima para Vida, há uma seção escrita pelo Presidente do Kiribati (país insular no Oceano Pacífico), Sr. Anote Tong, sobre a importância dos oceanos, notadamente nesta época de mudanças climáticas.

     O Kiribati cobre 3,5 milhões de km2, mas, embora seja duas vezes o tamanho do Alasca, apenas 800 km2 são de terras.

      Anote Tong salienta que o mesmo oceano que tem fornecido alimento para o seu povo por séculos, já levantou um grande desafio novo, para sobrevivência das pessoas da ilha. Essas pessoas vivem em ilhas baixas, em altitudes não superiores a três metros acima do nível do mar, e agora estão enfrentando os desafios da elevação do nível do mar sem precedentes na História.

      O presidente do Kiribati lembra que não estão sozinhos neste cenário. Outras nações insulares como Tuvalu, Ilhas Marshall, Tokelau e as Maldivas, estão também na linha de frente deste grande calamidade.

       Outro dado importante, significativo e que merece atenção por parte de todos os cidadãos no mundo é que 75% das maiores cidades do mundo estão situadas em áreas costeiras, em áreas baixas. Os milhões de pessoas que vivem nessas cidades serão, portanto, os próximos na linha de frente.

      Então, a comunidade mundial não pode continuar a ignorar as histórias atuais dos países insulares, sobretudo de seu sofrimento. Alerta Anote Tong: “O nosso destino pertence a nós. Mas, somos o aviso prévio do que vai acontecer em maior escala, a nível mundial”.

     O Quinto relatório de Avaliação do IPCC, somadas as experiências dos países insulares, já evidenciam a previsão de que algo está terrivelmente errado. “No entanto, nós continuamos a procrastinar”, afirma Anote Tong, conclamando que as lideranças façam o que devem fazer; que não esperem mais; que as ações devem ser decisivas e globais.

     Finaliza o Presidente do Kiribati, o que reitero e assino, pois é o que desejo e também creio: “Eu acredito que um acordo legal vai ser concluído em Paris, em 2015, não importa o quão imperfeito ele possa ser, e independentemente de quantos Países vão fazer parte, ou não. Esta é a única opção de fato sobre uma questão tão importante para a sobrevivência futura dos povos”.

     Aos protagonistas dessa Terra, escutem os apelos e façam a diferença, para que possamos, num futuro muito próximo, assegurar a sobrevivência da espécie humana em nosso Planeta.

Fonte: Our Planet: Climate for Life, 2014.

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Clima para Vida – reflexões sobre as áreas protegidas

Em tempos de discussões mundiais sobre o Clima, importante pararmos para refletir sobre os instrumentos de gestão disponíveis que auxiliam no equacionamento necessário à manutenção da vida em nosso Planeta, inclusive a vida da espécie humana.

   O UNEP (ou PNUMA, sigla em português) lançou recentemente a publicação Nosso Planeta – Clima para Vida, que serviu de base para a elaboração dos textos desta semana do Blog Verde.

    “As áreas protegidas, consideradas como mais do que santuários de animais selvagens para os turistas, são agora consideradas zonas vitais entre a humanidade e os impactos de algumas das ameaças mais graves que nos confrontamos: as mudanças climáticas”.

    A partir dessa frase, inicia-se a reflexão da necessária salvaguarda de áreas naturais, não apenas com o objetivo de promover a vida e habitat de espécies de fauna e de flora; mas, sobretudo como área significativa de provisão de serviços ecossistêmicos fundamentais que auxiliam na regulação do clima.

    Apesar dos esforços, os ecossistemas continuam numa trajetória de degradação, o que significa dizer que devemos nos valer cada vez mais das áreas protegidas para nos proteger contra os efeitos de nosso próprio ataque implacável ao planeta, disse Achim Steiner, Subsecretário das Nações Unidas.

    A mensagem do Relatório The Global Biodiversity Outlook 4 (GBO4) é clara. Se alcançarmos as 20 Metas de Biodiversidade de Aichi teremos contribuído significativamente para as prioridades da agenda de desenvolvimento pós-2015, prioridades como a redução da pobreza e da fome, incremento da saúde humana e os esforços para garantir o suprimento sustentável de energia, comida e água. O relatório é claro, também, ao mencionar que caso não sejam alcançadas as metas de biodiversidade estaremos falhando em prover as premissas do desenvolvimento sustentável.

Fonte: Our Planet – Climate for Life, 2014.

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Conferência do Clima – Lima

Aproxima-se o período da realização da Conferência do Clima, em Lima, no Peru. A COP 20, ou seja, a Conferência das Partes deve acontecer no período de 01 a 14/12/2014. As expectativas são grandes.

É nesse evento que os países devem promover o debate importante para viabilizar os acordos multilaterais de redução de gases de efeito estufa e de necessárias ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

   Dentre as discussões do dia 09/12 está a redução dos poluentes climáticos de curta duração (SLCPs) com foco no setor de produção de tijolos e sobre as emissões de veículos a diesel. O setor da construção civil, na produção de tijolos, tem sido um dos mais impactantes setores, considerando as emissões de gases poluentes para a atmosfera, notadamente nos países da América Latina e da Ásia; e que tem afetado, sobremaneira, a qualidade do ar e, consequentemente, a saúde pública.

   Ao longo das próximas semanas, o Blog Verde trará notícias desse importante evento mundial, com consequências significativas para políticas públicas, em âmbito regional e local.

Fonte: ONU.

 

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Participação social no Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima

    Para dar transparência ao processo e cumprindo dispositivos importantes de participação social no processo de tomada de decisão, como uma das condições necessárias ao Desenvolvimento Sustentável, o Ministério do Meio Ambiente está com a Chamada Pública para que a população possa participar da construção de estratégias de enfrentamento aos impactos do aquecimento global.

    Por meio da Chamada Pública, a sociedade pode, e deve, participar do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNAMC), que está sendo discutido atualmente, e que deve subsidiar, enquanto política pública, gestores públicos com informações e contribuições referentes à adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

    A Chamada Pública foi aberta dia 04/11/2014 e segue até o dia 15/12/2014. Carlos Klink, Secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, destacou que a participação social é fundamental para o sucesso de mencionado PNAMC: “estamos dando um passo importante na Política Nacional sobre Mudança do Clima. Com a construção do PNAMC, o governo brasileiro está mostrando que tem uma visão de longo prazo, essencial nesse processo”.

      Conforme Lucas Tolentino, da Ascom/MMA, o lançamento da Chamada Pública antecede a 20ª Conferência das Partes (COP), das Nações Unidas, a se realizar em dezembro/2014, em Lima, no Peru. Em mencionado evento a comunidade internacional deve discutir um novo acordo climático global. O Brasil, reconhecidamente, tem desempenhado papel de destaque perante a comunidade internacional, concernente às questões relacionadas às mudanças climáticas.

     Aos interessados em participar, e sinceramente espero que sejamos milhares de brasileiros preocupados e cônscios do nosso papel frente aos novos desafios dos próximos anos, o acesso à Chamada Pública está aqui. 

     Convite feito! Informação divulgada! Participem!

Fonte: MMA

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Clima Energia 2030 – Pacote Europeu

      Ivo Augusto, escrevendo para EcoNews, de novembro/2014, informou que o Conselho Europeu apresentou no final do mês de outubro o pacote Clima-Energia, o qual define objetivos climáticos ambiciosos a atingir até 2030.

     Conforme Ivo Augusto, este quadro político pretende tornar a economia Europeia mais competitiva, segura e sustentável, reduzindo a dependência das importações de energia e criando novas oportunidades para o crescimento econômico e para a criação de emprego.

    Ainda segundo Ivo Augusto, a peça central deste quadro legislativo é a redução de, pelo menos, 40% do dos Gases de Efeito de Estufa (GEE) até 2030, com relação aos níveis de 1990. De forma atingir a redução de 40%, os setores não abrangidos pelo Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE) terão de reduzir as emissões de GEE em 30%, relativamente a 2005, enquanto os se tores abrangidos pelo CELE terão de reduzir as suas emissões em 43%, em relação a 2005.

     Apresentando-se como o principal instrumento para a redução de emissões na Europa, está prevista a reforma do CELE, com o objetivo de solucionar o excedente de licenças de emissão, melhorar a resiliência do sistema e reforçar a promoção do investimento de baixo carbono ao menor custo para a sociedade, acrescenta Ivo Augusto.

Fonte: EcoNews, novembro/2014.

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Clima Energia 2030 – Pacote Europeu

      Ivo Augusto, escrevendo para EcoNews, de novembro/2014, informou que o Conselho Europeu apresentou no final do mês de outubro o pacote Clima-Energia, o qual define objetivos climáticos ambiciosos a atingir até 2030.

     Conforme Ivo Augusto, este quadro político pretende tornar a economia Europeia mais competitiva, segura e sustentável, reduzindo a dependência das importações de energia e criando novas oportunidades para o crescimento econômico e para a criação de emprego.

    Ainda segundo Ivo Augusto, a peça central deste quadro legislativo é a redução de, pelo menos, 40% do dos Gases de Efeito de Estufa (GEE) até 2030, com relação aos níveis de 1990. De forma atingir a redução de 40%, os setores não abrangidos pelo Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE) terão de reduzir as emissões de GEE em 30%, relativamente a 2005, enquanto os se tores abrangidos pelo CELE terão de reduzir as suas emissões em 43%, em relação a 2005.

     Apresentando-se como o principal instrumento para a redução de emissões na Europa, está prevista a reforma do CELE, com o objetivo de solucionar o excedente de licenças de emissão, melhorar a resiliência do sistema e reforçar a promoção do investimento de baixo carbono ao menor custo para a sociedade, acrescenta Ivo Augusto.

Fonte: EcoNews, novembro/2014.