Educação Ambiental Archives - Página 10 de 10 - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Educação Ambiental

Vamos cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis?

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Meio Ambiente

10 de outubro de 2012

      Gente! Vamos cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis? Mais do que um convite, este é o tema da IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (IV CNIJMA), que se constitui em um processo pedagógico para permitir trazer a dimensão política da questão ambiental para o debate nas escolas e comunidades.

Fonte: http://www.flickr.com/photos/ingridcm7

     O objetivo da IV CNIJMA, conforme o MMA e o MEC, é propiciar atitude responsável e comprometida da comunidade escolar com as questões socioambientais locais e globais, com ênfase na participação social e nos processos de melhoria na relação ensino-aprendizagem; fortalecendo, sobretudo, a educação ambiental nos sistemas de ensino.

     A promoção da IV CNIJMA é do MEC (Ministério da Educação) em parceria com o MMA (Ministério do Meio Ambiente). A coordenação geral de Educação Ambiental da Diretoria de Políticas de Educação em Direitos Humanos e Cidadania da SECADI/MEC é a responsável pela gestão pedagógica necessária à execução do processo da conferência.

     No Ceará, a IV CNIJMA é promovida pela SEDUC, sob a Coordenação da Diversidade e Inclusão Educacional, tendo, ainda, as Comissões Organizadoras Estaduais (COE) a atribuição de mobilizar as escolas da rede municipal e estadual de ensino para participarem de mencionada Conferência.

      Convite feito, então vamos lá! Vamos cuidar do Brasil com escolas sustentáveis!! O processo já se iniciou em todo o Brasil. Existem prazos para realização das muitas etapas e processos de participação. Mais informações, cliquem aqui.

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Avanços em Educação Ambiental no Ceará

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Meio Ambiente

26 de setembro de 2012

      Um dos resultados positivos da I Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, em 2003, foi a criação dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente (CJ). Conforme Lindalva Cruz e Priscila Carvalho, os CJs, são grupos informais que reunem jovens de 15 a 19 anos, representantes ou não de organizações e movimentos de juventude e têm como objetivo envolver-se com questões ambientais e desenvolver atividades relacionadas à melhoria do meio ambiente e da qualidade de vida.

     Mencionadas professoras advertem que três princípios devem orientar a criação dos CJs e a sua atuação, são eles: Jovem Educa Jovem; Jovem Escolhe Jovem e Uma Geração Aprende com a Outra.

Foto: Lindalva Cruz

        Os Coletivos Jovens criados em 2003 permanecem em atividades até hoje, atuando em projetos relacionados com a temática socioambiental e estão articulados na Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade, da qual em muitos locais são os principais interlocutores, possuindo ação em todo o território nacional.

       Na II Mostra Cultural da Educação Ambiental, que ocorreu em setembro/2012, 08 (oito) Coletivos Jovens hoje existentes no Ceará participaram e o mais interessante é que, nesta oportunidade, houve a formação de mais 07 (sete) Coletivos Jovens no estado do Ceará.

      Importante ver essa juventude cada vez mais atenta, alerta e participante da necessária transformação de atitudes, com vistas ao desenvolvimento sustentável.

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O debate sobre desenvolvimento passa pela educação científica e tecnológica

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Meio Ambiente

13 de setembro de 2012

      Ignacy Sachs, no meu entendimento o maior pensador e conhecedor da temática desenvolvimento, coloca que a possibilidade do desenvolvimento sustentável deve se iniciar com o gerenciamento das crises, inclusive o de se redesenhar políticas para estimular este desenvolvimento.

     Dentre as estratégias está a educação científica e tecnológica como alta prioridade. Trabalhadores qualificados certamente possuem inserção no sistema produtivo com melhor acessibilidade.

Foto: Estela Giro

     Para tanto, eventos científicos e tecnológicos que estimulem o aluno e o professor e que favoreçam a prática da pesquisa, do desenvolvimento tecnológico (de produtos e de processos) são importantes ferramentas que auxiliam na mudança necessária para o desenvolvimento includente e sustentado.

    Esta semana, marcamos presença em um evento científico e tecnológico, promovido por uma Faculdade privada. Além da salutar troca de informações sobre o legado da Rio+20, sobre seus objetivos e metas alcançados, sobre como se deu a forma de participação dos atores sociais (stakeholders) em todo o processo da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD 2012), tivemos a oportunidade de observar os trabalhos científicos desenvolvimentos, de base cientifica sólida nas áreas de ciências contábeis, administração, turismo, dentre tantas outras.

     É possível perceber que os eventos acontecem, em quantidade e qualidade, para à sociedade. Cabe a ela a escolha de participar efetivamente para ampliar o conhecimento científico e tecnológico.

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Respeito ao meio ambiente se aprende na escola

    Ainda sobre Educação Ambiental como parte integrante das atividades letivas dos alunos (crianças e adolescentes) das escolas, hoje (11/09) e amanhã está acontecendo a II Mostra da Educação Ambiental da Rede Estadual de Ensino, em uma das escolas da rede estadual, no município de Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza/CE.

     Importante dizer que momentos como este são fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, para a construção do sonho do cenário ideal, em termos de sustentabilidade.

      Educação Ambiental não é uma tarefa assim tão fácil! Reitero o que disse em outra oportunidade: a Educação Ambiental se constitui em um processo lento, gradativo, persistente, insistente, dinâmico e com inúmeras variáveis (temporais e espaciais).

     A História da Educação Ambiental do Ceará não se inicia com a instituição da Política Estadual de Educação Ambiental (Lei Estadual n. 14.892, de 31/03/2011). Também não se iniciou quando da instituição da Política Nacional de Educação Ambiental no Brasil (Lei Federal n. 9795/99); mas muito antes disso já desenvolvíamos programas e projetos que, certamente, tiveram reflexo positivo na sociedade atual.

      O Programa de Educação Ambiental do Ceará – PEACE, sua primeira edição data de 1997 e teve como embasamento teórico-metodológico o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Ceará 1995-1998.

       Acreditem, muita coisa mudou! Percebo os governos locais cearenses mais atentos à questão ambiental. Os agentes públicos e privados sabem o que fazer; muitas vezes faltam recursos (financeiros, humanos, qualificação, dentre tantos). Mas muita coisa tem sido feita nos últimos 15 anos.

      Estamos neste espaço e tempo juntos. Temos obrigações uns com os outros. É o que alguns autores (sábios mestres) tanto falam: solidariedade. Esta não pode ser apenas uma palavra quando se fala em sustentabilidade.

     Solidariedade deve ser uma realidade constante, contínua, definida e precisa: para com esta e com as futuras gerações. Prover e repassar informações ambientais (em quantidade e qualidade) para além de uma obrigação legal (instituída pela Lei 6938/81) é um ato de solidariedade.

      Hoje, durante a II Mostra da Educação Ambiental, tive oportunidade de rever ex-alunos que hoje são mestres dos meninos e meninas participantes do evento. Quanta emoção! Tive o contentamento de conhecer o trabalho de docentes e discentes de todo o nosso querido estado do Ceará que, com tanto esmero, trouxeram experiências exitosas de cunho científico, além das belas apresentações teatrais, musicais, de dança e poesia.

      O respeito ao meio ambiente se aprende na escola, com valorização dos profissionais do ensino e com o protagonismo dos jovens e adolescentes. Fica, então, a dica do Blog Verde, se quiserem participar, confiram aqui a programação.

 

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Aprendendo desde cedo: respeitar o meio ambiente

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental

10 de setembro de 2012

      Na semana passada, tive a oportunidade de acompanhar em uma das escolas de Fortaleza, uma Amostra Cultural, como parte integrante das atividades letivas dos alunos (crianças e adolescentes) do sexto ao nono ano do ensino fundamental.

Amostra Cultural
Foto: Arquivo pessoal

     Interessante espaço de troca de experiências para alunos, pais e professores, com a temática ambiental fortemente incluída em todos os trabalhos, com teor científico e tecnológico.

     Educação Ambiental é um processo lento, gradativo e , penso eu, deve ser constante e iniciar desde cedo. Aquilo que a gente conhece, a gente respeita, pois entende suas características e suas fragilidades.

     Os trabalhos, todos muito bons, falavam das variáveis: água, ar e solo, dos problemas ambientais decorrentes da ausência de intervenções adequadas ao meio ambiente, das potenciais fontes alternativas de energia, sobre ideias para mudar o mundo.

     Cabe ressaltar que tem apenas três meses que o Brasil sediou a mais importante Conferência Mundial sobre Meio Ambiente, a Rio+20, e que prazos e metas estabelecidos nesta Conferência e assinados pelos países membros estão bem próximos de se esgotarem. Oportuno mencionar que, recentemente em agosto (na Câmara dos Deputados, em Brasilia), foram discutidas, concernente à Educação Ambiental, as Metas para o Desenvolvimento Sustentável da Rio+20. A educação ambiental, formal e não formal, deve ser incorporada na práxis de todas as escolas. As Metas para o Desenvolvimento Sustentável, definidas pela Comissão de Educação e Cultura, na Subcomissão Rio+20, são:

1 – revisar periodicamente currículos para incorporar a interdisciplinaridade na rede de ensino formal

2 – incorporar a perspectiva local nas atividades de ensino formal e não formal

3 – capacitar os professores de todos os níveis de ensino e demais educadores em conhecimentos técnicos sobre funcionamento dos ecossistemas

4 – desenvolver metodologias específicas para as comunidades tradicionais, com especial atenção para a valorização e a proteção do conhecimento tradicional

5 – incorporar o uso de dados científicos nas atividades de ensino, que evidenciem as mudanças do clima, a crise da biodiversidade e outros impactos ambientais

6 – promover a educação para a cidadania voltada à proteção ao meio ambiente, por meio do acesso a informações sobre normas, tecnologias, funcionamento dos ecossistemas e noções de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental

7 – reforçar o conceito de consumo consciente, alertando sobre a finitude dos recursos naturais

8 – Diminuir a produção de resíduos sólidos, principalmente os resíduos eletro-eletrônicos

9 – fomentar a cultura da paz e combater a intolerância

10 – acompanhar a iniciativa dos legisladores e gestores na elaboração e implementação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável.

     O desafio da sustentabilidade deve ter o envolvimento de todos. Muito importante e significativo, então, que crianças se envolvam e percebam esta importância o mais cedo possível. Muito aprendi com vocês, alunos da Amostra Cultural. Aprendi lições que levarei comigo para sempre e resolvi compartilhar, neste Blog Verde, a alegria deste aprendizado e a esperança de que, no futuro, teremos cidadãos conscientes das suas responsabilidades e do dever da proteção ao meio ambiente.

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Educação Ambiental e governos locais

Por Nájila Cabral em Educação Ambiental, Governos Locais, Legislação Ambiental

12 de agosto de 2012

A Constituição Federal trouxe como incumbência do Poder Público, especificamente “promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização para a preservação do meio ambiente”. Este dispositivo foi regulamentado pela Política Nacional de Educação Ambiental (Lei n. 9795, de 27/04/1999).

Cabe aos governos locais (municípios) promover a capacitação dos educadores e dos profissionais de todas as áreas, inserindo a variável ambiental na sua formação, especialização e atualização, bem como promover a produção e divulgação de material educativo e o desenvolvimento de estudos, experimentações e pesquisas.

É competência, ainda, dos governos locais incentivar a ampla participação da escola e das Organizações não governamentais (ONGs) nas diversas atividades de educação ambiental formal e não-formal; bem como na sensibilização ambiental de agricultores e o ecoturismo.

Foto: Arquivo pessoal

Entendo que a Educação Ambiental, para além de um instrumento de gestão ambiental (preconizado como uma das diretrizes da Política Nacional do Meio Ambiente – Lei n. 6938/81) é uma ferramenta de transformação da sociedade.

O grande desafio consiste em informar, conscientizar, sensibilizar e empoderar a sociedade dos governos locais (municípios) dos problemas ambientais e de quais soluções e condutas, coletivas e individuais, devemos realizar em nosso dia a dia, para alteramos o modelo de desenvolvimento vigente para àquele que almejamos: o desenvolvimento sustentável.

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Compromisso voluntário em Educação Ambiental, na Rio+20

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Legislação Ambiental

11 de agosto de 2012

Hoje, 11 de agosto, comemora-se o Dia do Estudante. Estudar nos faz crescer, desenvolver. Aprender é algo extremamente gratificante. Aprender coisas novas, e coisas não tão novas assim…

Na Rio+20, dentre os compromissos voluntários, que em 11 de agosto contavam com 745, está o de Educação Ambiental Inovadora, em que a Fundação de Proteção a Qualidade Ambiental (e suas parceiras) se compromete a promover, até 2015, a educação ambiental com temas de mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável em escolas de ensino fundamental, com meta de atingir mais de 1000 escolas e um milhão de estudantes.

A ideia é trabalhar com o pessoal das organizações e voluntários para serem oradores de palestras, inclusive com estudos de caso, no intuito de divulgar o conhecimento sobre as mudanças climáticas e sobre desenvolvimento sustentável, bem como estimular o pensamento crítico nos alunos.

Para saber mais, clique aqui.

No Brasil, a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) instituída por meio da Lei n. 9795, de 27/04/1999, tem 13 anos e traz, em seu artigo 9o, o conceito de educação ambiental que é aquela desenvolvida no âmbito dos currículos das instituições de ensino públicas e privadas, englobando:

I – educação básica: a). educação infantil;  b) ensino fundamental e  c) ensino médio;

Foto: Arquivo pessoal

II – educação superior;

III – educação especial;

IV – educação profissional;

V – educação de jovens e adultos.

No Ceará, a Política Estadual de Educação Ambiental (Lei n. 14892, de 31/03/2011) traz em seu Art. 7o, no que concerne ao ensino formal, a previsão de incluir para a realidade das escolas estaduais, em área rurais, as seguintes temáticas: Programa de conservação do solo; Gestão dos recursos hídricos; Desertificação, desmatamento e erosão; Uso de agrotóxicos, seus resíduos e riscos do ambiente e à saúde humana; Queimadas e incêndios florestais; Conhecimento sobre desenvolvimento de programas de microbacias; Proteção, preservação e conservação da fauna e flora; resíduos sólidos; Incentivo a agroecologia; e Convivência com o semiárido.

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Compromisso voluntário em Educação Ambiental, na Rio+20

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Legislação Ambiental

11 de agosto de 2012

Hoje, 11 de agosto, comemora-se o Dia do Estudante. Estudar nos faz crescer, desenvolver. Aprender é algo extremamente gratificante. Aprender coisas novas, e coisas não tão novas assim…

Na Rio+20, dentre os compromissos voluntários, que em 11 de agosto contavam com 745, está o de Educação Ambiental Inovadora, em que a Fundação de Proteção a Qualidade Ambiental (e suas parceiras) se compromete a promover, até 2015, a educação ambiental com temas de mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável em escolas de ensino fundamental, com meta de atingir mais de 1000 escolas e um milhão de estudantes.

A ideia é trabalhar com o pessoal das organizações e voluntários para serem oradores de palestras, inclusive com estudos de caso, no intuito de divulgar o conhecimento sobre as mudanças climáticas e sobre desenvolvimento sustentável, bem como estimular o pensamento crítico nos alunos.

Para saber mais, clique aqui.

No Brasil, a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) instituída por meio da Lei n. 9795, de 27/04/1999, tem 13 anos e traz, em seu artigo 9o, o conceito de educação ambiental que é aquela desenvolvida no âmbito dos currículos das instituições de ensino públicas e privadas, englobando:

I – educação básica: a). educação infantil;  b) ensino fundamental e  c) ensino médio;

Foto: Arquivo pessoal

II – educação superior;

III – educação especial;

IV – educação profissional;

V – educação de jovens e adultos.

No Ceará, a Política Estadual de Educação Ambiental (Lei n. 14892, de 31/03/2011) traz em seu Art. 7o, no que concerne ao ensino formal, a previsão de incluir para a realidade das escolas estaduais, em área rurais, as seguintes temáticas: Programa de conservação do solo; Gestão dos recursos hídricos; Desertificação, desmatamento e erosão; Uso de agrotóxicos, seus resíduos e riscos do ambiente e à saúde humana; Queimadas e incêndios florestais; Conhecimento sobre desenvolvimento de programas de microbacias; Proteção, preservação e conservação da fauna e flora; resíduos sólidos; Incentivo a agroecologia; e Convivência com o semiárido.