Educação Ambiental Archives - Página 3 de 10 - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Educação Ambiental

Campanha do Dia Mundial da Saúde – 2014

   Daqui a 10 dias, em 07 de abril, é o Dia Mundial da Saúde. A campanha da OMS (Organização Mundial da Saúde, sigla em inglês WHO) deste ano é sobre doenças transmitidas por vetores (pequenos organismos), que podem trazer grandes ameaças para a saúde de milhares de pessoas.

Fonte; WHO/R. Kukreja

Fonte; WHO/R. Kukreja

    Conforme a WHO, os vetores são pequenos organismos, como mosquitos, insetos, carrapatos e caramujos de água doce, que podem levar doenças de pessoa para pessoa e de um lugar para outro. Esses vetores podem colocar em risco a saúde, inclusive em viagens.

     A campanha de 2014 do Dia Mundial da Saúde centra-se em alguns dos principais vetores e as doenças que eles causam e o que podemos fazer para nos proteger.

     Conforme WHO, a mais letal doença transmitida por vetores é a malária, que causou cerca de 660 000 mortes em 2010. A maioria destas mortes eram crianças africanas. No entanto, dentre as doenças transmitidas por vetores que mais crescem, no mundo,está a dengue, com um aumento de 30 vezes maior nos últimos 50 anos.

      Os desafios ambientais, tais como as alterações climáticas e a urbanização, estão causando impacto significativo sobre a transmissão de doenças transmitidas por vetores, e fazendo com que novas doenças surjam em países, onde antes eram desconhecidas .

    Assim, o objetivo do Dia Mundial da Saúde é aumentar a conscientização sobre as ameaças representadas por vetores e sobre as doenças transmitidas por estes vetores, bem como estimular as famílias e comunidades a tomarem medidas para se proteger.

Fonte: WHO

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Encontro de Avaliação da IV Conferência Infanto Juvenil

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Meio Ambiente

13 de Março de 2014

   Nos dias 13 e 14 de março, em Fortaleza, acontece o Encontro de Avaliação da IV Conferência Nacional Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente (IV CNIJMA).

Delegação Cearense Fonte: SEDUC

Delegação Cearense
Fonte: SEDUC

   Na pauta do encontro estão as discussões sobre escolas sustentáveis, tema chave da Conferência Infanto Juvenil, em que os eixos norteadores: gestão, currículo e espaço físico devem ser abordados.

   Na programação, ainda, a construção de planos de ação por macro região, no sentido de dar prosseguimento aos programas vinculados à política: “Vamos Cuidar do Brasil com Escolas”.

    O Encontro tem como público alvo os delegados infanto juvenis, membros dos Coletivos Jovens, membros da Comissão Organizadora Estadual, técnicos e acompanhantes das CREDE/SEFOR/ SEDUC.

Fonte: SEDUC – Ceará

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Universidades Sustentáveis (parte 4 – final)

       As estratégias para transformar as universidades em espaços educadores sustentáveis devem ser uma combinação do comprometimento dos gestores da instituição e do envolvimento dos servidores, corpo discente e da comunidade escolar, como um todo, pois os autores da publicação da UNEP (2013) acreditam, conforme a experiência mundial, que o sucesso das iniciativas, em longo prazo, depende desse comprometimento.

 

O quadro, a seguir, traz, resumidamente, algumas estratégias para Universidades Sustentáveis, publicadas pela UNEP (2013).

 

Firmando o compromisso Inclui o desenvolvimento de uma visão de sustentabilidade e de declaração de missão sobre a sustentabilidade da universidade.
Engajando a universidade e a comunidade Inclui estratégias para se envolver e assegurar a participação dos atores sociais, ou partes interessadas (funcionários, corpo discente e docente), bem como a comunidade, em geral.
Desenvolvendo uma política de sustentabilidade A política de sustentabilidade da universidade é o direcionador de alto nível para suas metas de sustentabilidade, de curto e longo prazo.
Estabelecendo um comitê de sustentabilidade O comitê, que representa servidores e alunos e deve ser presidido por um membro da gestão institucional, é responsável pela entrada e revisão da política de sustentabilidade da universidade, objetivos, metas e planos de ação, para a aprovação da gerência final.
Configurando a equipe de sustentabilidade A gestão superior deve nomear um gerente de sustentabilidade com autoridade suficiente, recursos financeiros e autonomia de agir, no sentido de coordenar equipe voluntária de servidores e estudantes.
Determinando a base de referência ou linha de base (baseline) Fornece o ponto de partida para priorizar as ações (por exemplo, por meio de aplicação de métodos de avaliação de risco) e para a definição dos objetivos e metas.
Selecionando e definindo indicadores Indicadores que permitam avaliar o progresso dos objetivos e metas. Alguns indicadores sugeridos são: energia, carbono e as mudanças climáticas, uso de água, dentre outros.
Definindo objetivos e metas Os objetivos decorrem da política de sustentabilidade estabelecida pela universidade. As metas devem representar os requisitos detalhados de desempenho, estabelecidos para cumprir os objetivos. As metas devem, ainda, refletir o compromisso da universidade em direção ao desenvolvimento sustentável e para a transformação em universidade sustentável.
Desenvolvendo e implementando os planos de ação de sustentabilidade Programas de gestão de sustentabilidade ou planos de ação são o propulsor das mudanças. Os planos devem ser desenvolvidos e revisados, de acordo com as metas de sustentabilidade e com prazos. Sugerem-se as seguintes áreas temáticas para os planos de ação: energia, carbono e alterações climáticas; água; resíduos, biodiversidade e serviços do ecossistema, dentre outros.
Sensibilização e formação continuada Sensibilização e as oportunidades de formação continuada precisam ser construídas em cada plano de ação de sustentabilidade.
Comunicação e Registro (Documentação) Os diferentes planos de ação de sustentabilidade devem possuir estratégia de comunicação, no sentido de auxiliar a efetiva participação da comunidade universitária. A documentação de todos os aspectos do s planos minimiza a possibilidade de perda da ‘memória coletiva’
Fechando o ciclo: monitoramento, avaliação e comunicação do progresso Este requisito do sistema inclui o estabelecimento de auditoria interna e de ciclos de revisão da gestão e dos relatórios de sustentabilidade, que devem ser anuais.

 

Fonte: OSMOND, Paul; DAVE, Malay; PRASAD, Deo; LI, Fengting. Greening University Toolkits: transforming universities into green and sustainable campuses. New York: UNEP, 2013.

 

 

 

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Universidades Sustentáveis (parte 3)

As estratégias para iniciar a transformação de universidades em espaços educadores sustentáveis necessita, além do compromisso formal de seus gestores com os aspectos ambientais, de um nível de organização do quadro de servidores e dos estudantes para dar confiança a toda comunidade durante o processo de transição.

Alguns questionamentos devem ser respondidos para dar início à tomada de decisão. UNEP (2013) propõe os seguintes questionamentos:

– existem evidências que a universidade dispõe de recursos para se comprometer coma implementação dos programas de sustentabilidade (orçamento, recursos humanos, tempo, conhecimento e habilidades)?

– existe um histórico, na instituição, de engajamento interno e externo com realção às questões anteriores?

– a universidade tem governança, eficiente e eficaz, bem como possui adequadamente sistemas de administração (finanças, gestão de instalações, recursos humanos, ensino e pesquisa)?

– existem canais de comunicação, internos e externos, no cotidiano (a exemplo de boletins informáticos, sites)?

– a universidade é aberta e transparente com relação aos seus servidores, alunos e com a comunidade em geral?

– a universidade é, por definição, uma instituição de ensino, mas é também uma instituição de aprendizagem (com programas de desenvolvimento de pessoal e sistemas de qualidade)?

Os autores da publicação da UNEP (2013) afirmam que as respostas a estas perguntas anteriormente mencionadas podem fornecer uma lista de verificação (checklist) útil a respeito da capacidade da instituição em cumprir suas promessas. Ao contrário, respostas negativas podem sugerir que existem questões de gestão mais profundas que devem ser tratadas antes de se assumir o desafio de transição em direção ao desenvolvimento sustentável (UNEP, 2013).

Fonte: OSMOND, Paul; DAVE, Malay; PRASAD, Deo; LI, Fengting. Greening University Toolkits: transforming universities into green and sustainable campuses. New York: UNEP, 2013.

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Universidades Sustentáveis (parte 2)

    Conforme uma publicação da UNEP (2013), universidades que queiram tornar seus campi em espaços educadores sustentáveis devem optar por princípios, a saber:

– estabelecer clara articulação de responsabilidade social, ética e ambiental na visão e na missão institucional;

– integração da sustentabilidade social, econômica e ambiental no currículo, e o compromisso de interdisciplinaridade expresso como uma característica do ensino;

– pesquisa dedicada aos tópicos de sustentabilidade considerando os pilares (social, ecológico, econômico e de governança) nas pesquisas de outras áreas;

– planejamento e projeto do campus considerando emissões mínimas de carbono, redução do uso da água, reuso, adequação da coleta e tratamento de esgoto, considerando o contexto local onde está inserido;

– sistemas de monitoramento e acompanhamento das operações físicas e de infraestrutura do campus consoante aos padrões de qualidade ambiental normatizados;

– políticas e práticas educacionais focadas na equidade, diversidade e qualidade de vida para os estudantes, servidores e a comunidade escolar;

– transformar o campus em um “laboratório vivo” para o aprendizado ambiental;

– celebração da diversidade cultural e promoção da inclusão social e cultural;

– consideração de quadros de cooperação, nacional e internacional, entre universidades.

     O desafio que se apresenta não é pequeno, mas pode se traduzir em oportunidades significativas e, também, em ampliação na oferta de melhores práticas ambientais e de disseminação do conhecimento.

Fonte: OSMOND, Paul; DAVE, Malay; PRASAD, Deo; LI, Fengting. Greening University Toolkits: transforming universities into green and sustainable campuses. New York: UNEP, 2013.

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Universidades Sustentáveis (parte 1)

        O desafio de transformar os espaços construídos pelo Homem em locais mais sustentáveis está cada vez mais presente nos dias atuais.

        O Blog Verde já trouxe alguns elementos sobre as escolas sustentáveis e do processo deflagrado no processo da IV Conferência Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente de discussão da transformação das escolas em espaços educadores sustentáveis, os quais contemplam aspectos físicos (de infraestrutura), de gestão escolar e de currículo.

         O MEC, no ano passado, por meio do edital n. 22/2013 projeto 914BRZ1142.5, da UNESCO, contratou consultor técnico, com vistas a elaborar síntese de ações, programas e projetos existentes, identificando as possíveis contribuições aplicáveis à educação superior, considerando a construção de universidades sustentáveis. Portanto, nos próximos anos deverá haver investimento para auxiliar na transformação das universidades em Universidades Sustentáveis.

         Esta semana, o Blog Verde traz informações sobre Universidades Sustentáveis do Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (PNUMA, sigla em inglês UNEP), inclusive das estratégias para iniciar a transformação das universidades em espaços educadores sustentáveis.

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Pós-Conferência de Educação Ambiental

     Na segunda quinzena de março, a Secretaria de Educação do estado do Ceará deve realizar o Encontro de Avaliação de participação das escolas cearenses junto ao processo da IV Conferência Nacional Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente.

     Este será um momento importante para fortalecer o processo de enraizamento da educação ambiental no estado, concernente a educação formal.

    Outro aspecto interessante a se destacar, e que será comentado durante o Encontro de Avaliação, é o documento Orientações Gerais para Escolas Sustentáveis para a Rede Estadual de Ensino do Ceará, elaborado pela equipe de Educação Ambiental, no ano passado.

    Escolas Sustentáveis pressupõem a readequação do currículo, considerando a abordagem local e os saberes: científico e tradicional; a readequação dos espaços físicos considerando todos os aspectos de acessibilidade e de conforto térmico e ambiental; e da gestão escolar.

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A IV Conferência Infanto Juvenil e “Um casaquinho azul” do Ceará

    Mês passado, em Luziânia-GO, houve a IV Conferência Nacional Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente, com a participação de crianças e jovens brasileiros, que com seu protagonismo juvenil tiveram seus momentos de discussão para um mundo melhor.

    Do Ceará, partiu uma delegação com 27 crianças. Dentre os acompanhantes estava a Profa. Lindalva Cruz, coordenadora da equipe de Educação Ambiental da SEDUC e membro da COE – Comissão Organizadora Estadual, que escreveu o texto abaixo transcrito, com sua autorização.

     “Hoje acordei pensando no nível de responsabilidade que nós, membros das COE e acompanhantes dos delegados nacionais, assumimos ao levar para Brasília, 27 jovens entre 11 e 14 anos de idade. Nossa! Que coragem tivemos!

     E mais, ainda assumimos um termo de responsabilidade pela integridade física e psicológica desses jovens! Meu Deus!

     No entanto, em meio a toda essa responsabilidade, um ícone, chamado por nós de casaquinho azul, fez toda a diferença. Como assim?

     Então… Antes de viajarmos para Brasília, mandamos confeccionar o tal do casaquinho azul e o entregamos a todos os jovens, acompanhantes, professores e representantes dos CJ (Coletivos Jovens) do Ceará que foram a Brasília, com a seguinte orientação: por nenhum motivo esse casaquinho podia ser retirado do corpo, nos momentos em que estivéssemos em público.

     E fomos obedecidos, principalmente pelos delegados, que usaram o casaquinho azul em todas as ocasiões, mesmo que não estivesse mais tão limpo… (obrigada meninos e meninas).

      Por que essa reflexão agora? Para dizer que essa orientação nos deu certa tranquilidade, pois possibilitou encontrar, localizar, identificar nossos delegados nas mais diversas ocasiões que a IV CNIJMA nos proporcionou participar: solenidade de abertura, noite dos Brasis, palestras, oficinas, encontros, visita ao Palácio do Planalto, roda de dança na Praça dos Três Poderes, aeroporto, em todos os momentos.

      Onde quer que estivéssemos era só olhar, procurar, localizar no meio àquela plateia de mil pessoas e lá estava ela, a delegação cearense, usando seu casaquinho azul. Aí, era só se dirigir até lá para nos juntarmos a todos e ficarmos tranquilos por acharmos nosso grupo.

     Na III CNIJMA nosso casaquinho era verde. Na IV CNIJMA era azul. Fico me perguntando qual será a cor do casaquinho da V CNIJMA?

     Se não for mais eu a pessoa a acompanhá-los (será que ainda terei coragem para tal, se isso for possível?), peço, por favor, confeccionem um casaquinho, seja de que cor for. Mas levem nossos delegados vestindo um casaquinho, pois além de proteger do frio, possibilita não perdê-los em meio à multidão”. (Lindalva Cruz)

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Delegação Cearense da IV Conferência Nacional Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Meio Ambiente

23 de novembro de 2013

Delegados cearenses - 2013 Fonte: SEDUC

Delegados cearenses – 2013
Fonte: SEDUC

    Hoje, às 5h da manhã, a Delegação Cearense da IV Conferência Nacional Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente, composta por 27 delegados, de 11 a 14 anos, embarcou para Brasília para participar da etapa nacional, que tem início hoje e segue até 28 de novembro.

     Acompanham os 27 jovens nessa missão, Antônio Kayo Maciel Cordeiro – Coletivo Jovem de Horizonte, a profa. Lindalva Costa da Cruz – SEDUC, a profa. Sandra Silva de Araújo – SME Fortaleza; a profa. Maria Roseneide Furtado Oliveira – CREDE 09 e a profa. Selma Teixeira da Cunha – Professora indígena Tapeba de Caucaia.

     A lista dos delegados, bem como os projetos nas temáticas: Água, Terra, Fogo e Ar, que irão representar o Ceará na Conferência, está aqui.

 

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Escolas e Universidades Sustentáveis na política ambiental brasileira

     O termo Escolas Sustentáveis pode ser entendido como sinônimo do termo “Espaços Educadores Sustentáveis”, prescrito no Decreto Federal n. 7083, de 27/01/2010, que criou o Programa Mais Educação, do Ministério da Educação (MEC).

     Outro diploma legal que corrobora com a necessidade premente de se instituir escolas sustentáveis é a Resolução CNE/MEC n. 02, publicada no DOU de 18/06/2012 (BRASIL, 2012), que definiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental. Mencionado diploma afirma que a Educação Ambiental deve ser desenvolvida como uma prática educativa integrada e interdisciplinar, contínua e permanente em todas as fases, etapas, níveis e modalidades de ensino; respeitando-se a autonomia da dinâmica escolar e acadêmica.

Foto: Ingrid Castro Fonte: http://www.flickr.com.br

Foto: Ingrid Castro
Fonte: http://www.flickr.com.br

    Consoante o Art. 14, o texto, na íntegra, diz que a Educação Ambiental nas instituições de ensino deve contemplar: abordagem curricular que enfatize a natureza como fonte de vida e relacione a dimensão ambiental à justiça social; abordagem curricular integrada e transversal, contínua e permanente em todas as áreas do conhecimento, dos componentes curriculares e das atividades escolares e acadêmicas; estímulo à constituição de instituições de ensino como espaços educadores sustentáveis, integrando proposta curricular, gestão democrática e espaços físicos, tornando-as referências de sustentabilidade (BRASIL, 2012). Portanto, vai ao encontro do que está disposto como desafio para que as escolas se tornem Espaços Educadores Sustentáveis.

     Interessante mencionar que o Plano Nacional sobre Mudanças do Clima – PNMC (BRASIL, 2008), em reconhecimento do papel da educação e da escola na mudança cultural dos povos, enfatizou a importância de transformá-la (escola) em espaço educador sustentável. No PNMC, em seu Princípio 6 (Fortalecer ações intersetoriais voltadas para redução das vulnerabilidades das populações) está delimitada a seguinte ação principal: “Implementação de programas de espaços educadores sustentáveis com readequação de prédios (escolares e universitários) e da gestão, além da formação de professores e da inserção da temática mudança do clima nos currículos e materiais didáticos (BRASIL, 2008, p.21).”

     Assim, a escola como espaço educador sustentável incorpora as premissas da sustentabilidade, para que a comunidade escolar reflita o cuidado com as pessoas e com o meio ambiente.

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Escolas e Universidades Sustentáveis na política ambiental brasileira

     O termo Escolas Sustentáveis pode ser entendido como sinônimo do termo “Espaços Educadores Sustentáveis”, prescrito no Decreto Federal n. 7083, de 27/01/2010, que criou o Programa Mais Educação, do Ministério da Educação (MEC).

     Outro diploma legal que corrobora com a necessidade premente de se instituir escolas sustentáveis é a Resolução CNE/MEC n. 02, publicada no DOU de 18/06/2012 (BRASIL, 2012), que definiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental. Mencionado diploma afirma que a Educação Ambiental deve ser desenvolvida como uma prática educativa integrada e interdisciplinar, contínua e permanente em todas as fases, etapas, níveis e modalidades de ensino; respeitando-se a autonomia da dinâmica escolar e acadêmica.

Foto: Ingrid Castro Fonte: http://www.flickr.com.br

Foto: Ingrid Castro
Fonte: http://www.flickr.com.br

    Consoante o Art. 14, o texto, na íntegra, diz que a Educação Ambiental nas instituições de ensino deve contemplar: abordagem curricular que enfatize a natureza como fonte de vida e relacione a dimensão ambiental à justiça social; abordagem curricular integrada e transversal, contínua e permanente em todas as áreas do conhecimento, dos componentes curriculares e das atividades escolares e acadêmicas; estímulo à constituição de instituições de ensino como espaços educadores sustentáveis, integrando proposta curricular, gestão democrática e espaços físicos, tornando-as referências de sustentabilidade (BRASIL, 2012). Portanto, vai ao encontro do que está disposto como desafio para que as escolas se tornem Espaços Educadores Sustentáveis.

     Interessante mencionar que o Plano Nacional sobre Mudanças do Clima – PNMC (BRASIL, 2008), em reconhecimento do papel da educação e da escola na mudança cultural dos povos, enfatizou a importância de transformá-la (escola) em espaço educador sustentável. No PNMC, em seu Princípio 6 (Fortalecer ações intersetoriais voltadas para redução das vulnerabilidades das populações) está delimitada a seguinte ação principal: “Implementação de programas de espaços educadores sustentáveis com readequação de prédios (escolares e universitários) e da gestão, além da formação de professores e da inserção da temática mudança do clima nos currículos e materiais didáticos (BRASIL, 2008, p.21).”

     Assim, a escola como espaço educador sustentável incorpora as premissas da sustentabilidade, para que a comunidade escolar reflita o cuidado com as pessoas e com o meio ambiente.