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Blog Verde

por Nájila Cabral

externalidade negativa

Duas indústrias químicas norte americanas são condenadas a pagar por danos a ex-combatentes do Vietnã

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente, Saúde Ambiental

16 de julho de 2013

    A Alta Corte de Seul condenou, nesta sexta, dia 12/07, duas indústrias químicas norte americanas, fabricantes do agente laranja, a pagar indenizações que variam entre US$ 6,200 a 47,500 dólares para cada um dos 39 ex-combatentes que moveram a ação judicial.

Fonte: Ecositio

Fonte: Ecositio

     O agente laranja foi usado na Guerra do Vietnã e é considerado uma das piores catástrofes ambientais do mundo. No período de 1961 e 1971, o governo dos EUA pulverizou o Vietnã com mais de 80 milhões de litros de herbicida desfolhante mortal produzido por estas duas indústrias químicas agora condenadas.

    Este agente laranja usado indiscriminadamente pelo Exército dos EUA, durante a Guerra do Vietnã é uma mistura de dois herbicidas: 2,4-D e 2,4,5-T. Em virtude da demanda (durante 10 anos) do governo dos USA por este desfolhante, ou seja, para atender aos pedidos, os fabricantes não purificaram na sua síntese a segunda substância dioxina 2,4,5-T, Tetraclorodibenzodioxina, apresentando esta um alto teor hormonal de um subproduto altamente cancerígeno.

     Esse resíduo produziu terríveis consequências para sempre na população vietnamita e nos próprios soldados norte-americanos. As mais graves consequências são visíveis principalmente nas descendências dos contaminados, por sua absorção progressiva, direta ou indireta, por via oral ou cutânea, que adquirem alta probabilidade de malformações graves e câncer.

     A decisão contra as indústrias químicas dos EUA observa que “os réus produziram desfolhantes contendo dioxina em nível muito maior que o máximo admissível e permitido, devido a falhas de concepção” e argumenta que há “uma relação epidemiológica entre o desfolhante e doenças” sofridas por veteranos, que vão desde o câncer a linfoma.

    Como forma de se defender, ambas empresas argumentam que a responsabilidade do uso de agente químico não é deles, mas do governo dos EUA.

Fonte: Biodiversidad em America Latina e el caribe

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Contaminação radioativa de Fukushima na costa oeste dos Estados Unidos

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

08 de Abril de 2013

     O portal Ecosítio e a Urgente 24 noticiam que foi constatado elevado número de casos com problemas de tireoide em crianças nascidas na costa oeste dos EUA (Estados Unidos), o que fez soar o alarme sobre a contaminação radioativa de Fukushima. Poucos dias após o desastre (em fevereiro de 2011), as concentrações de iodo radioativo I-131 nas chuvas norte americanas foram até 211 vezes acima do normal. Níveis mais elevados de I-131 foram documentados em cinco estados: Califórnia, Havaí, Alasca, Oregon e Washington.

     Os pesquisadores confirmaram que o desastre nuclear de Fukushima está “passando a fatura” à população norte americana. A externalidade negativa se traduz no elevado número de anomalias da tiroide entre os recém-nascidos na costa oeste do país.

     Esses dados foram publicados no periódico Open Journal Pediatrics. Os autores do estudo atestam que de 17 de março a 31 dezembro de 2011, o número de casos de hipotireoidismo congênito em cinco estados foi de 16% maior do que o mesmo período de 2010.

      O iodo radioativo que entra no corpo humano se acumula na glândula tireoide, que produz o hormônio de crescimento. A exposição à radiação pode impedir o crescimento do corpo e do cérebro de uma criança, até mesmo causar cretinismo e câncer de tireoide. Tais doenças e sintomas estão também documentados depois de Chernobyl.

     Outros dados preocupantes é que em fevereiro deste ano (2013), foi relatado que 44,2% das crianças examinadas em Fukushima também têm anormalidades da tireoide.

      Caros leitores do Blog Verde, qual é o preço que nós, sociedade civil, pagamos pelos danos decorrentes de atividades que não possuem tecnologia suficiente para garantir 100% de segurança, ou seja 0% de riscos ambientais?

      Quanto estamos dispostos a pagar? Qual o preço de sua saúde? Quanto vale a sua vida?  Pare… e pense.

Fonte: Ecosítio e Urgente 24

 

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Contaminação radioativa de Fukushima na costa oeste dos Estados Unidos

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

08 de Abril de 2013

     O portal Ecosítio e a Urgente 24 noticiam que foi constatado elevado número de casos com problemas de tireoide em crianças nascidas na costa oeste dos EUA (Estados Unidos), o que fez soar o alarme sobre a contaminação radioativa de Fukushima. Poucos dias após o desastre (em fevereiro de 2011), as concentrações de iodo radioativo I-131 nas chuvas norte americanas foram até 211 vezes acima do normal. Níveis mais elevados de I-131 foram documentados em cinco estados: Califórnia, Havaí, Alasca, Oregon e Washington.

     Os pesquisadores confirmaram que o desastre nuclear de Fukushima está “passando a fatura” à população norte americana. A externalidade negativa se traduz no elevado número de anomalias da tiroide entre os recém-nascidos na costa oeste do país.

     Esses dados foram publicados no periódico Open Journal Pediatrics. Os autores do estudo atestam que de 17 de março a 31 dezembro de 2011, o número de casos de hipotireoidismo congênito em cinco estados foi de 16% maior do que o mesmo período de 2010.

      O iodo radioativo que entra no corpo humano se acumula na glândula tireoide, que produz o hormônio de crescimento. A exposição à radiação pode impedir o crescimento do corpo e do cérebro de uma criança, até mesmo causar cretinismo e câncer de tireoide. Tais doenças e sintomas estão também documentados depois de Chernobyl.

     Outros dados preocupantes é que em fevereiro deste ano (2013), foi relatado que 44,2% das crianças examinadas em Fukushima também têm anormalidades da tireoide.

      Caros leitores do Blog Verde, qual é o preço que nós, sociedade civil, pagamos pelos danos decorrentes de atividades que não possuem tecnologia suficiente para garantir 100% de segurança, ou seja 0% de riscos ambientais?

      Quanto estamos dispostos a pagar? Qual o preço de sua saúde? Quanto vale a sua vida?  Pare… e pense.

Fonte: Ecosítio e Urgente 24