fontes alternativas de energia Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

fontes alternativas de energia

Estado da Arte do armazenamento de energia e da inserção de fontes renováveis

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

21 de Fevereiro de 2018

   Acontecerá dias 19 e 20 de março de 2018, no Instituto de Energia e Ambiente (IEE), o Seminário Estado da Arte do armazenamento de energia e da inserção de fontes renováveis. Mencionado evento integra as atividades do Projeto de Pesquisa & Desenvolvimento ANEEL, PD-00061-0054/2016, “Análise da Eficiência do Armazenamento Complementar de Energia junto a Usinas Hidrelétricas, Utilizando Tecnologias de Armazenamento Eletroquímico e em Hidrogênio”, executado mediante Convênio com a Companhia Energética de São Paulo CESP, projeto estratégico associado à chamada ANEEL Nº 021/2016.
      O objetivo principal deste seminário é discutir o estado da arte em tecnologia de armazenamento de energia no mundo, com a participação de pesquisadores, reguladores e empreendedores do América Latina, EUA e Europa, bem como explorar o potencial de contribuição e benefícios do armazenamento para o Sistema Interligado Nacional (SIN).
     Serão debatidos aspectos técnicos, econômico, regulatórios e estratégias para a utilização do armazenamento como acelerador da inserção de energias renováveis modernas no Brasil. Em termos tecnológicos, as estratégias de armazenamento que serão foco do seminário serão principalmente eletroquímica e com base em hidrogênio.
     As inscrições são feitas, exclusivamente, por e-mail (comunicacao@iee.usp.br) enviando nome, e-mail, cargo e instituição. Aos interessados em saber mais, cliquem aqui.
    Fonte: IEE, USP, 2018
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Opções de energias sustentáveis

     Recentemente, o programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) publicou um Relatório para auxiliar os tomadores de decisão sobre alternativas a matriz energética, considerando os impactos ambientais oriundos de cada uma das alternativas.

    O Relatório Green Energy Choices: the benefits, risks and trade-offs of low carbon technologies for electricity production (Escolhas de Energia Verde: benefícios, riscos e compensações de tecnologias de baixo impacto para produção de eletricidade) fornece uma comparação global do potencial de mitigação de Gases de Efeito Estufa (GHG) considerando diferentes tecnologias de geração de energia, incluindo hidrelétrica, solar, geotérmica e eólica. Mencionado Relatório examina, também os impactos ambientais e de saúde dessas opções, e suas implicações para utilização dos recursos naturais.

      O Diretor Executivo do UNEP, Achim Steiner, informa que este relatório traz fortes evidências de que a eletricidade gerada a partir de fontes renováveis provoca menos poluição do que a gerada a partir dos combustíveis fósseis. Essa informação é muito importante para a agenda de desenvolvimento e para a busca do cenário que se quer para 2050.

     Acrescenta o Diretor Executivo do UNEP: “Minha esperança é que os tomadores de decisão usem as evidências científicas neste relatório para selecionar  uma combinação sustentável de tecnologias de energias que sejam as mais limpas e mais seguras e mais para as próximas décadas”.

     Aos interessados em ler o Relatório, na íntegra, cliquem aqui.

Fonte: UNEP

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Expogeração – Micro e Minigeração de Energia no Ceará

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

28 de outubro de 2014

    Com informações da Assessoria de Comunicação da FIEC, acontece hoje (28/10) e amanhã (29/10), a ExpoGeração 2014 e o I Seminário sobre Micro e Minigeração Distribuída. , com promoção do Sindienergia-CE, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará. O evento, que será realizado na FIEC, a partir das 18h30, debaterá a Micro e Minigeração como uma solução real para influenciar a Matriz Energética Brasileira para os próximos anos, diante da atual crise no setor.

    O encontro reunirá representantes e entidades da área como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Energie Agentur, COELCE, SEBRAE, SENAI e a ONG Greenpeace além de empresas que já atuam no setor de soluções no Nordeste.

    O objetivo do Encontro é debater, apresentar os avanços e as oportunidades de aprimoramento da Resolução Normativa Nº 482/2012, que trata das regras destinadas para instalação de geração distribuída. A resolução determina que os “brasileiros possam produzir sua própria energia elétrica a partir de pequenas centrais geradoras que utilizam fontes com base em energia solar, eólica, biomassa ou cogeração qualificada, conectadas à rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras”. A microgeração é a geração de energia até 100KW de potência, e a minigeração, de 100KW a 1MW.

      Conforme a organização do evento, o desafio com a Expogeração é estimular o mercado para criar linhas de crédito para o setor, conscientizar o governo e a população que é uma boa solução e capacitar e regulamentar a atividade.

     Podem participar do evento: empresários, engenheiros, arquitetos, ambientalistas, formadores de opinião, estudantes e jornalistas. As inscrições podem ser feitas aqui.

Fonte: FIEC/ Assessoria de Comunicação

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Energia e Sustentabilidade – parte 3 – final

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

07 de setembro de 2013

    Quanto ao Brasil, o Relatório “Energia Sustentável para todos” (Sustainable Energy for All) informa que este ampliou suas energias renováveis cerca de 50% entre 2000 e 2009. Em 2009, diz o Relatório, quase 50% da energia primária produzida pelo Brasil era oriunda de fontes renováveis, a exemplo das hidroelétricas.

     No Dossiê Sustentabilidade, produzido por Ignacy Sachs, publicado na Revista Estudos Avançados, em 2012, quando fala em segurança energética reforça: “podemos mudar para uma matriz de energias alternativas: solar, hídrica, eólica, geotérmica e de biomassa, cada uma com certas vantagens e alguns obstáculos a serem superados. A estratégia energética deve lidar com três questões inter-relacionadas: sobriedade energética, eficiência e, só então, fontes alternativas de energia”.

     O uso de bioenergia requer avaliação cuidadosa do possível conflito entre a produção de alimentos e a de energia – conflito que não precisa existir se resíduos da produção de alimentos forem usados como matéria-prima da produção de energia (etanol celulósico, biogás a partir de esterco de gado etc.), comenta Ignacy Sachs (2012). Acrescenta o mencionado autor que as florestas existentes precisam ser conservadas como sumidouros de carbono, para não falar de seus outros usos econômicos potenciais.

    Em relação ao Ceará, o Blog Verde publicou em agosto de 2012 o tema Fontes Alternativas no Ceará, em 5 capítulos, onde trouxemos as informações sobre as fontes de energia que vêm do sol, do vento, das marés, da água, do lixo, da terra…  É possível acessar os capítulos pelo Blog Verde.

    Assim, neste post colocaremos o resumo das fontes de energia alternativa do Ceará, em 2012, que produzia energia por meio de várias fontes alternativas. A tabela, a seguir, traz as fontes alternativas de energia e em que município estão localizados.

Tipo de fonte alternativa

Nome do empreendimento

município

 

Hidrelétrica

Pequena Central Hidrelétrica (PCH) – Usina Araras Norte

Varjota

 

 

 

Energia eólica

UEE Praia Formosa

Camocim

UEE Canoa Quebrada

Aracati

UEE Bons Ventos
UEE Enacel
UEE Eólica Canoa Quebrada
UEE Lagoa do Mato
UEE Icaraizinho

Amontada

UEE Volta do Rio

Acaraú

UEE Praia do Morgado
UEE Praias de Parajuru

Beberibe

UEE Beberibe
UEE Foz do rio Choró
UEE Paracuru

Paracuru

UEE Taíba-Albatroz

São Gonçalo do Amarante

UEE Taíba
UEE Prainha

Aquiraz

UEE Mucuripe

Fortaleza

Energia solar Usina Solar Tauá MPX

Tauá

Energia das Marés Usina Piloto Coppe/UFRJ

São Gonçalo do Amarante

Energia das plantas Usina de Biodiesel

Quixadá

     Para finalizarmos, importante destacar que os objetivos para uma energia sustentável com base no uso de fontes alternativas de energia não requer uma revolução; mas sim uma transição, uma reforma para direção mais prudente ecologicamente considerada.

     Cabe a cada um de nós, cidadãos, acompanhar esse processo e pressionar os tomadores de decisão que coloquem, na pauta de discussão, planos de desenvolvimento coerentes com a proposta de Energia Sustentável para todos, considerando os riscos ambientais envolvidos em cada uma das alternativas da matriz energética, a exemplo da energia nuclear que, apesar de limpa (em termos de emissão de dióxido de carbono) não é imune ao risco de acidentes improváveis, no entanto devastadores (como Chernobyl e Fukushima).

Fontes: ONU; IEA (Dossiê Sustentabilidade).

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Energia e Sustentabilidade – parte 2

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Desertificação, Meio Ambiente

06 de setembro de 2013

O Relatório da Organização das Nações Unidas “Energia Sustentável para todos” (Sustainable Energy for All) reforça a necessária atuação dos atores sociais no processo de garantir o acesso universal de energia limpa.

     Dentre os atores sociais está o setor público que deve dar o suporte a novas tecnologias instituindo políticas inteligentes que possam nivelar energias renováveis e eficiência energética, por meio de incentivos aos investimentos privados e outros mecanismos, bem como dando suporte à cooperação internacional e a disseminação do conhecimento.

     Com relação à sociedade civil, esta é um agente social crítico que pode significar mudanças potenciais aos avanços de tecnologias de energias limpas. As Organizações da Sociedade Civil podem formar, então, parcerias e redes de relacionamento no intuito de facilitar o fluxo de informações – transparentes e abertas. Podem, ainda, se engajar com os tomadores de decisão e com o setor privado para auxiliar na implementação de políticas de energias limpas e de suas tecnologias.

    O programa “Energia Sustentável para todos” (Sustainable Energy for All) é uma oportunidade de trazer todos os atores sociais à mesa para trabalharem, de forma conjunta, em direção à energia sustentável.

     Uma coisa é certa: tanto países desenvolvidos como os países em desenvolvimento têm necessidade de desenvolver tecnologias de energias renováveis. Oportunidades de alto impacto existem em todos os setores da economia, a saber:

– setor de eletricidade;

– setor de transportes;

– setor da construção civil; e

– setor industrial.

     Acredita-se que o programa “Energia Sustentável para todos” (Sustainable Energy for All) pode auxiliar em diferentes maneiras, dentre as quais:

– uso das redes de conhecimento para dar apoio aos governos locais (municípios) com esforços para implementar programas de energia;

– desenvolver agenda de ação de agora até 2030 para atender aos objetivos, a exemplo da Green Climate Fund (Fundo Verde Clima).

Fonte: ONU

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Energia e Sustentabilidade – parte 1

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

04 de setembro de 2013

    Muito recentemente, o Nordeste vivenciou outro apagão. A energia dos estados do Nordeste foi desligada por cerca de três horas. Praticamente, tudo parou. Sem energia, não há possibilidade de algumas atividades humanas serem exercidas.

     Mas uma pergunta importante, necessária e determinante na questão da energia no mundo é: podemos produzi-la em quantidade, conforme a demanda da sociedade, e que esta produção se concretize de forma sustentável?

     Para responder a esse questionamento vamos nos reportar ao Relatório da Organização das Nações Unidas “Energia Sustentável para todos” (Sustainable Energy for All).

     Até 2030, os três objetivos do Programa das Nações Unidas Sustainable Energy for All são:

• Garantir o acesso universal a serviços energéticos modernos;

• Dobrar a taxa global de melhoria da eficiência energética; e

• duplicar a quota das energias renováveis no mix de energia global.

     Apesar de ambiciosos, os objetivos são fundamentais para o cenário de energia global. Dobrando a contribuição das energias renováveis e dobrando a taxa de eficiência energética, será possível reduzir a demanda por energia em 30% e reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa em 60%, se comparadas com o cenário atual.

      Os atores sociais tem papel decisivo para possibilitar a revolução da energia limpa e podem aprender as lições de países e companhias que já implementaram, respectivamente, políticas exitosas e mudanças tecnológicas. Dentre os atores sociais está o setor privado.

    O setor privado deve assumir o papel principal, usando investimentos públicos e privados, para financiar o emprego de tecnologias de energias limpas. Ademais, cabe ao setor privado o papel de compartilhar as melhores práticas, contribuindo com a expertise profissional e providenciar a capacidade de implementação das novas tecnologias limpas.

Fonte: ONU, 2012.

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Energia renovável – micro e minigeração

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

05 de agosto de 2013

     A Assembleia Legislativa do Ceará, em Fortaleza, realiza no dia 06 de agosto (terça-feira), às 14:00h, audiência pública sobre micro e minigeração de energia renovável.

    No debate, um dos pontos a serem discutidos é a Resolução n. 482/2012, de 17 de abril de 2012, que estabelece as condições gerais para o acesso de microgeração e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica, bem como o sistema de compensação de energia elétrica.

     Devem estar presentes representantes da Agência de Desenvolvimento do estado do Ceará (ADECE), do Banco do Nordeste, da Comissão de Desenvolvimento Regional, Recursos Hídricos, Minas e Pesca da Assembleia Legislativa, da Academia e de outras instituições ligadas ao tema.

     Convite feito. Participem! Sociedade civil informada tem melhores condições de saber escolher que caminho seguir.

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O mundo que queremos 2015 – Energia

The World We Want 2015

Fonte:UNDP

     Nos últimos cinco anos foi possível perceber o consenso político da importância da energia, como demonstrado também na Rio+20. As Nações Unidas recentemente em Assembleia Geral declarou 2014-2024 como a Década das Nações Unidas da Energia Sustentável para todos (United Nations Decade of Sustainable Enegy for All), de maneira a aproximar desafios e oportunidades, a exemplo dos seguintes: empregos, produção de alimentos, mudanças climáticas, pobreza, igualdade de gênero e saúde.

     Os objetivos da Consulta Pública para a Agenda de Desenvolvimento, concernente à temática energia, tem os seguintes objetivos:

– contribuir para diálogo aberto com todos os atores sociais, incluindo Governos, juventude e sociedade civil, com respeito ao papel da energia na agenda de desenvolvimento pós-2015;

– mobilizar estes atores sociais no sentido de se construir uma visão compartilhada;

     Os participantes da Consulta devem considerar uma série de variáveis relacionadas à energia nas três dimensões do desenvolvimento sustentável, a saber: econômico, social e ambiental. As variáveis são:

– Acesso Universal da energia – que deve explorar o acesso universal aos modernos serviços de energia, com especial atenção às necessidades dos mais pobres;

– Aumento da Eficiência energética – que deve explorar as opções para a obtenção de energias eficientes como parte de uma nova agenda global de desenvolvimento;

– Aumento no uso da energia renovável, que deve admitir opções para promover energias renováveis na agenda de desenvolvimento pós-2015.

Para maiores informações, cliquem aqui.

Fonte: UNDP

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Fontes alternativas de energia no Ceará – Parte 5 (final)

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

24 de agosto de 2012

       Não se constitui em tarefa fácil redesenhar o arranjo institucional do setor energético, de maneira a se investir mais em energias renováveis; mas é algo necessário e imprescindível, principalmente quando se tem em pauta o desenvolvimento em consonância com a manutenção da qualidade ambiental.

Planta da Mamona
Fonte: http://www.flickr.com/

       O estado do Ceará vem estudando as projeções de matriz energética para os próximos 20 anos. O estudo estabelece cenários para o Estado para 2030, considerando os investimentos em fontes alternativas de energia, como a eólica, a solar e biodiesel.

       Os estudos são necessários para que tomadores de decisão possam ter conhecimento prévio do que pode, dependendo das variáveis analisadas, acontecer quando se opta por determinado cenário. O foco é minimizar, de preferência extinguir, o uso não sustentável de carvão e lenha da vegetação Caatinga.

    A energia que vem da terra

        O engenheiro químico Expedito Parente, cearense, é o detentor da patente do biodiesel. O biodiesel, produzido de óleos vegetais, é uma fonte alternativa de energia interessante sob o ponto de vista ambiental.

Usina de Biodiesel, em Quixadá/CE
Fonte: http://www.flickr.com/

Em relação à história do biodiesel no Ceará, conforme Sales et al. (2006), pode ser vista da seguinte maneira:

1980 – Prof. Expedito Parente obteve Patente Biodiesel – UFC

2002 – Iniciada parceria com a TECBIO (Tecnologias de Biocombustíveis Ltda), empresa incubada no NUTEC (Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial) que desenvolve pesquisas sobre biodiesel.

2003 – Iniciou produção do biodiesel em bancada (laboratório).

2004 – Planta piloto NUTEC para produção em batelada.

2005 – Autorizado pela ANP (335) para produzir Biodiesel.

2005 – Projeto Diesel Verde com a Prefeitura de Fortaleza e o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros (SINDIÔNIBUS) para testar biodiesel em 17 ônibus com B5.

2006 – Fase de conclusão de usina para produção contínua.

         Em 2008, foi inaugurada a Usina de Biodiesel, em Quixadá, com capacidade de produção de 57 mil litros de biodiesel por ano. Trinta por cento desta produção é destinada ao consumo interno e o restante a outros estados do Nordeste. Conforme ADECE (2011), são 8.522 agricultores que cultivam mamona e girassol em 161 municípios cearenses cadastrados para fornecer matéria-prima.

    A energia que vem do lixo

Foto: Arquivo pessoal

         A decomposição da matéria orgânica existente nos resíduos sólidos (lixo) produz gás. O reaproveitamento de gás proveniente de aterros sanitários (biogás) pode se constituir em importante fonte alternativa de energia e ainda, minimizar a emissão de gases para atmosfera, notadamente o metano (CH4) e o dióxido de carbono (CO2). Soma-se ainda aos benefícios do reaproveitamento de gases de aterros sanitários, a probabilidade de ganhos econômicos com a comercialização dos créditos de carbono.

        Em 2007, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do estado do Ceará (SECITECE) produziu um Relatório Técnico para estudar a viabilidade de reaproveitamento de gases  de dois aterros sanitários no Ceará: o de Jangurussu, em Fortaleza e o de Sobral, interior do Estado.

       Com dados da época do estudo, Cabral; Santos (2007) relatavam que considerando os anos de 2000 e 2001, em que o aterro do Jangurussu estava em pleno funcionamento, a probabilidade de geração de biogás era de 203.124.996 Nm3/ano. Em Sobral, nos 21 anos (2000 a 2020) de potencial funcionamento do aterro, estimava-se que a produção de biogás fosse de 51.054.803 Nm3.

        Para finalizar, importante ressaltar a necessidade de estabelecimento dos papéis dos diferentes atores envolvidos no processo (incluindo atores governamentais, institucionais e sociedade civil), por intermédio, inclusive, da descentralização das ações de reaproveitamento e comercialização do biogás.

        Os governos locais (municípios) têm neste viés um interessante caminho para seus territórios. Quando forem implantar seus aterros sanitários, seja de forma individual ou consorciada, atentar para a possibilidade de reaproveitamento do biogás, com oportunidades factíveis de comercialização dos créditos de carbono, além de fazer cumprir o compromisso assumido pelo Brasil nas Conferências Mundiais em reduzir o passivo ambiental concernente ao saneamento ambiental.

               Em síntese, a Tabela a seguir, traz as fontes alternativas de energia, apresentadas nas diversas partes deste Blog Verde, que se encontram em operação em 2012, no Ceará, bem como o município em que estão implementadas.

Tipo de fonte alternativa

Nome do empreendimento

município

 

Hidrelétrica

Pequena Central Hidrelétrica (PCH) – Usina Araras Norte

Varjota

 

 

 

Energia eólica

UEE Praia Formosa

Camocim

UEE Canoa Quebrada

Aracati

UEE Bons Ventos
UEE Enacel
UEE Eólica Canoa Quebrada
UEE Lagoa do Mato
UEE Icaraizinho

Amontada

UEE Volta do Rio

Acaraú

UEE Praia do Morgado
UEE Praias de Parajuru

Beberibe

UEE Beberibe
UEE Foz do rio Choró
UEE Paracuru

Paracuru

UEE Taíba-Albatroz

São Gonçalo do Amarante

UEE Taíba
UEE Prainha

Aquiraz

UEE Mucuripe

Fortaleza

Energia solar Usina Solar Tauá MPX

Tauá

Energia das Marés Usina Piloto Coppe/UFRJ

São Gonçalo do Amarante

Energia das plantas Usina de Biodiesel

Quixadá

 

Fontes:

Sales, J.C et al. O biodiesel produzido a partir da mamona e suas consequências para o desenvolvimento no Ceará: aspectos ambientais, sociais e econômicos. Sergipe: 2º. Congresso Brasileiro de Mamona, 2006.

Cabral, N; Santos, F.J.P.N. Estudo de viabilidade de reaproveitamento de gás em aterros sanitários nos municípios cearenses – Relatório Técnico. Fortaleza: SECITECE, 2007.

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Fontes alternativas de energia no Ceará – Parte 4

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

22 de agosto de 2012

   Dentre as energias renováveis interessantes sob o ponto de vista ambiental, de aproveitamento e de uso dos recursos ambientais, é a energia solar. Este astro que desde tempos remotos foi tão festejado por trazer luz e permitir vida, continua sendo uma importante fonte de energia.

Usina Solar MPX, em Tauá/CE
Foto: Arquivo pessoal

Segundo SEINFRA/SECITECE (2010), em relação ao Brasil e considerando dados de 2008; 45,4% da matriz energética nacional correspondiam à biomassa, energia hidráulica e outras fontes, nas quais se encontravam a energia solar e eólica. Mencionado estudo relata ainda que esse valor era consideravelmente alto, uma vez que a oferta interna de energias renováveis em outros países ficava, em média, em torno de 12,9%.

   A região Nordeste tem os maiores índices de radiação e o estado do Ceará se encontra numa posição privilegiada, pois possui uma insolação média anual de 8 horas diárias (ADECE, 2010).

 

A energia que vem do Sol…

    Os estudos técnicos que possibilitaram visualizar o cenário cearense em relação à alta incidência solar em seu território, somando-se às características regionais de um dos menores índices de nebulosidade e precipitação chuvosa do mundo, motivaram a MPX, empresa de energia do Grupo EBX, a implementar no município de Tauá, interior do Ceará, a primeira usina solar comercial do País.

Visita IFCE à MPX, Tauá/CE
Foto: Arquivo pessoal

   O Parque de Energia Solar possui 12 mil metros quadrados de área, com 4.680 painéis fotovoltáicos, que totalizam potência instalada inicial de 1MW. Foram investidos cerca de R$ 10 milhões no empreendimento pela empresa MPX (ADECE, 2011).

    Foi efetuada visita técnica à empresa MPX, em Tauá/CE, pela equipe do Laboratório de Energias Renováveis e Conforto Ambiental – LERCA, do IFCE Campus Fortaleza, coordenado pelo Prof. Adeildo Silva. Acompanharam a visita, em parceria com discentes do Campus Fortaleza, alunos e professores do IFCE Campus Juazeiro do Norte e alunos da UFC.

   A usina solar iniciou, em 2011, suas atividades com 5 MW de capacidade instalada, já conectados ao sistema interligado nacional (SIN), devidamente licenciada pelo órgão ambiental competente. Conforme ADECE (2011), a previsão inicial era de iniciar com 1MW, passando para 2MW neste ano de 2012; e assim sucessivamente até 50 MW, no prazo de cinco a sete anos.

   Em agosto de 2012, na 211a. Reunião Ordinária do COEMA -Conselho Estadual de Meio Ambiente do estado do Ceará, houve votação favorável ao parecer técnico n. 3060/2012-DICOP/GECON, referente ao projeto da Central Geradora Solar Fotovoltáica Tauá , para a Licença Prévia da segunda etapa de instalação dos 45 MW restantes.

 

Fontes:

ADECE – Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará. Energias Renováveis do Ceará. (Folder). Fortaleza: ADECE, 2011.14pp.

ADECE – Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará. Atração de Investimentos no Estado do Ceará – Relatório de Energia Solar. Fortaleza: ADECE, 2010.38pp.

SEINFRA/SECITECE – Secretaria da Infraestrutura/ Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do estado do Ceará. Atlas solarimétrico do Ceará – 1963-2008. Fortaleza: SEINFRA/SECITECE, 2010. 108pp.

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Fontes alternativas de energia no Ceará – Parte 4

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

22 de agosto de 2012

   Dentre as energias renováveis interessantes sob o ponto de vista ambiental, de aproveitamento e de uso dos recursos ambientais, é a energia solar. Este astro que desde tempos remotos foi tão festejado por trazer luz e permitir vida, continua sendo uma importante fonte de energia.

Usina Solar MPX, em Tauá/CE
Foto: Arquivo pessoal

Segundo SEINFRA/SECITECE (2010), em relação ao Brasil e considerando dados de 2008; 45,4% da matriz energética nacional correspondiam à biomassa, energia hidráulica e outras fontes, nas quais se encontravam a energia solar e eólica. Mencionado estudo relata ainda que esse valor era consideravelmente alto, uma vez que a oferta interna de energias renováveis em outros países ficava, em média, em torno de 12,9%.

   A região Nordeste tem os maiores índices de radiação e o estado do Ceará se encontra numa posição privilegiada, pois possui uma insolação média anual de 8 horas diárias (ADECE, 2010).

 

A energia que vem do Sol…

    Os estudos técnicos que possibilitaram visualizar o cenário cearense em relação à alta incidência solar em seu território, somando-se às características regionais de um dos menores índices de nebulosidade e precipitação chuvosa do mundo, motivaram a MPX, empresa de energia do Grupo EBX, a implementar no município de Tauá, interior do Ceará, a primeira usina solar comercial do País.

Visita IFCE à MPX, Tauá/CE
Foto: Arquivo pessoal

   O Parque de Energia Solar possui 12 mil metros quadrados de área, com 4.680 painéis fotovoltáicos, que totalizam potência instalada inicial de 1MW. Foram investidos cerca de R$ 10 milhões no empreendimento pela empresa MPX (ADECE, 2011).

    Foi efetuada visita técnica à empresa MPX, em Tauá/CE, pela equipe do Laboratório de Energias Renováveis e Conforto Ambiental – LERCA, do IFCE Campus Fortaleza, coordenado pelo Prof. Adeildo Silva. Acompanharam a visita, em parceria com discentes do Campus Fortaleza, alunos e professores do IFCE Campus Juazeiro do Norte e alunos da UFC.

   A usina solar iniciou, em 2011, suas atividades com 5 MW de capacidade instalada, já conectados ao sistema interligado nacional (SIN), devidamente licenciada pelo órgão ambiental competente. Conforme ADECE (2011), a previsão inicial era de iniciar com 1MW, passando para 2MW neste ano de 2012; e assim sucessivamente até 50 MW, no prazo de cinco a sete anos.

   Em agosto de 2012, na 211a. Reunião Ordinária do COEMA -Conselho Estadual de Meio Ambiente do estado do Ceará, houve votação favorável ao parecer técnico n. 3060/2012-DICOP/GECON, referente ao projeto da Central Geradora Solar Fotovoltáica Tauá , para a Licença Prévia da segunda etapa de instalação dos 45 MW restantes.

 

Fontes:

ADECE – Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará. Energias Renováveis do Ceará. (Folder). Fortaleza: ADECE, 2011.14pp.

ADECE – Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará. Atração de Investimentos no Estado do Ceará – Relatório de Energia Solar. Fortaleza: ADECE, 2010.38pp.

SEINFRA/SECITECE – Secretaria da Infraestrutura/ Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do estado do Ceará. Atlas solarimétrico do Ceará – 1963-2008. Fortaleza: SEINFRA/SECITECE, 2010. 108pp.