Rio+20 Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Rio+20

Economia Verde – Consulta pública

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

08 de dezembro de 2014

Essa notícia é de autoria do CGGE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos).

O CGEE lançou, em novembro, consulta estruturada internacional sobre a percepção de especialistas e interessados selecionados a respeito de padrões de consumo para o desenvolvimento sustentável.

A iniciativa do CGEE é realizada em continuidade aos trabalhos do mencionado Centro por ocasião da Rio+20, que incluíram consulta sobre economia verde.

Dentro desse contexto, a consulta internacional visa fornecer subsídios às negociações de definição dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável mediante o mapeamento das percepções de profissionais do governo, do empresariado, da sociedade civil e da área acadêmica sobre questões relacionadas a padrões de consumo. Ela permitirá a identificação das semelhanças e diferenças nas visões desses públicos nos diversos países, gerando assim, informações que possam ser utilizadas no debate em curso.

Fonte: CGEE.

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Caatinga na Rio+20 – Semana Estadual da Caatinga no Ceará

     Na próxima segunda-feira, dia 22/04/2013, na FIEC – Federação das Indústrias do estado do Ceará, haverá Painel Caatinga na Rio+20, dentro da Programação da Semana Estadual da Caatinga. A promoção é do Projeto Mata Branca (GEF Caatinga), coordenado pela Dra. Tereza Farias.

Fonte: CONPAM/Mata Branca

Fonte: CONPAM/Mata Branca

    Neste Painel serão discutidas  as ações da Declaração da Caatinga, documento de 39 páginas, assinado pelos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, assinada durante a I Conferência Regional de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Caatinga, no período de 17 e 19/05/2012, ratificada pelos representantes dos órgãos ambientais estaduais durante a Rio+20, em junho de 2012.

     Vocês sabiam que mais de 28 milhões de pessoas habitam a Caatinga, fazendo dessa região uma das mais densamente povoadas entre aquelas de características climáticas similares no mundo? Que a Caatinga é o bioma brasileiro mais vulnerável às mudanças climáticas e tende a ser o mais atingido pelos efeitos negativos do aquecimento global?

     Dentre os 56 compromissos assumidos por estes estados estão:

Mobilizar os senadores e deputados federais dos estados signatários desta Declaração, visando à aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que transforma a Caatinga em patrimônio nacional, assim como à aprovação da Política Nacional de Combate e Prevenção à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca;

Desenvolver estratégias, planos ou programas para a conservação e a utilização sustentável da diversidade biológica da Caatinga;

– Criar mecanismos e incentivos às pessoas e instituições que protegem as florestas e os serviços ambientais associados;

Assegurar que as políticas públicas, bem como as demais ações e iniciativas, atuem de forma permanente e integrada, otimizando os esforços e possibilitando o alcance de melhores resultados para a sustentabilidade do bioma Caatinga; e

Mobilizar e assegurar recursos financeiros substanciais para a implementação dos compromissos assumidos nesta Declaração.

     Os Anexos (I a IX) da Declaração da Caatinga trazem os compromissos assumidos por cada estado para a construção do desenvolvimento sustentável da Caatinga, com prazos e metas.

     O estado do Ceará, conforme Anexo III da Declaração da Caatinga, possui 23 ações, com prazos que vão até o horizonte temporal de 2020, algumas outras ações tem caráter permanente.

     Caros leitores do Blog Verde, esta é uma excelente oportunidade de participação da sociedade civil no processo de tomada de decisão. Estarão presentes os atores sociais que possuem competência para exequibilidade das ações.

     Convite feito! Participem. Cada um de nós, cidadãos dos estados que assinam a Declaração da Caatinga, é responsável pelo bem estar de todos. Afinal vivemos no mesmo “barco”, digo, no mesmo espaço territorial único e singular no mundo: o Bioma Caatinga.

       Só para lembrar que o Princípio 10 da Declaração do Rio92, já trazia a necessidade de participação de todos os cidadãos interessados: “A melhor maneira de tratar questões ambientais é assegurar a participação, no nível apropriado, de todos os cidadãos interessados. No nível nacional, cada indivíduo deve ter acesso adequado a informações relativas ao meio ambiente de que disponham autoridades públicas, inclusive informações sobre materiais e atividades perigosas em suas comunidades, bem como a oportunidade de participar em processos de tomada de decisões. Os Estados devem facilitar e estimular a conscientização e a participação pública, colocando a informação à disposição de todos. Deve ser propiciado acesso efetivo a mecanismos judiciais e administrativos, inclusive no que diz respeito à compensação e reparação de danos”.

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ONU sela aliança por uma Economia Verde

    Quatro agências das Nações Unidas selaram uma aliança que visa apoiar 30 países para construir, ao longo dos próximos sete anos, as estratégias nacionais de economia verde que ajudarão a criar novos empregos e novas competências, para promover o uso tecnologias limpas e reduzir os riscos ambientais e de pobreza.

     Conforme o site Ambientum, a nova aliança intitulada Ação para a Economia Verde é uma resposta para o documento final aprovado na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), intitulado O futuro que queremos, em que reconhece a importância da economia verde, como um meio de desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza.

    Em um apelo às agências das Nações Unidas, os Governos na Rio +20 solicitaram apoio para ajudar os países, no sentido de acelerar a transição para uma economia verde e inclusiva, dentro de um quadro de desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza .

     Portanto, as quatro agências da ONU que participam desta aliança do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a saber: Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI) e do Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (UNITAR); devem fornecer um pacote global de economia verde que irá permitir aos países transformar suas estruturas econômicas nacionais em novas estruturas capazes de responder às crescentes exigências e desafios do século XXI.

Fonte: Ambientum

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Agindo por um mundo melhor – parte 3

    “Crianças e jovens são reconhecidos na Agenda 21 como os principais interessados no processo do desenvolvimento sustentável. São eles a herdar este mundo. Juventude não é apenas a geração do futuro, mas também a geração atual. Estamos a enfrentar desafios globais e cada um de nós tem a responsabilidade de pôr em marcha uma mudança que leve a todos nós adotar estilos de vida sustentáveis. Estes são tempos cruciais e as tomadas de decisões de agora terão impacto sobre nossos futuros – se é que vamos mesmo ter um”.

     As palavras acima dão início à segunda parte do relatório “TUNZA: Agindo por um mundo melhor”, que traz o processo e o impacto da Rio+20 sob a perspectiva da juventude.

Jovens na Oficina Preparatória da IV CNIJMA, em Fortaleza/CE. Foto: Lindalva Cruz, 2012.

Jovens na Oficina Preparatória da IV CNIJMA, em Fortaleza/CE.
Foto: Lindalva Cruz, 2012.

     Vocês, caros jovens, sabiam que 73% da contribuição do documento final da Rio+20 veio da sociedade civil e de organizações não governamentais? Conforme o relatório, isso demonstra que muitas pessoas se preocupam e que há, sim, esperança para o futuro.

     Houve muita discussão antes e durante a Rio +20, nas quais as negociações pareciam não ter a mesma celeridade se comparada a 1992. Mencionada Conferência correu, inclusive, o “perigo de ser apelidada Rio-20”. Mas um acordo foi alcançado no final. O texto final da Rio +20 é chamado “O futuro que queremos”.

     Há 20 anos, na Rio92, a Juventude advertindo o mundo disse: “Nós queremos que vocês imaginem uma geração que foi condenada. Imaginem um mundo onde as crianças vivem em meio a uma guerra sem fim, uma comunidade onde os seres humanos são escravos dos seus semelhantes, onde a doença e a fome são a ordem do dia”.

     Na Rio+20, a Juventude se pronunciou dessa maneira: “se essas folhas de papel são o nosso futuro comum, então vocês venderam o nosso destino e subsidiaram nossa destruição comum. Onde esteve nossa voz, a voz dos nossos filhos e netos, nisso? Nós temos um planeta. Nosso ser, nosso pensamento e nossa ação não devem ser limitadas por fronteiras nacionais, mas por fronteiras planetárias. Vocês não conseguiram se libertar do auto interesse corporativo e nacional, bem como em reconhecer nossa necessidade de respeitar fronteiras bem maiores”.

    O relatório diz que esta é uma oportunidade de injetar ânimo para o debate sobre desenvolvimento sustentável, com foco no desenvolvimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (agenda de desenvolvimento pós-2015), por meio de: ação orientada; tratar de questões emergentes; concentrar na criação de mudança; parar ou inverter as tendências negativas.

   Para mais informações, cliquem aqui.

Fonte: UNEP

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Rio+Centre – legado da Rio+20

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

04 de Janeiro de 2013

    No balanço anual de 2012, a UNDP (United Nations for Deelopment Programme) ou Programa das nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) destacou como uma das suas principais ações, e ainda como legado da Rio + 20, a instituição do Rio + Centre – Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável.

   O Rio+Centre irá facilitar a pesquisa, a troca de conhecimento e a promoção do debate a respeito do Desenvolvimento Sustentável. O Rio + Centre se constitui em um consórcio internacional de parceiros, dentre estes: governos locais (municípios), agências das Nações Unidas, Universidades, organizações não governamentais e setor privado.

     Inicialmente, são as seguintes instituições que dão suporte ao Rio+Centre:

United Nations Development Programme (UNDP)

United Nations Environment Programme (UNEP)

International Policy Centre for Inclusive Growth (IPC-IG)

United Nations Programme for Human Settlements (UN-HABITAT)

International Labour Organization (ILO)

Institute of Advanced Studies, United Nations University (UNU-IAS)

Regional Centre of Expertise in Education for Sustainable Development (RCE)

Governo do Brasil

Governo do estado do Rio de Janeiro

Prefeitura do Rio de Janeiro

Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP)

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE)

Global Institute for Green Technologies and Employment (GIGTech, COPPE / UFRJ)

Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasilia (UNB-CDS )

FGV Network of Technology and Innovation of Rio de Janeiro (REDETEC)

Technological Information Network Latin America (RITLA / UNESCO)

Confederação Nacional da Indústria do Brasil (CNI)

Brazilian Service to Support Micro and Small Enterprises (Sebrae)

Brazilian Business Council for Development (CEBDS)

Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS)

BVRio (Bolsa Verde Rio)

Reverurbano

Fundação Pro-Natura

Fonte: UNDP

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Conquistas e Desafios após Rio+20

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

24 de dezembro de 2012

    Lucienne de Assis informa, por meio do site do MMA, que os resultados e os processos em curso, no Brasil e na esfera internacional, relacionados à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20, foram tema de reunião no Ministério das Relações Exteriores na terça-feira (18/12) . Na ocasião foi lançado o “Relatório Rio +20 – O modelo brasileiro” e os “Cadernos de sustentabilidade da Rio +20”.

     Ainda segundo Lucienne de Assis, o material apresenta os acordos construídos na Rio +20 como resultado do consenso do coletivo, como destacou a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, “e não da ambição individual”. Para o Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, a Rio +20 “é considerada um marco histórico, pois foi a maior, a mais participativa e inclusiva conferência de alto nível da história das Nações Unidas”. A Conferência, realizada de 13 a 22 de junho último no Rio de Janeiro, contou com a participação de 105 representantes de chefes de Estado e de governo, e 487 ministros de Estado de diferentes pastas.

    Ouço de estudantes e de alguns militantes, notadamente de organizações não governamentais, que não houve efetiva participação da sociedade durante o processo da Rio+20, que suas vozes não foram ouvidas. São tantas as críticas…

     Já disponibilizei aqui mesmo no Blog Verde, um relatório produzido por mim no início de julho/2012, logo que retornei da Rio+20 (aos interessados cliquem aqui). Entendo as críticas, o desgosto e o dissabor; porque devemos escutar a voz de todas as pessoas; mas acredito e entendo oportuno conhecer o que aconteceu, como foi, quais as produções e resultados antes de falar, sejam dos aspectos positivos, sejam dos aspectos negativos.

     Um dos pontos que mais destaco da participação social efetiva durante o processo da Rio+20 foram os Diálogos do Desenvolvimento Sustentável (no período de 16 a 19 de junho de 2012), aberto ao público que se inscrevia, inclusive pela internet, e que teve direito a voto.

     Fica a dica a todos os interessados em meio ambiente, leiam os documentos oficiais da UNCSD 2012 (Rio+20) e os documentos brasileiros com os resultados e desafios após Rio +20.

    Vamos unir forças para fazer 2013 um ano melhor para todos. Feliz Natal a todos!

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Arquitetura e sustentabilidade

     Hoje é Dia dos Arquitetos, dos Engenheiros e dos Agrônomos. Profissionais que possuem em sua carteira de atuação importantes ferramentas para induzir a sustentabilidade nos municípios.

    Ao se falar em sustentabilidade, necessariamente se insere o planejamento em médio e longo prazo, considerando-se a capacidade de suporte do local e permitindo-se a manutenção dos direitos de todos os seres humanos, desta geração e das que virão, em ter qualidade ambiental para sua vida.

Casa Supitinga
Fonte: Lucia Garzón

    No documento final da Rio+20, muitas estratégias foram firmadas como compromissos, notadamente para transformar as cidades em locais mais sustentáveis, por meio da promoção de atitudes e de comportamentos condizentes com o respeito ao meio ambiente, à valorização das paisagens (e de seu uso), promovendo a harmonia com a natureza e os seres humanos.

          A casa da foto ao lado é da Arquiteta Lucia Garzón, chamada Casa Supitinga (Beija-Flor). Totalmente integrada à paisagem e ao local onde está inserida, a edificação é feita do elemento terra (adobe); extraída do próprio local. Belo exemplo de arquitetura sustentável para ser visto, apreciado e seguido.

    Parabéns a nós, profissionais em Arquitetura, Engenharia e Agronomia. Que este dia nos sirva para repensar nosso modo de operacionalizar os instrumentos que nos são de competência profissional, no sentido de prover à sociedade de locais mais agradáveis, tanto em ambientes construídos (internos) quanto nos elementos da paisagem (urbana ou rural).

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Educação Ambiental e as Diretrizes Curriculares Nacionais

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Legislação Ambiental

20 de novembro de 2012

    O Governo Brasileiro instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para a Educação Ambiental, por meio da Resolução CNE/MEC n. 02, de 15/06/2012, publicada no DOU de 18/06/2012. Seu processo de discussão durou cerca de 5 anos e meio, desde 2007, no Conselho Nacional de Educação do MEC.

Foto: Ingrid Castro
Fonte:www.flickr.com.br/Ingrid_castro

    A instituição das DCN para a Educação Ambiental coincidiu com um momento singular no Brasil e no Mundo concernente às questões ambientais que foi a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável  – UNCSD 2012, a chamada Rio+20.

   As DCN relatam que a Educação Ambiental deve ser desenvolvida como prática educativa integrada e interdisciplinar, contínua e permanente em todas as fases, etapas, níveis e modalidades de ensino; respeitando-se a autonomia da dinâmica escolar e acadêmica. Reforçam que a dimensão socioambiental deve constar dos currículos da formação inicial e continuada dos profissionais em educação, sendo que estes devem receber a formação complementar para atender o cumprimento dos princípios e objetivos da Educação Ambiental.

    Acredito que pessoas informadas são mais conscientes dos seus direitos e do direito dos seus semelhantes. A Educação Ambiental faz despertar nos cidadãos posturas mais coerentes e condizentes com as questões sociambientais, propiciando a construção de habilidades importantes na consecução da sustentabilidade ambiental.

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Mulheres e Sustentabilidade

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

27 de outubro de 2012

     Conforme noticia Letícia Verdi, no site do Ministério do Meio Ambiente, o encontro da Rede de Mulheres Brasileiras Líderes pela Sustentabilidade reuniu, no dia 25/10, em São Paulo, 200 participantes engajadas em mudar os atuais padrões de consumo, as relações de trabalho e os modelos de negócios. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, abriu a reunião e participou das discussões durante todo o dia. “Se a sociedade se organiza para demandar a equidade de gênero, isso se transforma em políticas públicas”, disse. A Rede é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA), criada em 2011 para mobilizar mulheres em cargos de liderança nas esferas pública e privada, com ou sem fins lucrativos.

Foto: Mariana Meirelles (MMA, 2012)

     O debate prosseguiu em torno do legado da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a chamada Rio+20. Conforme Letícia Verdi, a representante da ONU Mulheres no Cone Sul, Rebecca Tavares, afirmou que houve um avanço grande no que diz respeito à organização da rede de mulheres, como o documento Plataforma 20, com metas para 2020. A Plataforma 20 foi apresentada na Rio+20 e está sustentada em três eixos: ampliação do número de mulheres em cargos de liderança com atuação na sustentabilidade; fomento do empreendedorismo verde e mudanças nos padrões de produção e consumo, com foco na classe média urbana, em especial nas mulheres. “Essa é de fato uma agenda de compromissos”, afirmou a ministra Izabella. “Nesse momento pós-Rio+20, temos uma agenda de trabalho global que não está restrita aos governos“, destacou ela.

Fonte: MMA, 2012

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Extrema pobreza – análise do cenário cearense (parte 3-final)

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

07 de outubro de 2012

     Considerando o horizonte temporal solicitado pela UNCSD 2012, a Rio+20, quanto ao levantamento dos avanços obtidos desde a Rio92, o Relatório do Ceará (2012) traz a análise dos cenários cearenses nos anos de 1991, 2000 e 2010, especificamente, quanto à redução da pobreza.

     Conforme Relatório do Ceará (2012), e visualizando o mapa da esquerda na Figura, em 1991, eram 139 municípios classificados com percentual de pobres entre 78% a 90% da população. Apenas 01 município, em 1991, apresentava 45% de sua população classificada pobre. Cenário bastante preocupante, com necessidade de intervenção imediata. Este era o quadro à época da Rio92. Portanto, era absolutamente necessário a intervenção de políticas públicas econômicas e sociais para oferecer à sociedade serviços adequados de educação, saúde, saneamento e habitação.

Fonte: Medeiros; Pinho, 2011

      Passados 10 anos, em 2000, o cenário se altera um pouco; como é possível visualizar no mapa ao centro da Figura. Conforme o Relatório do Ceará (2012), eram 32 os municípios classificados com percentual de pobres entre 78% a 90%. Sobem para 11 municípios, que apresentavam percentual de pobres em até 50% do município. A mudança é lenta; muito menos acelerada do que se deseja, do que se é indispensável; mas é a realidade cearense.

     Conforme o Relatório do Ceará (2012), em 2010, cujo mapa pode ser visualizado à esquerda da Figura, o cenário é mais animador. São 20 os municípios que apresentam de 5% a 15% da população em extrema pobreza e 38 municípios que apresentam pessoas em extrema pobreza entre 35% a 45%. Ainda, segundo o relatório do Ceará (2012), o que em 1991 era o cenário mais otimista (01 município com 45% da população pobre), em 2010 a porcentagem 45% da população torna-se o cenário mais pessimista.

     O Grupo de trabalho do relatório do Ceará (2012) coloca textualmente que o avanço na redução à pobreza, apesar dos números apresentados nos indicadores socioeconômicos, ainda precisa ser mais acelerado. Ainda são muitos os cearenses que necessitam de políticas públicas que revertam esse quadro de degradação socioambiental.

    Minha percepção é que estamos na direção certa, no caminho de cooperação mútua que permita o cumprimento das metas e prazos estabelecidos nas reuniões mundiais e, muito mais importante, reverta este quadro social perverso. Não sei como estaremos em 2015; mas sinceramente, desejo que tenhamos avançado bem mais do que nos comprometemos em realizar.

     Minha esperança é de que as notícias, em um breve futuro, sejam: os brasileiros (inclusive os cearenses) não vivem mais em extrema pobreza: a proporção da população extremamente pobre é zero.

     Para finalizar, lembro-lhes que em 16 de julho colocamos um “post”, intitulado “Erradicação da pobreza e desenvolvimento sustentável”. Caso queiram saber mais, cliquem aqui.

Fonte: MEDEIROS, Cleyber Nascimento de; PINHO NETO, Valdemar Rodrigues. Textos para Discussão. N.97 – Os determinantes espaciais da extrema pobreza no estado do Ceará– 2010. Fortaleza: IPECE, 2011.

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Extrema pobreza – análise do cenário cearense (parte 3-final)

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

07 de outubro de 2012

     Considerando o horizonte temporal solicitado pela UNCSD 2012, a Rio+20, quanto ao levantamento dos avanços obtidos desde a Rio92, o Relatório do Ceará (2012) traz a análise dos cenários cearenses nos anos de 1991, 2000 e 2010, especificamente, quanto à redução da pobreza.

     Conforme Relatório do Ceará (2012), e visualizando o mapa da esquerda na Figura, em 1991, eram 139 municípios classificados com percentual de pobres entre 78% a 90% da população. Apenas 01 município, em 1991, apresentava 45% de sua população classificada pobre. Cenário bastante preocupante, com necessidade de intervenção imediata. Este era o quadro à época da Rio92. Portanto, era absolutamente necessário a intervenção de políticas públicas econômicas e sociais para oferecer à sociedade serviços adequados de educação, saúde, saneamento e habitação.

Fonte: Medeiros; Pinho, 2011

      Passados 10 anos, em 2000, o cenário se altera um pouco; como é possível visualizar no mapa ao centro da Figura. Conforme o Relatório do Ceará (2012), eram 32 os municípios classificados com percentual de pobres entre 78% a 90%. Sobem para 11 municípios, que apresentavam percentual de pobres em até 50% do município. A mudança é lenta; muito menos acelerada do que se deseja, do que se é indispensável; mas é a realidade cearense.

     Conforme o Relatório do Ceará (2012), em 2010, cujo mapa pode ser visualizado à esquerda da Figura, o cenário é mais animador. São 20 os municípios que apresentam de 5% a 15% da população em extrema pobreza e 38 municípios que apresentam pessoas em extrema pobreza entre 35% a 45%. Ainda, segundo o relatório do Ceará (2012), o que em 1991 era o cenário mais otimista (01 município com 45% da população pobre), em 2010 a porcentagem 45% da população torna-se o cenário mais pessimista.

     O Grupo de trabalho do relatório do Ceará (2012) coloca textualmente que o avanço na redução à pobreza, apesar dos números apresentados nos indicadores socioeconômicos, ainda precisa ser mais acelerado. Ainda são muitos os cearenses que necessitam de políticas públicas que revertam esse quadro de degradação socioambiental.

    Minha percepção é que estamos na direção certa, no caminho de cooperação mútua que permita o cumprimento das metas e prazos estabelecidos nas reuniões mundiais e, muito mais importante, reverta este quadro social perverso. Não sei como estaremos em 2015; mas sinceramente, desejo que tenhamos avançado bem mais do que nos comprometemos em realizar.

     Minha esperança é de que as notícias, em um breve futuro, sejam: os brasileiros (inclusive os cearenses) não vivem mais em extrema pobreza: a proporção da população extremamente pobre é zero.

     Para finalizar, lembro-lhes que em 16 de julho colocamos um “post”, intitulado “Erradicação da pobreza e desenvolvimento sustentável”. Caso queiram saber mais, cliquem aqui.

Fonte: MEDEIROS, Cleyber Nascimento de; PINHO NETO, Valdemar Rodrigues. Textos para Discussão. N.97 – Os determinantes espaciais da extrema pobreza no estado do Ceará– 2010. Fortaleza: IPECE, 2011.