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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

Fecomércio/CE divulga pesquisas: Índice de Confiança (ICC) e Endividamento

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

14 de outubro de 2015

ÍNDICE DE CONFIANÇA

Segundo pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza teve uma inflexão e subiu em outubro, atingindo 98,3 pontos, com aumento de 6,2% sobre o resultado do último mês de setembro (92,5 pontos). Acompanhando a melhora na confiança, a intenção de consumo também subiu, sinalizando um cenário mais positivo para o mês.O aumento do ICC decorreu da recuperação dos seus dois componentes: o Índice de Situação Presente subiu 3,4%, passando de 89,4 pontos em setembro para 92,4 pontos neste mês. Já o Índice de Situação Futura subiu 8,0% atingindo 102,3 pontos.

Pretensão de compra

A taxa de pretensão de compras teve aumento de 6,5 pontos percentuais, passando de 36,4%, em setembro, para 42,6% neste mês. Esse é o melhor resultado do indicador desde maio, quando alcançou 43,5%, mas ainda se situa abaixo do verificado no mesmo mês do ano passado, de 52,1%.

O valor médio das compras é estimado em R$ 310,46 e a intenção de compra mostra-se levemente superior para os homens (43,6%), mas mais vigorosa para os consumidores do grupo com idade entre 18 e 24 anos (58,7%) e com renda familiar entre cindo e dez salários mínimos (53,7%).Os produtos mais procurados são: Artigos de vestuário, citados por (20,6%) dos entrevistados; Aparelhos de telefonia celular (15,8%); Televisores (13,4%); Móveis e artigos de decoração (12,3%); Calçados (10,3%) Geladeiras e refrigeradores (9,1%); e Fogão (8,8%).

 

Expectativa dos consumidores

Apesar da melhoria do ICC, o percentual de consumidores que consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis ainda teve queda em outubro, passando de 34,7%, em setembro, para 33,9% neste mês.

No perfil daqueles com maior disposição para as compras não há diferença por gênero, mas destaca-se o grupo com idade entre 18 e 24 anos (39,3%) e com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (37,5%).

A pesquisa também revela que 60,5% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 71,5% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.O consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com a situação econômica nacional, com 62,3% dos entrevistados descrevendo-a como ruim ou péssima. Esse sentimento recebe influências da aceleração da inflação, do aumento dos juros e da percepção de relativa piora no mercado de trabalho.

 

Índice de Confiança do Consumidor

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é uma medida sintética de indicadores da percepção do consumidor quanto à sua situação econômica, composto do Índice da Situação Presente (ISP) e Índice das Expectativas Futuras (IEF). O ICC funciona, portanto, como um indicador do potencial de consumo, baseado na opinião dos próprios consumidores.O índice varia no intervalo de 0 a 200, sendo o índice 100 a fronteira entre a situação de pessimismo (abaixo desse valor) e otimismo (acima desse valor). O índice zero denotaria a situação de total pessimismo, enquanto 200 pontos indicariam a situação de total otimismo.

 

Saiba mais

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC- Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio, ligado à Fecomércio-CE. Tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

 

ENDIVIDAMENTO

 Neste mês de outubro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE),  mostra que 72,0% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O resultado mostra crescimento de 1,9 pontos percentuais com relação ao último mês de setembro, quando o índice alcançou 70,1%.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve queda de 0,8 ponto percentual, indo de 21,5%, em setembro, para 20,7% neste mês. O resultado é próximo do verificado no mesmo mês do ano passado, de 19,3%, mas a tendência de crescimento se mantém, acompanhando a trajetória de evolução da taxa geral de endividamento.

Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (21,8% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade acima de 35 anos (20,8%) e do estrato com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (21,3%).

O tempo médio de atraso é de 61 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 68,8% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 24,6%, seguido da contestação da dívida (10,9%).

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza 72,0% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 81,0% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,6%; os carnês e crediários (7,6%); e os empréstimos pessoais, com 7,5%.

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

  • Itens de alimentação (60,0% das respostas);
  • Artigos de vestuário (37,5%);
  • Eletroeletrônicos (33,2%); e
  • Realização de despesas de educação e saúde (28,8%).

O consumidor vem apresentando dificuldades no gerenciamento de suas dívidas, desde o final do ano passado. Além disso, o peso dos itens de alimentação nas contas a prazo indica dificuldades no controle do orçamento doméstico nos últimos meses.O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.322 e prazo médio de sete meses, comprometendo 32,5% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve redução de 4,2 pontos percentuais, passando de 9,7%, em setembro, para 5,5%, neste mês.

A manutenção de um percentual elevado da renda comprometida com o pagamento de dívidas e o aumento do custo de vida colaboram para o crescimento da inadimplência potencial, mas a maioria dos consumidores parece estar conseguindo administrar a qualidade do crédito. O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo masculino (5,6%), com idade acima de 35 anos (6,4%) e renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (6,1%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 79,5% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 13,0% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 7,5% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 44,3%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 33,9%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 25,7%;
  • Compras antecipadas, com 17,6%;
  • Gastos imprevistos, com 13,5%; e
  • Redução dos rendimentos, com 12,9%.

 

Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local.

Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras coisas. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Fecomércio/CE divulga pesquisas: Índice de Confiança (ICC) e Endividamento

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

14 de outubro de 2015

ÍNDICE DE CONFIANÇA

Segundo pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza teve uma inflexão e subiu em outubro, atingindo 98,3 pontos, com aumento de 6,2% sobre o resultado do último mês de setembro (92,5 pontos). Acompanhando a melhora na confiança, a intenção de consumo também subiu, sinalizando um cenário mais positivo para o mês.O aumento do ICC decorreu da recuperação dos seus dois componentes: o Índice de Situação Presente subiu 3,4%, passando de 89,4 pontos em setembro para 92,4 pontos neste mês. Já o Índice de Situação Futura subiu 8,0% atingindo 102,3 pontos.

Pretensão de compra

A taxa de pretensão de compras teve aumento de 6,5 pontos percentuais, passando de 36,4%, em setembro, para 42,6% neste mês. Esse é o melhor resultado do indicador desde maio, quando alcançou 43,5%, mas ainda se situa abaixo do verificado no mesmo mês do ano passado, de 52,1%.

O valor médio das compras é estimado em R$ 310,46 e a intenção de compra mostra-se levemente superior para os homens (43,6%), mas mais vigorosa para os consumidores do grupo com idade entre 18 e 24 anos (58,7%) e com renda familiar entre cindo e dez salários mínimos (53,7%).Os produtos mais procurados são: Artigos de vestuário, citados por (20,6%) dos entrevistados; Aparelhos de telefonia celular (15,8%); Televisores (13,4%); Móveis e artigos de decoração (12,3%); Calçados (10,3%) Geladeiras e refrigeradores (9,1%); e Fogão (8,8%).

 

Expectativa dos consumidores

Apesar da melhoria do ICC, o percentual de consumidores que consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis ainda teve queda em outubro, passando de 34,7%, em setembro, para 33,9% neste mês.

No perfil daqueles com maior disposição para as compras não há diferença por gênero, mas destaca-se o grupo com idade entre 18 e 24 anos (39,3%) e com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (37,5%).

A pesquisa também revela que 60,5% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 71,5% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.O consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com a situação econômica nacional, com 62,3% dos entrevistados descrevendo-a como ruim ou péssima. Esse sentimento recebe influências da aceleração da inflação, do aumento dos juros e da percepção de relativa piora no mercado de trabalho.

 

Índice de Confiança do Consumidor

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é uma medida sintética de indicadores da percepção do consumidor quanto à sua situação econômica, composto do Índice da Situação Presente (ISP) e Índice das Expectativas Futuras (IEF). O ICC funciona, portanto, como um indicador do potencial de consumo, baseado na opinião dos próprios consumidores.O índice varia no intervalo de 0 a 200, sendo o índice 100 a fronteira entre a situação de pessimismo (abaixo desse valor) e otimismo (acima desse valor). O índice zero denotaria a situação de total pessimismo, enquanto 200 pontos indicariam a situação de total otimismo.

 

Saiba mais

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC- Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio, ligado à Fecomércio-CE. Tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

 

ENDIVIDAMENTO

 Neste mês de outubro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE),  mostra que 72,0% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O resultado mostra crescimento de 1,9 pontos percentuais com relação ao último mês de setembro, quando o índice alcançou 70,1%.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve queda de 0,8 ponto percentual, indo de 21,5%, em setembro, para 20,7% neste mês. O resultado é próximo do verificado no mesmo mês do ano passado, de 19,3%, mas a tendência de crescimento se mantém, acompanhando a trajetória de evolução da taxa geral de endividamento.

Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (21,8% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade acima de 35 anos (20,8%) e do estrato com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (21,3%).

O tempo médio de atraso é de 61 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 68,8% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 24,6%, seguido da contestação da dívida (10,9%).

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza 72,0% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 81,0% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,6%; os carnês e crediários (7,6%); e os empréstimos pessoais, com 7,5%.

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

  • Itens de alimentação (60,0% das respostas);
  • Artigos de vestuário (37,5%);
  • Eletroeletrônicos (33,2%); e
  • Realização de despesas de educação e saúde (28,8%).

O consumidor vem apresentando dificuldades no gerenciamento de suas dívidas, desde o final do ano passado. Além disso, o peso dos itens de alimentação nas contas a prazo indica dificuldades no controle do orçamento doméstico nos últimos meses.O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.322 e prazo médio de sete meses, comprometendo 32,5% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve redução de 4,2 pontos percentuais, passando de 9,7%, em setembro, para 5,5%, neste mês.

A manutenção de um percentual elevado da renda comprometida com o pagamento de dívidas e o aumento do custo de vida colaboram para o crescimento da inadimplência potencial, mas a maioria dos consumidores parece estar conseguindo administrar a qualidade do crédito. O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo masculino (5,6%), com idade acima de 35 anos (6,4%) e renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (6,1%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 79,5% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 13,0% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 7,5% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 44,3%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 33,9%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 25,7%;
  • Compras antecipadas, com 17,6%;
  • Gastos imprevistos, com 13,5%; e
  • Redução dos rendimentos, com 12,9%.

 

Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local.

Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras coisas. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

  • postado por Oswaldo Scaliotti