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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

balança comercial

Balança comercial cearense apresenta melhor desempenho no comparativo dos últimos cinco anos

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

08 de Fevereiro de 2018

As exportações cearenses em janeiro de 2018 atingiram a cifra de US$ 180,5 milhões, o valor representa crescimento de 15,3% quando comparado ao valor do mesmo mês em 2017. Já em dezembro do ano passado o valor é US$ 231,4 milhões. Do lado das importações, o primeiro mês de 2018 totalizou US$ 194,8 milhões, expressiva elevação em relação a dezembro de 2017 quando foi importado US$ 135,4 milhões. Ao comparar com o mesmo período do ano anterior, houve decréscimo de 4,1%. Vale ressaltar que as compras externas cearenses vinham registrando retração durante os últimos três meses de 2017. Os dados são do documento Ceará em Comex, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC, com base em informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

O comportamento da balança comercial do Estado, janeiro de 2018 alcançou a marca de melhor mês para o período, desde o início da série histórica, no ano 2000. Por sua vez, as importações registraram o segundo menor valor dos mesmos cinco anos, ficando à frente apenas de 2016. Como resultado final de tais trocas comerciais, a balança cearense fechou o mês com saldo negativo de US$ 14,3 milhões. Apesar do resultado, foi o melhor desempenho para o período no comparativo dos últimos cinco anos.

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ultrapassaram pela primeira vez na história, a marca de US$ 2 bilhões – alta de 62,5% quando comparado com 2016

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

04 de Janeiro de 2018

As exportações cearenses em dezembro de 2017 atingiram a cifra de US$ 231,4 milhões (recorde para um mês), apresentando crescimento de 45,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No comparativo com novembro, quando fora exportado US$ 217,1 milhões, o desempenho é 6,6% superior. Trata-se do quarto mês consecutivo em que as vendas externas do Ceará registram incremento. Do lado das importações, dezembro apresentou queda de 18,6% em relação a novembro, totalizando US$ 135,4 milhões. Ao comparar com o mesmo período de 2016, o decréscimo foi de 16,7%. Na contramão do que vem ocorrendo com as exportações, as compras do exterior vêm registrando queda ao longo dos últimos meses. Trata-se do terceiro declínio consecutivo.

Observando o comportamento da balança comercial do Estado em 2017, as vendas externas cearenses ultrapassaram pela primeira vez na história, a marca de US$ 2 bilhões – alta de 62,5% quando comparado com 2016. Por sua vez, as importações atingiram US$ 2,2 bilhões, representando uma queda de 35,7% em relação ao ano anterior. Como resultado final de tais trocas comerciais, a balança cearense fechou o ano com saldo negativo de US$ 140,5 milhões. Apesar de negativo, o valor representa uma redução do déficit em 93,6% em relação a 2016.

No tocante à balança comercial do Nordeste, a participação das exportações cearenses no acumulado do ano foi de 12,54% (acima dos 10,10% registrado em 2016) e acima dos 11,55% das importações. Trata-se de um comportamento inédito em relação aos últimos 5 anos do período em análise. Em relação à participação na balança comercial brasileira, as vendas externas do Estado apresentaram alta, de 0,70% para 0,97%. Novamente, trata-se de um desempenho histórico. Em contrapartida, a participação das compras do exterior regrediu de 2,54% para 1,49%.

O Ceará posicionou-se na décima quarta colocação no ranking dos estados exportadores brasileiros em 2017. Em termos de crescimento, o Estado registrou a quarta maior alta percentual no país com 62,5%, bem acima da média nacional, de 17,5%. No que tange aos dez principais municípios exportadores do Ceará, seis apresentaram queda nas vendas externas sobre o ano anterior. Entretanto, vale o destaque para o município de São Gonçalo do Amarante, que lidera a lista com US$ 1,1 bilhão (aumento de 362,8%), representando mais da metade da pauta exportadora do Estado.

As exportações da Companhia Siderúrgica do Pecém – CSP impactam diretamente no resultado positivo do referido município. Sobral ultrapassou Fortaleza e vem em segundo no ranking, exportando US$ 177,7 milhões. Caucaia, Eusébio, Icapuí, Uruburetama e Cascavel apresentaram expressivas retrações nas vendas externas. Examinando o ranking dos principais setores exportadores do Ceará, “ferro fundido, ferro e aço” segue liderando a lista, com mais de US$ 1 bilhão, graças ao expressivo aumento de 465,3%. Novamente constata-se a importância da CSP no perfil das exportações cearenses. O desempenho das exportações do Estado só não foram melhores, em virtude das quedas de 61,2% das “Máquinas, aparelhos e materiais elétricos”; de 24,4% dos “fios e tecidos de algodão”; de 18,7% das “frutas (incluindo a castanha de caju)”; e de 15,8% das “peles e couros”.

Confira o estudo completo AQUI.

 

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Balança comercial do setor de bebidas registra crescimento de 52,2% no acumulado do ano

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

26 de junho de 2017

O setor de bebidas registrou um aumento de 46,2% nas exportações no acumulado do ano. Em 2016, as vendas ao exterior do setor somaram  US$ 22,01 milhões enquanto em 2017 o volume de vendas atingiu o patamar de US$ 32,18 milhões. As importações também tiveram alta (22,1%), saindo de US$ 4,38 milhões para US$ 5,35 milhões. O saldo da balança comercial foi positivo com um total de US$ 26,83 milhões ante US$ 17,62 milhões no mesmo período do ano passado. O crescimento foi de 52,2%.

As informações fazem parte do miniestudo setorial elaborado pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC com dados de janeiro a maio de 2017. O estudo mostra também que, embora o resultado seja positivo, a participação do setor de bebidas na balança comercial do Ceará no acumulado do ano caiu de 5,58% para 3,90%. Os principais produtos exportados em 2017 foram sucos de frutas, não fermentados, sem adição de açúcar, com um volume de US$ 28,08 milhões. Os principais países de destino das exportações cearenses foram Estados Unidos, Canadá e Argentina. No ranking nacional, o Ceará é o segundo Estado que mais exporta produtos deste setor, ficando atrás apenas de São Paulo.

Ceará em Comex
O “Ceará em Comex” é um estudo de inteligência elaborado mensalmente pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC, que retrata o panorama do comércio exterior do estado. Na última edição, o estudo revelou que as exportações cearenses apresentaram em maio crescimento de 117,2% em relação ao mês anterior, alcançando US$ 205,4 milhões. O montante exportado é 154,2% superior à igual período de 2016, quando fora exportado US$ 80,8 milhões. Trata-se do décimo mês consecutivo em que o Estado registra aumento quando comparado com os meses do ano anterior. As importações também registraram crescimento (8,1%) em maio em relação ao mês anterior, chegando a US$ 181,5 milhões. Além disso, o resultado é 46,4% superior aos US$ 124,0 milhões registrados no mesmo período de 2016. Como resultado dessas movimentações, o Ceará registrou balança comercial superavitária em US$ 23,8 milhões em maio.

Confira o miniestudo setorial do setor de bebidas completo AQUI

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Exportações cearenses em maio crescem 154,2%

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

08 de junho de 2017

As exportações cearenses apresentaram em maio crescimento de 117,2% em relação ao mês anterior, alcançando US$ 205,4 milhões. O montante exportado é 154,2% superior à igual período de 2016, quando fora exportado US$ 80,8 milhões. Trata-se do décimo mês consecutivo em que o Estado registra aumento quando comparado com os meses do ano anterior. As importações também registraram crescimento (8,1%) em maio em relação ao mês anterior, chegando a US$ 181,5 milhões. Além disso, o resultado é 46,4% superior aos US$ 124,0 milhões registrados no mesmo período de 2016. Como resultado dessas movimentações, o Ceará registrou balança comercial superavitária em US$ 23,8 milhões em maio. As informações são do estudo Ceará em Comex, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

No que diz respeito as trocas comerciais do Estado no acumulado do ano, as vendas externas cearenses alcançaram a cifra de US$ 824,3 milhões – alta de 109% quando comparado com 2016. Na mesma direção, as compras do exterior atingiram US$ 931,5 milhões – elevação de 29,2%. Como efeito final de tais transações comerciais, a balança cearense no acumulado do ano ficou negativa em US$ 107,2 milhões. Apesar do resultado, tais valores representam uma evolução em 67,2% em relação a 2016, quando o Estado acumulou perda de US$ 326,7 milhões. Além disso, a balança comercial cearense está reduzindo o seu déficit com a evolução dos meses.

As movimentações das trocas comerciais do Estado influenciaram diretamente na participação das exportações e importações cearenses na balança comercial do Nordeste no acumulado do ano, onde o peso das vendas externas do Ceará avançou de 7,74% (em 2016) para 12,4% (em 2017), e das compras do exterior passou de 11,04% (ano passado) para 11,76% (atual). É a primeira vez no ano que o peso das exportações cearenses no Nordeste é maior que o das importações. Em relação ao Brasil, o peso das exportações cearenses praticamente dobrou, passando 0,54% e 0,94%. Do lado das importações, a participação avançou de 1,34% para 1,58%.

O Ceará posicionou-se na décima quinta colocação no ranking dos estados exportadores brasileiros, com US$ 824,3 milhões, praticamente empatado com os US$ 824,8 milhões registrados por Pernambuco. Não obstante, em termos de indicadores de crescimento, o Ceará apresentou a terceira maior alta no país com 109% – bem acima da média nacional de 19,6%. No tocante aos principais municípios cearenses exportadores, Cascavel, Caucaia e Aquiraz apresentaram quedas nas suas vendas externas quando comparado com 2016. São Gonçalo do Amarante lidera a lista com US$ 460,9 milhões – representando mais da metade da pauta exportadora cearense.

Nesse sentido, as exportações da Companhia Siderúrgica do Pecém – CSP têm destaque na série temporal do Ceará, repercutindo diretamente nas vendas externas de São Gonçalo do Amarante. Com relação ao ranking dos principais setores exportadores do Ceará, o setor de “ferro fundido, ferro e aço”, afirma sua posição no topo da lista, com aumento exponencial em torno de 16 mil pontos percentuais (saindo de US$ 2,7 milhão para US$ 444,9 milhões) sobre 2016.

Mais uma vez, constata-se a importância da CSP na pauta das exportações cearenses. Ainda como destaque, registra-se um aumento no setor de “Combustíveis Minerais”, de quase mil e setecentos pontos percentuais e o de “Suco de frutas e demais preparações hortícolas e de frutas”, com 46,2%. Em sentido contrário, o setor de “Frutas (incluindo castanha de caju) ” e “Algodão” representaram as maiores quedas da lista, com 40,4% e 41,5% respectivamente. Em ambos os casos, a limitação dos recursos hídricos afetou significativamente o resultado de tais setores.

Principal comprador dos produtos cearenses no ano, os Estados Unidos registraram participação de quase 26% nas vendas externas no Estado, com total de US$ 212,7 milhões. Vale ressaltar o aumento significativo de quase oito mil pontos percentuais do volume exportado para a Turquia, firmando a terceira colocação. Há também consideráveis elevações para a Coreia do Sul (quase sete mil pontos), Tailândia (acima de mil trezentos pontos) e México (mil e dezenove pontos). Tais desempenhos são em virtude das chapas metálicas exportadas pela CSP.

Verificando o ranking dos estados brasileiros importadores em 2017, o Ceará se firma na décima terceira posição, com US$ 931,5 milhões. Apenas cinco Unidades da Federação (RJ, MS, DF, PA e SE) apresentaram decréscimos nas compras externas. São Gonçalo do Amarante continua sendo a cidade com a maior participação (41,0%) no ranking dos municípios cearenses importadores, com US$ 381,8 milhões. Destaques para Tianguá e Eusébio, com aumentos respectivos de 398% e 139,2% quando comparado com o ano anterior.

Em relação aos principais setores importados pelo Estado em 2017, “Combustíveis e óleos minerais” lidera a pauta, com US$ 354,2 milhões. Outros destaques se relacionam aos elevados aumentos na participação de “Algodão”; “Ferro fundido, ferro e aço”; “Produtos químicos diversos” e “Gorduras e óleos animais/vegetais”, respectivamente em 443,8%; 251,4%; 150,4%; e 95,6%, se comparados ao ano de 2016. Na contramão, os setores de “Produtos químicos orgânicos”; e “Máquinas, aparelhos mecânicos e suas partes” registraram quedas respetivas de 32,4%; e 18,8%.

A China foi o principal parceiro das importações cearenses no acumulado de 2017, com aproximadamente US$ 155,8 milhões e crescimento de 17,9% em relação a 2016. Chamam a atenção os elevados aumentos registrados por Austrália (627,9%); Canadá (272,6%); Nigéria (86,5%); e EUA (77,2%) – este último posicionando-se como o segundo maior país de origem das
importações do Estado.

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Setor de rochas ornamentais fecha 2016 com superávit na balança comercial

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

12 de Janeiro de 2017

A indústria de rochas ornamentais registrou saldo positivo na balança comercial em 2016. De acordo com dados do estudo Ceará em Comex, realizado pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC, o setor obteve um superávit de US$ 25,02 milhões – um aumento de 40% em relação a 2015. O saldo é resultado de uma elevação de 33% nas exportações, que totalizaram US$ 26,1 milhões, e da queda de 38,3 % das importações que somaram US$ 1,1 milhão.

Entre os países que mais compraram produtos do setor cearense, destaque para a China que importou US$ 2,1 milhões, 104,3 % a mais que em 2015. Com esse volume de negócios, passou a figurar no ranking dos três países que mais compram rochas ornamentais do Ceará, ficando atrás ainda de Estados Unidos (US$ 11,38 milhões) e Itália (US$ 9,35 milhões) que também compraram mais do Estado (aumento de 63,9% e 32,1%, respectivamente).

O estudo também revela que o Ceará, em 2016, foi a terceira Unidade da Federação em volume de exportações, ficando atrás de Espírito Santo e Minas Gerais, que exportaram US$ 921,38 milhões e US$ 132,17 milhões, respectivamente. Ambos, porém, registraram queda enquanto o Ceará segue uma tendência de crescimento.

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Mármores e Granitos do Estado do Ceará (Simagran), Carlos Rubens Alencar, a expectativa é que o setor siga em franca ascensão e ganhe um novo impulso a partir da instalação das indústrias na Zona de Processamento de Exportações (ZPE) neste ano. O presidente lembra que o setor começou a crescer em 2013 e em apenas três anos mais que dobrou as exportações. Até 2020 o setor deve exportar até US$ 200 milhões.

“Um dos fatores importantes que resultaram no aumento das exportações é a animação que o Simagran tem feito, divulgando o potencial geológico do Estado. Isso despertou a atenção das empresas e se em 2013 tínhamos apenas quatro empresas hoje já são 36. A Fortaleza Brazil Stone Fair, uma feira que em 2016 chegou à segunda edição, também fomenta as atividades do setor e chama a atenção do mundo para o potencial produtivo do Ceará. Com a ZPE e o processo de industrialização, esses resultados tendem a melhorar cada vez mais”, afirma o presidente.

 

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Balança comercial cearense apresenta déficit em julho

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

08 de agosto de 2016

O Ceará voltou a apresentar em julho queda nas exportações (-3,7%) na comparação com o mesmo período do ano anterior, passando de U$ 89,6 milhões para U$ 86,3 milhões. Já as importações cresceram, registrando aumento de 139,4% (passando de U$ 223,9 milhões para U$ 536,1 milhões). Esse resultado se deve sobretudo a aquisição de bens do setor de caldeiras, máquinas e instrumentos mecânicos, voltados principalmente à CSP. Em vista disso a balança comercial cearense no período atingiu U$ 449,8 milhões. Os dados são da edição de agosto de 2016 (período de referência: Janeiro a Julho  de 2016) do “Ceará em Comex”, Estudo de Inteligência Comercial elaborado mensalmente pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC, que retrata o panorama do comércio exterior do estado do Ceará. O referido estudo (em anexo) tem como fonte de informação o sistema AliceWeb, da Secretaria de Comércio Exterior – SECEX, do Ministério de Desenvolvimento e Comércio Exterior – MDIC.
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Saldo da balança comercial cearense melhora 3,2% em março, mas permanece deficitário

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

15 de Abril de 2016

Dados do Ceará em Comex, pesquisa realizada pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC, mostram uma melhora no saldo da balança comercial do Ceará no mês de março em relação ao mesmo período de 2015. No entanto, o resultado ainda é negativo. O déficit diminuiu de US$ 136,8 milhões para US$ 132,4 milhões.

Contribuíram para isso um discreto aumento nas exportações, que passou de US$ 78,3 milhões para US$ 79,2 milhões (crescimento de 1,2%), e a pequena redução nas importações, que passou de US$ 215,1 milhões para US$ 211,6 milhões (recuo de 1,6%). Ainda que seja prematuro afirmar, o câmbio pode, finalmente, estar influenciando este cenário, revela o estudo.

Apesar da modesta reação no mês, no acumulado do ano, as exportações cearenses foram 5,8% inferiores às de 2015 (caindo de US$ 252,6 milhões para US$ 237,8 milhões no primeiro trimestre). As importações sofreram redução de 50,6% no período (passando de US$ 1 bilhão para US$ 500 milhões). Essa combinação das trocas comerciais resultou na melhora do déficit do saldo da balança em 65,4%.

A participação das exportações e importações cearenses na balança comercial do Nordeste no acumulado do ano foram respectivamente de 8,6% e 13,8%, ante 8,4% e 14,2% em 2015. Já em relação ao país, as exportações cearenses mantiveram-se inalteradas em 0,6%, enquanto que as compras externas passaram de 2,1% para 1,6%.

Outra informação importante mostrada na pesquisa é que o Ceará permanece na décima quarta posição no ranking dos estados exportadores brasileiros, atrás do Maranhão (com US$ 488,5 milhões) e a frente de Rondônia, (com US$ 217,6 milhões). É possível notar que dos principais estados exportadores, apenas aqueles onde o peso do agronegócio é maior obtiveram aumento nas vendas externas. Como resultado, o país exportou 5,1% menos em comparação com o acumulado de 2015.

Sobral foi o município cearense que mais se destacou nas exportações de janeiro a março do ano, tendo vendido ao exterior US$ 37,2 milhões, contra US$ 34,7 milhões de Fortaleza e US$ 33,8 milhões de Cascavel. Apesar dos números, os três maiores exportadores do estado apresentaram quedas nos montantes comercializados (respectivamente de 24,2%; 29,7%; e 10,8%), resultando em retração na participação das vendas externas cearenses.

Observando o ranking dos principais setores exportadores do Estado, o setor de calçados continua no topo da lista, apesar da queda de 6% (de US$ 71,1 milhões para US$ 66,8 milhões) em relação a 2015. Os destaques ficam por conta do aumento de 215,3% no item “peixes, crustáceos e moluscos” (passando de US$ 1,8 milhão para 5,6 milhões); de 108,1% nas “máquinas, aparelhos e materiais elétricos” (indo de US$ 4,8 milhões para US$ 10,0 milhões); e de 58,4% no “algodão” (de US$ 7,7 milhões para US$ 12,3 milhões).

Os Estados Unidos ampliaram ainda mais a sua participação no ranking dos países de destino das exportações cearenses em 2016 (de 19,6% para 24,5%), permanecendo como o principal comprador dos produtos comercializados pelo Ceará, com US$ 58,3 milhões (alta de 17,7% em relação a 2015, quando o país comprou US$ 49,6 milhões). Vale ressaltar ainda a participação positiva da Argentina, figurando na segunda posição, com US$ 18,8 milhões (ante US$ 13,4 milhões no ano passado) – alta de 40,2%.

Em relação às importações, o Ceará em Comex revela que o Ceará perdeu a 13a e a 14a posições, respectivamente, para Goiás e Distrito Federal, em virtude da combinação da retração cearense de 50,6%, bem como de uma queda menos acentuada de Goiás (de 18,8%) e do incremento de 72,8% do Distrito Federal.

São Gonçalo do Amarante continua sendo o município cearense com a maior participação nas compras ao exterior (46,1%), apesar das importações terem reduzido 61,7% (de US$ 600,8 milhões para US$ 230,3 milhões) no período de 2016 em comparação com 2015. Por outro lado, as importações de Aquiraz subiram 287,6% no período (passando de US$ 6,7 milhões para US$ 25,9 milhões).

O estudo aponta também os principais setores importadores do estado em 2016 e apenas o setor de “máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos” e os “cereais” (leia-se o trigo) registraram aumento (respectivamente de 24,5% e 10,9%). Por outro lado, os “combustíveis e óleos minerais” continuam no topo da lista dos setores importados pelo estado, apesar da queda de 64,6% (de US$ 558,9 milhões para US$ 197,7 milhões).

A China é o principal país de origem das importações cearenses no acumulado do ano, com US$ 91,7 milhões, apesar da queda de 39,2% em relação a 2015. Vale destacar que dos 10 países, apenas os Estados Unidos registraram incremento (60,3%) nas compras externas com o Ceará, passando de US$ 24,4 milhões para US$ 39,1 milhões.

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Exportações cearenses acumulam queda de 30,6% em 2015

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

18 de dezembro de 2015

O Ceará registrou um déficit de US$ 76,8 milhões na balança comercial no mês de novembro, com as exportações retraindo 5,4% (de US$ 93,9 milhões para US$ 88,8 milhões), enquanto as importações obtiveram um discreto avanço – de 0,6% (de US$ 164,4 milhões para US$ 165,4 milhões), em comparação com igual período de 2014. Os dados são do documento Ceará em Comex, referente ao mês de novembro de 2015, produzido pelo Centro Internacional de Negócios, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).(Documento em anexo).

No acumulado do ano de 2015, as vendas para o exterior caíram 30,6% (de US$ 1,34 bilhão para US$ 933,1 milhões). Já as compras externas também sofreram retração: 10,8% (de US$ 2,86 bilhões para US$ 2,55 bilhões), resultando em um saldo negativo de US$ 1,62 bilhão. Apesar de seguir a tendência brasileira de queda das importações, o Ceará aumentou sua participação nas compras externas em relação ao país nos onze primeiros meses do ano, alcançando 1,59% – aumento de 17,8% em relação à igual período de 2014, quando registrou 1,35%.

Já a participação do estado nas exportações nacionais sofreu retração, passando de 0,65%, em 2014, para 0,54%, em 2015. O Ceará figurou na décima quarta posição entre os principais estados brasileiros exportadores em 2015. Das 27 Unidades da Federação, apenas Maranhão, Tocantins, Alagoas, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Acre registraram incremento nas exportações no ano, na contramão do registrado no país (retração de 16,0%). Já em relação ao Nordeste, a participação cearense passou de 9,20% para 7,02% – queda de 23,7% – no comparativo 2015-2014.

Entre os principais corredores logísticos nas vendas externas cearenses no acumulado do ano, o Pecém foi o principal porto exportador, com US$ 307,3 milhões, apesar da retração de 55,6% – fruto, sobretudo, da redução das exportações de óleo combustível do tipo “fuel-oil” . Por outro lado, o Porto de Salvador – posicionado na quarta colocação entre os principais corredores, apresentou um incremento de 50,8% , em virtude, principalmente, dos calçados; dos couros e peles; dos tecidos; da castanha de caju; e dos sucos Outro porto em destaque foi o de Sepetiba, com aumento de 50,8% – os calçados; os complementos alimentares; e os couros e peles foram os principais responsáveis pelo aumento.

Em relação aos setores exportadores, os calçados; as frutas (incluindo castanha de caju); e as peles e couros foram os três mais relevantes no acumulado do ano, respectivamente com US$ 240,0 milhões; US$ 178,9 milhões; e US$ 148,8 milhões. Ressalta-se, porém, que houve retração em dois dentre os três mais relevantes em relação ao ano anterior – 12,6% para os calçados e 25,7% para as peles e couros. Chama ainda atenção, a queda de 93,5% nos combustíveis e óleos minerais, e o incremento de 39,1% para o algodão.

Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações do Estado no ano, com US$ 216,2 milhões, com participação de 23,2% do total das vendas externas cearenses (Tabela 9). Ressalta-se, ainda, a retração de 66,4% da Holanda, fruto, principalmente, da ausência de exportação/abastecimento de combustível de navio do tipo “fuel-oil” no acumulado de 2015.

Do lado das importações, o Ceará posicionou-se no décimo quarto lugar entre as unidades da Federação em 2015. O estado seguiu a tendência de retração do país, ao registrar queda de 10,8%. Já em relação ao Nordeste, a participação cearense passou de 10,90% para 12,61% – aumento de 15,7%.

Dentre os corredores logísticos das compras externas cearenses no acumulado do ano, o Pecém foi o principal porto em valores importados, com US$ 1,23 bilhão – redução de 22,0% em igual período de 2014. Embora o gás natural liquefeito tenha obtido um acréscimo relevante, o fato de uma série de produtos serem comercializados em menor quantidade explica a redução das importações do referido porto cearense.

O corredor que obteve maior crescimento percentual, dentre os 10 maiores foi o Aeroporto de Foz do Iguaçu, com 400,4%, fruto, unicamente, da compra do setor de “Aeronaves e aparelhos espaciais”. No sentido inverso, o porto de São Francisco do Sul apresentou uma queda de 92,3%, fruto da redução, ou ausência, da comercialização de diversos bens. Em relação aos setores importadores, apenas os combustíveis e óleos registraram incremento (48,5%). Vale destacar ainda a retração de 68,6% nas compras externas de “Obras de ferro fundido, ferro ou aço”. O gás natural liquefeito foi o responsável por colocar Espanha, Catar e Nigéria entre os principais mercados fornecedores para o Estado. No caso da Argentina, “Outros trigos e misturas de trigo com centeio, exceto para semeadura” colocaram o país sul-americano em evidência.

Já os Estados Unidos destoa como destaque negativo, reduzindo, em 61,4% as exportações de seus produtos para o Ceará. Os maiores protagonistas do decréscimo norte-americano foram o trigo; o algodão; os “Aviões e outros veículos aéreos, a turbojato, 7 toneladas < peso <= 15 toneladas”; a hulha betuminosa; os “outros grupos eletrogêneos de energia eólica”, como também outros diversos produtos.

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Exportações cearenses acumulam queda de 30,6% em 2015

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

18 de dezembro de 2015

O Ceará registrou um déficit de US$ 76,8 milhões na balança comercial no mês de novembro, com as exportações retraindo 5,4% (de US$ 93,9 milhões para US$ 88,8 milhões), enquanto as importações obtiveram um discreto avanço – de 0,6% (de US$ 164,4 milhões para US$ 165,4 milhões), em comparação com igual período de 2014. Os dados são do documento Ceará em Comex, referente ao mês de novembro de 2015, produzido pelo Centro Internacional de Negócios, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).(Documento em anexo).

No acumulado do ano de 2015, as vendas para o exterior caíram 30,6% (de US$ 1,34 bilhão para US$ 933,1 milhões). Já as compras externas também sofreram retração: 10,8% (de US$ 2,86 bilhões para US$ 2,55 bilhões), resultando em um saldo negativo de US$ 1,62 bilhão. Apesar de seguir a tendência brasileira de queda das importações, o Ceará aumentou sua participação nas compras externas em relação ao país nos onze primeiros meses do ano, alcançando 1,59% – aumento de 17,8% em relação à igual período de 2014, quando registrou 1,35%.

Já a participação do estado nas exportações nacionais sofreu retração, passando de 0,65%, em 2014, para 0,54%, em 2015. O Ceará figurou na décima quarta posição entre os principais estados brasileiros exportadores em 2015. Das 27 Unidades da Federação, apenas Maranhão, Tocantins, Alagoas, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Acre registraram incremento nas exportações no ano, na contramão do registrado no país (retração de 16,0%). Já em relação ao Nordeste, a participação cearense passou de 9,20% para 7,02% – queda de 23,7% – no comparativo 2015-2014.

Entre os principais corredores logísticos nas vendas externas cearenses no acumulado do ano, o Pecém foi o principal porto exportador, com US$ 307,3 milhões, apesar da retração de 55,6% – fruto, sobretudo, da redução das exportações de óleo combustível do tipo “fuel-oil” . Por outro lado, o Porto de Salvador – posicionado na quarta colocação entre os principais corredores, apresentou um incremento de 50,8% , em virtude, principalmente, dos calçados; dos couros e peles; dos tecidos; da castanha de caju; e dos sucos Outro porto em destaque foi o de Sepetiba, com aumento de 50,8% – os calçados; os complementos alimentares; e os couros e peles foram os principais responsáveis pelo aumento.

Em relação aos setores exportadores, os calçados; as frutas (incluindo castanha de caju); e as peles e couros foram os três mais relevantes no acumulado do ano, respectivamente com US$ 240,0 milhões; US$ 178,9 milhões; e US$ 148,8 milhões. Ressalta-se, porém, que houve retração em dois dentre os três mais relevantes em relação ao ano anterior – 12,6% para os calçados e 25,7% para as peles e couros. Chama ainda atenção, a queda de 93,5% nos combustíveis e óleos minerais, e o incremento de 39,1% para o algodão.

Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações do Estado no ano, com US$ 216,2 milhões, com participação de 23,2% do total das vendas externas cearenses (Tabela 9). Ressalta-se, ainda, a retração de 66,4% da Holanda, fruto, principalmente, da ausência de exportação/abastecimento de combustível de navio do tipo “fuel-oil” no acumulado de 2015.

Do lado das importações, o Ceará posicionou-se no décimo quarto lugar entre as unidades da Federação em 2015. O estado seguiu a tendência de retração do país, ao registrar queda de 10,8%. Já em relação ao Nordeste, a participação cearense passou de 10,90% para 12,61% – aumento de 15,7%.

Dentre os corredores logísticos das compras externas cearenses no acumulado do ano, o Pecém foi o principal porto em valores importados, com US$ 1,23 bilhão – redução de 22,0% em igual período de 2014. Embora o gás natural liquefeito tenha obtido um acréscimo relevante, o fato de uma série de produtos serem comercializados em menor quantidade explica a redução das importações do referido porto cearense.

O corredor que obteve maior crescimento percentual, dentre os 10 maiores foi o Aeroporto de Foz do Iguaçu, com 400,4%, fruto, unicamente, da compra do setor de “Aeronaves e aparelhos espaciais”. No sentido inverso, o porto de São Francisco do Sul apresentou uma queda de 92,3%, fruto da redução, ou ausência, da comercialização de diversos bens. Em relação aos setores importadores, apenas os combustíveis e óleos registraram incremento (48,5%). Vale destacar ainda a retração de 68,6% nas compras externas de “Obras de ferro fundido, ferro ou aço”. O gás natural liquefeito foi o responsável por colocar Espanha, Catar e Nigéria entre os principais mercados fornecedores para o Estado. No caso da Argentina, “Outros trigos e misturas de trigo com centeio, exceto para semeadura” colocaram o país sul-americano em evidência.

Já os Estados Unidos destoa como destaque negativo, reduzindo, em 61,4% as exportações de seus produtos para o Ceará. Os maiores protagonistas do decréscimo norte-americano foram o trigo; o algodão; os “Aviões e outros veículos aéreos, a turbojato, 7 toneladas < peso <= 15 toneladas”; a hulha betuminosa; os “outros grupos eletrogêneos de energia eólica”, como também outros diversos produtos.

  • postado por Oswaldo Scaliotti