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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE)

Cai proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

15 de setembro de 2015

Neste mês de setembro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE),  mostra que 70,1% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O resultado mostra crescimento de 0,7 pontos percentuais com relação ao último mês de agosto, quando o índice alcançou 69,4%.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve queda de 0,1 ponto percentual, indo de 21,6%, em agosto, para 21,5% neste mês. A tendência de crescimento se mantém apesar do resultado ser muito melhor que o apresentado no último mês de maio, de 25,0% – máxima desse indicador desde que a pesquisa foi iniciada.

Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (23,8% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (27,3%) e com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (22,9%).

O tempo médio de atraso é de 67 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 61,4% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 29,9%, seguido da contestação da dívida (6,8%).

 

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza 70,1% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: (a) cartões de crédito, citados por 81,7% dos entrevistados; (b) o financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,8%; (c) os empréstimos pessoais, com 8,9%; e (d) os carnês e crediários (7,1%).

 

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

−       Itens de alimentação (50,3% das respostas);

−       Artigos de vestuário (38,1%);

−       Eletroeletrônicos (33,7%); e

−       Realização de despesas de educação e saúde (29,4%).

 

O consumidor vem apresentando dificuldades no gerenciamento de suas dívidas desde o final do ano passado. Além disso, o peso dos itens de alimentação nas contas a prazo indica dificuldades no controle do orçamento doméstico nos últimos meses.

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.314 e prazo médio de sete meses, comprometendo 31,0% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve aumento de 2,3 pontos percentuais, passando de 7,4%, em agosto, para 9,7%, neste mês – atingindo a taxa mais elevada dos últimos cinco anos.

A manutenção de um percentual elevado da renda comprometida com o pagamento de dívidas e o aumento do custo de vida contribuem para o crescimento da inadimplência potencial, mas a maioria dos consumidores parece estar conseguindo administrar a qualidade do crédito. O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (11,9%), com idade entre 25 e 34 anos (11,3%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (10,5%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 81,3% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 9,9% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 8,8% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

 

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

 

A falta de orçamento e controle dos gastos, com 38,3%;

O aumento dos gastos considerados essenciais, com 27,3%;

As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 26,6%;

Compras antecipadas, com 19,6%;

Gastos imprevistos, com 18,5%; e

Redução dos rendimentos, com 12,1%.

 

 Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local.

Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras coisas. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

* postado por Oswaldo Scaliotti

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Cai proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

15 de setembro de 2015

Neste mês de setembro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE),  mostra que 70,1% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O resultado mostra crescimento de 0,7 pontos percentuais com relação ao último mês de agosto, quando o índice alcançou 69,4%.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve queda de 0,1 ponto percentual, indo de 21,6%, em agosto, para 21,5% neste mês. A tendência de crescimento se mantém apesar do resultado ser muito melhor que o apresentado no último mês de maio, de 25,0% – máxima desse indicador desde que a pesquisa foi iniciada.

Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (23,8% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (27,3%) e com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (22,9%).

O tempo médio de atraso é de 67 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 61,4% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 29,9%, seguido da contestação da dívida (6,8%).

 

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza 70,1% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: (a) cartões de crédito, citados por 81,7% dos entrevistados; (b) o financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,8%; (c) os empréstimos pessoais, com 8,9%; e (d) os carnês e crediários (7,1%).

 

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

−       Itens de alimentação (50,3% das respostas);

−       Artigos de vestuário (38,1%);

−       Eletroeletrônicos (33,7%); e

−       Realização de despesas de educação e saúde (29,4%).

 

O consumidor vem apresentando dificuldades no gerenciamento de suas dívidas desde o final do ano passado. Além disso, o peso dos itens de alimentação nas contas a prazo indica dificuldades no controle do orçamento doméstico nos últimos meses.

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.314 e prazo médio de sete meses, comprometendo 31,0% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve aumento de 2,3 pontos percentuais, passando de 7,4%, em agosto, para 9,7%, neste mês – atingindo a taxa mais elevada dos últimos cinco anos.

A manutenção de um percentual elevado da renda comprometida com o pagamento de dívidas e o aumento do custo de vida contribuem para o crescimento da inadimplência potencial, mas a maioria dos consumidores parece estar conseguindo administrar a qualidade do crédito. O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (11,9%), com idade entre 25 e 34 anos (11,3%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (10,5%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 81,3% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 9,9% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 8,8% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

 

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

 

A falta de orçamento e controle dos gastos, com 38,3%;

O aumento dos gastos considerados essenciais, com 27,3%;

As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 26,6%;

Compras antecipadas, com 19,6%;

Gastos imprevistos, com 18,5%; e

Redução dos rendimentos, com 12,1%.

 

 Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local.

Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras coisas. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

* postado por Oswaldo Scaliotti