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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

Fecomércio

Endividamento permanece estável em novembro

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

12 de novembro de 2015

Neste mês de novembro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-Ce),  mostra que 71,7% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O resultado veio 0,3 pontos percentuais abaixo do indicador do último mês de outubro (72,0%), mostrando estabilidade do nível de endividamento.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve aumento de 3,1 pontos percentuais, indo de 20,7%, em outubro, para 23,8% neste mês.  Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (24,3% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (32,2%) e do estrato com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (25,8%).

O tempo médio de atraso é de 67 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 62,9% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 28,1%, seguido da contestação da dívida (8,4%).

 

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza 71,7% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 79,6% dos entrevistados; o financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 14,9%; os carnês e crediários (9,2%); e os empréstimos pessoais, com 7,0%.

 

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

  • Itens de alimentação (53,5% das respostas);
  • Eletroeletrônicos (38,2%);
  • Artigos de vestuário (33,2%); e
  • Realização de despesas de educação e saúde (26,9%).

 

O consumidor vem apresentando dificuldades no gerenciamento de suas dívidas, desde o final do ano passado. Além disso, o peso dos itens de alimentação nas contas a prazo indica dificuldades no controle do orçamento doméstico nos últimos meses. O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.395 e prazo médio de sete meses, comprometendo 32,4% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve aumento de 3,8 pontos percentuais, passando de 5,5%, em outubro, para 9,3%, neste mês.

A manutenção de um percentual elevado da renda comprometida com o pagamento de dívidas e o aumento do custo de vida contribui para o crescimento da inadimplência potencial, mas a maioria dos consumidores parece estar conseguindo administrar a qualidade do crédito. O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (11,0%), com idade entre 25 e 34 anos (12,0%) e renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (9,9%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 78,4% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 10,3% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 11,2% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 43,1%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 30,4%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 30,1%;
  • Compras antecipadas, com 14,8%;
  • Gastos imprevistos, com 12,4%; e
  • Redução dos rendimentos, com 9,4%.

 

 Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local.

Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras coisas. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Índice de Confiança sinaliza possível retomada do consumo

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

05 de novembro de 2015

Segundo pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-Ce), o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza teve uma queda de 2,7%, indo para 95,8 pontos neste mês – o mesmo patamar observado em agosto último, reforçando sinalização de alteração de tendência. Tal sinal é explicado pela média móvel trimestral do ISF (Índice de Situação Futura), que sobe pelo segundo mês consecutivo.

A redução do ICC decorreu da queda dos seus dois componentes: o Índice de Situação Presente caiu -2,7%, passando de 92,4 pontos em setembro, para 88,1 pontos neste mês. Já o Índice de Situação Futura (ISF) caiu menos, -1,5%, atingindo 100,7 pontos.

Pretensão de compra

A taxa de pretensão de compras teve queda de 3,1 pontos percentuais, passando de 42,6%, em outubro, para 39,5% neste mês. A tendência do indicador é a mesma observada para o ICC, sinalizando inflexão na tendência de queda, mas o índice ainda é inferior ao observado em novembro do ano passado, de 47,6%.

O valor médio das compras é estimado em R$ 301,66 e a intenção de compra mostra-se superior para os homens (41,6%), mais vigorosa para os consumidores do grupo com idade entre 18 e 24 anos (48,8%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (63,5%).

Os produtos mais procurados são: Artigos de vestuário, citados por (21,5%) dos entrevistados; Aparelhos de telefonia celular (15,8%); Móveis e artigos de decoração (14,4%); Aparelho de telefonia celular (14,0%); Calçados (12,9%); Televisores (12,8%); Geladeiras e refrigeradores (10,9%) e Fogão (10,3%).

 

Expectativa dos consumidores

A expectativa dos consumidores, medida pelo percentual de consumidores que consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis teve queda em novembro, passando de 33,9%, em setembro, para 31,2% neste mês.

No perfil daqueles com maior disposição para as compras se destacam os consumidores do gênero feminino (32,2%), do grupo com idade entre 18 e 24 anos (35,9%) e com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (33,5%).

A pesquisa também revela que 56,7% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 70,8% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.O consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com a situação econômica nacional, com 67,0% dos entrevistados descrevendo-a como ruim ou péssima. Esse sentimento recebe influências da aceleração da inflação, do aumento dos juros e da percepção de relativa piora no mercado de trabalho.

Índice de Confiança do Consumidor

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é uma medida sintética de indicadores da percepção do consumidor quanto à sua situação econômica, composto do Índice da Situação Presente (ISP) e Índice das Expectativas Futuras (IEF). O ICC funciona, portanto, como um indicador do potencial de consumo, baseado na opinião dos próprios consumidores.O índice varia no intervalo de 0 a 200, sendo o índice 100 a fronteira entre a situação de pessimismo (abaixo desse valor) e otimismo (acima desse valor). O índice zero denotaria a situação de total pessimismo, enquanto 200 pontos indicariam a situação de total otimismo.

 

Saiba mais

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC- Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio, ligado à Fecomércio-Ce. Tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Fecomércio/CE divulga pesquisas: Índice de Confiança (ICC) e Endividamento

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

14 de outubro de 2015

ÍNDICE DE CONFIANÇA

Segundo pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza teve uma inflexão e subiu em outubro, atingindo 98,3 pontos, com aumento de 6,2% sobre o resultado do último mês de setembro (92,5 pontos). Acompanhando a melhora na confiança, a intenção de consumo também subiu, sinalizando um cenário mais positivo para o mês.O aumento do ICC decorreu da recuperação dos seus dois componentes: o Índice de Situação Presente subiu 3,4%, passando de 89,4 pontos em setembro para 92,4 pontos neste mês. Já o Índice de Situação Futura subiu 8,0% atingindo 102,3 pontos.

Pretensão de compra

A taxa de pretensão de compras teve aumento de 6,5 pontos percentuais, passando de 36,4%, em setembro, para 42,6% neste mês. Esse é o melhor resultado do indicador desde maio, quando alcançou 43,5%, mas ainda se situa abaixo do verificado no mesmo mês do ano passado, de 52,1%.

O valor médio das compras é estimado em R$ 310,46 e a intenção de compra mostra-se levemente superior para os homens (43,6%), mas mais vigorosa para os consumidores do grupo com idade entre 18 e 24 anos (58,7%) e com renda familiar entre cindo e dez salários mínimos (53,7%).Os produtos mais procurados são: Artigos de vestuário, citados por (20,6%) dos entrevistados; Aparelhos de telefonia celular (15,8%); Televisores (13,4%); Móveis e artigos de decoração (12,3%); Calçados (10,3%) Geladeiras e refrigeradores (9,1%); e Fogão (8,8%).

 

Expectativa dos consumidores

Apesar da melhoria do ICC, o percentual de consumidores que consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis ainda teve queda em outubro, passando de 34,7%, em setembro, para 33,9% neste mês.

No perfil daqueles com maior disposição para as compras não há diferença por gênero, mas destaca-se o grupo com idade entre 18 e 24 anos (39,3%) e com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (37,5%).

A pesquisa também revela que 60,5% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 71,5% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.O consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com a situação econômica nacional, com 62,3% dos entrevistados descrevendo-a como ruim ou péssima. Esse sentimento recebe influências da aceleração da inflação, do aumento dos juros e da percepção de relativa piora no mercado de trabalho.

 

Índice de Confiança do Consumidor

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é uma medida sintética de indicadores da percepção do consumidor quanto à sua situação econômica, composto do Índice da Situação Presente (ISP) e Índice das Expectativas Futuras (IEF). O ICC funciona, portanto, como um indicador do potencial de consumo, baseado na opinião dos próprios consumidores.O índice varia no intervalo de 0 a 200, sendo o índice 100 a fronteira entre a situação de pessimismo (abaixo desse valor) e otimismo (acima desse valor). O índice zero denotaria a situação de total pessimismo, enquanto 200 pontos indicariam a situação de total otimismo.

 

Saiba mais

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC- Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio, ligado à Fecomércio-CE. Tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

 

ENDIVIDAMENTO

 Neste mês de outubro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE),  mostra que 72,0% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O resultado mostra crescimento de 1,9 pontos percentuais com relação ao último mês de setembro, quando o índice alcançou 70,1%.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve queda de 0,8 ponto percentual, indo de 21,5%, em setembro, para 20,7% neste mês. O resultado é próximo do verificado no mesmo mês do ano passado, de 19,3%, mas a tendência de crescimento se mantém, acompanhando a trajetória de evolução da taxa geral de endividamento.

Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (21,8% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade acima de 35 anos (20,8%) e do estrato com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (21,3%).

O tempo médio de atraso é de 61 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 68,8% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 24,6%, seguido da contestação da dívida (10,9%).

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza 72,0% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 81,0% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,6%; os carnês e crediários (7,6%); e os empréstimos pessoais, com 7,5%.

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

  • Itens de alimentação (60,0% das respostas);
  • Artigos de vestuário (37,5%);
  • Eletroeletrônicos (33,2%); e
  • Realização de despesas de educação e saúde (28,8%).

O consumidor vem apresentando dificuldades no gerenciamento de suas dívidas, desde o final do ano passado. Além disso, o peso dos itens de alimentação nas contas a prazo indica dificuldades no controle do orçamento doméstico nos últimos meses.O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.322 e prazo médio de sete meses, comprometendo 32,5% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve redução de 4,2 pontos percentuais, passando de 9,7%, em setembro, para 5,5%, neste mês.

A manutenção de um percentual elevado da renda comprometida com o pagamento de dívidas e o aumento do custo de vida colaboram para o crescimento da inadimplência potencial, mas a maioria dos consumidores parece estar conseguindo administrar a qualidade do crédito. O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo masculino (5,6%), com idade acima de 35 anos (6,4%) e renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (6,1%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 79,5% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 13,0% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 7,5% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 44,3%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 33,9%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 25,7%;
  • Compras antecipadas, com 17,6%;
  • Gastos imprevistos, com 13,5%; e
  • Redução dos rendimentos, com 12,9%.

 

Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local.

Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras coisas. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Fecomércio repudia proposta de aumento de impostos e retenção de recursos do Sistema S

Por Oswaldo Scaliotti em Sem categoria

23 de setembro de 2015

Em nota, a Fecomércio repudiou proposta de aumento de impostos e retenção de recursos do Sistema S. Confira:

 

A Fecomércio-Ce vem a público alertar à sociedade e manifestar o seu repúdio frente à tentativa do Governo Federal de impor à população mais sacrifício com o aumento de impostos e de prejudicar o acesso dos trabalhadores à cultura, saúde, lazer, educação e à qualificação profissional, através da retenção de 30% dos recursos do Sistema S, advindos da contribuição do setor empresarial.

A Fecomércio-Ce, que hoje representa mais de 150 mil empresas e 35 sindicatos no Estado, é responsável pela administração do Sesc e do Senac levando promoção social e educação profissional para mais de 170 municípios, gerando anualmente 55 milhões de atendimentos e qualificando mais de 40 mil trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo.

Retirar 30% das receitas do Sistema S é prejudicar principalmente o trabalhador e a sua família que encontram nessas organizações o acesso à educação, cultura, lazer e à qualificação profissional de qualidade. Instituições como  SESC, SENAC, SESI, SENAI e SEBRAE  serão obrigadas a reduzir e até mesmo a extinguir programas e atividades, comprometendo o atendimento de milhões de trabalhadores.

Ao analisarmos o aspecto do aumento da carga tributária com a recriação da CPMF e outras medidas já anunciadas é fácil chegarmos à conclusão que tal propositura só provocará mais recessão econômica, a diminuição do poder de compra do trabalhador e o conseqüente e inevitável retorno da inflação a patamares que só trarão prejuízo à classe empresarial e à população.

O caminho para se ajustar qualquer orçamento, seja doméstico, empresarial ou público é simples e de conhecimento público: não se pode gastar mais do que se arrecada. Mas o que estamos assistindo de maneira perplexa é o governo federal se apropriando de recursos que não lhe pertencem e elevando a carga tributária para continuar a gastar de forma perdulária e irresponsável como tem feito sistematicamente, impondo à sociedade um ônus e uma conta que não lhe pertencem.

A Fecomércio conclama a classe empresarial, trabalhadores e toda a sociedade para que se manifestem ao mesmo tempo em que confia que a bancada cearense no Congresso Nacional dará a sua resposta ao Governo recusando tais medidas.

A Fecomércio continuará trabalhando fortemente para que o Congresso retome a tramitação dos projetos voltados às reformas tributária, previdenciária e fiscal, que proporcionarão um ambiente favorável ao retorno da estabilidade e do crescimento do país.

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Cai proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

15 de setembro de 2015

Neste mês de setembro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE),  mostra que 70,1% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O resultado mostra crescimento de 0,7 pontos percentuais com relação ao último mês de agosto, quando o índice alcançou 69,4%.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve queda de 0,1 ponto percentual, indo de 21,6%, em agosto, para 21,5% neste mês. A tendência de crescimento se mantém apesar do resultado ser muito melhor que o apresentado no último mês de maio, de 25,0% – máxima desse indicador desde que a pesquisa foi iniciada.

Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (23,8% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (27,3%) e com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (22,9%).

O tempo médio de atraso é de 67 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 61,4% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 29,9%, seguido da contestação da dívida (6,8%).

 

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza 70,1% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: (a) cartões de crédito, citados por 81,7% dos entrevistados; (b) o financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,8%; (c) os empréstimos pessoais, com 8,9%; e (d) os carnês e crediários (7,1%).

 

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

−       Itens de alimentação (50,3% das respostas);

−       Artigos de vestuário (38,1%);

−       Eletroeletrônicos (33,7%); e

−       Realização de despesas de educação e saúde (29,4%).

 

O consumidor vem apresentando dificuldades no gerenciamento de suas dívidas desde o final do ano passado. Além disso, o peso dos itens de alimentação nas contas a prazo indica dificuldades no controle do orçamento doméstico nos últimos meses.

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.314 e prazo médio de sete meses, comprometendo 31,0% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve aumento de 2,3 pontos percentuais, passando de 7,4%, em agosto, para 9,7%, neste mês – atingindo a taxa mais elevada dos últimos cinco anos.

A manutenção de um percentual elevado da renda comprometida com o pagamento de dívidas e o aumento do custo de vida contribuem para o crescimento da inadimplência potencial, mas a maioria dos consumidores parece estar conseguindo administrar a qualidade do crédito. O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (11,9%), com idade entre 25 e 34 anos (11,3%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (10,5%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 81,3% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 9,9% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 8,8% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

 

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

 

A falta de orçamento e controle dos gastos, com 38,3%;

O aumento dos gastos considerados essenciais, com 27,3%;

As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 26,6%;

Compras antecipadas, com 19,6%;

Gastos imprevistos, com 18,5%; e

Redução dos rendimentos, com 12,1%.

 

 Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local.

Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras coisas. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

* postado por Oswaldo Scaliotti

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Ambiente econômico derruba confiança do consumidor

Por Oswaldo Scaliotti em Sem categoria

11 de setembro de 2015

Segundo pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), O Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza voltou a cair em setembro, atingindo 92,5 pontos, com queda de 3,4% sobre o resultado do último mês de agosto (95,8 pontos). O consumidor avalia o momento econômico atual como adverso, contribuindo com o sentimento de confiança e o potencial de consumo.

A redução do ICC decorreu da piora dos seus dois componentes: o Índice de Situação Presente caiu 3,5%, passando de 92,6 pontos em agosto para 89,4 pontos neste mês. Já o Índice de Situação Futura caiu 3,3 pontos atingindo 94,6 pontos, como pode ser visto na tabela a seguir:

 

Tabela 1 – ICC, Síntese dos resultados

Índice Valor mensal – em pontos Média do Trimestre
Jul Ago Set
ICC 94,0 95,8 92,5 94,1
ISP 93,6 92,6 89,4 91,9
IEF 94,4 97,9 94,6 95,6

 

Fonte: Pesquisa Direta Fecomércio/IPDC

 

Pretensão de compra

A taxa de pretensão de compras teve queda de 2,9 pontos percentuais, passando de 39,3%, em agosto, para 36,4% neste mês. Esse percentual está abaixo do resultado do indicador em setembro do ano passado, de 48,2%, sinalizando que o segundo semestre neste ano iniciou mais fraco em termos de expectativas de vendas.

O valor médio das compras é estimado em R$ 301,62 e a intenção de compra mostra-se levemente superior para as mulheres (36,6%), mas mais vigorosa para os consumidores do grupo com idade entre 18 e 24 anos (48,1%) e com renda familiar acima de dez salários mínimos (49,8%).

Os produtos mais procurados são: Aparelhos de telefonia celular, citados por (18,6%) dos entrevistados; Artigos de vestuário (17,1%); Televisores (15,3%); Móveis e artigos de decoração (12,1%); Geladeiras e refrigeradores (11,8%); calçados (11,8%) e Fogão (8,2%).

 

Expectativa dos consumidores

 Acompanhando a mudança no índice de confiança, o percentual de consumidores que consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis também recuou em setembro, passando de 36,1%, em agosto, para 34,7% neste mês.

O perfil daqueles com maior disposição para as compras destaca os consumidores do sexo masculino (35,0%), do grupo com idade entre 18 e 24 anos (39,4%) e com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (38,1%).

 

A pesquisa também revela que 55,6% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 67,5% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

 

O consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com a situação econômica nacional, com 68,2% dos entrevistados descrevendo-a como ruim ou péssima. Esse sentimento recebe influências da aceleração da inflação, do aumento dos juros e da percepção de relativa piora no mercado de trabalho trazendo expectativas negativas para o ambiente econômico dos próximos meses.

 

Índice de Confiança do Consumidor

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é uma medida sintética de indicadores da percepção do consumidor quanto à sua situação econômica, composto do Índice da Situação Presente (ISP) e Índice das Expectativas Futuras (IEF). O ICC funciona, portanto, como um indicador do potencial de consumo, baseado na opinião dos próprios consumidores.

O índice varia no intervalo de 0 a 200, sendo o índice 100 a fronteira entre a situação de pessimismo (abaixo desse valor) e otimismo (acima desse valor). O índice zero denotaria a situação de total pessimismo, enquanto 200 pontos indicariam a situação de total otimismo.

 

Saiba mais

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC- Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio, ligado à Fecomércio-CE. Tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

* postado por Oswaldo Scaliotti

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Comércio deve movimentar R$ 100 milhões no Dia dos Pais

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

04 de agosto de 2015

A pesquisa sobre o Potencial de Consumo de Fortaleza Dia dos Pais realizada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), mostra que os consumidores de Fortaleza irão movimentar R$ 100 milhões no comércio local com a compra de presentes. Esse resultado indica uma queda de 10% sobre o valor faturado na mesma data no ano passado (R$ 110,4 milhões) e mantém o Dia dos Pais como a quinta melhor data comemorativa para o varejo de Fortaleza.

Dando preferência por vestuário, itens de perfumaria, sapatos e bolsas e relógios, 42,1% dos entrevistados afirmaram intenção de ir às compras para o Dia dos Pais, percentual idêntico ao da mesma pesquisa no ano passado. O perfil predominante do potencial comprador é do sexo feminino (44,2%), com idade até 20 anos (56,4%) e renda familiar superior a seis salários mínimos (51,2%).

 

Vestuário é preferência de 49,8% dos entrevistados

O perfil de consumo para o Dia dos Pais mostra grande homogeneidade nos produtos que se deseja adquirir, com 96,0% das indicações de consumo em apenas quatro produtos. A franca preferência é pelos artigos de vestuário (49,8% de intenção de compra), seguido por itens de perfumaria (21,5%), calçados e bolsas (17,8%), aparelhos e relógios (6,9%).

A pesquisa também revela que 46,0% dos entrevistados pretendem comemorar a data, principalmente em suas próprias residências (82,5% das respostas) ou em restaurantes (9,7%). A procura por restaurantes varia com a renda, sendo mais intensa no grupo com renda superior a seis salários mínimos (20,6%).

Consumo tende a ser 10% menor do que em 2014

Em 2015, o Dia dos Pais deverá movimentar R$ 100 milhões no comércio de Fortaleza com a compra de presentes, com redução de 10,0% com relação à mesma data comemorativa em 2014.  O valor médio da compra é estimado em R$ 133,00. A forma de pagamento mais utilizada será o pagamento à vista (70,1% das respostas), seguida do cartão de crédito (32,6%).

Os shopping centers e os centros comerciais são os locais preferidos para a procura do presente, sendo citados por 55,6% dos entrevistados. As lojas de rua apareceram em 27,7% das respostas e os supermercados e hipermercados com 24,9%. O dia de maior procura por presentes é o sábado, tendo sido citado por 33,4% dos consumidores, mas um terço deles revelou que não tem dia específico para a compra, de modo que se espera grande movimentação nas lojas na semana anterior ao Dia dos Pais.

O consumidor se mostra sensível às promoções (53,3%) e muito atento aos preços (42,3%) e à qualidade dos produtos (26,1%), mas a beleza das vitrines (20,5%) pode ser um fator decisivo para atrair a sua atenção e a opção pelos supermercados e hipermercados sugere que a variedade (16,8%) também é um diferencial competitivo.

* postado por Oswaldo Scaliotti

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Comércio deve movimentar R$ 100 milhões no Dia dos Pais

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

04 de agosto de 2015

A pesquisa sobre o Potencial de Consumo de Fortaleza Dia dos Pais realizada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), mostra que os consumidores de Fortaleza irão movimentar R$ 100 milhões no comércio local com a compra de presentes. Esse resultado indica uma queda de 10% sobre o valor faturado na mesma data no ano passado (R$ 110,4 milhões) e mantém o Dia dos Pais como a quinta melhor data comemorativa para o varejo de Fortaleza.

Dando preferência por vestuário, itens de perfumaria, sapatos e bolsas e relógios, 42,1% dos entrevistados afirmaram intenção de ir às compras para o Dia dos Pais, percentual idêntico ao da mesma pesquisa no ano passado. O perfil predominante do potencial comprador é do sexo feminino (44,2%), com idade até 20 anos (56,4%) e renda familiar superior a seis salários mínimos (51,2%).

 

Vestuário é preferência de 49,8% dos entrevistados

O perfil de consumo para o Dia dos Pais mostra grande homogeneidade nos produtos que se deseja adquirir, com 96,0% das indicações de consumo em apenas quatro produtos. A franca preferência é pelos artigos de vestuário (49,8% de intenção de compra), seguido por itens de perfumaria (21,5%), calçados e bolsas (17,8%), aparelhos e relógios (6,9%).

A pesquisa também revela que 46,0% dos entrevistados pretendem comemorar a data, principalmente em suas próprias residências (82,5% das respostas) ou em restaurantes (9,7%). A procura por restaurantes varia com a renda, sendo mais intensa no grupo com renda superior a seis salários mínimos (20,6%).

Consumo tende a ser 10% menor do que em 2014

Em 2015, o Dia dos Pais deverá movimentar R$ 100 milhões no comércio de Fortaleza com a compra de presentes, com redução de 10,0% com relação à mesma data comemorativa em 2014.  O valor médio da compra é estimado em R$ 133,00. A forma de pagamento mais utilizada será o pagamento à vista (70,1% das respostas), seguida do cartão de crédito (32,6%).

Os shopping centers e os centros comerciais são os locais preferidos para a procura do presente, sendo citados por 55,6% dos entrevistados. As lojas de rua apareceram em 27,7% das respostas e os supermercados e hipermercados com 24,9%. O dia de maior procura por presentes é o sábado, tendo sido citado por 33,4% dos consumidores, mas um terço deles revelou que não tem dia específico para a compra, de modo que se espera grande movimentação nas lojas na semana anterior ao Dia dos Pais.

O consumidor se mostra sensível às promoções (53,3%) e muito atento aos preços (42,3%) e à qualidade dos produtos (26,1%), mas a beleza das vitrines (20,5%) pode ser um fator decisivo para atrair a sua atenção e a opção pelos supermercados e hipermercados sugere que a variedade (16,8%) também é um diferencial competitivo.

* postado por Oswaldo Scaliotti