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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

IPDC

71,1% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

20 de Abril de 2018

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, para o mês de abril, aponta que 71,1% dos consumidores fortalezenses possuem algum tipo de dívida. Apesar do índice ter vindo -0,6 pontos percentuais abaixo do indicador do último mês de março (71,7%), a taxa de consumidores com dívidas em atraso e a inadimplência potencial tiveram crescimento, indicando uma piora na qualidade do crédito.

 

A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso subiu +3,9 pontos percentuais, passando de 20,6% dos consumidores em março, para 24,5% neste mês.

O tempo médio de atraso é de 68 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 58,0% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 36,6%, seguido da contestação das dívidas (9,9%).

 

Comprometimento da renda

Em Fortaleza, 71,1% dos consumidores possuem algum tipo de dívida.

O consumidor utilizou o crédito para:

Consumo de itens de alimentação (57,1% das respostas)

Realização de despesas de educação e saúde (37,7%)

Aquisição de eletroeletrônicos (37,1%)

Compra de artigos de vestuário (32,1%)

 

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.393, com prazo médio de sete meses, comprometendo 39,6% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, aumentou +2,1 pontos percentuais, passando de 8,0%, em março, para 10,1% neste mês.

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 76,1% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 13,5% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos, e 10,5% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

 

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 40,1%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 26,8%;
  • Redução dos rendimentos, com 22,4%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 20,0%;
  • Gastos imprevistos, com 17,7%;
  • Compras antecipadas, com 11,3%; e
  • Desemprego, com 11,2%.

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento

Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

 

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76% dos consumidores de Fortaleza fazem orçamento mensal dos gastos

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

20 de Fevereiro de 2018

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, referente ao mês de fevereiro, pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), revela que o índice veio +6,0 pontos percentuais acima do indicador do último mês de janeiro (64,5%), sendo o mais elevado desde junho de 2016, quando alcançou a taxa de 73,8%. Além disso, a proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso subiu +6,1 pontos percentuais, passando de 19,3% dos consumidores em janeiro, para 25,4% neste mês.

 

Ainda segundo a pesquisa, 76,0% dos consumidores da Capital, afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Mesmo assim, 70,5% possuem algum tipo de dívida.

O tempo médio de atraso é de 69 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 61,5% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 37,9%, seguido da perda de prazo para o pagamento (6,9%).

 

Comprometimento da renda

Segundo a pesquisa, os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 80,9% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis, etc.), com 12,0%; carnês e crediários, com 11,9%; e empréstimos pessoais, com 6,4%.

 

O consumidor utilizou o crédito para:

  • Consumo de itens de alimentação (56,7% das respostas);
  • Compra de artigos de vestuário (41,1%);
  • Aquisição de eletroeletrônicos (38,3%); e
  • Realização de despesas de educação e saúde (32,3%).

 

Inadimplência potencial

Em relação a taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, houve um aumento de +2,3 pontos percentuais, passando de 7,8%, em janeiro, para 10,1% neste mês.

 

E o perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (inadimplência potencial de 10,9%), com idade

entre 25 e 34 anos (11,9%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (11,6%).

 

Orçamento familiar

 

A Pesquisa de Endividamento também aponta que, dos entrevistados, 12,5% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 11,5% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos. Dessa forma, a falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

 

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 42,0%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 31,1%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 24,8%;
  • Compras antecipadas, com 15,8%;
  • Redução dos rendimentos, com 15,3%; e
  • Facilidade de acesso ao crédito, com 14,4%.

 

 

Saiba mais

 

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

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Intenção de compra sobe pelo quinto mês consecutivo

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

05 de julho de 2017

O valor médio das compras é estimado em R$ 292,89 e a intenção de compra mostra-se mais elevada para os homens

 

Segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), a intenção de compra do consumidor de Fortaleza subiu pelo quinto mês consecutivo, com 37,6% dos entrevistados revelando disposição para o consumo em julho. Apesar do resultado, o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza (ICC) apresentou leve redução de -0,2%, passando de 94,9 pontos, em junho, para 94,7 pontos neste mês.

 

O resultado do ICC foi influenciado pela queda de -1,6% no Índice de Situação Futura, que passou de 101,6 pontos, em junho, para 100,0 pontos em julho. O Índice de Situação Presente acompanhou a trajetória da intenção de compra e melhorou +2,2%, fechando o mês com 86,7 pontos.

Expectativa dos consumidores

De acordo com a pesquisa, o Índice de Situação Presente se manteve no campo que indica o pessimismo (abaixo de 100 pontos) desde o final do primeiro trimestre do ano passado. Nada obstante, a série histórica indica uma tênue tendência de melhoria, que pode ser ilustrada no percentual de consumidores que consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis, que ficou em 30,9%.Segundo o levantamento, o perfil daqueles com maior otimismo se destacam os consumidores do gênero masculino (31,9%), do grupo com idade entre 18 e 24 anos (33,7%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (57,2%).

 

A pesquisa também revela que 52,0% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 65,2% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

 

Por outro lado, a pesquisa revela que o consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com o ambiente econômico nacional, com 65,4% dos entrevistados descrevendo-o como ruim ou péssimo. Esse sentimento recebe influências da percepção das restrições na oferta de crédito e, principalmente, do sentimento de relativa piora no mercado de trabalho.

 

Pretensão de compra

A taxa de pretensão de compras teve crescimento de +0,5 pontos percentuais, passando de 37,1%, em junho, para 37,6% neste mês – o quinto aumento consecutivo desde o início do ano.O valor médio das compras é estimado em R$ 292,89 e a intenção de compra mostra-se mais elevada para os consumidores do sexo masculino (38,9%), mais vigorosa para o grupo com idade entre 18 a 24 anos (48,8%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (63,1%).Os produtos mais procurados são: televisores, citados por 20,3% dos entrevistados; artigos de vestuário (17,0%); aparelhos de telefonia celular (16,6%); geladeiras e refrigeradores (15,1%); móveis e artigos de decoração (13,8%); e calçados (8,6%).

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Fecomércio/CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo.O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC. O estudo tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

 

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Intenção de compra sobe pelo quarto mês consecutivo

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

13 de junho de 2017

 

O valor médio das compras é estimado em R$ 288,15 e a intenção de compra mostra-se mais elevada para os consumidores do sexo masculino

 

A intenção de compra do consumidor de Fortaleza subiu pelo quarto mês consecutivo, com 37,1% dos entrevistados revelando disposição para o consumo em junho. É o que revela pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), sobre o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza (ICC). Mas apesar do resultado, o ICC apresentou redução de -0,8%, passando de 95,6 pontos, em maio, para 94,9 pontos neste mês.Conforme a pesquisa, o resultado do ICC foi influenciado pela queda de -2,0% no Índice de Situação Presente, que passou de 86,6 pontos, em maio, para 84,9 pontos em junho. O Índice de Situação Futura permaneceu estável (+0,0%), permanecendo em 101,6 pontos.

Expectativa dos consumidores

De acordo com o levantamento do ICC, no perfil daqueles com maior otimismo se destacam os consumidores do gênero masculino (35,7%), do grupo com idade entre 18 e 24 anos (33,8%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (74,1%).A pesquisa também aponta que 47,8% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 68,9% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

Por outro lado, a pesquisa revela que o consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com o ambiente econômico nacional, com 62,1% dos entrevistados descrevendo-o como ruim ou péssimo. Esse sentimento recebe influências da percepção das restrições na oferta de crédito e, principalmente, do sentimento de relativa piora no mercado de trabalho.

Pretensão de compra

Segundo o levantamento, a taxa de pretensão de compras teve crescimento de +1,2 pontos percentuais, passando de 35,9%, em maio, para 37,1% neste mês – o quarto aumento consecutivo desde o início do ano.O valor médio das compras é estimado em R$ 288,15 e a intenção de compra mostra-se mais elevada para os consumidores do sexo masculino (38,7%), mais vigorosa para o grupo com idade entre 18 a 24 anos (47,5%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (54,5%).Os produtos mais procurados são: televisores, citados por 19,7% dos entrevistados; aparelhos de telefonia celular (16,4%); móveis e artigos de decoração (16,1%); artigos de vestuário (14,8%); geladeiras e refrigeradores (12,2%); e calçados (8,2%).

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Fecomércio/CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC. O estudo tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

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Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza apresentou crescimento

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

06 de setembro de 2016

O valor médio das compras é estimado em R$ 288,83 e a intenção de compra mostra-se superior para os homens.

 

Segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza apresentou crescimento de 0,6% em setembro, com relação ao último mês de agosto, passando de 98,5 pontos para 99,1 pontos neste mês. Apesar do indicador permanecer no campo que indica pessimismo por parte do consumidor, o resultado ainda é bem melhor do que o observado no mesmo mês do ano passado (índice de 92,5 pontos), puxando a demanda por bens de consumo semiduráveis. Assim, setembro inicia com promessas de ser melhor do que o ano passado.O resultado do ICC de setembro decorreu da melhora do Índice e Situação Futura, que se elevou 1,0%, atingindo 109,2 pontos; já o Índice de Situação Presente teve leve queda de 0,1%, passando de 84,1 pontos em agosto para 84,0 pontos neste mês.

Pretensão de compra

A taxa de pretensão de compras teve redução de 1,9 pontos percentuais, passando de 39,5%, em agosto, para 37,6% neste mês. Apesar disso, a taxa ainda é melhor do que a verificada no mesmo mês do ano passado, de 36,4%, sugerindo que o início do período denominado “b-r-o-bró” deste ano começa melhor do que em 2015.

O valor médio das compras é estimado em R$ 288,83 e a intenção de compra mostra-se superior para os homens (39,6%), mais vigorosa para os consumidores do grupo com idade entre 18 e 24 anos (49,4%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (56,6%). Os produtos mais procurados são dominados pelos bens de consumo duráveis: Artigos de vestuário, citados por 24,3% dos entrevistados; Televisores (19,9%); Aparelhos de telefonia celular (16,9%); Geladeiras e refrigeradores (14,6%); Móveis e artigos de decoração (14,1%); Calçados (13,9%); e Fogão (9,2%).

 

Expectativa dos consumidores

Nos últimos meses os consumidores têm sentido os efeitos de um ambiente econômico adverso, marcado pelo baixo crescimento, inflação em alta e tendência de aumento do desemprego. Nesse cenário, o consumidor tem sido cuidadoso nas compras, preservando sua capacidade de pagamento para aquilo que considera mais essencial ou aproveitando o calendário de promoções e liquidações.

A expectativa dos consumidores, medida pelo percentual de consumidores que consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis também teve melhora em setembro, passando de 29,4%, em agosto, para 30,1% neste mês. No perfil daqueles com maior otimismo se destacam os consumidores do gênero masculino (32,1%), do grupo com idade entre de 18 e 24 anos (34,3%) e com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (48,5%).

 

O estudo revela ainda, que 49,0% dos consumidores de Fortaleza consideram sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 73,1% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.O consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com a situação econômica nacional, com 55,5% dos entrevistados descrevendo-a como ruim ou péssima. Esse sentimento recebe influências da percepção da inflação, da piora nas condições do crédito e do sentimento de relativa piora no mercado de trabalho.

Saiba mais

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC- Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio, ligado à Fecomércio/CE. Tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

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Gastos com educação elevam endividamento em Fortaleza

Por Oswaldo Scaliotti em Sem categoria

19 de Fevereiro de 2016

Pesquisa ] O desequilíbrio financeiro é a principal justificativa para o não pagamento das dívidas

 

Neste mês de fevereiro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE),  mostra que 73,0% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida.

O resultado veio 0,9 pontos percentuais acima do indicador do último mês de janeiro (72,1%), alcançando o patamar mais elevado desde o início da pesquisa, em 2010, e está relacionado com brusco aumento dos gastos com educação, típico desta época do ano.

A pesquisa também mostra uma leve melhora no indicador de contas em atraso (que passou de 22,3% para 22,2%) e aumento na proporção da renda comprometida com o pagamento de dívidas (que passou de 33,9% para 34,9%), mostrando que o endividamento está apertando o orçamento dos consumidores de Fortaleza.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve redução de 0,1 ponto percentual, indo de 22,3%, em janeiro, para 22,2% neste mês.  Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (22,6% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade acima de 35 anos (23,9%) e do estrato com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (24,1%).

O tempo médio de atraso é de 67 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 55,9% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 33,8%, seguido da contestação da dívida (7,4%).

 

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza, 73,0% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são os cartões de crédito, citados por 83,8% dos entrevistados; o financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 12,0%; os empréstimos pessoais, com 8,1%; e os carnês e crediários (5,9%).

 

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

  • Itens de alimentação (55,5% das respostas);
  • Realização de despesas de educação e saúde (37,2%);
  • Artigos de vestuário (32,0%); e
  • Eletroeletrônicos (27,2%).

 

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.332 e prazo médio de sete meses, comprometendo 34,9% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve aumento de 1,1 pontos percentuais, passando de 7,5%, em janeiro, para 8,6%, neste mês.

A manutenção de um percentual elevado da renda comprometida com o pagamento de dívidas e o aumento do custo de vida contribuem para o crescimento da inadimplência potencial, mas a maioria dos consumidores parece estar conseguindo administrar a qualidade do crédito.

O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (9,7%), com idade acima dos 35 anos (9,7%) e renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (9,9%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 80,2% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 8,6% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 11,2% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 40,1%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 32,6%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 22,7%;
  • Gastos imprevistos, com 16,9%;
  • Redução dos rendimentos, com 12,7%; e
  • Compras antecipadas, com 11,1%.

 

Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local.

Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras oportunidades. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

  • postado por Oswaldo Scaliotti 
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Gastos com educação elevam endividamento em Fortaleza

Por Oswaldo Scaliotti em Sem categoria

19 de Fevereiro de 2016

Pesquisa ] O desequilíbrio financeiro é a principal justificativa para o não pagamento das dívidas

 

Neste mês de fevereiro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE),  mostra que 73,0% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida.

O resultado veio 0,9 pontos percentuais acima do indicador do último mês de janeiro (72,1%), alcançando o patamar mais elevado desde o início da pesquisa, em 2010, e está relacionado com brusco aumento dos gastos com educação, típico desta época do ano.

A pesquisa também mostra uma leve melhora no indicador de contas em atraso (que passou de 22,3% para 22,2%) e aumento na proporção da renda comprometida com o pagamento de dívidas (que passou de 33,9% para 34,9%), mostrando que o endividamento está apertando o orçamento dos consumidores de Fortaleza.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve redução de 0,1 ponto percentual, indo de 22,3%, em janeiro, para 22,2% neste mês.  Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (22,6% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade acima de 35 anos (23,9%) e do estrato com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (24,1%).

O tempo médio de atraso é de 67 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 55,9% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 33,8%, seguido da contestação da dívida (7,4%).

 

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza, 73,0% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são os cartões de crédito, citados por 83,8% dos entrevistados; o financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 12,0%; os empréstimos pessoais, com 8,1%; e os carnês e crediários (5,9%).

 

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

  • Itens de alimentação (55,5% das respostas);
  • Realização de despesas de educação e saúde (37,2%);
  • Artigos de vestuário (32,0%); e
  • Eletroeletrônicos (27,2%).

 

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.332 e prazo médio de sete meses, comprometendo 34,9% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve aumento de 1,1 pontos percentuais, passando de 7,5%, em janeiro, para 8,6%, neste mês.

A manutenção de um percentual elevado da renda comprometida com o pagamento de dívidas e o aumento do custo de vida contribuem para o crescimento da inadimplência potencial, mas a maioria dos consumidores parece estar conseguindo administrar a qualidade do crédito.

O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (9,7%), com idade acima dos 35 anos (9,7%) e renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (9,9%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 80,2% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 8,6% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 11,2% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 40,1%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 32,6%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 22,7%;
  • Gastos imprevistos, com 16,9%;
  • Redução dos rendimentos, com 12,7%; e
  • Compras antecipadas, com 11,1%.

 

Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local.

Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras oportunidades. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

  • postado por Oswaldo Scaliotti