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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

Museu da Fotografia Fortaleza

Museu da Fotografia Fortaleza traz Irmãos Vargas e Martín Chambi

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

30 de Maio de 2019

A mostra “Estúdio de Arte Irmãos Vargas encontra Martín Chambi” é inédita no Brasil

O Museu da Fotografia Fortaleza (MFF) inaugura, próximo dia 1º de junho, uma exposição inédita no Brasil, revelando um encontro histórico entre três dos maiores nomes da fotografia peruana, referência imagética até os dias atuais. Carlos e Miguel Vargas Zaconet e Matín Chambi estarão juntos mais de um século depois dos estudos realizados pelos três com os mestres Max T. Vargas e Emilio Díaz, proprietários de grandes e sofisticados estúdios do início do século XX.

“Estúdio de Arte Irmãos Vargas encontra Martín Chambi” chega a Fortaleza com curadoria de Diógenes Moura e todas as obras compõem a Coleção Paula e Silvio Frota, que reúne o maior acervo da América Latina sobre os Irmãos Vargas. A mostra traz mais de 100 fotografias destes artistas e de suas referências. No sábado, 1º de junho, a partir de 10h, acontece a abertura da exposição com visita mediada, seguida pelo monólogo: “Existência. Imagem. Abandono.”, pelo curador Diógenes Moura.

No fim do século XIX e início do século XX, as cidades de Lima, Cuzco e Arequipa foram responsáveis pelo desenvolvimento artístico do Peru. E este período teve grande significado para a história da fotografia na América Latina, diretamente ligada ao trabalho de Chambi e dos Irmãos Vargas. Foi ainda nos anos 1920 que Arequipa teve um crescimento econômico latente por consequência de altos investimentos em infraestrutura e comércio na região, o que fomentou as exportações de lã e mineração na cidade. Assim, o poder aquisitivo da população aumentou e os estúdios fotográficos multiplicaram-se para atender à nova burguesia. As imagens que estarão expostas foram realizadas entre 1912 e 1941 e são todas em preto e branco. Elas propõem um discurso amoroso onde o registro poético é uma constante, o que torna cada uma delas uma espécie de realidade perfeita, tempo preciso, calmaria. Segundo o curador, Diógenes Moura, “Estúdio de Arte Irmãos Vargas encontra Martín Chambi” a mostra é um tesouro. “Essa exposição é preciosa, como um segredo que aos poucos vai revelando histórias de um povo que viveu no início do século XX. Ver os Irmãos Vargas ao lado de Martín Chambi é quase um ato sagrado, imbuído pelo silêncio e pela elegância de uma época passada, o que nos levará para sempre ao futuro”, explica.

Para a nova exposição temporária do MFF é preparada desde a visita mediada pelo curador e palestra, até moderna tecnologia. Diversas ações para inclusão de acessibilidade já foram realizadas pelo Museu e este material também trará a leitura de QR Code através de dispositivos móveis, para que deficientes visuais possam ouvir conteúdo descritivo acerca das obras.

Irmãos Vargas

Nascidos em 1885 e 1887, respectivamente, na cidade de Arequipa, os irmãos fotógrafos Carlos e Miguel Vargas Zaconet participaram de uma época de ouro da fotografia peruana. Em 1900, ainda no colégio, Carlos e Miguel fabricaram sua primeira máquina fotográfica, o que chamou a atenção do fotógrafo Máximo T. Vargas (apesar do sobrenome, Max não possuía relação familiar com Miguel e Carlos). Os irmãos passaram, então, a trabalhar em seu estúdio de fotografia. Em 1912, os irmãos Vargas abriram seu próprio estúdio em Arequipa, local da primeira exposição com fotografias feitas em papel de nitrato, em 1913. Dois anos depois, conseguiram sua primeira mostra internacional coletiva, em São Francisco, Estados Unidos. Na década de 1920, o estúdio dos irmãos Vargas recebia todos os tipos de artistas: poetas, escritores, dançarinos e atores. Embalados pela expansão e pelas correntes culturais da região (grupo Orkopata, em Puno, e Indigenistas, em Cuzco), Carlos e Miguel transformaram o estúdio em um centro de difusão cultural onde essas personalidades eram fotografadas e participavam de atividades intelectuais como debates, saraus, conferências e recitais. Entretanto, a Grande Depressão de 1929 impactou, também, a economia peruana, o que acabou com parte da ousadia do estúdio. Adaptado à nova realidade, na qual a fotografia deixava progressivamente de ser um serviço de luxo, o espaço se tornou mais moderno, comercial e barato. O “Estúdio de Arte Vargas Hnos” (“Hnos”, uma abreviatura de “hermanos”) fechou em 1958, deixando recordações dos anos de glória da sociedade arequipenha.

 

Martín Chambi

Depois de trabalhar como aprendiz de Max T. Vargas durante nove anos, Chambi montou o próprio estúdio em Sicuani. Seus primeiros cartões-postais foram publicados nesse mesmo ano, 1917. Em 1923, abriu em Cuzco um novo estúdio, fotografando tanto os compatriotas indígenas quanto as figuras importantes da sociedade. A partir daí, fez frequentes viagens pelos Andes, onde capturou imagens impressionantes de ruínas incas, bem como a cor local das paisagens desoladas e seus habitantes. Ele conseguiu mesclar a tradição europeia, próxima da pintura, com os retratos em estúdio. Em suas fotografias de viagem, Chambi lançou um olhar antropológico e simultaneamente terno sobre o lado mais esquecido do país – aquele habitado pelos povos de origem pré-colombiana. O uso da luz natural e seu sentido de composição engrandecem as imagens e os personagens retratados. O olhar do fotógrafo tem uma espécie de frescor pós-colonial, que impõe profundidade, magia e personalidade aos retratos de pessoas, paisagens e monumentos arqueológicos imersos na vastidão solitária dos Andes. Chambi se transformou no fotógrafo símbolo do povo de língua quechua, dando voz à estranha melancolia do homem andino. Muitas das fotografias de Chambi permaneceram desconhecidas até sua morte, em 1973. Algumas delas ainda esperam pesquisas mais aprofundadas para virem à luz.

Sobre Diógenes Moura

É escritor, editor e curador de fotografia independente. Em 2013 realizou a curadoria/edição das mostras “Busca-me”, de Boris Kossoy (Galeria Berenice Arvani) e “A Construção de um Olhar – Fotografia Brasileira no Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo”, no Centro León Jimenes, na República Dominicana. Publicou o livro “São Paulo de Todas as Sombras”, edição que reúne fotografias (Lucia Guanaes/ Marc Dumas) e contos/polaroides urbanas de sua autoria. Entre 1998 e maio de 2013 foi curador de fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo onde realizou exposições, reflexões sobre o pensamento fotográfico e possibilitou o reconhecimento do acervo do museu como um dos mais importantes da América Latina. Foi eleito o Melhor Curador de Fotografia do Brasil pelo Sixpix/Fotosite, em 2009. No ano seguinte recebeu o prêmio APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte de melhor livro de contos/crônicas com “Ficção interrompida – uma caixa de curtas” (Ateliê Editorial). Com o mesmo título foi finalista do Prêmio Jabuti de Literatura 2011. Em 2012 foi curador de mostras importantes como “Andy Warhol – Superfície” (Museu da Imagem e do Som São Paulo), “Interior Profundo – Mestre Júlio Santos” (Pinacoteca do Estado de São Paulo) e “Dos Filhos Desse Solo”, exposição que representou o Brasil no Photoimagem 2012 e que recebeu o grande Prêmio da Crítica pela Associacion Dominicana de Críticos de Arte, INC. Escreveu o livro de crônicas fotográficas “Fulana despedaçou os versos”, que teve lançamento em 2014. Diógenes só entende fotografia vendo-a como literatura.

Sobre o Museu

Inaugurado dia 10 de março de 2017 com a coleção Paula e Silvio Frota, o MFF recebe cerca de 4 mil visitantes por mês, que podem conferir dois andares de acervo fixo, além de mais outro que recebe exposições temporárias. Compreendendo sua função social para além do espaço expositivo, os projetos Museu na Comunidade e Museu no Interior já visitaram diversas comunidades da capital e do interior (Maracanaú, Jericoacoara e Redenção), levando até o público em situação de vulnerabilidade, teoria e prática acerca do mundo da fotografia. Além disso, o equipamento realiza uma série de ações que têm como objetivo a divulgação de novos talentos e a promoção da fotografia contemporânea a partir da realização de cursos e visitas guiadas para a terceira idade e de oficinas e workshops voltados a artistas, estudantes e educadores – resultado, inclusive, da proximidade da instituição junto às Secretarias de Cultura (Secult), de Turismo (Setur) e de Educação do Estado (Seduc), e às Secretarias Municipais da Educação (SME), de Turismo (Setfor) e de Cultura de Fortaleza (Secultfor). O MFF tem também uma equipe de educativo formada pelos alunos dos cursos de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de Fortaleza (Unifor), Pedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Artes Visuais do Instituto Federal do Ceará (IFCE), da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Estácio e Escolas Técnicas do Governo do Estado.

SERVIÇO:

“Estúdio de Arte Irmãos Vargas encontra Martín Chambi”

Data abertura: 01/06 (sábado)

Visita mediada: 10h

Monólogo: 11h30

Censura: Livre

Visitação: Gratuita, de quarta-feira a domingo, de 12h às 17h

Local: Museu da Fotografia Fortaleza

Endereço: Rua Frederico Borges, 545 – Varjota

Mais informações: (85) 3017-3661

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Museu da Fotografia Fortaleza traz Glauco Tavares para lançar seu livro “A Prática da Fotografia de Rua” e ministrar workshop sobre esta temática

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

24 de Maio de 2019

 

O que é sair pelas ruas para fotografar? Ter uma câmera, ou um celular, e seguir fazendo fotografias… Será que podemos reduzir a fotografia de rua a somente isto, sabendo o resultado do trabalho de grandes mestres como Henri Cartier-Bresson, Elliott Erwitt, Garry Winogrand, Robert Doisneau, Vivian Maier e tantos outros? O livro “A Prática da Fotografia de Rua”, de Glauco Tavares, se propõe a contribuir com uma nova visão sobre o tema: tratar esse segmento como uma linha da fotografia que possui estilo, método, técnica, leis, estudo e muita, muita prática. Ao longo das páginas, o leitor navegará por esse universo para saber o que é a fotografia de rua, o que pode ser considerado rua, todas as leis que regem a fotografia de rua, escolhas de equipamentos e temas, como montar um projeto de fotografia de rua, autorretrato ou selfie, como fotografar pessoas nas ruas e muito mais. O lançamento do livro acontece neste sábado, 25, às 10h30, com entrada gratuita. Para se inscrever, basta acessar o site sympla.com.br.

E para quem deseja receber todas essas dicas acerca da fotografia de rua, praticar os ensinamentos e ouvir a opinião de quem é expert no assunto, o MFF também promove o workshop de mesmo nome do livro, ministrado pelo seu escritor. O curso será realizado no domingo, 26, também gratuito e com inscrições pelo sympla.com.br.

Perfil Glauco Tavares

Atuando na fotografia desde 2007, começou pela documental mas como desdobramento foi para a fotografia de rua. Inúmeras exposições individuais e coletivas: FNAC’s, Shopping Ibirapuera, Mosteiro de São Bento, MASS [Museu de Arte Sacra de Santos] dentre outros locais. Ministrou mais de 70 cursos entre fotografia de rua, digital e com celular. Atualmente, se dedica aos projetos de leitura de portfólio, curadoria para livros e exposições, acompanhamento de projetos e organização de acervos fotográficos.

Sobre o Museu

Inaugurado dia 10 de março de 2017 com a coleção Paula e Silvio Frota, o MFF recebe cerca de 4 mil visitantes por mês, que podem conferir dois andares de acervo fixo, além de mais outro que recebe exposições temporárias. Compreendendo sua função social para além do espaço expositivo, os projetos Museu na Comunidade e Museu no Interior já visitaram diversas comunidades da capital e do interior (Maracanaú, Jericoacoara e Redenção), levando até o público em situação de vulnerabilidade, teoria e prática acerca do mundo da fotografia. Além disso, o equipamento realiza uma série de ações que têm como objetivo a divulgação de novos talentos e a promoção da fotografia contemporânea a partir da realização de cursos e visitas guiadas para a terceira idade e de oficinas e workshops voltados a artistas, estudantes e educadores – resultado, inclusive, da proximidade da instituição junto às Secretarias de Cultura (Secult), de Turismo (Setur) e de Educação do Estado (Seduc), e às Secretarias Municipais da Educação (SME), de Turismo (Setfor) e de Cultura de Fortaleza (Secultfor). O MFF tem também uma equipe de educativo formada pelos alunos dos cursos de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de Fortaleza (Unifor), Pedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Artes Visuais do Instituto Federal do Ceará (IFCE), da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Estácio e Escolas Técnicas do Governo do Estado.

SERVIÇO:

Lançamento livro “A Prática da Fotografia de Rua” e workshop

Data lançamento livro: 25/06 (sábado)

Horário: 10h30

Data workshop: 26/06 (domingo)
Horário: 14h às 17h

Local: Museu da Fotografia Fortaleza

Endereço: Rua Frederico Borges, 545 – Varjota

Mais informações: (85) 3017-3661

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Museu da Fotografia Fortaleza abre o DFB Festival 2019 com desfile e exposição “Grandes Olhares”

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

09 de Maio de 2019

 

O evento acontece nesta terça-feira, com a presença do fotógrafo Leo faria fazendo uma intervenção

 

Para marcar o início de mais uma edição do DFB Festival, que completa 20 anos em 2019, o Museu da Fotografia Fortaleza (MFF) apresenta uma performance imperdível, além de uma mostra retratando nuances do mundo da moda.

Na próxima terça-feira, 14, às 20h, será inaugurada a exposição “Grandes Olhares” do MFF + DFB, que reúne cerca de 40 obras sobre moda, de importantes nomes da fotografia, como Eduardo Masini, Evandro Teixeira, Horst P Horst, Leo Faria, Luiz Tripolli, Milton Greene, Otto Stupakoff, Sofia Arlet e William Klein. As imagens são do acervo do MFF, composto pela coleção Paula e Silvio Frota. O conteúdo seguirá disponível para visitação até sábado, dia 18 de maio, durante o horário de funcionamento do Museu.

Além disso, na noite de inauguração da mostra temporária, 10 modelos irão realizar uma performance, com o fotógrafo Leo Faria fazendo uma intervenção. O artista é um dos precursores e maior expoente da fotografia de Street Style no país.

Sobre o Museu

Inaugurado dia 10 de março de 2017 com a coleção Paula e Silvio Frota, o MFF recebe cerca de 4 mil visitantes por mês, que podem conferir dois andares de acervo fixo, além de mais outro que recebe exposições temporárias. Compreendendo sua função social para além do espaço expositivo, os projetos Museu na Comunidade e Museu no Interior já visitaram diversas comunidades da capital e do interior (Maracanaú, Jericoacoara e Redenção), levando até o público em situação de vulnerabilidade, teoria e prática acerca do mundo da fotografia. Além disso, o equipamento realiza uma série de ações que têm como objetivo a divulgação de novos talentos e a promoção da fotografia contemporânea a partir da realização de cursos e visitas guiadas para a terceira idade e de oficinas e workshops voltados a artistas, estudantes e educadores – resultado, inclusive, da proximidade da instituição junto às Secretarias de Cultura (Secult), de Turismo (Setur) e de Educação do Estado (Seduc), e às Secretarias Municipais da Educação (SME), de Turismo (Setfor) e de Cultura de Fortaleza (Secultfor). O MFF tem também uma equipe de educativo formada pelos alunos dos cursos de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de Fortaleza (Unifor), Pedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Artes Visuais do Instituto Federal do Ceará (IFCE), da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Estácio e Escolas Técnicas do Governo do Estado.

Serviço:

Abertura mostra “Grandes Olhares”

Data: 14 de maio (terça-feira)

Horário: 20h

Local: Museu da Fotografia Fortaleza

Endereço: Rua Frederico Borges, 545 – Varjota

Mais informações: (85) 3017-3661

*Evento gratuito, sem necessidade de inscrição prévia.

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Mudanças nas Leis de Incentivo: Seminário discute inovações nos formatos de captação e gestão de recursos de projetos culturais

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

05 de Maio de 2019

Especialista com mais de 25 anos de atuação em projetos de captação de recursos, Fernanda Dearo, apresenta ao mercado cases de sucesso que não dependem apenas das leis de incentivo para garantir sua sobrevivência

“Infelizmente, no Brasil, a maior parte dos projetos culturais e sociais depende 100% de leis como Rouanet e, quando estas mudam, fecha suas portas por falta de recursos”. Esta afirmação é da proprietária da Dearo Marketing São Paulo, Fernanda Dearo, que estará em Fortaleza no próximo dia 21 para participar do I Seminário Cearense de Captação de Recursos para Produtores Culturais, ONGs e Artistas. O evento, que acontecerá no Museu da Fotografia, reunirá, além dela, outras profissionais que atuam no meio para apresentar oportunidades que vão além das leis de incentivo para profissionais e artistas no Ceará. Fernanda Dearo já participou de projetos de impacto nacional como a Fundação Cafu, o Instituto Tomie Ohtake, ações sociais do Restaurant Week, entre outros.

A iniciativa é fruto da união das empresárias Fernanda Dearo, uma das líderes no país na realização de projetos de captação de recursos, da Dearo Marketing São Paulo e Ivina Passos, especialista em Terceiro Setor, produtora cultural, gestora do Instituto CDL e sócia-proprietária da Ato Marketing Cultural. Contará também com a participação de Mônika Vieira, jornalista, gestora de reputação de marcas há duas décadas no mercado cearense e proprietária da Inspira! Comunicação e Marketing e Jailma Rodrigues, especialista em Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social – CEBAS.

“O encontro tem como objetivo promover os temas de forma conceitual e prática, permitindo aos participantes que incluam em seu dia-a-dia hábitos e ensinamentos que facilitem o processo de captação de recursos e patrocínios, mesmo com as mudanças da Nova Lei de Incentivo à Cultura, antiga Lei Rouanet”, analisa Fernanda Dearo. “Queremos provocar um processo de mudança de comportamento, comprovando que produtores, artistas e ONGs podem entender e implantar, de maneira descomplicada, a captação de recursos e que não dependem de uma só fonte”, completa Ivina Passos.

Projetos culturais e sociais, muito além das leis

 “As leis, sem dúvida, permitem que empresas e entidades ampliem sua atuação na comunidade, cumprindo com seu papel social e evidenciando seus valores. Mas hoje existem mecanismos e formas de captação ainda mais inovadoras e efetivas”, analisa Jailma Rodrigues.

“Investir em projetos culturais, sociais e ainda relacionados à saúde e ao esporte é uma das formas mais reconhecidas de engajamento social, causando impacto positivo na sociedade e na sua imagem”, indica Mônika Vieira. “Contudo, não se deve pensar em fazer investimentos nas áreas culturais e sociais apenas pelo retorno de imagem. Ao contrário, isso não é bem visto se a empresa não tiver uma política constante de responsabilidade social com seus outros públicos”, alerta.

Programação do Seminário:

1º Seminário Cearense de CAPTAÇÃO DE RECURSOS para Produtoras Culturais, ONGs e Artistas

Data – 21 de maio

Hora – 9h às 12h30

Local – Museu da Fotografia Fortaleza – Rua Frederico Borges, 745

Inscrições – https://www.sympla.com.br/1-seminario-cearense-de-captacao-de-recursos-para-ongs-produtoras-culturais-e-artistas__514105

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Museu da Fotografia Fortaleza realiza palestra com Ana Carolina Fernandes

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

22 de Março de 2019

A fotógrafa Ana Carolina Fernandes é, desde cedo, apaixonada por fotografia. Depois de estudar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, ingressou no fotojornalismo, tendo trabalhado em alguns dos maiores jornais brasileiros. Hoje, desenvolve projetos autorais documentais com uma visão mais humanista, mas sem deixar de lado o fotojornalismo. Vencedora de vários prêmios, no Brasil e no exterior, Ana Carolina ministrará uma palestra imperdível no Museu, neste sábado, às 14h. A programação é gratuita, basta se inscrever no sympla.com.br.

Alguns dos assuntos abordados serão: filmes, cromos, a era digital na fotografia, a fotografia e as redes sociais, fotojornalismo dentro de redações e independente, segurança nas manifestações, fotodocumentarismo, como trabalhar de forma independente: disciplina logística, equipamentos, escolhas de temas de trabalhos autorais, criatividade artística…

Perfil Ana Carolina Fernandes – nasceu no Rio de Janeiro, em 1963, e desde cedo demonstrou uma paixão pela fotografia, ganhando de sua mãe a primeira câmera, aos 13 anos. Estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e aos 20 anos ingressou no fotojornalismo diário tendo trabalhado em alguns dos maiores jornais brasileiros. Suas maiores referências eram Cartier – Bresson e a agência Magnum e, no Brasil, as fotógrafas Maureen Bisiliat e Claudia Andujar, que faziam longas reportagens pelos grandes sertões brasileiros e tribos indígenas. Outro olhar que encantava a jovem fotógrafa era o de José Medeiros. Acompanhava o trabalho desses fotógrafos nas revistas ‘Realidade’ e ‘O Cruzeiro’. Hoje, desenvolve projetos autorais documentais contando histórias com uma visão sempre humanista mas sem abandonar o fotojornalismo. Faz parte dos fotógrafos da Galeria Oriente no Rio e da DOC Galeria em SP. Fotos no acervo do Museu da Fotografia de Fortaleza e na coleção de Lúcia Almeida Braga Ganhou vários prêmios no Brasil e no exterior e participou em diversos livros e exposições coletivas. Tb vem expondo seus trabalhos individualmente. Colabora com jornais e revistas brasileiros e estrangeiros como a agência Reuters e o The New York Times.

Sobre o Museu

Inaugurado dia 10 de março de 2017 com a coleção Paula e Silvio Frota, o MFF recebe cerca de 4 mil visitantes por mês, que podem conferir dois andares de acervo fixo, além de mais outro que recebe exposições temporárias. Compreendendo sua função social para além do espaço expositivo, os projetos Museu na Comunidade e Museu no Interior já visitaram diversas comunidades da capital e do interior (Maracanaú, Jericoacoara e Redenção), levando até o público em situação de vulnerabilidade, teoria e prática acerca do mundo da fotografia. Além disso, o equipamento realiza uma série de ações que têm como objetivo a divulgação de novos talentos e a promoção da fotografia contemporânea a partir da realização de cursos e visitas guiadas para a terceira idade e de oficinas e workshops voltados a artistas, estudantes e educadores – resultado, inclusive, da proximidade da instituição junto às Secretarias de Cultura (Secult), de Turismo (Setur) e de Educação do Estado (Seduc), e às Secretarias Municipais da Educação (SME), de Turismo (Setfor) e de Cultura de Fortaleza (Secultfor). O MFF tem também uma equipe de educativo formada pelos alunos dos cursos de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de Fortaleza (Unifor), Pedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Artes Visuais do Instituto Federal do Ceará (IFCE), da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Estácio e Escolas Técnicas do Governo do Estado.

Serviço:

Palestra Ana Carolina Fernandes

Data: 23 de março (sábado)

Horário: 14h

Local: Museu da Fotografia Fortaleza

Endereço: Rua Frederico Borges, 545 – Varjota

Inscrições: gratuitas, no site sympla.com.br

Mais informações: (85) 3017-3661

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Museu da Fotografia Fortaleza realiza programação especial em seu aniversário

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

07 de Março de 2019

Dia 10 de março o MFF completa dois anos de funcionamento, com todas as atividades gratuitas

Em março é o aniversário do Museu da Fotografia Fortaleza e nestes dois anos de atividades, o equipamento realiza programação especial durante o domingo (10). O dia já começa agitado com uma edição especial do Cine Foto, projeto que exibe filmes com destaque para a categoria fotografia. Às 10h, o público vai poder assistir ao filme Janela da Alma, que conta a história de dezenove pessoas com diferentes graus de deficiência visual, desde miopia discreta à cegueira total. Será imperdível!

Às 15h, o educativo do MFF realizará uma oficina gratuita de Zine, que é uma ferramenta independente de criar e propagar a arte na qual o indivíduo pode se expressar da maneira que achar melhor. Se feita em coletivo, traz a proposta de que os autores possam conversar entre si sobre o tema. Assim, todos podem produzir sua página em conexão com outros. A inscrição pode ser feita no site sympla.com.br. Também às 15h, outra parte de educativo põe em prática a Oficina Criativa para Celular. Com um smartphone, será ensinado como tirar fotografias divertidas deixando a imaginação correr solta. Junte toda a família e venha se divertir, se inscrevendo no link sympla.com.br.

Às 16h, a fotógrafa Mariana Parente ministrará uma oficina de Fotografia de Retrato. Quem participar vai entender sobre o ato de retratar alguém e aprender como extrair o máximo de espontaneidade de quem está sendo retratado. Em meio à dinâmicas entre os participantes, todos treinarão a aproximação e a forma de se relacionar com quem será fotografado. As inscrições são gratuitas, também no sympla.com.br. No mesmo horário, a diretora teatral, produtora, atriz e contadora de histórias Paula Yemanjá nos convida a mergulhar no universo de Pierre Fatumbi Verger. Num percurso divertido, conheceremos um pouco de sua vida, seus trabalhos e, em especial, sua relação com o Brasil, a África e as religiões afro-brasileiras. Em seguida, às 17h, toda a família poderá acompanhar uma leitura de cordel e uma apresentação musical.

Já o fotógrafo Paulo Czar chega às 18h para a Oficina de Desenho no Museu. A ideia é que os participantes pratiquem o desenho ao mesmo tempo em que serão abordados os conceitos básicos de ilustração de retratos. O artista apresentará um pouco da história dos grandes retratistas. Interessados pode acessar o sympla.com.br.

Sobre o Museu

Inaugurado dia 10 de março de 2017 com a coleção Paula e Silvio Frota, o MFF recebe cerca de 4 mil visitantes por mês, que podem conferir dois andares de acervo fixo, além de mais outro que recebe exposições temporárias. Compreendendo sua função social para além do espaço expositivo, os projetos Museu na Comunidade e Museu no Interior já visitaram diversas comunidades da capital e do interior (Maracanaú, Jericoacoara e Redenção), levando até o público em situação de vulnerabilidade, teoria e prática acerca do mundo da fotografia. Além disso, o equipamento realiza uma série de ações que têm como objetivo a divulgação de novos talentos e a promoção da fotografia contemporânea a partir da realização de cursos e visitas guiadas para a terceira idade e de oficinas e workshops voltados a artistas, estudantes e educadores – resultado, inclusive, da proximidade da instituição junto às Secretarias de Cultura (Secult), de Turismo (Setur) e de Educação do Estado (Seduc), e às Secretarias Municipais da Educação (SME), de Turismo (Setfor) e de Cultura de Fortaleza (Secultfor). O MFF tem também uma equipe de educativo formada pelos alunos dos cursos de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de Fortaleza (Unifor), Pedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Artes Visuais do Instituto Federal do Ceará (IFCE), da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Estácio e Escolas Técnicas do Governo do Estado.

Serviço:

Aniversário de 2 anos do Museu da Fotografia

Data: 10 de março (domingo)

Horário: A partir de 10h

Local: Museu da Fotografia Fortaleza

Endereço: Rua Frederico Borges, 545 – Varjota

Inscrições: gratuitas, no site sympla.com.br

Mais informações: (85) 3017-3661

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Museu da Fotografia Fortaleza inaugura exposição externa, em parceria com o Tribunal de Justiça do Ceará, marcando a posse dos novos dirigentes do TJCE

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

30 de Janeiro de 2019

O acervo faz referência ao passado da capital cearense

A mostra “Fortaleza Antiga” é inaugurada nesta quinta-feira (31), no Pleno do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), firmando uma parceria com o Museu da Fotografia Fortaleza. Na ocasião, tomam posse os novos gestores do Poder Judiciário cearense para o biênio 2019/2021. O MFF realiza a exposição com 117 imagens distribuídas em 72 quadros com obras que referenciam anos passados de Fortaleza.

As fotografias faziam parte do acervo do historiador cearense Nirez e hoje integram a Coleção Paula e Silvio Frota, do acervo do Museu da Fotografia Fortaleza. A mostra ficará disponível para visitação gratuita até próximo 28 de fevereiro.

A solenidade de posse, que será conduzida pelo atual presidente do Tribunal, desembargador Gladyson Pontes, ocorrerá no auditório Bernardo Machado da Costa Dória, no 1º andar do Palácio da Justiça, bairro Cambeba, em Fortaleza.

O desembargador Washington Luis Bezerra de Araújo assumirá a Presidência do TJCE ao lado da desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira (vice-presidente) e do desembargador Teodoro Silva Santos (corregedor-geral da Justiça). Os gestores foram eleitos pelo Pleno do Tribunal de Justiça em 27 de setembro de 2018.

Sobre o Museu

Inaugurado dia 10 de março de 2017 com a coleção Paula e Silvio Frota, o MFF recebe cerca de 4 mil visitantes por mês, que podem conferir dois andares de acervo fixo, além de mais outro que recebe exposições temporárias. Compreendendo sua função social para além do espaço expositivo, os projetos Museu na Comunidade e Museu no Interior já visitaram diversas comunidades da capital e do interior (Maracanaú, Jericoacoara e Redenção), levando até o público em situação de vulnerabilidade, teoria e prática acerca do mundo da fotografia. Além disso, o equipamento realiza uma série de ações que têm como objetivo a divulgação de novos talentos e a promoção da fotografia contemporânea a partir da realização de cursos e visitas guiadas para a terceira idade e de oficinas e workshops voltados a artistas, estudantes e educadores – resultado, inclusive, da proximidade da instituição junto às Secretarias de Cultura (Secult), de Turismo (Setur) e de Educação do Estado (Seduc), e às Secretarias Municipais da Educação (SME), de Turismo (Setfor) e de Cultura de Fortaleza (Secultfor). O MFF tem também uma equipe de educativo formada pelos alunos dos cursos de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de Fortaleza (Unifor), Pedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Artes Visuais do Instituto Federal do Ceará (IFCE), da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Estácio e Escolas Técnicas do Governo do Estado.

SERVIÇO:

Inauguração mostra “Fortaleza Antiga” e Posse dos novos dirigentes do TJCE

Data: 31 de janeiro de 2019, às 16H

Local: Pleno do TJCE (1º andar do Palácio da Justiça).

Endereço: Avenida General Afonso Albuquerque Lima, s/n, bairro Cambeba, Fortaleza.

Visitação “Fortaleza Antiga”: 31/01/2019 a 28/02/2019

Telefone: (85) 3207 7000

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MFF traz Pierre Verger a Fortaleza

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

07 de Janeiro de 2019

A mostra “Orixás” contará com recurso de acessibilidade a deficientes visuais

O Museu da Fotografia Fortaleza inaugura, próximo dia 12 de janeiro, a segunda exposição de Pierre Verger na capital, 14 anos depois da primeira. “Orixás” chega a Fortaleza como parte de ações comemorativas em homenagem aos 30 anos da Fundação Pierre Verger, que funciona na mesma casa em que Pierre Fatumbi Verger viveu durante anos, na Ladeira da Vila América, em Salvador. Com curadoria de Alex Baradel, responsável pelo acervo fotográfico da Fundação, a mostra traz 65 obras do artista autodidata que dedicou grande parte de seu trabalho aos Deuses africanos trazidos para o Novo Mundo através do tráfico de negros escravizados e que se espalharam pelo Brasil, notadamente no estado da Bahia. Sábado (12), a partir de 10h, acontece a abertura da exposição com visita mediada, além da fala de Dona Cici, parte do patrimônio vivo da Fundação Pierre Verger, explicando a cultura do Candomblé e contando histórias da sua relação com o artista. Às 14h, teremos palestra do curador Alex Baradel e o lançamento da nova edição do livro Orixás, Deuses Iorubás na África e no Novo Mundo.

Orixás são os deuses africanos cultuados no candomblé, religião afro-brasileira cujas matrizes provêm de diversas regiões do continente africano e que chegou à Bahia durante o período do século XVII ao século XIX. Pierre Fatumbi Verger focou o seu trabalho especificamente no candomblé Nagô-Ketu, forma de culto que tem a sua origem nos países do Golfo do Benim. Ele realizou inúmeras viagens entre a Bahia e essa região, nos anos de 1948 a 1978, tornando-se um importante mensageiro entre esses dois mundos. O artista foi um dos primeiros autores a destacar as influências culturais e religiosas recíprocas, tanto a das tradições africanas na Bahia, notadamente através do candomblé, quanto as da Bahia na África, por meio do retorno de brasileiros afrodescendentes, livres da escravização que, ao regressarem à sua terra, levaram consigo conhecimentos em diversas áreas como o urbanismo, com a arquitetura, e as culturais, com o Bumba Meu Boi, a Festa do Bonfim entre outras. Segundo o curador, Alex Baradel, “Orixás” é uma obra-chave. “Até hoje, a obra de Verger constitui-se em uma inigualável fonte de informações sobre os cultos afro-brasileiros e revela elementos sobre as suas raízes africanas. O livro traz os conhecimentos do Fatumbi que, nesse contexto religioso, sabia o que fotografar, como fotografar e como apresentar, ou não, as imagens produzidas. Traz também a poesia e a criatividade plástica do Pierre Verger, um autodidata que rejeitou o modo de vida no qual ele foi educado, para ir ao encontro de outras formas de viver e de pensar, nos cincos continentes, associando viagem, encontro e fotografia, criando assim uma obra visual singular que ainda está sendo descoberta. Essa exposição e a fotografia do Fatumbi, de forma mais geral, vivem nesse lugar onde a imagem flutua entre o informativo e o poético, oferecendo, além da descoberta de uma religião e das suas raízes, uma viagem a um mundo onírico”, explica.

Verger revelou para o mundo a cultura e a religiosidade afro-brasileira do candomblé. A mostra inaugurada no Museu da Fotografia Fortaleza destaca as cerimônias, as características de cada orixá, além do descritivo dos arquétipos da personalidade de devotos dos respectivos orixás. Para a nova exposição temporária do MFF é preparada desde a clássica contação de histórias, com Dona Cici, até moderna tecnologia. Diversas ações para inclusão de acessibilidade já foram realizadas pelo Museu e a novidade deste material é a leitura de QR Code através de dispositivos móveis, para que deficientes visuais possam ouvir conteúdo descritivo acerca das obras.

Perfil Pierre Verger – Pierre Edouard Léopold Verger (1902-1996) foi um fotógrafo, etnólogo, antropólogo e pesquisador francês que viveu grande parte da sua vida na cidade de Salvador, capital do estado da Bahia, no Brasil. Ele realizou um trabalho fotográfico de grande importância, baseado no cotidiano e nas culturas populares dos cinco continentes. Além disto, produziu uma obra escrita de referência sobre as culturas afro-baiana e diaspóricas, voltando seu olhar de pesquisador para os aspectos religiosos do candomblé e tornando-os seu principal foco de interesse. Desembarcou na Bahia, em 1946, enquanto a Europa vivia o pós-guerra e Salvador era tudo tranquilidade. Logo foi seduzido pela hospitalidade e riqueza cultural que encontrou na cidade e acabou ficando. Como fazia em todos os lugares onde esteve, preferia a companhia do povo e dos lugares mais simples. Os negros, em imensa maioria na cidade, monopolizavam a sua atenção. Além de personagens das suas fotos, tornaram-se seus amigos, cujas vidas Verger foi buscando conhecer com detalhes. Quando descobriu o candomblé, acreditou ter encontrado a fonte da vitalidade do povo baiano e se tornou um estudioso do culto aos orixás. Esse interesse pela religiosidade de origem africana lhe rendeu uma bolsa para estudar rituais na África, para onde partiu em 1948. Foi na África que Verger viveu o seu renascimento, recebendo o nome de Fatumbi, “nascido de novo graças ao Ifá”, em 1953. A intimidade com a religião, que tinha começado na Bahia, facilitou o seu contato com sacerdotes e autoridades e ele acabou sendo iniciado como babalaô – um adivinho através do jogo do Ifá, com acesso às tradições orais dos iorubás. Além da iniciação religiosa, Verger começou nessa mesma época um novo ofício, o de pesquisador. O Instituto Francês da África Negra (IFAN) não se contentou com os dois mil negativos apresentados como resultado da sua pesquisa fotográfica e solicitou que ele escrevesse sobre o que tinha visto. A contragosto, Verger obedeceu. Depois, acabou se encantando com o universo da pesquisa e não parou nunca mais. Apesar de ter se fixado na Bahia, Verger nunca perdeu seu espírito nômade. A história, os costumes e, principalmente, a religião praticada pelos povos iorubás e seus descendentes, na África Ocidental e na Bahia, passaram a ser os temas centrais de suas pesquisas e sua obra. Ele passou a viver como um mensageiro entre esses dois lugares: transportando informações, mensagens, objetos e presentes. Como colaborador e pesquisador visitante de várias universidades, conseguiu ir transformando suas pesquisas em artigos, comunicações e livros. Em 1960, comprou a casa da Vila América. No final dos anos 70, ele parou de fotografar e fez suas últimas viagens de pesquisa à África.

Sobre o Museu

Inaugurado dia 10 de março de 2017 com a coleção Paula e Silvio Frota, o MFF recebe cerca de 4 mil visitantes por mês, que podem conferir dois andares de acervo fixo, além de mais outro que recebe exposições temporárias. Compreendendo sua função social para além do espaço expositivo, os projetos Museu na Comunidade e Museu no Interior já visitaram diversas comunidades da capital e do interior (Maracanaú, Jericoacoara e Redenção), levando até o público em situação de vulnerabilidade, teoria e prática acerca do mundo da fotografia. Além disso, o equipamento realiza uma série de ações que têm como objetivo a divulgação de novos talentos e a promoção da fotografia contemporânea a partir da realização de cursos e visitas guiadas para a terceira idade e de oficinas e workshops voltados a artistas, estudantes e educadores – resultado, inclusive, da proximidade da instituição junto às Secretarias de Cultura (Secult), de Turismo (Setur) e de Educação do Estado (Seduc), e às Secretarias Municipais da Educação (SME), de Turismo (Setfor) e de Cultura de Fortaleza (Secultfor). O MFF tem também uma equipe de educativo formada pelos alunos dos cursos de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de Fortaleza (Unifor), Pedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Artes Visuais do Instituto Federal do Ceará (IFCE), da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Estácio e Escolas Técnicas do Governo do Estado.

SERVIÇO:

“Orixás”

Data abertura: 12/01 (sábado)

Visita mediada: 10h

Palestra: 14h

Censura: Livre

Visitação: Gratuita, de quarta-feira a domingo, de 12h às 17h

Local: Museu da Fotografia Fortaleza

Endereço: Rua Frederico Borges, 545 – Varjota

Mais informações: (85) 3017-3661

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Museu da Fotografia Fortaleza realiza nova edição da mostra “Museu na Comunidade”

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

11 de dezembro de 2018

 

A mostra traz fotografias “pinhole” produzidas por jovens de quatro comunidades da capital

 

Educação como processo de transformação social. Esse é o lema do projeto Museu na Comunidade, realizado pelo Museu da Fotografia Fortaleza (MFF), que promove ações educativas fora da estrutura física do equipamento. Jovens entre 6 e 16 anos de idade, de comunidades na Grande Messejana, Serviluz, Vicente Pinzón e Passaré, semanalmente participam de oficinas e capacitações onde aprendem as técnicas de fotografia artesanal com a equipe do educativo do MFF. No início do projeto, eram atendidas cerca de 200 crianças por semana, membros das associações de moradores das comunidades, e no segundo ano de atividades já são atendidas mais de 960 crianças por semana, pois o projeto entrou nas grades curriculares das escolas municipais, como disciplina extra curricular, graças a um diálogo próximo à Secretaria Municipal de Educação (SME).

Em virtude da ampliação do programa, agora há uma equipe exclusiva do MFF para atender o Museu na Comunidade. Ao fim de cada ano, é realizada uma mostra que expõe as obras produzidas pelos jovens atendidos no projeto e, a partir do dia 14 de dezembro, poderemos acompanhar a segunda exposição produzida por eles. O resultado do trabalho é uma acervo com imagens feitas em pinhole, técnica artesanal desenvolvida em dispositivos que não utilizam lentes, que dialogam com a imaginação e criatividade infantil, demonstrando que para o crescimento cultural delas basta incentivo. A curadoria é de Eduardo Queiroz, coordenador do projeto Museu na Comunidade, além de Fernanda Oliveira e outros membros do MFF. É a possibilidade de desenvolver, através da arte, áreas do conhecimento que são menos contempladas nas disciplinas tradicionais, estudadas nas escolas.

Sobre o Museu

Inaugurado em 10 de março de 2017 com a coleção Paula e Silvio Frota, o MFF recebe cerca de 3 mil visitantes por mês, que podem conferir dois andares de acervo fixo, além de outro que recebe exposições temporárias. Compreendendo sua função social para além do espaço expositivo, os projetos Museu na Comunidade e Museu no Interior já visitaram diversas comunidades da capital e do interior (Maracanaú, Jericoacoara e Redenção), levando até o público em situação de vulnerabilidade, teoria e prática acerca do mundo da fotografia. Além disso, o equipamento realiza uma série de ações que têm como objetivo a divulgação de novos talentos e a promoção da fotografia contemporânea a partir da realização de cursos e visitas guiadas para a terceira idade e de oficinas e workshops voltados a artistas, estudantes e educadores – resultado, inclusive, da proximidade da instituição junto às Secretarias de Cultura (Secult), de Turismo (Setur) e de Educação do Estado (Seduc), e às Secretarias Municipais da Educação (SME), de Turismo (Setfor) e de Cultura de Fortaleza (Secultfor). O MFF tem também uma equipe de monitoria formada pelos alunos dos cursos de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de Fortaleza (Unifor), Pedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Artes Visuais do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e do curso de Fotografia do Porto Iracema das Artes.

Serviço:

Exposição Museu na Comunidade

Abertura: 14/11

Horário: 14h

Local: Museu da Fotografia Fortaleza

Endereço: Rua Frederico Borges, 545 – Varjota

Visitação: Gratuita, de quarta-feira a domingo, de 12h às 17h

Mais informações: (85) 3017-3661

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Museu da Fotografia Fortaleza traz Thiago Braga para Oficina Fotografia de Gastronomia

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

21 de novembro de 2018

Neste domingo, 25 de novembro, o professor Thiago Braga voltará ao Museu para mais uma oficina, desta vez inédita no equipamento, a de Fotografia Gastronômica. As aulas serão divididas entre aulas expositivas, com exercícios em sala, e aulas externas, de prática fotográfica. O objetivo é apresentar os conceitos que definem a fotografia de gastronomia como tal, suas características e técnicas, assim como um breve histórico através da produção de grandes mestres da área.

Os participantes só precisam ter noções básicas de fotometria e uso o equipamento, além de dominar o manuseio de exposição, velocidade e ISO. A oficina pode ser feita com qualquer tipo de dispositivo fotográfico e podem participar chefs de cozinha, donos de restaurantes e interessados em fotografia, de modo geral. No total, serão 6 horas de curso, sendo 03 horas em sala de aula e 03 em aula de campo. Ao fim das atividades os alunos estarão aptos a conceituar a fotografia de gastronomia, assim como sua prática e área de atuação.

Conteúdo programático:

Aula 01 – Teórico/prático (03 horas/aula)

– Breve histórico da história da fotografia de gastronomia, através da produção de importantes fotógrafos.

– Composição para gastronomia e food stylist.

Aula 02 – Teórico/prático (01 hora/aula)

– Aula de campo (a se decidir o local).

Perfil Thiago Braga – Professor e fotógrafo, formado em filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e mestre em comunicação pela Universidade Federal do Ceará (UFC), onde desenvolveu pesquisas sobre estética fotográfica e filosofia da fotografia. Diretor de pesquisa e intercâmbio do Instituto da Fotografia (Ifoto), lecionou no Porto Iracema das Artes, hoje trabalha na Travessa da Imagem e ministra oficina no Museu da Fotografia de Fortaleza.

Sobe o Museu

Inaugurado em 10 de março de 2017 com a coleção Paula e Silvio Frota, o MFF recebe cerca de 3 mil visitantes por mês, que podem conferir dois andares de acervo fixo, além de outro que recebe exposições temporárias. Compreendendo sua função social para além do espaço expositivo, os projetos Museu na Comunidade e Museu no Interior já visitaram diversas comunidades da capital e do interior (Maracanaú, Jericoacoara e Redenção), levando até o público em situação de vulnerabilidade, teoria e prática acerca do mundo da fotografia. Além disso, o equipamento realiza uma série de ações que têm como objetivo a divulgação de novos talentos e a promoção da fotografia contemporânea a partir da realização de cursos e visitas guiadas para a terceira idade e de oficinas e workshops voltados a artistas, estudantes e educadores – resultado, inclusive, da proximidade da instituição junto às Secretarias de Cultura (Secult), de Turismo (Setur) e de Educação do Estado (Seduc), e às Secretarias Municipais da Educação (SME), de Turismo (Setfor) e de Cultura de Fortaleza (Secultfor). O MFF tem também uma equipe de monitoria formada pelos alunos dos cursos de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de Fortaleza (Unifor), Pedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Artes Visuais do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e do curso de Fotografia do Porto Iracema das Artes.

Serviço:

Oficina Fotografia de Gastronomia

Data: 25 de novembro

Horário: 9h às 12h e 14h às 17h

Local de realização do curso e concentração para aula de campo: MFF

Endereço: Rua Frederico Borges, 545 – Varjota

Inscrições: R$60,00 (somente em espécie, presenciais, no Museu)

Pré-inscrições: inscricao@museudafotografia.com.br

Mais informações: (85) 3017-3661

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Museu da Fotografia Fortaleza traz Thiago Braga para Oficina Fotografia de Gastronomia

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

21 de novembro de 2018

Neste domingo, 25 de novembro, o professor Thiago Braga voltará ao Museu para mais uma oficina, desta vez inédita no equipamento, a de Fotografia Gastronômica. As aulas serão divididas entre aulas expositivas, com exercícios em sala, e aulas externas, de prática fotográfica. O objetivo é apresentar os conceitos que definem a fotografia de gastronomia como tal, suas características e técnicas, assim como um breve histórico através da produção de grandes mestres da área.

Os participantes só precisam ter noções básicas de fotometria e uso o equipamento, além de dominar o manuseio de exposição, velocidade e ISO. A oficina pode ser feita com qualquer tipo de dispositivo fotográfico e podem participar chefs de cozinha, donos de restaurantes e interessados em fotografia, de modo geral. No total, serão 6 horas de curso, sendo 03 horas em sala de aula e 03 em aula de campo. Ao fim das atividades os alunos estarão aptos a conceituar a fotografia de gastronomia, assim como sua prática e área de atuação.

Conteúdo programático:

Aula 01 – Teórico/prático (03 horas/aula)

– Breve histórico da história da fotografia de gastronomia, através da produção de importantes fotógrafos.

– Composição para gastronomia e food stylist.

Aula 02 – Teórico/prático (01 hora/aula)

– Aula de campo (a se decidir o local).

Perfil Thiago Braga – Professor e fotógrafo, formado em filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e mestre em comunicação pela Universidade Federal do Ceará (UFC), onde desenvolveu pesquisas sobre estética fotográfica e filosofia da fotografia. Diretor de pesquisa e intercâmbio do Instituto da Fotografia (Ifoto), lecionou no Porto Iracema das Artes, hoje trabalha na Travessa da Imagem e ministra oficina no Museu da Fotografia de Fortaleza.

Sobe o Museu

Inaugurado em 10 de março de 2017 com a coleção Paula e Silvio Frota, o MFF recebe cerca de 3 mil visitantes por mês, que podem conferir dois andares de acervo fixo, além de outro que recebe exposições temporárias. Compreendendo sua função social para além do espaço expositivo, os projetos Museu na Comunidade e Museu no Interior já visitaram diversas comunidades da capital e do interior (Maracanaú, Jericoacoara e Redenção), levando até o público em situação de vulnerabilidade, teoria e prática acerca do mundo da fotografia. Além disso, o equipamento realiza uma série de ações que têm como objetivo a divulgação de novos talentos e a promoção da fotografia contemporânea a partir da realização de cursos e visitas guiadas para a terceira idade e de oficinas e workshops voltados a artistas, estudantes e educadores – resultado, inclusive, da proximidade da instituição junto às Secretarias de Cultura (Secult), de Turismo (Setur) e de Educação do Estado (Seduc), e às Secretarias Municipais da Educação (SME), de Turismo (Setfor) e de Cultura de Fortaleza (Secultfor). O MFF tem também uma equipe de monitoria formada pelos alunos dos cursos de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de Fortaleza (Unifor), Pedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Artes Visuais do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e do curso de Fotografia do Porto Iracema das Artes.

Serviço:

Oficina Fotografia de Gastronomia

Data: 25 de novembro

Horário: 9h às 12h e 14h às 17h

Local de realização do curso e concentração para aula de campo: MFF

Endereço: Rua Frederico Borges, 545 – Varjota

Inscrições: R$60,00 (somente em espécie, presenciais, no Museu)

Pré-inscrições: inscricao@museudafotografia.com.br

Mais informações: (85) 3017-3661