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por Oswaldo Scaliotti

Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza

Dois em cada três consumidores de Fortaleza possuem dívidas

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

18 de Abril de 2017

O tempo médio de atraso é de 64 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro

 

Neste mês de abril, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), revela que 66,7% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio +3,7 pontos percentuais acima do indicador do último mês de março (63,0%), sendo a taxa mais elevada deste ano.

 

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve queda de -0,9 pontos percentuais, passando de 23,0%, em março, para 22,1% neste mês. Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (23,2% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade superior a 25 anos (23,3%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (23,9%).

 

O tempo médio de atraso é de 64 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 64,6% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 32,2%, seguido da contestação da dívida (10,4%).

 

Comprometimento da renda

Em Fortaleza 66,7% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são:

cartões de crédito, citados por 82,0% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 13,1%;carnês e crediário, com 9,0%; e empréstimos pessoais, com 8,6%.

 

O consumidor utilizou o crédito para:

  • Consumo de itens de alimentação (57,3% das respostas);
  • Realização de despesas de educação e saúde (37,3%);
  • Aquisição de eletroeletrônicos (35,8%); e
  • Compra de artigos de vestuário (32,7%).

 

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve redução de -1,5 pontos percentuais, passando de 10,2%, em março, para 8,7%, neste mês. Esse resultado é superior à taxa de abril do ano passado (8,0%), mas inferior à média dos últimos doze meses (9,5%), indicando uma acomodação do indicador.

 

O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (inadimplência potencial de 9,0%), com idade acima de 35 anos (10,3%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (9,7%).

 

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 75,3% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 13,8% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 10,9% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

 

Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

 

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 35,2%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 28,8%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 25,2%;
  • Compras antecipadas, com 20,7%;
  • Redução dos rendimentos, com 15,6%; e
  • Desemprego, com 14,1%.

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

 

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Um em cada dez consumidores de Fortaleza não conseguem pagar suas dívidas

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

16 de Março de 2017

O tempo médio de atraso é de 68 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro

 

Neste mês de março, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), revela que 63,0% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio +1,6 ponto percentual acima do indicador do último mês de fevereiro (61,4%), resultado acompanhado de uma leve piora nos indicadores qualitativos do crédito, em especial da taxa de inadimplência potencial, que alcançou 10,2%.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve crescimento de +1,7 ponto percentual, passando de 21,3%, em fevereiro, para 23,0% neste mês. Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (25,4% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade superior a 35 anos (23,9%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (24,8%).

 

O tempo médio de atraso é de 68 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 65,1% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 30,2%, seguido da contestação da dívida (9,4%).

 

Comprometimento da renda

Em Fortaleza 63,0% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 80,2% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 13,4%; empréstimos pessoais, com 6,9% e carnês e crediário, com 6,3%;

 

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

  • Itens de alimentação (54,9% das respostas);
  • Realização de despesas de educação e saúde (37,5%);
  • Aquisição de eletroeletrônicos (33,9%); e
  • Compra de artigos de vestuário (41,1%).

 

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.358, com prazo médio de sete meses, comprometendo 36,0% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve aumento de +0,5 pontos percentuais, passando de 9,7%, em fevereiro, para 10,2%, neste mês. Essa taxa está acima da média dos últimos doze meses (9,6%), mas abaixo do verificado no mesmo mês do ano passado (9,3%).

 

O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (inadimplência potencial de 12,0%), com idade acima de 35 anos (12,4%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (11,1%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 75,3% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 13,8% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 10,9% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

 

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

 

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 35,2%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 28,8%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 25,2%;
  • Compras antecipadas, com 20,7%;
  • Redução dos rendimentos, com 15,6%; e
  • Desemprego, com 14,1%.

 

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

 

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Inadimplência é a mais baixa do ano

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

16 de dezembro de 2016

A taxa está se ajustando após atingir, em novembro, o patamar mais elevado da série histórica iniciada em 2010

 

Neste mês de dezembro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), revela 70,1% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio 6,3 pontos percentuais acima do indicador do último mês de novembro (63,8%), mas, apesar desse aumento, a inadimplência caiu 2,0 pontos percentuais e atingiu o melhor resultado do ano (7,2%).

 

O consumidor mostrou dificuldades para o gerenciamento das dívidas ao longo do ano, pressionado pela crise econômica e pela inflação que corroeu parte do poder de compra de sua renda. Assim, o percentual da renda comprometido com o pagamento de dívidas avançou 0,4 pontos percentuais no mês, fechando o ano com 37,2% da renda familiar dedicada ao pagamento de dívidas – resultado superior à média anual do indicador, de 36,2%.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve crescimento de 1,7 ponto percentual, passando de 21,0%, em novembro, para 22,7% neste mês.  Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (23,5% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (29,4%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (24,5%).

 

O tempo médio de atraso é de 65 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 63,7% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 28,3%, seguido da contestação da dívida (8,2%).

 

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza 70,1% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 76,1% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,3%;carnês e crediário, com 10,8%; e empréstimos pessoais, com 8,0%.

 

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

  • Itens de alimentação (53,1% das respostas);
  • Artigos de vestuário (39,8%);
  • Eletroeletrônicos (33,6%); e
  • Realização de despesas de educação e saúde (25,6%).

 

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.349, com prazo médio de sete meses, comprometendo 37,2% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento – nível considerado excessivamente elevado.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve redução de 2,0 pontos percentuais, passando de 9,2%, em novembro, para 7,2%, neste mês – o melhor resultado deste ano.A taxa está se ajustando após atingir, em novembro, o patamar mais elevado da série histórica iniciada em 2010, quando a atual metodologia passou a ser adotada pelo IPDC. O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo masculino (inadimplência potencial de 7,8%), com idade acima de 35 anos (8,0%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (7,5%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 78,9% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 8,8% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 12,3% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

 

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se: A falta de orçamento e controle dos gastos, com 33,3%; as compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 28,8%; gastos imprevistos, com 18,4%; o aumento dos gastos considerados essenciais, com 16,3%;compras antecipadas, com 15,8%; facilidade e oferta de crédito, com 9,2%; e desemprego, com 9,1%.

 

Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras oportunidades. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

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Endividamento sobe, mas qualidade do crédito melhora

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

19 de Janeiro de 2016

Neste mês de Janeiro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE),  mostra que 72,1% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O resultado veio 1,5 pontos percentuais acima do indicador do último mês de dezembro (70,6%), confirmando um aumento do endividamento.

A pesquisa, entretanto, também mostra uma melhoria nos indicadores de contas em atraso (22,3%) e queda na proporção da renda comprometida com o pagamento de dívidas (33,9%), indicadores da melhoria da qualidade do crédito.

 

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve redução de 0,3 pontos percentuais, indo de 22,6%, em dezembro, para 22,3% neste mês.  Os problemas financeiros afetam mais os homens (22,4% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 18 e 24 anos (24,1%) e do estrato com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (23,1%).

O tempo médio de atraso é de 73 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 63,7% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento, por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 28,3%, seguido da contestação da dívida (8,2%).

 

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza, 72,1% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: (a) cartões de crédito, citados por 76,1% dos entrevistados; (b) o financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,3%; (c) os carnês e crediários (10,8%); e (d) os empréstimos pessoais, com 8,0%.

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

  • Itens de alimentação (53,1% das respostas);
  • Artigos de vestuário (39,8%);
  • Eletroeletrônicos (33,6%); e
  • Realização de despesas de educação e saúde (25,6%).

O consumidor vem apresentando dificuldades no gerenciamento de suas dívidas desde o final de 2014, quando os estímulos ao consumo foram reduzidos. Além disso, o peso dos itens de alimentação nas contas a prazo indica dificuldades no controle do orçamento doméstico, nos últimos meses.

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.340 e prazo médio de sete meses, comprometendo 33,9% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve aumento de 0,7 pontos percentuais, passando de 6,8%, em dezembro, para 7,5%, neste mês.

A manutenção de um percentual elevado da renda comprometida com o pagamento de dívidas e o aumento do custo de vida contribui para o crescimento da inadimplência potencial, mas a maioria dos consumidores parece estar conseguindo administrar a qualidade do crédito.

O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (8,4%), com idade acima dos 35 anos (8,8%) e renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (7,8%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 78,9% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 8,8% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 12,3% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

 

  • A falta de orçamento e controle dos gastos, com 33,3%;
  • As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 28,8%;
  • Gastos imprevistos, com 18,4%;
  • O aumento dos gastos considerados essenciais, com 16,3%;
  • Compras antecipadas, com 15,8%; e
  • Facilidade do crédito para compras a prazo, com 9,2%.

 

 

Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local.

Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras oportunidades. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Cai proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

15 de setembro de 2015

Neste mês de setembro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE),  mostra que 70,1% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O resultado mostra crescimento de 0,7 pontos percentuais com relação ao último mês de agosto, quando o índice alcançou 69,4%.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve queda de 0,1 ponto percentual, indo de 21,6%, em agosto, para 21,5% neste mês. A tendência de crescimento se mantém apesar do resultado ser muito melhor que o apresentado no último mês de maio, de 25,0% – máxima desse indicador desde que a pesquisa foi iniciada.

Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (23,8% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (27,3%) e com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (22,9%).

O tempo médio de atraso é de 67 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 61,4% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 29,9%, seguido da contestação da dívida (6,8%).

 

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza 70,1% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: (a) cartões de crédito, citados por 81,7% dos entrevistados; (b) o financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,8%; (c) os empréstimos pessoais, com 8,9%; e (d) os carnês e crediários (7,1%).

 

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

−       Itens de alimentação (50,3% das respostas);

−       Artigos de vestuário (38,1%);

−       Eletroeletrônicos (33,7%); e

−       Realização de despesas de educação e saúde (29,4%).

 

O consumidor vem apresentando dificuldades no gerenciamento de suas dívidas desde o final do ano passado. Além disso, o peso dos itens de alimentação nas contas a prazo indica dificuldades no controle do orçamento doméstico nos últimos meses.

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.314 e prazo médio de sete meses, comprometendo 31,0% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve aumento de 2,3 pontos percentuais, passando de 7,4%, em agosto, para 9,7%, neste mês – atingindo a taxa mais elevada dos últimos cinco anos.

A manutenção de um percentual elevado da renda comprometida com o pagamento de dívidas e o aumento do custo de vida contribuem para o crescimento da inadimplência potencial, mas a maioria dos consumidores parece estar conseguindo administrar a qualidade do crédito. O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (11,9%), com idade entre 25 e 34 anos (11,3%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (10,5%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 81,3% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 9,9% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 8,8% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

 

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

 

A falta de orçamento e controle dos gastos, com 38,3%;

O aumento dos gastos considerados essenciais, com 27,3%;

As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 26,6%;

Compras antecipadas, com 19,6%;

Gastos imprevistos, com 18,5%; e

Redução dos rendimentos, com 12,1%.

 

 Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local.

Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras coisas. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

* postado por Oswaldo Scaliotti

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Cai proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

15 de setembro de 2015

Neste mês de setembro, a Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE),  mostra que 70,1% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O resultado mostra crescimento de 0,7 pontos percentuais com relação ao último mês de agosto, quando o índice alcançou 69,4%.

A proporção dos consumidores com contas ou dívidas em atraso teve queda de 0,1 ponto percentual, indo de 21,6%, em agosto, para 21,5% neste mês. A tendência de crescimento se mantém apesar do resultado ser muito melhor que o apresentado no último mês de maio, de 25,0% – máxima desse indicador desde que a pesquisa foi iniciada.

Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (23,8% afirmam possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (27,3%) e com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (22,9%).

O tempo médio de atraso é de 67 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 61,4% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 29,9%, seguido da contestação da dívida (6,8%).

 

Comprometimento de Renda

Em Fortaleza 70,1% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: (a) cartões de crédito, citados por 81,7% dos entrevistados; (b) o financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,8%; (c) os empréstimos pessoais, com 8,9%; e (d) os carnês e crediários (7,1%).

 

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:

−       Itens de alimentação (50,3% das respostas);

−       Artigos de vestuário (38,1%);

−       Eletroeletrônicos (33,7%); e

−       Realização de despesas de educação e saúde (29,4%).

 

O consumidor vem apresentando dificuldades no gerenciamento de suas dívidas desde o final do ano passado. Além disso, o peso dos itens de alimentação nas contas a prazo indica dificuldades no controle do orçamento doméstico nos últimos meses.

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.314 e prazo médio de sete meses, comprometendo 31,0% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve aumento de 2,3 pontos percentuais, passando de 7,4%, em agosto, para 9,7%, neste mês – atingindo a taxa mais elevada dos últimos cinco anos.

A manutenção de um percentual elevado da renda comprometida com o pagamento de dívidas e o aumento do custo de vida contribuem para o crescimento da inadimplência potencial, mas a maioria dos consumidores parece estar conseguindo administrar a qualidade do crédito. O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo feminino (11,9%), com idade entre 25 e 34 anos (11,3%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (10,5%).

 

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 81,3% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 9,9% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 8,8% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

 

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, listam-se:

 

A falta de orçamento e controle dos gastos, com 38,3%;

O aumento dos gastos considerados essenciais, com 27,3%;

As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 26,6%;

Compras antecipadas, com 19,6%;

Gastos imprevistos, com 18,5%; e

Redução dos rendimentos, com 12,1%.

 

 Saiba mais

A pesquisa é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local.

Auxilia os empresários a planejarem estratégias de vendas, analisarem situações de risco, entre outras coisas. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

* postado por Oswaldo Scaliotti