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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

Serviços e Turismo do Estado do Ceará

Aumenta o endividamento em Fortaleza 

Por Oswaldo Scaliotti em Análise

21 de novembro de 2017

 69,6% dos entrevistados possuem algum tipo de dívida, chegando a uma média de mais de 60 dias de atraso nos pagamentos

 

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), para este mês de novembro, revela que 69,6% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. O índice veio +6,5 pontos percentuais acima do indicador do último mês de outubro (63,1%) e superior ao índice de novembro do ano passado (63,8%).

A proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso subiu +1,3 pontos percentuais, passando de 22,9% dos consumidores em outubro, para 24,2% neste mês. Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (26,4% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (27,6%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (25,9%).

O tempo médio de atraso é de 62 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro – a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 59,0% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 29,6%, seguido da contestação da dívida (9,8%).

Comprometimento da renda

Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 80,7% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis, etc.), com 11,5%; empréstimos pessoais, com 9,3%; e carnês e crediários, com 8,5%.

Segundo a pesquisa, o consumidor utilizou o crédito para consumo de itens de alimentação, com 57,2% das respostas; compras de artigos de vestuário (36,7%); aquisição de eletroeletrônicos (35,1%); e realização de despesas de educação e saúde (30,0%). O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.326,00 com prazo médio de sete meses, comprometendo 36,7% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

 

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terá condições financeiras para honrar seus compromissos, permaneceu estável, em 9,8%. Essa taxa é superior à observada em novembro do ano passado (9,2%), sugerindo uma leve tendência de alta do indicador.

 

Orçamento familiar

De acordo com a pesquisa, 12,7% dos entrevistados relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 10,4% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

A falta de planejamento orçamentário é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. Dos fatores que os consumidores consideram que mais contribuem para esse problema, são: a falta de orçamento e controle de gastos, com 33,2%; o aumento dos gastos considerados essenciais (26,1%); as compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário (22,4%); redução dos rendimentos (19,8%); desemprego (16,4%); e compras antecipadas (15,9%).

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

 

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Intenção de compra sobe pelo quarto mês consecutivo

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

13 de junho de 2017

 

O valor médio das compras é estimado em R$ 288,15 e a intenção de compra mostra-se mais elevada para os consumidores do sexo masculino

 

A intenção de compra do consumidor de Fortaleza subiu pelo quarto mês consecutivo, com 37,1% dos entrevistados revelando disposição para o consumo em junho. É o que revela pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), sobre o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza (ICC). Mas apesar do resultado, o ICC apresentou redução de -0,8%, passando de 95,6 pontos, em maio, para 94,9 pontos neste mês.Conforme a pesquisa, o resultado do ICC foi influenciado pela queda de -2,0% no Índice de Situação Presente, que passou de 86,6 pontos, em maio, para 84,9 pontos em junho. O Índice de Situação Futura permaneceu estável (+0,0%), permanecendo em 101,6 pontos.

Expectativa dos consumidores

De acordo com o levantamento do ICC, no perfil daqueles com maior otimismo se destacam os consumidores do gênero masculino (35,7%), do grupo com idade entre 18 e 24 anos (33,8%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (74,1%).A pesquisa também aponta que 47,8% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 68,9% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

Por outro lado, a pesquisa revela que o consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com o ambiente econômico nacional, com 62,1% dos entrevistados descrevendo-o como ruim ou péssimo. Esse sentimento recebe influências da percepção das restrições na oferta de crédito e, principalmente, do sentimento de relativa piora no mercado de trabalho.

Pretensão de compra

Segundo o levantamento, a taxa de pretensão de compras teve crescimento de +1,2 pontos percentuais, passando de 35,9%, em maio, para 37,1% neste mês – o quarto aumento consecutivo desde o início do ano.O valor médio das compras é estimado em R$ 288,15 e a intenção de compra mostra-se mais elevada para os consumidores do sexo masculino (38,7%), mais vigorosa para o grupo com idade entre 18 a 24 anos (47,5%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (54,5%).Os produtos mais procurados são: televisores, citados por 19,7% dos entrevistados; aparelhos de telefonia celular (16,4%); móveis e artigos de decoração (16,1%); artigos de vestuário (14,8%); geladeiras e refrigeradores (12,2%); e calçados (8,2%).

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Fecomércio/CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC. O estudo tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

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Consumidor em busca de liquidações

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

09 de Março de 2017

O valor médio das compras é estimado em R$ 290,95 e a intenção de compra mostra-se superior para os homens.

 

Segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza apresentou redução de -3,5% em março de 2017, com relação ao último mês de fevereiro, passando de 101,9 pontos para 98,3 pontos neste mês. O índice voltou para o campo que indica pessimismo (abaixo dos 100 pontos), mas a pretensão de compra de bens de consumo duráveis subiu, com o consumidor ávido por liquidações e promoções.

O resultado do ICC de março foi influenciando pela diminuição de -6,3% do Índice de Situação Presente, que passou de 93,1 pontos, em fevereiro, para 87,3 pontos em março. Já o Índice de Situação Futura teve contração de -2,0% indo a 105,6 pontos, como pode ser visto na tabela a seguir:

 

                                           ICC – Síntese dos resultados

Índice Valor mensal – em pontos Média do Trimestre
Jan Fev Mar
ICC 107,9 101,9 98,3 102,7
ISP 98,3 93,1 87,3 92,9
IEF 114,3 107,7 105,6 109,2

 

Fonte: Pesquisa Direta Fecomércio/IPDC

 

 

Pretensão de compra

A taxa de pretensão de compras teve crescimento de +4,1 pontos percentuais, passando de 29,1%, em fevereiro, para 33,2% neste mês. A expressiva presença de bens de consumo duráveis, como eletroeletrônicos, móveis e artigos de decoração, sugere que o consumidor procura por liquidações e promoções e pode movimentar o varejo neste mês.

 

O valor médio das compras é estimado em R$ 290,95 e a intenção de compra mostra-se superior para os homens (34,4%), mais vigorosa para os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (41,8%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (49,7%). Os produtos mais procurados são: televisores, citados por 26,6% dos entrevistados; móveis e artigos de decoração (17,2%); geladeiras e refrigeradores (16,3%); artigos de vestuário (15,7%); aparelhos de telefonia celular (11,4%); máquina de lavar roupa (8,9%); e fogão (8,6%).

 

Expectativa dos consumidores

Nos últimos meses os consumidores têm sentido os efeitos de um ambiente econômico adverso, marcado pelo baixo crescimento, juros elevados e aumento do desemprego. Nesse cenário, o consumidor tem sido cuidadoso nas compras, preservando sua capacidade de pagamento para aquilo que considera essencial ou aproveitando o calendário de promoções e liquidações.

Esse sentimento se reflete no Índice de Situação Presente, que se manteve no campo que indica o pessimismo (abaixo de 100 pontos) desde o final do primeiro trimestre do ano passado. O resultado de março deve, ainda, ser visto considerando a sazonalidade típica desse período, o que colaborou para a diminuição do percentual de consumidores que consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis, indo de 39,0%, em fevereiro, para 31,8% neste mês.

No perfil daqueles com maior otimismo se destacam os consumidores do gênero masculino (34,7%), do grupo com idade entre 18 e 24 anos (36,1%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (85,6%).

 

A pesquisa também revela que 53,7% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 74,5% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

O consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com o ambiente econômico nacional, com 58,2% dos entrevistados descrevendo-o como ruim ou péssimo. Esse sentimento recebe influências da percepção das restrições na oferta de crédito e, principalmente, do sentimento de relativa piora no mercado de trabalho.

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Fecomércio/CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC. O estudo tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

 

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Empresário do comércio permanece atento ao cenário econômico

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

14 de Fevereiro de 2017

 Segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), o Índice de Confiança do Empresário do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará – ICEC do bimestre janeiro/fevereiro mostra redução de -1,1% no sentimento geral de confiança dos empresários, com o índice passando de 99,5 pontos, no bimestre novembro/dezembro, para 98,4 pontos na medição atual. O resultado decorre, principalmente, da queda na expectativa de vendas futuras, com reflexos sobre a intenção de investimentos e contratações no primeiro semestre.

Apesar da relativa piora no indicador geral, o componente Índice de Situação Presente – ISP teve aumento de +11,8%, saindo de 48,5 pontos no bimestre novembro/dezembro, para 54,3 pontos neste período. O empresário do comércio permanece atento ao momento econômico, com 58,1% afirmando que as condições gerais da economia pioraram nos últimos doze meses e, apesar da expectativa ter melhorado ao longo do último ano, o sentimento ainda é de um ambiente frágil, tendo em vista a permanência do indicador na faixa que indica pessimismo (índice abaixo de 100,0 pontos).

As perspectivas para o futuro, refletidas no Índice de Expectativas Futuras – IEF, tiveram declínio de -4,7%, influenciado, principalmente, com preocupações com a conjuntura econômica nacional. Apesar de 73,5% dos entrevistados esperarem momentos melhores para a economia brasileira, o indicador de expectativa de vendas caiu -2,6%, refletindo numa pior perspectiva para o setor de atividade e, consequentemente, para as próprias empresas.

A pesquisa ainda mostra que, acompanhando o retrocesso no índice geral de confiança, a intenção de investimentos também caí, com o Índice de Investimentos das Empresas tendo diminuição de -4,7% no bimestre e atingindo 105,6 pontos. O principal impacto será a redução no nível de investimentos, com 89,7% dos empresários avaliando baixa disposição para investir e queda de -6,4% na intenção de contratação de empregados.

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Fecomércio/CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

O Índice de Confiança do Empresário (ICEC) é indicador antecedente, apurado exclusivamente entre os tomadores de decisão das empresas do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, cujo objetivo é detectar as tendências das ações empresariais do setor do ponto de vista do empresário. Ele pode ser dividido em três indicadores: Índice de Situação Presente (ISP) Presente, Índice das Expectativas Futuras (IEF) e Índice Geral (ICEC).

 

Índice atual: diz respeito diz respeito às condições atuais da economia brasileira, setor de atividade e da empresa em um prazo de até́ trinta dias.Índice Futuro: calculado com base na opinião dos empresários no que concerne as expectativas em relação ao setor de atividade e da empresa em um horizonte temporal de onze meses (com exceção dos próximos trinta dias). Índice Geral: é o indicador antecedente das variações na demanda agregada da economia. É um valor ponderado entre o Índice Atual e o Índice Futuro.

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Sazonalidade contribui para queda da Confiança do Consumidor Fortalezense 

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

08 de Fevereiro de 2017

O valor médio das compras é estimado em R$261,97 e a intenção de compra mostra-se superior para os homens. 

 

Segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza apresentou redução de -5,6% em fevereiro de 2017 com relação ao último mês de janeiro, passando de 107,9 pontos para 101,9 pontos neste mês. Apesar da queda o Índice permanece no campo que indica otimismo (acima dos 100 pontos), mantendo uma tendência de melhoria gradual no ânimo dos consumidores.

 

O resultado do ICC de fevereiro foi influenciando pela diminuição de -5,3% do Índice de Situação Presente, que passou de 98,3 pontos, em janeiro, para 93,1 pontos em fevereiro. Já o Índice de Situação Futura teve contração de -5,8% indo a 107,7 pontos, como pode ser visto na tabela a seguir:

 

 

ICC – Síntese dos resultados

Índice Valor mensal – em pontos Média do Trimestre
Dez Jan Fev
ICC 100,0 107,9 101,9 103,3
ISP 90,0 98,3 93,1 93,8
IEF 106,7 114,3 107,7 109,6

Fonte: Pesquisa Direta Fecomércio/IPDC

 

Pretensão de compra

A taxa de pretensão de compras teve queda significativa de -13,4 pontos percentuais, passando de 42,5%, em janeiro, para 29,1% neste mês. O resultado é uma surpresa negativa, pois esse foi o pior resultado desse índice desde setembro de 2012, quando atingiu a marca de 28,1%.

 

O valor médio das compras é estimado em R$ 261,97 e a intenção de compra mostra-se superior para os homens (29,5%), mais vigorosa para os consumidores do grupo com idade entre 18 e 24 anos (39,2%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (49,9%). Os produtos mais procurados são: artigos de vestuário, citados por 24,8% dos entrevistados; televisores (21,6%); aparelhos de telefonia celular (19,1%); calçados (18,6%); móveis e artigos de decoração (13,0%); e geladeiras e refrigeradores (10,1%).

 

Expectativa dos consumidores

Nos últimos meses os consumidores têm sentido os efeitos de um ambiente econômico adverso, marcado pelo baixo crescimento, inflação em alta e aumento do desemprego. Nesse cenário, o consumidor tem sido cuidadoso nas compras, preservando sua capacidade de pagamento para aquilo que considera essencial ou aproveitando o calendário de promoções e liquidações.

 

Esse sentimento se reflete no Índice de Situação Presente, que se manteve no campo que indica o pessimismo (abaixo de 100 pontos) desde março do ano passado. Apesar disso, o histórico recente da pesquisa tem revelado uma tendência, ainda tímida, de melhora, com contínuas elevações da confiança.

 

O resultado de fevereiro deve, ainda, ser visto considerando a sazonalidade típica desse período, o que colaborou para a diminuição do percentual de consumidores que consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis, indo de 43,9%, em janeiro, para 39,0% neste mês. No perfil daqueles com maior otimismo se destacam os consumidores do gênero masculino (40,2%), do grupo com idade entre 18 e 24 anos (41,3%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (50,2%).

 

A pesquisa também revela que 56,0% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 75,2% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

 

O consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com o ambiente econômico nacional, com 58,1% dos entrevistados descrevendo-o como ruim ou péssimo. Esse sentimento recebe influências da percepção da inflação, das restrições na oferta de crédito e, principalmente, do sentimento de relativa piora no mercado de trabalho.

 

Saiba mais

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) da Fecomércio/CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

 

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC. O estudo tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

 

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Consumidor com confiança em alta no início do ano

Por Oswaldo Scaliotti em Mercado

19 de Janeiro de 2016

Segundo pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza apresentou aumento de 5,8%, neste início de ano, passando de 99,6 pontos em dezembro, para 105,4 pontos neste mês – voltando à área de otimismo do índice.

A recuperação do ICC decorreu da melhora dos seus dois componentes: o Índice de Situação Presente subiu 9,4%, passando de 93,3 pontos em dezembro para 102,1 pontos neste mês e o Índice de Situação Futura ascendeu 3,6%, atingindo 107,6 pontos, como pode ser visto na tabela a seguir:

 

Tabela 1 – ICC, Síntese dos resultados

Índice Valor mensal – em pontos Média do Trimestre
Nov Dez Jan
ICC 95,7 99,6 105,4 100,2
ISP 88,1 93,3 102,1 94,5
IEF 100,7 103,9 107,6 104,1

Fonte: Pesquisa Direta Fecomércio/IPDC

 

Pretensão de compra

Apesar da melhoria da confiança, a taxa de pretensão de compras teve queda de 7,6 pontos percentuais, passando de 50,0%, em dezembro, para 42,4% neste mês – o que pode ser explicado pela sazonalidade, já que dezembro é o melhor mês para o varejo. Excluindo esse efeito, a tendência do indicador é a mesma observada para o ICC, sinalizando retomada das compras, com o índice se aproximando do observado em janeiro do ano passado (43,8%).

 

O valor médio das compras é estimado em R$ 320,03 e a intenção de compra mostra-se ligeiramente superior para as mulheres (42,5%), mais vigorosa para os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (52,0%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (60,2%). Os produtos mais procurados são: Televisores; citados por 18,1% dos entrevistados; Móveis e Artigos de Decoração (16,05%); Geladeiras e Refrigeradores (15,5%); Artigo de Vestuário (12,3%); Máquina de Lavar Roupa (10,2%); Fogão (10,1%); Aparelho de Telefonia Celular (9,5%).

 

Expectativa dos consumidores

A expectativa dos consumidores, medida pelo percentual de consumidores que consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis também teve melhora em janeiro, passando de 35,6%, em dezembro, para 46,1% neste mês.

No perfil daqueles com maior disposição para as compras se destacam os consumidores do gênero feminino (41,5%), do grupo com idade acima dos 35 anos (42,5%) e com renda familiar superior a dez salários mínimos (50,0%).

A pesquisa também revela que 64,5% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 74,6% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

O consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com a situação econômica nacional, com 56,8% dos entrevistados descrevendo-a como ruim ou péssima. Esse sentimento recebe influências da aceleração da inflação, do aumento dos juros e da percepção de relativa piora no mercado de trabalho.

 

Saiba mais

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC- Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio, ligado à Fecomércio/CE. Tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

  • postado por Oswaldo Scaliotti
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Ambiente econômico derruba confiança do consumidor

Por Oswaldo Scaliotti em Sem categoria

11 de setembro de 2015

Segundo pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), O Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza voltou a cair em setembro, atingindo 92,5 pontos, com queda de 3,4% sobre o resultado do último mês de agosto (95,8 pontos). O consumidor avalia o momento econômico atual como adverso, contribuindo com o sentimento de confiança e o potencial de consumo.

A redução do ICC decorreu da piora dos seus dois componentes: o Índice de Situação Presente caiu 3,5%, passando de 92,6 pontos em agosto para 89,4 pontos neste mês. Já o Índice de Situação Futura caiu 3,3 pontos atingindo 94,6 pontos, como pode ser visto na tabela a seguir:

 

Tabela 1 – ICC, Síntese dos resultados

Índice Valor mensal – em pontos Média do Trimestre
Jul Ago Set
ICC 94,0 95,8 92,5 94,1
ISP 93,6 92,6 89,4 91,9
IEF 94,4 97,9 94,6 95,6

 

Fonte: Pesquisa Direta Fecomércio/IPDC

 

Pretensão de compra

A taxa de pretensão de compras teve queda de 2,9 pontos percentuais, passando de 39,3%, em agosto, para 36,4% neste mês. Esse percentual está abaixo do resultado do indicador em setembro do ano passado, de 48,2%, sinalizando que o segundo semestre neste ano iniciou mais fraco em termos de expectativas de vendas.

O valor médio das compras é estimado em R$ 301,62 e a intenção de compra mostra-se levemente superior para as mulheres (36,6%), mas mais vigorosa para os consumidores do grupo com idade entre 18 e 24 anos (48,1%) e com renda familiar acima de dez salários mínimos (49,8%).

Os produtos mais procurados são: Aparelhos de telefonia celular, citados por (18,6%) dos entrevistados; Artigos de vestuário (17,1%); Televisores (15,3%); Móveis e artigos de decoração (12,1%); Geladeiras e refrigeradores (11,8%); calçados (11,8%) e Fogão (8,2%).

 

Expectativa dos consumidores

 Acompanhando a mudança no índice de confiança, o percentual de consumidores que consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis também recuou em setembro, passando de 36,1%, em agosto, para 34,7% neste mês.

O perfil daqueles com maior disposição para as compras destaca os consumidores do sexo masculino (35,0%), do grupo com idade entre 18 e 24 anos (39,4%) e com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (38,1%).

 

A pesquisa também revela que 55,6% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 67,5% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

 

O consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com a situação econômica nacional, com 68,2% dos entrevistados descrevendo-a como ruim ou péssima. Esse sentimento recebe influências da aceleração da inflação, do aumento dos juros e da percepção de relativa piora no mercado de trabalho trazendo expectativas negativas para o ambiente econômico dos próximos meses.

 

Índice de Confiança do Consumidor

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é uma medida sintética de indicadores da percepção do consumidor quanto à sua situação econômica, composto do Índice da Situação Presente (ISP) e Índice das Expectativas Futuras (IEF). O ICC funciona, portanto, como um indicador do potencial de consumo, baseado na opinião dos próprios consumidores.

O índice varia no intervalo de 0 a 200, sendo o índice 100 a fronteira entre a situação de pessimismo (abaixo desse valor) e otimismo (acima desse valor). O índice zero denotaria a situação de total pessimismo, enquanto 200 pontos indicariam a situação de total otimismo.

 

Saiba mais

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC- Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio, ligado à Fecomércio-CE. Tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

* postado por Oswaldo Scaliotti

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Ambiente econômico derruba confiança do consumidor

Por Oswaldo Scaliotti em Sem categoria

11 de setembro de 2015

Segundo pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), O Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza voltou a cair em setembro, atingindo 92,5 pontos, com queda de 3,4% sobre o resultado do último mês de agosto (95,8 pontos). O consumidor avalia o momento econômico atual como adverso, contribuindo com o sentimento de confiança e o potencial de consumo.

A redução do ICC decorreu da piora dos seus dois componentes: o Índice de Situação Presente caiu 3,5%, passando de 92,6 pontos em agosto para 89,4 pontos neste mês. Já o Índice de Situação Futura caiu 3,3 pontos atingindo 94,6 pontos, como pode ser visto na tabela a seguir:

 

Tabela 1 – ICC, Síntese dos resultados

Índice Valor mensal – em pontos Média do Trimestre
Jul Ago Set
ICC 94,0 95,8 92,5 94,1
ISP 93,6 92,6 89,4 91,9
IEF 94,4 97,9 94,6 95,6

 

Fonte: Pesquisa Direta Fecomércio/IPDC

 

Pretensão de compra

A taxa de pretensão de compras teve queda de 2,9 pontos percentuais, passando de 39,3%, em agosto, para 36,4% neste mês. Esse percentual está abaixo do resultado do indicador em setembro do ano passado, de 48,2%, sinalizando que o segundo semestre neste ano iniciou mais fraco em termos de expectativas de vendas.

O valor médio das compras é estimado em R$ 301,62 e a intenção de compra mostra-se levemente superior para as mulheres (36,6%), mas mais vigorosa para os consumidores do grupo com idade entre 18 e 24 anos (48,1%) e com renda familiar acima de dez salários mínimos (49,8%).

Os produtos mais procurados são: Aparelhos de telefonia celular, citados por (18,6%) dos entrevistados; Artigos de vestuário (17,1%); Televisores (15,3%); Móveis e artigos de decoração (12,1%); Geladeiras e refrigeradores (11,8%); calçados (11,8%) e Fogão (8,2%).

 

Expectativa dos consumidores

 Acompanhando a mudança no índice de confiança, o percentual de consumidores que consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis também recuou em setembro, passando de 36,1%, em agosto, para 34,7% neste mês.

O perfil daqueles com maior disposição para as compras destaca os consumidores do sexo masculino (35,0%), do grupo com idade entre 18 e 24 anos (39,4%) e com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (38,1%).

 

A pesquisa também revela que 55,6% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 67,5% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

 

O consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com a situação econômica nacional, com 68,2% dos entrevistados descrevendo-a como ruim ou péssima. Esse sentimento recebe influências da aceleração da inflação, do aumento dos juros e da percepção de relativa piora no mercado de trabalho trazendo expectativas negativas para o ambiente econômico dos próximos meses.

 

Índice de Confiança do Consumidor

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é uma medida sintética de indicadores da percepção do consumidor quanto à sua situação econômica, composto do Índice da Situação Presente (ISP) e Índice das Expectativas Futuras (IEF). O ICC funciona, portanto, como um indicador do potencial de consumo, baseado na opinião dos próprios consumidores.

O índice varia no intervalo de 0 a 200, sendo o índice 100 a fronteira entre a situação de pessimismo (abaixo desse valor) e otimismo (acima desse valor). O índice zero denotaria a situação de total pessimismo, enquanto 200 pontos indicariam a situação de total otimismo.

 

Saiba mais

A Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor de Fortaleza (ICC) é realizada mensalmente pelo IPDC- Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio, ligado à Fecomércio-CE. Tem como principal objetivo verificar a expectativa real dos consumidores, em relação à situação econômica e em relação às futuras intenções de compras. A pesquisa avalia, também, o potencial de consumo a cada mês, a confiança do consumidor em relação à capacidade de compra e a situação do país. Além de verificar os produtos que o consumidor deseja adquirir, a propensão para gastar, a situação financeira atual e futura do consumidor, entre outros.

* postado por Oswaldo Scaliotti