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Investe CE

por Oswaldo Scaliotti

Theatro José de Alencar

Fendafor: a dança vai fluir por 11 dias em Fortaleza

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

28 de junho de 2019


As cortinas do Theatro José de Alencar se abriram para a 19ª Edição do Festival Internacional de Dança de Fortaleza (Fendafor). Durante 11 dias a dança vai fluir na Capital com a presença de bailarinos de renome internacional, coreógrafos e maitres de dança de 15 Estados e quatro países do mundo, entre os quais Estados Unidos e Suíça. Ao todo, serão 2.800 bailarinos.

O primeiro ato foi o espetáculo “Tambatuque nos Terreiros de Sol e Lua”, dirigindo pela bailarina e coreógrafa Anália Timbó, presidente da Associação Vidança Cia. De Dança do Ceará. A apresentação foi uma mistura das diversas manifestações culturais, presentes no imaginário popular.

Em seguida, subiram no palco principal os bailarinos Norton Fantinel e Karina Moreira, do Ballet Du Capitole, da cidade de Toulouse, na França. As primeiras apresentações foram encerradas com a bailarina Renata Soares que hoje faz parte da Companhia Teatrul National de Opera şi Balet Oleg Danovksi, em Constanta na Romênia.

“A minha gratidão é sem tamanho nesse momento porque o Fendafor não ia acontecer em 2019. Foi muito difícil. Mas com muito esforço foi possível abrir esse espaço mais uma vez para que todos os públicos possam dançar e aprender”, disse a diretora geral do evento, Janne Ruth.

TROFÉU
O Festival também promoveu a entrega do Troféu Fendafor de Responsabilidade Social. Foram agraciadas a gestora cultural tendo dirigido vários equipamentos do estado tais como Instituto Dragão do mar, Teatro José de Alencar, Museu da Imagem e do Som;  Eliza Gunther , a professora e pesquisadora de dança, Júlia Cândida e os bailarinos Norton Fantinel e Karina Moreira, além de Atenita Kaira e do secretário da juventude, Júlio Brizze. “Esse é um evento incrível. Quem vive de arte no Brasil sabe o quanto é difícil, mas espaços como esse aqui que faz com que nossos jovens tenham palcos para se apresentar e conhecer pessoas importantes e aprender com elas”, disse.

“Para mim é uma alegria e uma hora muito grande de participar há 19 anos do Fendafor, sempre compartilhamos desse trabalho brilhante. É um evento realizado com muito amor e dedicação. É uma trajetória crescente com a participação de grandes convidados”, disse Clara Pinto, vice-presidente do Conselho Brasileiro da Dança.

MOSTRA INTERNACIONAL DE DANÇA
A Mostra Internacional de Dança segue até este domingo (30/06). Ao todo, serão cerca de 50 grupos e bailarinos convidados de vários Estados do Brasil e outros países, bem como das mais tradicionais escolas de dança do Ceará. Um deles é o Cícero Gomes, primeiro bailarino do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que dançará com a bailarina convidada Manuela Rocado, do Rio de Janeiro. Ela foi finalista do Youth America Grand Prix e em 2018 foi contratada para a temporada de Coppélia do Ballet do Theatro Municipal da capital fluminense em agosto de 2018.

A Mostra Internacional de Dança receberá ainda outros convidados, como o bailarino Tutto Gomes, da Bahia, ator da Companhia do Teatro Castro Alves; o sapateador Giuliano de Washington, dançarino da Cia. Sole Defined, dos Estados Unidos; os bailarinos Marcos Bento e Daria Reimann, ambos da Suiça, e Ariel Venâncio, de Rondonópolis, Mato Grosso.

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Instituto Revoar promove peça no Theatro José de Alencar em celebração aos dois anos de fundação

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

15 de Março de 2019

 

Para comemorar seu segundo aniversário, o Instituto Revoar, do Grupo Memorial Fortaleza, realiza, no dia 21 de março às 19h30, o espetáculo teatral A Bagagem, no Theatro José de Alencar. A peça tem texto de Rafael Martins, direção de Yuri Yamamoto e elenco Grupo LEMA. A entrada será a doação de 1kg de alimento não perecível, que será entregue ao Instituto da Primeira Infância –  Iprede.

O espetáculo é um convite à reflexão sobre os muitos caminhos, certezas e incertezas da vida, alegrias, conflitos, e frente à essa temática, uma forma poética de dialogar sobre as inseguranças da alma. A produção teatral tem como eixo central a forte mensagem de que não basta a pessoa estar mundo. Ela tem que se

sentir…VIVA!

Sobre o Instituto Revoar

Revoar vem do significado tornar a voar, voltar voando, que é associado a leveza e descoberta, e simbolicamente, ajuda as pessoas a se renovarem e se conectarem com o mundo novamente. Foi pensando nisso que o grupo Memorial, que atua no setor de sepultamento e cemitério em Fortaleza, resolveu criar o Instituto Revoar, que vem atuando no bem estar emocional das pessoas. Hoje o instituto oferece uma gama de serviços de acompanhamento e reintegração de pessoas enlutadas à sociedade.

 

Serviço:

O quê: Instituto Revoar celebra dois anos com peça teatral

Quando: 21 de março – 19h30

Onde: Theatro José de Alencar

Entrada: 1kg de alimento

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Festival Jazz & Blues encerra em Fortaleza a 20ª edição com show de blues no Theatro José de Alencar

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

07 de Março de 2019


Músicos cearenses repetem o show “George Harrison em Blues” que estreou no domingo em Guaramiranga

Depois da estreia realizada no último domingo em Guaramiranga, o show “George Harrison em Blues” chega a Fortaleza, marcando o encerramento do 20º Festival Jazz & Blues, no próximo sábado, dia 9 de março, às 20 horas, no Theatro José de Alencar. Montado especialmente para esta edição comemorativa de duas décadas do evento, o show conta com um time de peso de instrumentistas do Ceará, que têm em comum a admiração pelas composições e pelas inúmeras contribuições do artista britânico à própria história da guitarra. Com heranças recebidas do blues e um legado deixado para o rock.

São eles: Felipe Cazaux (de aclamada carreira solo e aplaudida trajetória com o grupo Mad Monkees), Roberto Lessa (guitarrista, cantor e compositor da banda Blues Label), Rafael Balboa (cantor e guitarrista de destaque na cena blues cearense), Marcio Holanda (guitarrista e tecladista, integrante da banda de Rafael Balboa e de variados projetos de rock e blues em Fortaleza, como a Bitten Blues, que tocou em algumas das primeiras edições do festival), Eduardo Neves (guitarrista e cantor da banda Rubber Soul, o mais antigo grupo cover dos Beatles no Ceará, com quase 30 anos de atividade). Kildare Rios, baixista, tecladista e vocalista fundador da Rubber Soul, se soma ao time de craques, assim como o baterista Marcelo Holanda, outro nome de destaque em várias formações na capital cearense, trafegando por blues, rock, pop e jazz.

O grupo foi arregimentado para homenagear o ex-Beatle George Harrison, um dos maiores guitarristas da história, compositor de canções eternas como “Something”, “Here comes the sun” e “While my guitar gently weeps”, mas também autor de muitas composições de influência blueseira, como “Taxman”, “Old brown shoe”, “I me mine” e “For you blue”. O show é uma celebração da obra multifacetada de Harrison e seu forte diálogo com o blues, com a interpretação de grandes clássicos do quarteto de Liverpool, sucessos de sua carreira solo e lados B inspirados que deixam claros a influência e o amor de George Harrison pelo blues.

Assim como o público de Guaramiranga, a plateia do Festival em Fortaleza vai poder curtir novos arranjos, tecidos coletivamente pelo grupo, para clássicos como os já citados, mas também para músicas como “I want to tell you” (do disco “Revolver”, de 1966), “Give me love”, “My sweet Lord”, “Beware of darkness”, “Bangla Desh”, “Wah Wah”, sucessos dos primeiros álbuns e compactos lançados por Harrison em carreira solo, no começo dos anos 70. Os seis cantores do grupo – Eduardo Neves, Felipe Cazaux, Kildare Rios, Marcio Holanda, Rafael Balboa e Roberto Lessa – se revezam no vocal principal a cada faixa.

Outros destaques do show são “All those years ago” (de 1981, homenagem de Harrison a John Lennon), “Love comes to everyone” (de 1979, conhecida no Brasil através de versão gravada por Zizi Possi), “Cheer down” (parceria com Tom Petty, presente na trilha do filme “Máquina Mortífera”, de 1989) e “Cockamamie Business”, gravada para a coletânea The Best of Dark Horse, de 1989. O público pode esperar (muitas) guitarras e surpresas, em uma homenagem feita por e para os fãs de Harrison e do blues.

Apresentado pelo Ministério da Cidadania, o 20º Festival Jazz & Blues tem como patrocinadores Cagece e Cegás, com agradecimentos a Enel e Cimento Apodi. Conta com apoio institucional da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, Theatro José de Alencar, Prefeitura Municipal de Guaramiranga, Prefeitura Municipal de Aquiraz e apoio cultural da Casa Pio, Mercadinho São Luiz, TVC, Restaurante Coco Bambu e Instituto Goethe. Realização: Ministério da Cidadania e Via de Comunicação e Cultura.

SERVIÇO

Show “George Harrison em Blues” – Encerramento do 20º Festival Jazz & Blues, dia 9 de março (sábado), às 20h, no Theatro José de Alencar (Rua Liberato Barroso, 525 – Centro). Ingressos: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia), à venda na bilheteria. Informações: Site: www.jazzeblues.com.br Instagram: @festivaljazzeblues. Facebook: Festival Jazz & Blues (CE). Spotify com duas playlists. 20 Anos de Jazz & Blues e Festival Jazz & Blues 2019. Tel: (85)3262-7230.

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Show beneficente para Marcus Dias acontece quarta, 30/1, no Theatro José de Alencar, com mais de 50 grandes músicos

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

29 de Janeiro de 2019

Um dos nomes mais destacados da cena musical cearense, com músicas cantadas por artistas como Fagner, Simone Guimarães (SP) e Leny Andrade (RJ), o compositor, poeta e cantor Marcus Dias, parceiro de artistas como os cearenses Pantico Rocha, Isaac Cândido, Marcílio Homem, Rogério Lima e Ciribáh Soares, é o centro de uma forte corrente de solidariedade nos últimos dias, em Fortaleza. O artista sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) de grande extensão, em plena madrugada do último dia 1º de janeiro.

Para angariar recursos destinados a seu tratamento, acontece na próxima quarta-feira, 30/1, às 20h, no Theatro José de Alencar, o show “Dias Solidários – Grandes Nomes da Música Cantam por Marcus Dias”, com a participação de dezenas de grandes nomes da música do Ceará, como os cantores Waldonys, Rodger Rogério, Davi Duarte, Bloco Luxo da Aldeia, Eugênio Leandro, Edinho Vilas Boas, Marcus Caffé, Myrlla Muniz, Ciribáh Soares, Isaac Cândido, Pingo de Fortaleza, Pedro Frota, Ricardo Black, Rogério Franco, Serrão, Beto Paiva, Bel Girão, Clara Luz, Gilmar Nunes, André Marinho, João Cândido, João Barbosa, Grupo Phylos, João Mamulengo, João Marinho Jr., Jord Guedes, Josy Daniel, Kelly Brasil, Lia Veras, Masôr Costa, Lupe Duailibe, Marina Cavalcante, Marcelo Renegado, Mylla Torres, Úrsula Feitosa, Banda Eletrocactus.

Entre os instrumentistas, participam do show Mimi Rocha, Rogério Lima, Lu D´Sosa, Ricardo Pinheiro, Marcio Resende, Miqueias dos Santos, Rafael Magoo, Ricardo Pontes, Serginho Groove. Outros nomes seguem confirmando presença a cada momento, em uma grande corrente solidária.

O público que comparecer ao show contribuirá com a campanha através do ingresso no valor de R$ 40,00 (meia a R$ 20,00), integralmente revertido para o apoio ao tratamento de Marcus Dias. O Theatro José de Alencar abriu mão do valor da pauta e de todas as taxas, associando-se à campanha. Todos os músicos, tanto os cantores quanto os instrumentistas, estão participando voluntariamente, sem cachê, como forma de ajudar o amigo compositor. Os equipamentos de sonorização e iluminação também estão sendo cedidos gratuitamente, além de todos os serviços de produção e divulgação do show.

O público também pode participar da rifa de uma guitarra semiacústica Hofma que foi lançada para reforçar a arrecadação de recursos, com contribuições. Para participar, basta depositar o valor mínimo de R$ 100,00 na conta de Angela Serpa, esposa de Marcus (Caixa Econômica Federal, Agência 1888, Operação 013, Conta 25790-0, CPF 648.888.353-49), enviando o comprovante por whatsapp para 85.99973.3054 e escolhendo um número entre 0 e 999. O sorteio será pela loteria federal no dia 26 de janeiro, com os dois números mais próximos recebendo os prêmios. O vencedor ou vencedora receberá a guitarra no palco do TJA, no show do dia 30.

Mobilização em prol de Marcus

A notícia do AVC sofrido por Marcus Dias correu os grupos de whatsapp na noite de Reveillon, enquanto o compositor era internado no Hospital Geral de Fortaleza, mantido pelo Governo do Estado do Ceará. Rapidamente, uma grande rede de apoio a ele e à família foi formada, com diversas ações. Amigas como as jornalistas Ethel de Paula e Silvia Bessa articularam rapidamente uma campanha de arrecadação de recursos, destinados ao tratamento e à manutenção da família de Marcus e de sua companheira, Angela Serpa, pais de duas crianças. Atualmente o compositor está sob tratamento diário no Hospital Sarah, referência nacional e internacional.

Marcus Dias: uma obra intensa e lírica

Marcus Dias escreve canções e realiza shows autorais desde o final dos anos 80, com destaque, a partir dessa época, para as parcerias com Isaac Cândido e Marcílio Homem. Com grande destaque para suas letras que unem intensidade e lirismo, sentimento e originalidade, beleza e ousadia, tem também canções em que é autor tanto da letra quanto da música.

Várias de suas canções foram registradas em dois discos em parceria com Isaac Cândido (“Isaac Cândido”, de 1999, e “Algo Sobre a Distância e o Tempo”, de 2005), além de um disco gravado por Isaac Cândido e Simone Guimarães (“Cândidos”, de 2010) e três discos em parceria com Pantico Rocha, percussionista, violonista, compositor e diretor musical, nacionalmente aclamado por dividir palcos e estúdio com nomes como Lenine e Maria Bethânia, além de desenvolver um trabalho de formação de novos músicos no pré-carnaval e no carnaval de Fortaleza. São eles: “O Barulho do Sol do Meio Dia” (2007), “Nem Samba nem Sandra nem Mar” (2013) e o novo “Tudo que Passa é Permanente”, a ser lançado em breve.

Um escritor de canções

Entre as muitas obras-primas de Marcus Dias e parceiros estão a valsa “Brisa”, parceria com Marcílio Homem, em que o poeta transborda: “Redescobrira o amor e andava meio distraído / Imaginava como podem ser tão desiguais / Enquanto alguns amores são como engarrafamentos nas perimetrais / Outros são como brisa umedecendo as folhas dos canaviais / Amores pouco verdadeiros, amores brigueiros, amores normais / Amores que ninguém descreve, amores de conserva, amores naturais / Se fosse descrever o nosso amor, eu só diria: ele é nada mais do que uma leve brisa sobre o para-brisa dos outros casais”.

O maior sucesso do compositor, porém, é a bem-humorada “Os Bêbados”, gravada por Isaac Cândido, em que um inteligente desfile de proparoxítonas desafia a moral e os bons costumes. Canção muito indicada para esses tempos de neoconservadorismo: “Sábado é o dia dos bêbados e das moças católicas que vão para a missa rezar pra tentar encontrar… algum bêbado”.

Marcus é também um cronista de pegada concreta a retratar sentimentos recônditos no dia-a-dia de quem se acostumou a anestesiar o olhar, diante de um mundo cada vez mais solitário, desigual, desumano. “Sem nome, sem casa, sem rua, sem praça, sem terra, sem mar / Com os olhos de gente vigia a donzela do primeiro andar / De pele macia, como nunca se encontra do lado de lá / Com sede, com fome, com frio, com medo, com cheiro de bar / Confusão na avenida, uma moça agredida e um homem a chorar”, canta em “Descontrole”, parceria com Isaac.

Palavra e sentimento

Mas o lirismo vence a desesperança, como em “Disneylândia (Fantasias)”: Os vagalumes eram magos, eram vigilantes mágicos do palmeiral / As borboletas eram fadas que brincavam pelas tardes do meu quintal / Quem pensaria em solidão? Quem pensaria em solidão? / Eram as flores um presente de algum Deus que olhava a gente contra o mal / E até ficavam mais contentes como as roupas reluzentes no varal / Na ventania um carnaval / Na ventania, como um carnaval / Onde é que a vida virou, que as flores não dançam mais?”

Entre muitas outras canções, estão “Parto”, gravada pela cantora e compositora Aparecida Silvino no LP “Vidro & Aço” (parceria com Marcílio Homem), com produção do compositor Ricardo Augusto; “Transformismo” (com Isaac Cândido), gravada por Isaac no LP “Pessoal do Cais Bar”, de 1994; “Aprendendo a sonhar” e “O samba da hora”, parcerias com Ciribáh Soares, tendo a primeira sido gravada no DVD de Ciribáh, ao vivo no Teatro do Dragão do Mar.

Além de se somar à rede de solidariedade, vale aproveitar o começo de ano para se informar mais sobre as condições de saúde que concorrem para AVCs, procurando se prevenir. Vale também conhecer (e reconhecer) mais a obra de Marcus Dias e parceiros. Nosso angustiado coração neste 2019 que está só começando, merece o alento dessas canções de intensa beleza, como só Marcus sabe, em sua melhor forma de ser e de fazer o outro feliz.

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Orquestra da Fundação Raimundo Fagner apresenta clássicos da música barroca no Theatro José de Alencar

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

09 de novembro de 2018

 

As crianças e adolescentes da Fundação Raimundo Fagner trazem uma coletânea de obras do período barroco, que exaltam a prosa e poesia e seus antagonismos estéticos entre o céu e a terra, a ciência e a fé. O repertório resgata grandes compositores do período, como Vivaldi, Bach, Purcell, e outros que são pouco conhecidos pelo grande público, mas que impulsionaram essa arte nas Américas do século XVIII, como Anchieta, Irribaren e Serqueyra. As apresentações fazem parte do espetáculo “De Sombra e Luz – Recital de Música Barroca” e acontecem nos dias 17 (18h) e 18 (17h), no Theatro José de Alencar. Entrada franca.

Com duração de 50 minutos, o recital apresenta 13 músicas entre árias, concertos grossos, passacalles, cantatas e missas, numa ampla expressão de contrapontos melódicos e texturas sonoras características da arte barroca, explorando a vivacidade e melancolia por meio de obras vocais e instrumentais entre os anos de 1600 a 1750.

A Orquestra da Fundação Raimundo Fagner conta com 60 integrantes entre coro, flautas doce e violões, e é resultados das ações do “Aprendendo com Arte”. O programa pedagógico da Fundação visa promover o desenvolvimento humano, o pensamento artístico e a percepção estética de seus educandos por meio de oficinas em diversas áreas, tendo a música o foco principal.

Próximas apresentações

Durante o mês de novembro, a Orquestra ainda terá uma apresentação em Fortaleza, dia 23, no Cuca Mondubim às 15h. A cidade de Orós, origem da Fundação Raimundo Fagner, receberá outras duas apresentações. No dia 29, na E.E.M Epitácio Pessoa às 15h30, e no dia 30, na Igreja Matriz às 19h. Por último, no dia 01 de dezembro, o recital chega a Icó, no Teatro Ribeira dos Icós, às 19h.

Sobre a Fundação Raimundo Fagner

Criada em 2000 na cidade de Orós, a fundação atende hoje cerca de 400 crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos. Em 18 anos de experiência, a Fundação vem transformando a vida de jovens em situação de vulnerabilidade social por meio da experiência musical em cursos, oficinas e espetáculos.

PROGRAMAÇÃO FORTALEZA

17/11 – 18h – Theatro José de Alencar – Rua Liberato Barroso, 525 – Centro, Fortaleza

18/11 – 17h – Theatro José de Alencar – Rua Liberato Barroso, 525 – Centro, Fortaleza

23/11 – 15h – Cuca Mondubim – Rua Santa Marlúcia, s/n – Mondubim, Fortaleza

PROGRAMAÇÃO ORÓS E ICÓ

29/11 – 15h30 – E.E.M. Epitácio Pessoa, Orós – R. Epitácio Pessoa, 300

30/11 – 19h – Igreja Matriz, Orós – Rua da Matriz – s/n

01/12 – 19h –  Teatro Ribeira dos Icós, Icó – R. 07 de Setembro, 207-219 – Tamarinas

Ficha Técnica

Texto: Mariana Elâni

Arranjos: Eduardo Saboya e Ezequiel Moreira

Produção Executiva: Janete Ferreira e Talita Pinto

Regência: Bruna Albuquerque

Direção de Regência: Raimundo Nonato

Assistentes De Ensaios: Andressa Custódio, Caio Vinícius e Maria Leonília

Assessoria de Imprensa: Dégagé

Mídias: Johnson Rocha

Designer Gráfico: Antonio Carlos Dias

Foto e Vídeo: Fundação Raimundo Fagner

SERVIÇO

Espetáculo “De Sombra e Luz – Recital de Música Barroca” com a Orquestra da Fundação Raimundo Fagner no Theatro José de Alencar. Acesso gratuito.

Datas e horários: 17 (18h) e 18 (17h) de novembro de 2018

Contato: Fundação Raimundo Fagner (85) 32743726 / site: www.frfagner.com.br

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CowParade Fortaleza é lançada oficialmente e divulga locais das vaquinhas espalhadas pela cidade

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

09 de novembro de 2018

O maior evento de arte urbana do mundo oficialmente chegou às ruas de Fortaleza. A partir desta sexta-feira, 9, diversos pontos da capital cearense, como a Praia de Iracema, Mercado dos Peixes, Theatro José de Alencar, Passeio Público, Beach Park, entre outros, receberão as vaquinhas da 12ª edição da CowParade Brasil.  Produzidas por diversos artistas locais, o evento foi lançado na noite desta quinta-feira, 8, em um coquetel para convidados no Estoril.

Realizado pela Toptrends, que detém os direitos de licenciamento da CowParade no Brasil, e patrocinado pela rede de farmácias Extrafarma, com apoio da Prefeitura de Fortaleza através da Secretaria de Turismo e a Assessoria de Relações Internacionais, o coquetel de lançamento contou com a presença da organizadora do projeto, Catherine Duvignau; Regis Medeiros, Secretário de Turismo de Fortaleza; Miguel Jarros, representante da rede ExtraFarma; e Patrícia Maciel, assessora de relações internacionais da prefeitura de Fortaleza.

Durante a solenidade de abertura, Catherine frisou a emoção de lançar mais uma edição da CowParade e do quanto é importante o incentivo à arte. “É com muita alegria que estamos aqui nessa casinha linda que é o Estoril para lançar mais uma edição da CowParade. Eu gostaria de agradecer a todos que apostam na arte e apoiaram esse projeto”, ressaltou Catherine. Já Miguel Jarros, representante da ExtraFarma, também reforçou a importância do projeto. “Para a ExtraFarma, é muito importante patrocinar a cultura nos lugares onde ela está inserida. E fazer parte da CowParade Fortaleza, é muito importante porque é a nossa maneira de abraçar a cidade, além de ajudar ao próximo. No final do ano, vamos leiloar essas vaquinhas e o resultado será encaminhado para instituições de caridade”, comemora Miguel Jarros.

Ao todo, 55 vaquinhas estão espalhadas pelas ruas de Fortaleza. Dentre os artistas, nomes como Vando Figueiredo, Mano Alencar, Edmar Gonçalves, Teresa da Quinta. Um dos destaques da noite foi a vaquinha revestida em couro de Expedito Seleiro. O artesão customizou sua obra com as cores e as formas típicas de seu artesanato. “Eu já havia feito muitas coisas em couro, bolsa, sapato, mas eu nunca tinha feito uma vaca. Foi uma experiência”, comentou o artesão.

Caráter beneficente

 

Além de expor a beleza e exuberância das obras, a exposição também visa promover a responsabilidade social. Ao final de cada edição, as peças são leiloadas e o valor arrecadado é destinado para instituições beneficentes. Em Fortaleza, as instriuições agraciadas serão a Associação Peter Pan, o Ipred e o Lar Torres de Melo. No Brasil, o projeto já arrecadou e doou mais de R$ 6 milhões para ações de responsabilidade social. Ao redor do mundo, mais de 10.000 artistas já participaram da CowParade e estima-se que mais de 500 milhões de pessoas tenham visto uma das esculturas. No total, mais de US$ 35 milhões foram levantados para entidades beneficentes através do leilão das peças.

 

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Caio Castelo apresenta novo show nesta sexta no Theatro José de Alencar

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

13 de setembro de 2018

A apresentação acontece dia 14 de setembro no Palco Principal do TJA, às 20h. Os ingressos serão vendidos ao preço R$10 (inteira) e R$5 (meia), censura livre. Acompanham Caio (voz, guitarra e sintetizadores) os músicos Ayrton Pessoa (sintetizadores) e Igor Ribeiro (bateria).
Em seu novo show “Pontes de Vidro”, Caio Castelo se reinventa numa sonoridade mais dançante ao mesclar elementos orgânicos a eletrônicos e novas canções de seu álbum recém-lançado às dos anteriores, tudo isso explorando as diversas possibilidades do formato voz, guitarra, sintetizadores e bateria.
Assista seu mais recente clipe, “Ponto Cego”: https://goo.gl/gbp77L
Fotos em alta (créditos: Taís Monteiro e Raisa Christina):
Serviço
Show de Caio Castelo
No Theatro José de Alencar
Sexta, 14 de setembro, às 20h
R$10 (inteira) e R$5 (meia)
Mais informações: 85 98694.1000
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Clara Nunes é homenageada em espetáculo no Theatro José de Alencar próxima segunda

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

12 de setembro de 2018

O Theatro José de Alencar será palco, mais um vez, do espetáculo “Brasileira, Profissão Esperança”. A peça, uma grande homenagem à carreira e à vida da cantora Clara Nunes, acontece no próximo dia 17 de setembro (segunda-feira), às 19h30, na sala Nadir Papi Sabóia. No elenco, a atriz Lua Ramos (intérprete de Clara Nunes), o ator e diretor Beto Meneis, além dos músicos Mateus Honori (violão) e Ianka Oliveira (percussão).

“Tenho uma grande admiração e afeto por essa cantora. Acredito no trabalho dela como um instrumento de conciliação e memória, num momento em que a intolerância religiosa assola o País. É uma discussão que pede urgência nos nossos dias e o teatro é um instrumento de transformação e inserção social”, destaca a atriz Lua Ramos. Segundo ela, Clara eternizou-se no imaginário popular por seu canto arrebatador, suas vestimentas e expressões corporais que remetiam ao culto afro-brasileiro.

O ator Beto Menês, diretor do espetáculo, enfatiza que a peça procura levantar a discussão sobre a liberdade de expressão, a liberdade religiosa, além de valorizar a participação feminina dentro da cultura brasileira. “Nós queremos levar para as ruas e os palcos diversos a mitologia, o misticismo, o sincretismo e a força e cultura do nosso povo”, explica.

A música é um dos grandes destaques do espetáculo, permeando as cenas com clássicas canções interpretadas ao longo da vida por Clara Nunes, considerada uma das maiores personalidades femininas da Música Popular Brasileira.

SERVIÇO:

“Brasileira, Profissão Esperança”

Local: Theatro José de Alencar – Sala de Teatro Nadir Papi Sbóia

Endereço: Rua Liberato Barroso, 525 – Centro

Data: 17 de setembro de 2018 (segunda-feira)

Horário: 19h30

Classificação indicativa: 12 anos

Ingressos: Entrada franca (caixa colaborativa estará disponível para quem quiser contribuir com o espetáculo)

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Fortaleza recebe instalação/espetáculo “Grande Sertão: Veredas” em duas únicas apresentações, às 16h e 20h, do dia 12 de agosto

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

31 de julho de 2018

Grande Sertão Veredes – Mostra Oficial – Crédito: Annelize Tozetto

Bia Lessa volta à obra-prima de Guimarães Rosa, após 10 anos, conduzindo o público por entre as veredas recriadas no Theatro José de Alencar

Contar é muito, muito dificultoso”

Carece de ter coragem…”

Como transpor ao palco uma leitura da maior obra literária brasileira do século XX? Mais que uma pergunta, esta foi a missão da diretora teatral Bia Lessa ao decidir coisificar os universos contidos em Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, e as inúmeras possibilidades de análise do romance. A resposta será apresentada ao público de Fortaleza no dia 12 de agosto, no Theatro José de Alencar, em duas sessões: às 16 horas e 20 horas. O espetáculo, vencedor do Prêmio APCA 2017 na categoria Melhor Direção (Bia Lessa), do Prêmio Shell nas categorias Melhor Direção (Bia Lessa) e Melhor Ator (Caio Blat) e do Prêmio Bravo! 2018 na categoria Melhor Espetáculo de Teatro (Grande Sertão: Veredas), chega a Fortaleza após temporada de casa lotada, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

No elenco estão Caio Blat, Luíza Lemmertz, Luísa Arraes, Leonardo Miggiorin, José Maria Rodrigues, Balbino de Paula, Daniel Passi, Elias de Castro, Lucas Oranmian e Clara Lessa. Para dar vida ao mítico sertão, Bia reuniu nomes como Egberto Gismonti (música), Camila Toledo (concepção espacial, com a colaboração de Paulo Mendes da Rocha), Sylvie Leblanc (figurino) e Fernando Mello da Costa (adereços).

Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância.”

Bia conhece profundamente o Sertão de Guimarães Rosa. Ela levou o público para dentro da obra na inauguração do Museu da Língua Portuguesa (SP), em 2006. A exposição foi aclamada por onde passou. Agora, ela convida a plateia a um mergulho fundo na epopeia narrada pelo jagunço Riobaldo (Caio Blat), que atravessa o sertão para combater seu maior inimigo, Hermógenes(José Maria Rodrigues), fazer um pacto com o diabo e descobrir seu amor por Diadorim (Luíza Lemmertz). Trata-se de uma instalação, visitada e experimentada pelo público durante o dia no Theatro José de Alencar, e o espetáculo, encenado na mesma estrutura, em 2 horas e 20 minutos de encenação ininterruptas, com o elenco em cena permanentemente, em que o público experimenta a dissolução das fronteiras entre início e fim do espetáculo; entre teatro, cinema e artes plásticas; entre literatura e encenação.

“O teatro para mim é sagrado. Me dedico a ele de tempos em tempos, não me sinto com capacidade de realizar espetáculos um após o outro. Me deparei com o Grande Sertão e ele se apoderou de mim mais uma vez. Quando montei a exposição, algumas questões se apresentavam: a principal delas era como utilizar imagens sem que o significado do Sertão de Guimarães ficasse reduzido a um único lugar. A opção na época foi trabalhar apenas com palavras. No teatro, essa questão volta a se impor: ‘o sertão está dentro da gente’. Nosso caminho foi realizar um trabalho onde homens, animais e vegetais estabelecessem uma relação de diálogo sem supremacia entre eles. Não estamos exatamente no sertão, mas em um espaço “ecológico” e metafísico onde tudo cabe. Um espaço, uma imagem, que nos possibilita a experiência proposta pelo romance, sem obviamente realizar o romance tal como é – fidelidade absoluta (todas as palavras ditas são de Guimarães Rosa), mas liberdade infinita, visto que é apenas uma das leituras possíveis da riquíssima obra de Guimarães. Escolhemos não utilizar grandes efeitos ou recursos, a não ser a valorização do universo sonoro dos espaços propostos pelo romance, apenas os próprios atores”, pontua a diretora.

O sertão está em toda parte”

A grande estrutura tubular concebida lembra um claustro, uma gaiola. Instalada na rotunda no Theatro José de Alencar, também é, ao mesmo tempo, cenário de violentas batalhas e de reflexões profundas. Como instalação, poderá ser visitada durante o dia. 250 bonecos de feltro com tamanho humano, criados pelo aderecista Fernando Mello da Costa, confeccionados com apoio do Instituto-E | Om Art, compõem uma imagem permanente: a cena da morte de Diadorim como um presépio, passível da participação do público, não só como espectador, mas também como agente da ação, ocupando o lugar da personagem. A trilha sonora completa a atmosfera do Grande Sertão: Veredascomposta por três camadas: os ruídos e sons ambientes, a música composta por Egberto Gismonti e a trilha sonora que representa nossa memória emotiva, com músicas que fazem parte de nosso imaginário. Os figurinos são uma leitura do sertão, sem regionalizá-lo – são personagens do mundo.

Em um trabalho tão artesanal, marca da diretora (que passou mais de 600 horas com o elenco, em ensaios diários por 92 dias), e de grande esforço físico (a preparação corporal foi um dos aspectos indissociáveis do trabalho de direção, com aulas de corpo por Amalia Lima diariamente durante os 4 meses de ensaio), a tecnologia foi fundamental para guiar o público em tantas veredas. Cada espectador usará fones de ouvido que permitirão escutar separadamente a trilha sonora, as vozes dos atores, os efeitos sonoros e sons ambientes, levando-o a um nível inédito de interação com a dimensão sonora do espetáculo. Apesar de todos compartilharem o espaço na plateia, cada um terá uma experiência única durante a apresentação.

Essas são as horas da gente. As outras, de todo tempo, são as horas de todos

SINOPSE

Em montagem inédita no Theatro José de Alencar, Bia Lessa propõe a um só tempo uma peça de teatro e uma instalação em sua adaptação do livro Grande Sertão: Veredas – matriz do moderno romance brasileiro e obra-prima de João Guimarães Rosa. A peça traz para o palco a saga do jagunço Riobaldo que atravessa o sertão para combater seu maior inimigo, Hermógenes, fazer o pacto com o diabo e viver seu amor por Diadorim. O cenário-instalação estará aberto à visitação do público.

BIA LESSA

Bia Lessa é uma artista multifacetada, cineasta, diretora de teatro e ópera, exposições, ganhadora de vários prêmios. Suas obras são exibidas em vários países, como Alemanha, França e EUA. Criadora do Pavilhão Brasileiro na Expo 2000 em Hannover, Mostra Redescobrimento na Bienal SP, Reabertura do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com a ópera Il Trovattore, Pavilhão Humanidades 2012 (Rio + 20), reinauguração dos painéis Guerra e Paz de Candido Portinari na ONU em NY. No cinema, dirigiu os filmes CREDE-MI mostrado em festivais internacionais (Berlim, Biarritz, Nova Iorque, Jerusalem, Brisbane, Minsk, entre outros).

POR SILVIANO SANTIAGO

Para Bia Lessa, só o espetáculo teatral pode expandir a forma inovadora da literatura. Ela não adaptou duas obras clássicas do romance ocidental; levou ao palco os romances Orlando, de Virginia Woolf, e O homem sem qualidades, de Robert Musil, expandindo-os. E agora, quando a nação perde o norte da cidadania e esfarela a vontade dos brasileiros, Bia monta uma escultura na área de convivência do Sesc Consolação. No seu interior, encena o monstruoso e genial Grande sertão: Veredas, do nosso Guimarães Rosa.

Durante o dia, a escultura do Grande sertão: Veredas repousa como se fosse livro fechado, a espicaçar a curiosidade dos visitantes. À noite, a escultura expande o livro aberto. O leitor silencioso e introspectivo se metamorfoseia em espectador, parcela de um coletivo atento e participante, que se renova.

A gongórica e letal escrita de Rosa ganha o corpo dos atores. Empresta-lhes ação e fala. E a trama romanesca se desenvolve diabolicamente, com movimentos desordenados, afetuosos e anárquicos, qual máquina escultural assinada por Jean Tinguely, um dos fundadores do Novo Realismo. Novo Realismo igual a − diz o famoso manifesto − novas percepções do Real.

Grande Sertão: Veredas se expande como espetáculo teatral que libera – qual alegoria rigorosa da nossa contemporaneidade − o modo como os movimentos desenvolvimentistas sem preocupação social e humana não recobrem a nação como um todo. Pelo contrário. O esforço positivo da modernização é localizado, centrado e privilegia. Nas margens, cria enclaves de párias – bairros miseráveis, favelas, prisões, manicômios, etc. − onde violentas forças antagônicas se defrontam e se afirmam pela ferocidade da sobrevivência a qualquer custo, acirrando a irascibilidade do controle e do mando. Viver é perigoso.

Extraordinário em Guimarães Rosa é que, no mais profundo da vida humana miserável e autodestrutiva, na morte, há lugar para o afeto e o amor. Ao compasso de espera, Riobaldo e Diadorim dançam novos e felizes tempos. Piscam a alegria de viver, como vagalumes que a mata libera à noite.

 Silviano Santiago

FICHA TÉCNICA

Concepção, Direção Geral, Adaptação e Desenho de Luz – Bia Lessa

Elenco – Balbino de Paula, Caio Blat, Daniel Passi, Elias de Castro, José Maria Rodrigues, Leonardo Miggiorin, Lucas Oranmian, Luisa Arraes, Luiza Lemmertz, Clara Lessa.

Concepção Espacial – Camila Toledo, com colaboração de Paulo Mendes da Rocha

Música – Egberto Gismonti

Colaboração – Dany Roland

Desenho de Som – Fernando Henna e Daniel Turini

Adereços – Fernando Mello Da Costa

Figurino – Sylvie Leblanc

Desenho de Luz – Binho Schaefer

Projeto de Audio – Marcio Pilot

Diretor Assistente: Bruno Siniscalchi

Assistente de Direção: Amália Lima

Direção Executiva: Maria Duarte

Produtor Executivo: Arlindo Hartz

Colaboração – Flora Sussekind, Marília Rothier, Silviano Santiago, Ana Luiza Martins Costa, Roberto Machado

Idealização e Realização: 2+3 Produções Artísticas Ltda

Apoio Institucional : Banco do Brasil | Globosat

Apoio: BMA Advogados | Instituto-E | Om Art

Agradecimento especial à viúva do Autor, a quem a obra foi dedicada, Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa, à Nonada Cultural e a Tess Advogados.

© Nonada Cultural Ltda.

Produção local: Free Lancer Producções

SERVIÇO

GRANDE SERTÃO: VEREDAS

Dia: 12 de agosto de 2018 (domingo)

Horários:  16h e 20h

Local: Theatro José de Alencar

Informações da bilheteria: 3101.2583 OU 3101.2566, de 14h às 18h

Nos dias de espetáculos de 14h até o início do evento

Duração: 140 minutos

Classificação: 18 anos – (há cenas de nudez)

Ingressos:

Ingressos à venda na bilheteria do Theatro de terça a domingo, das 14 às 20h e

Lojas Blinclass  Shopping Iguatemi e Rio Mar

Ou pelo site: https://ingressando.com.br

Valores:

Palco R$120 + R$ 3,00 de taxa (valor único)

Plateia R$ 100 + R$ 3,00 de taxa (inteira) e R$ 50 + R$ 3,00 de taxa (meia)

Frisa e Camarote R$ 120 + R$ 3,00 de taxa (inteira) e R$ 60 + R$ 3,00 de taxa (meia)

Torrinha R$ 80 + R$ 3,00 de taxa (inteira) e R$ 40  + R$ 3,00 de taxa (meia).

Regras: Regras de meia-entrada: estudantes, idosos, menores de 21 anos, pessoas com deficiência, professores e profissionais da rede pública municipal de ensino.

Instalação (montada no saguão do Theatro José de Alencar)

Horário: das 14 às 20h

Classificação: livre

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O Theatro José de Alencar lança Chamada de Ocupação Artística para compor a programação do segundo semestre de 2018 

Por Oswaldo Scaliotti em Eventos

13 de junho de 2018

O Theatro José de Alencar, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), lança Chamada de Ocupação Artística para compor a programação do segundo semestre de 2018. O presente edital irá selecionar grupos do Estado do Ceará para compor o cronograma de atividades dos mais variados espaços deste complexo cultural. O período de inscrições é de 06 a 19 de junho de 2018.

São 16 espaços disponíveis e muitas possibilidades de desenvolver seu trabalho artístico no mais importante teatro do Ceará. Artes visuais, música, dança, teatro, circo, audiovisual, literatura e muitas outras linguagens artísticas podem ocupar os espaços que compõem a edificação tombada, jardim e todo o Anexo CENA.

Com esta iniciativa o TJA busca promover o fortalecimento e fomento desta centenária casa de espetáculos junto a classe artística e ao grande público. Após cumprirmos com o calendário disposto na Chamada, iremos disponibilizar os selecionados de acordo com os espaços pretendidos e linguagens.

Confira o edital:
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O Theatro José de Alencar lança Chamada de Ocupação Artística para compor a programação do segundo semestre de 2018 

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13 de junho de 2018

O Theatro José de Alencar, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), lança Chamada de Ocupação Artística para compor a programação do segundo semestre de 2018. O presente edital irá selecionar grupos do Estado do Ceará para compor o cronograma de atividades dos mais variados espaços deste complexo cultural. O período de inscrições é de 06 a 19 de junho de 2018.

São 16 espaços disponíveis e muitas possibilidades de desenvolver seu trabalho artístico no mais importante teatro do Ceará. Artes visuais, música, dança, teatro, circo, audiovisual, literatura e muitas outras linguagens artísticas podem ocupar os espaços que compõem a edificação tombada, jardim e todo o Anexo CENA.

Com esta iniciativa o TJA busca promover o fortalecimento e fomento desta centenária casa de espetáculos junto a classe artística e ao grande público. Após cumprirmos com o calendário disposto na Chamada, iremos disponibilizar os selecionados de acordo com os espaços pretendidos e linguagens.

Confira o edital: