Monsenhor Mauro Archives - News Maranguape 
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Monsenhor Mauro

Releia entrevista de Monsenhor Mauro ao News Maranguape

Por Dadynha Saturnino em Entrevistas

19 de Março de 2016

Em 22 de dezembro de 2012, dia em que comemorou 91 anos de vida, o maranguapense Mauro Gurgel Braga Herbster (In memoriam) recebeu Dadynha Saturnino na casa dos sobrinhos Bernadete e Marcelo. Ele contou sobre a sua trajetória religiosa no Estado do Ceará (à época 67 anos de ordenação sacerdotal) e fortaleceu em mensagem o desejo que os maranguapenses e leitores do blog “sejam sempre fieis guardando a sua fé”. À medida que o tempo passava, parentes e amigos chegavam para felicitá-lo. Popularmente conhecido Monsenhor Mauro, Padre Mauro ou Santo maranguapense, ele faleceu no último dia 13 de março de 2016 aos 94 anos de idade, comovendo toda a cidade que tem como Padroeira Nossa Senhora da Penha.

 

Dadynha Saturnino entrevista Monsnehor Mauro. Foto Dadynha Saturnino

Dadynha Saturnino entrevista Monsnehor Mauro. Foto Dadynha Saturnino

 

2012

 

O Blog News Maranguape entrevistou Mauro Gurgel Braga Herbster – Monsenhor Mauro (ou o Padre Mauro dos maranguapenses) na casa dos seus sobrinhos Bernardete e Marcelo, no dia do seu aniversário de 91 anos de vida, completados no último dia 22 de dezembro. 67 destes dedicados ao Sacerdócio com muito amor pelo seu próximo nas diversas Paróquias que foi Vigário: Mucuripe, São Gerardo, Mulungu, Pedra Branca entre outras e mais de 40 anos somente ao povo de Maranguape, que além de estimular a prática religiosa (catolicismo) tão presente neste município, também educou quando foi Professor no Colégio Estadual Anchieta.

Atualmente, vive em um Sítio no Distrito de Tabatinga e ainda celebra a “Santa Missa” na saleta de casa aos domingos. Algumas poucas vezes podemos encontrá-lo na casa dos sobrinhos, no Centro da cidade, quando temos a oportunidade de ser abençoados por “Ele”, irmão do Médico humanitário Dr. Argeu Herbster (In memoriam) e também considerado por muitos como um “Santo Vivo.”

 

Confira a entrevista realizada por Dadynha Saturnino

 

BNM – O Senhor é considerado pelos maranguapenses como um “Santo Vivo”. A que atribui esta devoção?

Padre Mauro – É bondade do povo (inicia com um tímido sorriso). Como sacerdote, tive muita alegria e nesta idade, 91 anos completados hoje, alegria de nunca ter deixado um enfermo morrer sem ser sacramentado, sem receber a confissão de forma que todos, graças a deus, puderam ser atendidos, ainda mais quando eu fui vigário em Paróquia de Interior, paróquias difíceis e grandes como Pedra Branca, por exemplo. Não posso dar as impressões porque fazem um elogio desses descabido, risos, um povo muito bom de Maranguape. Ainda me lembro, lendo o livro onde se escrevem as impressões dos ex-Vigários que passaram por aqui, que havia um Padre Bruno, Monsenhor Bruno, que dizia: “o povo de Maranguape é um povo bom, trate-o bem que consegue tudo o que quiser.” Isso me edifica muito.

 

BNM – Quais as dificuldades que o Senhor precisou vencer para ajudar a fortalecer a fé das pessoas?

Padre Mauro – Bem, as dificuldades que encontrei quando era vigário do interior para atender os enfermos. Às vezes, fora de hora, em lugares distantes, passando a noite toda andando a cavalo para no outro dia atender e às vezes quando chegava dia de sábado ainda tinha atendimento, uma confissão para fazer neste dia, no retorno a paróquia e era bem cansativo, era muito cansativo. Quando era vigário em São Gerardo, havia um bairro lá, Pan Americano, onde construímos a Igreja de São Pio Décimo que no começo era Santa Cecília, mas, a minha mãe, pediu pra ser São Pio Décimo porque ela cada vez mais cultivava a devoção a Eucaristia a este Papa que fez milagre em vida, de forma que em vez de Santa Cecília ficou São Pio Décimo que ainda hoje está como Padroeiro. E eu sempre dizia: aqui vai ser uma Paróquia, vamos levantar as torres, mas, de vez em quando, muita gente chegou a dizer: o Padre fazer uma igreja, num tamanho desses e num lugar desses? E vieram me pedir desculpa: “seu vigário, falta de bom senso, é a nossa.” Tá vendo? Fui vigário naqueles bons tempos. “Hoje essa Igreja já tá construída, já foi inaugurada com os sinos que o senhor sonhava colocar aqui, é pequena para o povo que se apresenta hoje aqui, diziam que o senhor não tem bom senso, quem não tinha bom senso éramos nós.” Falam os fiéis. O Povo de São Gerardo é um Povo muito bom, muito religioso.

 

BNM – Há algo em especial que o Senhor gostaria de compartilhar conosco?

Padre Mauro – Nunca, nenhum dos meus enfermos por quem procurei entrar em contato para receber o sacramento, nunca rejeitou o Padre. Sempre aceitaram o Padre. Uma vez um chegou a dizer que não queria se confessar, mas, a Senhora dele disse: o que? Chame o Padre Mauro. Eu fui, nem perguntei se queria confessar, fui só sentar. Conversei, nem perguntei, ele recebeu o sacramento, ficou muito satisfeito e perguntei: está satisfeito? Ele respondeu: satisfeitíssimo e isso conforta muito o padre. Às vezes a pessoa pobre diz: vem me ouvir Padre, peço pro Senhor rezar por mim, eu nunca procurei fazer questão de atender pois a intenção era pura, predestinada por deus e contribuiu para fortalecer a minha fé. (em relação a pessoa estar precisando da oração e não ter recursos.)

 

BNM – Maranguape tem dois Padroeiros, Nossa Senhora da Penha e São Sebastião. Qual a explicação?

Padre Mauro – A Padroeira é Nossa Senhora da Penha, ela é a nossa Padroeira. O gesto de devoção à São Sebastião é desde o tempo do cólera, para o povo agradecer a graça de não ter morrido, pois morreu muita gente nesse tempo, e não faltaram pessoas caridosas para atendê-los, principalmente médicos. Por atender ao pedido de fé dos maranguapenses, tornou-se oSanto de devoção, passando a ser considerado o Padroeiro também.

Leia mais sobre a devoção a São Sebastião em  Maranguapense recebe Moção de parabéns por sua aprovação no Doutorado em História.

 

BNM – Seu irmão e Médico Dr. Argeu Gurgel Braga Herbster (In Memórian), serviu ao povo através dos seus conhecimentos na medicina, ajudou a salvar muitas vidas e até hoje é considerado um Santo Popular e à ele atribuídos vários milagres. Porque?

Padre Mauro – Porque praticou sempre a caridade. Argeu olhava para o doente sem saber se era rico ou se era pobre. Se era doente, atendia logo. E se não tinha dinheiro, se prontificava logo para atender. Ainda perto de morrer, ele tava no Hospital Albanisa Sarasate e vieram chamá-lo para confissão (risos pela troca), ou melhor, para atender um chamado. Acontece que era hora avançada, uma hora já e não tinha nem jantado, todo tempo atendendo aquele pessoal. Então, Ele não tinha transporte, não tinha nada. Como as pessoas vinham de caminhão, “aproveito e vou no caminhão, aproveito esse transporte de vocês”contou-me Argeu. Depois que atendeu o doente, perguntaram quanto era e ele disse: não é nada e o dinheiro que iria pagar já serve pra comprar de remédio. Ainda me lembro também que pra atender os doentes, Argeu não se importava de ir de cavalo. Eu fui Vigário de Pedra Branca, paróquia difícil, as estradas muito ruins, na cega, tinha que usar o transporte, o cavalo. Me chamaram pra confessar um doente, era no cimo dum pico e tava lá o sujeito enfermo. Quando o homem olhou pra mim, perguntou: “você é irmão do Dr Argeu?” Respondi: sou. Pois, é, até naquele local, ele foi atender esse doente, sem visar pagamento, sem saber se ele podia pagar transporte, foi a cavalo também, de forma que esses gestos assim cativaram muito o povo, por isso todo o povo o venera pela caridade, esse amor ao próximo, sem procurar saber as posições deles, se era doente, atendia logo. Argeu também passou por inúmeras dificuldades para atender os apelos do povo quando precisava atender fora de hora em situação as vezes difíceis, porque não tinha transporte a mão, mas, ele sempre atendia. Quando um doente sabia que podia ser atendido pelo Dr Argeu, podia ficar tranqüilo que ele atendia, nunca fez questão para isso, para voltar um doente, sempre atendia a todos. O pessoal, interessante, me achava muito parecido com ele, muitas vezes me abraçava e dizia: Dr. Argeu, o senhor é muito parecido com o nosso Vigário, o Padre Mauro, mas, o Vigário era eu (risos).

 

BNM – Qual a mensagem que o Senhor deixa para o Povo de Maranguape e para os leitores do Blog News Maranguape?

Padre Mauro –Procurem sempre perseverar na fé para não perdê-la pois o justo vive a sua fé. Que sejam bem felizes e vivam sempre a sua fé que Deus não faltará quando vocês pedirem. Estou morando na Serra, resido num sitiozinho que comprei e celebro sempre na saleta da casa, aos domingos. Qualquer um pode vir à Missa. Às vezes sou chamado e atendo porque atualmente, a tontura (não sei proveniente de que, talvez da idade mesmo) não me permite sair a pé, mas, tem aqui o meu sobrinho, Marcelo, que se prontifica pra qualquer chamado, e me leva com todo prazer.  Qualquer pessoa que estiver morrendo eu ainda vou e confesso. A minha família me ajuda. O Marcelo, a Bernaderte e a Carmita. Sejam sempre fieis guardando a sua fé.

 

Making Off

Enquanto realizávamos a entrevista na varanda da casa do casal Bernardete e Marcelo (sobrinhos do Monsenhor Mauro), os parentes chegavam para parabenizá-lo pelo seu aniversário de 91 anos.

 

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Maranguape de luto: morre Mauro Gurgel Braga Herbster

Por Dadynha Saturnino em Notícias

14 de Março de 2016

O maranguapense Mauro Gurgel Braga Herbster faleceu às 23h deste domingo (13), aos 94 anos de idade completados no último dia 22 de dezembro de 2015. Conhecido como Padre Mauro, Monsenhor Mauro ou Santo maranguapense, 70 anos de sua vida foram dedicados ao Sacerdócio servindo à comunidade católica nas Paróquias em que foi Vigário: Mucuripe, Mulungu, Pedra Branca, São Gerardo entre outras. Humildade, bondade e alegria são a sua marca registrada.

Leia mais: Blog News Maranguape entrevista o Monsenhor Mauro Herbster

 

Monsenhor Mauro Gurgel Braga Herbster - 94 anos de vida e 70 de sacerdócio. Foto Dadynha Saturnino

Monsenhor Mauro Gurgel Braga Herbster – 94 anos de vida e 70 de sacerdócio. Foto Dadynha Saturnino

O velório acontece na Igreja Matriz de Maranguape até às 15h. De lá sairá um cortejo passando pelas principais ruas do Centro da cidade para a Igreja do Rosário (passando em frente à sua residência), onde será celebrada a Missa de corpo presente presidida pelo Arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio, seguida do sepultamento no mesmo local.

 

“A vida tem sentido quando se entrega para dar sentido à vida dos outros.”

Mauro Gurgel Braga Herbster

 

Benção do Papa

 

Há poucos dias o Monsenhor Mauro recebeu a Benção Católica do Papa Francisco por ocasião dos 70 aniversário de sua Ordenação Presbiterial, trazido pelo também maranguapense Padre Rafhael Maciel que esteve em Roma para receber do Papa sua nomeação como Missionário da Misericórdia.

 

Benção Catolica do Papa Francisco para o Monsenhor Mauro. Arquivo pessoal

Benção Catolica do Papa Francisco para o Monsenhor Mauro. Arquivo pessoal

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Maranguapense Monsenhor Mauro Gurgel completa 94 anos de vida nesta terça (22)

Por Dadynha Saturnino em PersonalidadeMaranguapense

22 de dezembro de 2015

Maranguape está em festa: seu ilustre, importante e querido filho Mauro Gurgel Braga Herbster (Monsenhor/Padre Mauro) completa 94 anos de vida nesta terça (22)14 dias após a comemoração dos seus 70 anos de ordenação sacerdotal. Registramos o nosso afeto, respeito, votos de muita saúde e paz em nome dos nossos leitores e de todos os paroquianos de Nossa Senhora da Penha (padroeira de sua terra natal), do Mucuripe, do São Gerardo, do Mulungu, de Pedra Branca entre outras cidades em que foi vigário. Parabéns, Monsenhor! 

Monsenhor Mauro Gurgel Braga Herbster - 94 anos de vida e 70 de sacerdócio. Foto Dadynha Saturnino

Monsenhor Mauro Gurgel Braga Herbster – 94 anos de vida e 70 de sacerdócio. Foto Dadynha Saturnino

 

Padre Mauro acompanhado do Monsenhor João Jorge, Padre Rafhael Maciel e Ministros da Eucaristia após a Santa Missa em ação de graças pelos seus 70 anos de sacerdócio completados no dia oito de dezembro. Foto Dadynha Saturnino

Padre Mauro acompanhado do Monsenhor João Jorge, Padre Rafhael Maciel e Ministros da Eucaristia após a Santa Missa em ação de graças pelos seus 70 anos de sacerdócio completados no dia oito de dezembro. Foto Dadynha Saturnino

 

Leia mais: Blog News Maranguape entrevista o Monsenhor Mauro Herbster

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Maranguape comemora 164 anos nesta terça (17). Confira programação

Por Dadynha Saturnino em Cidades

16 de novembro de 2015

Maranguape, cidade serrana da região metropolitana de Fortaleza, comemora o aniversário de 164 anos nesta terça (17), com apresentação musical de artistas locais, realização de Missa e shows católicos a partir das 18h, na Praça Capistrano de Abreu, localizada no Centro da “terra natal” do comediante Chico Anysio (im), dos historiadores Capistrano de Abreu (im) e Dhenis Maciel, dos irmãos religiosos Monsenhor Mauro Herbster e Argeu Herbster (im), dos músicos Manassés de Sousa, Sirano, Sirino e Vanim, dos humoristas Rapadura Barroada, dos jornalistas Luiz Esteves Júnior Mayara de Araújo, dos Professores Edith Nunes (im), Joélcio Alves Jaira Façanha, dos comerciantes Raimundo Careca, Paulinho Grill e Dedé da Bodega, do jornaleiro Mamão, do ciclista José Lito de Moura, do piloto José Duarte e de várias outras personalidades que foram/são referências positivas em suas áreas de atuação. A data marca o dia em que Maranguape foi elevada à condição de Vila, no ano de 1851. A cidade hoje tem cerca de 122 mil habitantes (IBGE 2013) e é administrada pelo Prefeito Átila Cordeiro Câmara. 

Confira programação:

 

Aniversário de 164 anos de Maranguape-CE. Divulgação Prefeitura Municipal de Maranguape.

Aniversário de 164 anos de Maranguape-CE. Divulgação Prefeitura Municipal de Maranguape.

 

Algumas imagens de Maranguape

 

Igreja Matriz de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino
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Igreja Matriz de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Igreja Matriz de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Igreja Matriz de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino
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Igreja Matriz de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Igreja Matriz de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Igreja Matriz de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino
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Igreja Matriz de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Igreja Matriz de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Igreja Matriz de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino
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Igreja Matriz de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Igreja Matriz de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Igreja Matriz de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino
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Igreja Matriz de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Igreja Matriz de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Igreja Matriz de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino
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Igreja Matriz de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Igreja Matriz de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Praça Francisco Colares Filho, a Praça da Matriz. Foto Dadynha Saturnino
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Praça Francisco Colares Filho, a Praça da Matriz. Foto Dadynha Saturnino

Praça Francisco Colares Filho, a Praça da Matriz. Foto Dadynha Saturnino

Praça Francisco Colares Filho, a Praça da Matriz. Foto Dadynha Saturnino
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Praça Francisco Colares Filho, a Praça da Matriz. Foto Dadynha Saturnino

Praça Francisco Colares Filho, a Praça da Matriz. Foto Dadynha Saturnino

Praça Francisco Colares Filho, a Praça da Matriz. Foto Dadynha Saturnino
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Praça Francisco Colares Filho, a Praça da Matriz. Foto Dadynha Saturnino

Praça Francisco Colares Filho, a Praça da Matriz. Foto Dadynha Saturnino

Casarão onde funcionou a Prefeitura de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino
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Casarão onde funcionou a Prefeitura de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Casarão onde funcionou a Prefeitura de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Casa de Cultura Capistrano de Abreu. Foto Dadynha Saturnino
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Casa de Cultura Capistrano de Abreu. Foto Dadynha Saturnino

Casa de Cultura Capistrano de Abreu. Foto Dadynha Saturnino

Lateral da Sociedade Artística Maranguapense. Foto Dadynha Saturnino
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Lateral da Sociedade Artística Maranguapense. Foto Dadynha Saturnino

Lateral da Sociedade Artística Maranguapense. Foto Dadynha Saturnino

Casarão da família Lima Lopes. Foto Dadynha Saturnino
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Casarão da família Lima Lopes. Foto Dadynha Saturnino

Casarão da família Lima Lopes. Foto Dadynha Saturnino

Casa Chico Anysio e a mangueira símbolo dos anos em que viveu com a família nesta casa. Replantada em 2013. Foto Dadynha Saturnino
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Casa Chico Anysio e a mangueira símbolo dos anos em que viveu com a família nesta casa. Replantada em 2013. Foto Dadynha Saturnino

Casa Chico Anysio. Foto Dadynha Saturnino

Rádio Maranguape FM. Foto Dadynha Saturnino
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Rádio Maranguape FM. Foto Dadynha Saturnino

Rádio Maranguape FM. Foto Dadynha Saturnino

Rodoviária de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino
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Rodoviária de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Rodoviária de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Por do sol atras da serra de Maranguape, vista da Praça da Guabiraba. Foto Dadynha Saturnino
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Por do sol atras da serra de Maranguape, vista da Praça da Guabiraba. Foto Dadynha Saturnino

Por do sol atras da serra de Maranguape, vista da Praça da Guabiraba. Foto Dadynha Saturnino

Sítio Gonzaga Mota, na Serra de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino
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Sítio Gonzaga Mota, na Serra de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Sítio Gonzaga Mota, na Serra de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Complexo Turístico iPark. Arquivo pessoal.
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Complexo Turístico iPark. Arquivo pessoal.

Complexo Turístico iPark. Arquivo pessoal.

Restaurante Chico City está localizado no Cascatinha Clube de Serra de Maranguape.
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Restaurante Chico City está localizado no Cascatinha Clube de Serra de Maranguape.

Restaurante Chico City está localizado no Cascatinha Clube de Serra de Maranguape.

Restaurante Chico City está localizado no Cascatinha Clube de Serra de Maranguape.
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Restaurante Chico City está localizado no Cascatinha Clube de Serra de Maranguape.

Restaurante Chico City está localizado no Cascatinha Clube de Serra de Maranguape.

Lago do Cascatinha Clube de Serra, em Maranguape. Foto Dadynha Saturnino
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Lago do Cascatinha Clube de Serra, em Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Lago do Cascatinha Clube de Serra, em Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Dadynha Saturnino e Chico Anysio, em sua última vinda à Maranguape, dois anos antes de sua morte. Arquivo pessoal.
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Dadynha Saturnino e Chico Anysio, em sua última vinda à Maranguape, dois anos antes de sua morte. Arquivo pessoal.

Dadynha Saturnino e Chico Anysio, em sua última vinda à Maranguape, dois anos antes de sua morte. Arquivo pessoal.

Monsenhor Mauro e Dadynha Saturnino. Arquivo pessoal
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Monsenhor Mauro e Dadynha Saturnino. Arquivo pessoal

Monsenhor Mauro e Dadynha Saturnino. Arquivo pessoal

Casal Façanha: Jaime (im) e Helena. Foto Dadynha Saturnino
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Casal Façanha: Jaime (im) e Helena. Foto Dadynha Saturnino

Casal Façanha: Jaime (im) e Helena. Foto Dadynha Saturnino

Comerciante Domingos Saturnino (im), tocando o acordeon na calçada de casa na Rua Robert Braquehais, em Maranguape. Foto Dadynha Saturnino
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Comerciante Domingos Saturnino (im), tocando o acordeon na calçada de casa na Rua Robert Braquehais, em Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Comerciante Domingos Saturnino (im), tocando o acordeon na calçada de casa na Rua Robert Braquehais, em Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Dadynha Saturnino com Elano de Paula (im), André Lucas e Dep Raimundo Gomes de Matos. O primeiro e o segundo são irmão e filho do saudoso Chico Anysio.
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Dadynha Saturnino com Elano de Paula (im), André Lucas e Dep Raimundo Gomes de Matos. O primeiro e o segundo são irmão e filho do saudoso Chico Anysio.

Dadynha Saturnino com Elano de Paula (im), André Lucas e Dep Raimundo Gomes de Matos. O primeiro e o segundo são irmão e filho do saudoso Chico Anysio.

Associação Deusas da Mama é destaque por promover a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama nas pessoas de Maranguape. Arquivo pessoal.
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Associação Deusas da Mama é destaque por promover a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama nas pessoas de Maranguape. Arquivo pessoal.

Associação Deusas da Mama é destaque por promover a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama nas pessoas de Maranguape. Arquivo pessoal.

Mulheres do Grupo Valor da Vida homenageiam Chico Anysio em dança folclórica. Casa Chico Anysio. Foto Dadynha Saturnino
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Mulheres do Grupo Valor da Vida homenageiam Chico Anysio em dança folclórica. Casa Chico Anysio. Foto Dadynha Saturnino

Mulheres do Grupo Valor da Vida homenageiam Chico Anysio em dança folclórica. Casa Chico Anysio. Foto Dadynha Saturnino

Dadynha e Lampião, personagem do vendedor autônomo Edson Lemos. Arquivo pessoal.
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Dadynha e Lampião, personagem do vendedor autônomo Edson Lemos. Arquivo pessoal.

Dadynha e Lampião, personagem do vendedor autônomo Edson Lemos. Arquivo pessoal.

Alunos da APAE Maranguape. Foto Dadynha Saturnino
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Alunos da APAE Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Alunos da APAE Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Bata em rechileau, bordado tradicional de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino
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Bata em rechileau, bordado tradicional de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

Bata em rechileau, bordado tradicional de Maranguape. Foto Dadynha Saturnino

 

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Festa da Padroeira de Maranguape reuniu milhares de fiéis na última noite de comemorações

Por Dadynha Saturnino em Religião

09 de setembro de 2013

Maranguape. No último domingo (08), milhares de fiéis prestigiaram a Festa da Padroeira desta cidade, Nossa Senhora da Penha. A missa dominical das 19hs foi realizada na Igreja Matriz, que reabriu após um breve período em que passou por reforma (troca do piso, reparo nas paredes e restauro das cores originais dos altares), e celebrada pelo Pároco Padre Arildo Castro com a participação dos Padres Josimar e Eronildo, ambos maranguapenses.

 

Na sequência, ocorreu a procissão com a imagem de Nossa Senhora em andor muito bem decorado, saindo da Matriz passando pelas Ruas Domingos Façanha (Monsenhor Mauro Herbster aguardava a passagem em casa e abençoava os fiéis que o cumprimentavam), Major Agostinho, Major Napoleão Lima e Coronel Manoel Paula encerrando no patamar da Matriz com o descerramento das Bandeiras do Brasil, de Maranguape e de Nossa Senhora da Penha pelo decorador Pedro Sérgio, Prefeito Átila Câmara e Padre Josimar, respectivamente. Padre Arildo aproveitou para lançar o sorteio de um carro 0 km que será feito em novembro próximo.     Milhares de fiéis, inclusive de várias cidades e até de outros Estados, participaram desta belíssima festa numa mostra da devoção, vocação e forte religiosidade presentes neste município, além de autoridades políticas e famílias maranguapenses que prestigiaram o Leilão de prendas finalizando com sucesso esta tradicional festa católica.

 

Na sequência, ocorreu a procissão com a imagem de Nossa Senhora em andor muito bem decorado, saindo da Matriz passando pelas Ruas Domingos Façanha (Monsenhor Mauro Herbster aguardava a passagem em casa e abençoava os fiéis que o cumprimentavam), Major Agostinho, Major Napoleão Lima e Coronel Manoel Paula encerrando no patamar da Matriz com o descerramento das Bandeiras do Brasil, de Maranguape e de Nossa Senhora da Penha pelo decorador Pedro Sérgio, Prefeito Átila Câmara e Padre Josimar, respectivamente. Padre Arildo aproveitou para lançar o sorteio de um carro 0 km que será feito em novembro próximo.

 

Festa de Nossa Senhora da Penha - Padroeira de Maranguape.Foto Dadynha Saturnino

Festa de Nossa Senhora da Penha – Padroeira de Maranguape.Foto Dadynha Saturnino

 

Festa de Nossa Senhora da Penha - Padroeira de Maranguape.Foto Dadynha Saturnino

Festa de Nossa Senhora da Penha – Padroeira de Maranguape.Foto Dadynha Saturnino

 

 

Milhares de fiéis, inclusive de várias cidades e até de outros Estados, participaram desta belíssima festa numa mostra da devoção, vocação e forte religiosidade presentes neste município, além de autoridades políticas e famílias maranguapenses que prestigiaram o Leilão de prendas finalizando com sucesso esta tradicional festa católica.

 

 

Festa de Nossa Senhora da Penha - Padroeira de Maranguape.Foto Dadynha Saturnino

 

Cobertura fotográfica completa no álbum do facebook de Dadynha Saturnino Festa de Nossa Senhora da Penha – Padroeira de Maranguape

 

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Blog News Maranguape entrevista o Monsenhor Mauro Herbster

Por Dadynha Saturnino em Entrevistas, Religião

24 de dezembro de 2012

O Blog News Maranguape entrevistou Mauro Gurgel Braga Herbster – Monsenhor Mauro (ou o Padre Mauro dos maranguapenses) na casa dos seus sobrinhos Bernardete e Marcelo, no dia do seu aniversário de 91 anos de vida, completados no último dia 22 de dezembro. 67 destes dedicados ao Sacerdócio com muito amor pelo seu próximo nas diversas Paróquias que foi Vigário: Mucuripe, São Gerardo, Mulungu, Pedra Branca entre outras e mais de 40 anos somente ao povo de Maranguape, que além de estimular a prática religiosa (catolicismo) tão presente neste município, também educou quando foi Professor no Colégio Estadual Anchieta.

Atualmente, vive em um Sítio no Distrito de Tabatinga e ainda celebra a “Santa Missa” na saleta de casa aos domingos. Algumas poucas vezes podemos encontrá-lo na casa dos sobrinhos, no Centro da cidade, quando temos a oportunidade de ser abençoados por “Ele”, irmão do Médico humanitário Dr. Argeu Herbster (In Memórian) e também considerado por muitos como um “Santo. Vivo.”

Blog News Maranguape entrevista Monsenhor Mauro Herbster. Foto de Dadynha Saturnino

Confira a entrevista realizada por Dadynha Saturnino

BNM – O Senhor é considerado pelos maranguapenses como um “Santo Vivo”. A que atribui esta devoção?

Padre Mauro – É bondade do povo (inicia com um tímido sorriso). Como sacerdote, tive muita alegria e nesta idade, 91 anos completados hoje, alegria de nunca ter deixado um enfermo morrer sem ser sacramentado, sem receber a confissão de forma que todos, graças a deus, puderam ser atendidos, ainda mais quando eu fui vigário em Paróquia de Interior, paróquias difíceis e grandes como Pedra Branca, por exemplo. Não posso dar as impressões porque fazem um elogio desses descabido, risos, um povo muito bom de Maranguape. Ainda me lembro, lendo o livro onde se escrevem as impressões dos ex-Vigários que passaram por aqui, que havia um Padre Bruno, Monsenhor Bruno, que dizia: “o povo de Maranguape é um povo bom, trate-o bem que consegue tudo o que quiser.” Isso me edifica muito.

BNM – Quais as dificuldades que o Senhor precisou vencer para ajudar a fortalecer a fé das pessoas?

Padre Mauro – Bem, as dificuldades que encontrei quando era vigário do interior para atender os enfermos. Às vezes, fora de hora, em lugares distantes, passando a noite toda andando a cavalo para no outro dia atender e às vezes quando chegava dia de sábado ainda tinha atendimento, uma confissão para fazer neste dia, no retorno a paróquia e era bem cansativo, era muito cansativo. Quando era vigário em São Gerardo, havia um bairro lá, Pan Americano, onde construímos a Igreja de São Pio Décimo que no começo era Santa Cecília, mas, a minha mãe, pediu pra ser São Pio Décimo porque ela cada vez mais cultivava a devoção a Eucaristia a este Papa que fez milagre em vida, de forma que em vez de Santa Cecília ficou São Pio Décimo que ainda hoje está como Padroeiro. E eu sempre dizia: aqui vai ser uma Paróquia, vamos levantar as torres, mas, de vez em quando, muita gente chegou a dizer: o Padre fazer uma igreja, num tamanho desses e num lugar desses? E vieram me pedir desculpa: “seu vigário, falta de bom senso, é a nossa.” Tá vendo? Fui vigário naqueles bons tempos. “Hoje essa Igreja já tá construída, já foi inaugurada com os sinos que o senhor sonhava colocar aqui, é pequena para o povo que se apresenta hoje aqui, diziam que o senhor não tem bom senso, quem não tinha bom senso éramos nós.” Falam os fiéis. O Povo de São Gerardo é um Povo muito bom, muito religioso.

BNM – Há algo em especial que o Senhor gostaria de compartilhar conosco?

Padre Mauro – Nunca, nenhum dos meus enfermos por quem procurei entrar em contato para receber o sacramento, nunca rejeitou o Padre. Sempre aceitaram o Padre. Uma vez um chegou a dizer que não queria se confessar, mas, a Senhora dele disse: o que? Chame o Padre Mauro. Eu fui, nem perguntei se queria confessar, fui só sentar. Conversei, nem perguntei, ele recebeu o sacramento, ficou muito satisfeito e perguntei: está satisfeito? Ele respondeu: satisfeitíssimo e isso conforta muito o padre. Às vezes a pessoa pobre diz: vem me ouvir Padre, peço pro Senhor rezar por mim, eu nunca procurei fazer questão de atender pois a intenção era pura, predestinada por deus e contribuiu para fortalecer a minha fé. (em relação a pessoa estar precisando da oração e não ter recursos.)

BNM – Maranguape tem dois Padroeiros, Nossa Senhora da Penha e São Sebastião. Qual a explicação?

Padre Mauro – A Padroeira é Nossa Senhora da Penha, ela é a nossa Padroeira. O gesto de devoção à São Sebastião é desde o tempo do cólera, para o povo agradecer a graça de não ter morrido, pois morreu muita gente nesse tempo, e não faltaram pessoas caridosas para atendê-los, principalmente médicos. Por atender ao pedido de fé dos maranguapenses, tornou-se o Santo de devoção, passando a ser considerado o Padroeiro também.

Leia mais sobre a devoção a São Sebastião em  Maranguapense recebe Moção de parabéns por sua aprovação no Doutorado em História.

BNM – Seu irmão e Médico Dr. Argeu Gurgel Braga Herbster (In Memórian), serviu ao povo através dos seus conhecimentos na medicina, ajudou a salvar muitas vidas e até hoje é considerado um Santo Popular e à ele atribuídos vários milagres. Porque?

Padre Mauro – Porque praticou sempre a caridade. Argeu olhava para o doente sem saber se era rico ou se era pobre. Se era doente, atendia logo. E se não tinha dinheiro, se prontificava logo para atender. Ainda perto de morrer, ele tava no Hospital Albanisa Sarasate e vieram chamá-lo para confissão (risos pela troca), ou melhor, para atender um chamado. Acontece que era hora avançada, uma hora já e não tinha nem jantado, todo tempo atendendo aquele pessoal. Então, Ele não tinha transporte, não tinha nada. Como as pessoas vinham de caminhão, “aproveito e vou no caminhão, aproveito esse transporte de vocês”contou-me Argeu. Depois que atendeu o doente, perguntaram quanto era e ele disse: não é nada e o dinheiro que iria pagar já serve pra comprar de remédio. Ainda me lembro também que pra atender os doentes, Argeu não se importava de ir de cavalo. Eu fui Vigário de Pedra Branca, paróquia difícil, as estradas muito ruins, na cega, tinha que usar o transporte, o cavalo. Me chamaram pra confessar um doente, era no cimo dum pico e tava lá o sujeito enfermo. Quando o homem olhou pra mim, perguntou: “você é irmão do Dr Argeu?” Respondi: sou. Pois, é, até naquele local, ele foi atender esse doente, sem visar pagamento, sem saber se ele podia pagar transporte, foi a cavalo também, de forma que esses gestos assim cativaram muito o povo, por isso todo o povo o venera pela caridade, esse amor ao próximo, sem procurar saber as posições deles, se era doente, atendia logo. Argeu também passou por inúmeras dificuldades para atender os apelos do povo quando precisava atender fora de hora em situação as vezes difíceis, porque não tinha transporte a mão, mas, ele sempre atendia. Quando um doente sabia que podia ser atendido pelo Dr Argeu, podia ficar tranqüilo que ele atendia, nunca fez questão para isso, para voltar um doente, sempre atendia a todos. O pessoal, interessante, me achava muito parecido com ele, muitas vezes me abraçava e dizia: Dr. Argeu, o senhor é muito parecido com o nosso Vigário, o Padre Mauro, mas, o Vigário era eu (risos).

BNM – Qual a mensagem que o Senhor deixa para o Povo de Maranguape e para os leitores do Blog News Maranguape?

Padre Mauro –Procurem sempre perseverar na fé para não perdê-la pois o justo vive a sua fé. Que sejam bem felizes e vivam sempre a sua fé que Deus não faltará quando vocês pedirem. Estou morando na Serra, resido num sitiozinho que comprei e celebro sempre na saleta da casa, aos domingos. Qualquer um pode vir à Missa. Às vezes sou chamado e atendo porque atualmente, a tontura (não sei proveniente de que, talvez da idade mesmo) não me permite sair a pé, mas, tem aqui o meu sobrinho, Marcelo, que se prontifica pra qualquer chamado, e me leva com todo prazer.  Qualquer pessoa que estiver morrendo eu ainda vou e confesso. A minha família me ajuda. O Marcelo, a Bernaderte e a Carmita. Sejam sempre fieis guardando a sua fé.

Making Off

Enquanto realizávamos a entrevista na varanda da casa do casal Bernardete e Marcelo (sobrinhos do Monsenhor Mauro), os parentes chegavam para parabenizá-lo pelo seu aniversário de 91 anos.

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Blog News Maranguape entrevista o Monsenhor Mauro Herbster

Por Dadynha Saturnino em Entrevistas, Religião

24 de dezembro de 2012

O Blog News Maranguape entrevistou Mauro Gurgel Braga Herbster – Monsenhor Mauro (ou o Padre Mauro dos maranguapenses) na casa dos seus sobrinhos Bernardete e Marcelo, no dia do seu aniversário de 91 anos de vida, completados no último dia 22 de dezembro. 67 destes dedicados ao Sacerdócio com muito amor pelo seu próximo nas diversas Paróquias que foi Vigário: Mucuripe, São Gerardo, Mulungu, Pedra Branca entre outras e mais de 40 anos somente ao povo de Maranguape, que além de estimular a prática religiosa (catolicismo) tão presente neste município, também educou quando foi Professor no Colégio Estadual Anchieta.

Atualmente, vive em um Sítio no Distrito de Tabatinga e ainda celebra a “Santa Missa” na saleta de casa aos domingos. Algumas poucas vezes podemos encontrá-lo na casa dos sobrinhos, no Centro da cidade, quando temos a oportunidade de ser abençoados por “Ele”, irmão do Médico humanitário Dr. Argeu Herbster (In Memórian) e também considerado por muitos como um “Santo. Vivo.”

Blog News Maranguape entrevista Monsenhor Mauro Herbster. Foto de Dadynha Saturnino

Confira a entrevista realizada por Dadynha Saturnino

BNM – O Senhor é considerado pelos maranguapenses como um “Santo Vivo”. A que atribui esta devoção?

Padre Mauro – É bondade do povo (inicia com um tímido sorriso). Como sacerdote, tive muita alegria e nesta idade, 91 anos completados hoje, alegria de nunca ter deixado um enfermo morrer sem ser sacramentado, sem receber a confissão de forma que todos, graças a deus, puderam ser atendidos, ainda mais quando eu fui vigário em Paróquia de Interior, paróquias difíceis e grandes como Pedra Branca, por exemplo. Não posso dar as impressões porque fazem um elogio desses descabido, risos, um povo muito bom de Maranguape. Ainda me lembro, lendo o livro onde se escrevem as impressões dos ex-Vigários que passaram por aqui, que havia um Padre Bruno, Monsenhor Bruno, que dizia: “o povo de Maranguape é um povo bom, trate-o bem que consegue tudo o que quiser.” Isso me edifica muito.

BNM – Quais as dificuldades que o Senhor precisou vencer para ajudar a fortalecer a fé das pessoas?

Padre Mauro – Bem, as dificuldades que encontrei quando era vigário do interior para atender os enfermos. Às vezes, fora de hora, em lugares distantes, passando a noite toda andando a cavalo para no outro dia atender e às vezes quando chegava dia de sábado ainda tinha atendimento, uma confissão para fazer neste dia, no retorno a paróquia e era bem cansativo, era muito cansativo. Quando era vigário em São Gerardo, havia um bairro lá, Pan Americano, onde construímos a Igreja de São Pio Décimo que no começo era Santa Cecília, mas, a minha mãe, pediu pra ser São Pio Décimo porque ela cada vez mais cultivava a devoção a Eucaristia a este Papa que fez milagre em vida, de forma que em vez de Santa Cecília ficou São Pio Décimo que ainda hoje está como Padroeiro. E eu sempre dizia: aqui vai ser uma Paróquia, vamos levantar as torres, mas, de vez em quando, muita gente chegou a dizer: o Padre fazer uma igreja, num tamanho desses e num lugar desses? E vieram me pedir desculpa: “seu vigário, falta de bom senso, é a nossa.” Tá vendo? Fui vigário naqueles bons tempos. “Hoje essa Igreja já tá construída, já foi inaugurada com os sinos que o senhor sonhava colocar aqui, é pequena para o povo que se apresenta hoje aqui, diziam que o senhor não tem bom senso, quem não tinha bom senso éramos nós.” Falam os fiéis. O Povo de São Gerardo é um Povo muito bom, muito religioso.

BNM – Há algo em especial que o Senhor gostaria de compartilhar conosco?

Padre Mauro – Nunca, nenhum dos meus enfermos por quem procurei entrar em contato para receber o sacramento, nunca rejeitou o Padre. Sempre aceitaram o Padre. Uma vez um chegou a dizer que não queria se confessar, mas, a Senhora dele disse: o que? Chame o Padre Mauro. Eu fui, nem perguntei se queria confessar, fui só sentar. Conversei, nem perguntei, ele recebeu o sacramento, ficou muito satisfeito e perguntei: está satisfeito? Ele respondeu: satisfeitíssimo e isso conforta muito o padre. Às vezes a pessoa pobre diz: vem me ouvir Padre, peço pro Senhor rezar por mim, eu nunca procurei fazer questão de atender pois a intenção era pura, predestinada por deus e contribuiu para fortalecer a minha fé. (em relação a pessoa estar precisando da oração e não ter recursos.)

BNM – Maranguape tem dois Padroeiros, Nossa Senhora da Penha e São Sebastião. Qual a explicação?

Padre Mauro – A Padroeira é Nossa Senhora da Penha, ela é a nossa Padroeira. O gesto de devoção à São Sebastião é desde o tempo do cólera, para o povo agradecer a graça de não ter morrido, pois morreu muita gente nesse tempo, e não faltaram pessoas caridosas para atendê-los, principalmente médicos. Por atender ao pedido de fé dos maranguapenses, tornou-se o Santo de devoção, passando a ser considerado o Padroeiro também.

Leia mais sobre a devoção a São Sebastião em  Maranguapense recebe Moção de parabéns por sua aprovação no Doutorado em História.

BNM – Seu irmão e Médico Dr. Argeu Gurgel Braga Herbster (In Memórian), serviu ao povo através dos seus conhecimentos na medicina, ajudou a salvar muitas vidas e até hoje é considerado um Santo Popular e à ele atribuídos vários milagres. Porque?

Padre Mauro – Porque praticou sempre a caridade. Argeu olhava para o doente sem saber se era rico ou se era pobre. Se era doente, atendia logo. E se não tinha dinheiro, se prontificava logo para atender. Ainda perto de morrer, ele tava no Hospital Albanisa Sarasate e vieram chamá-lo para confissão (risos pela troca), ou melhor, para atender um chamado. Acontece que era hora avançada, uma hora já e não tinha nem jantado, todo tempo atendendo aquele pessoal. Então, Ele não tinha transporte, não tinha nada. Como as pessoas vinham de caminhão, “aproveito e vou no caminhão, aproveito esse transporte de vocês”contou-me Argeu. Depois que atendeu o doente, perguntaram quanto era e ele disse: não é nada e o dinheiro que iria pagar já serve pra comprar de remédio. Ainda me lembro também que pra atender os doentes, Argeu não se importava de ir de cavalo. Eu fui Vigário de Pedra Branca, paróquia difícil, as estradas muito ruins, na cega, tinha que usar o transporte, o cavalo. Me chamaram pra confessar um doente, era no cimo dum pico e tava lá o sujeito enfermo. Quando o homem olhou pra mim, perguntou: “você é irmão do Dr Argeu?” Respondi: sou. Pois, é, até naquele local, ele foi atender esse doente, sem visar pagamento, sem saber se ele podia pagar transporte, foi a cavalo também, de forma que esses gestos assim cativaram muito o povo, por isso todo o povo o venera pela caridade, esse amor ao próximo, sem procurar saber as posições deles, se era doente, atendia logo. Argeu também passou por inúmeras dificuldades para atender os apelos do povo quando precisava atender fora de hora em situação as vezes difíceis, porque não tinha transporte a mão, mas, ele sempre atendia. Quando um doente sabia que podia ser atendido pelo Dr Argeu, podia ficar tranqüilo que ele atendia, nunca fez questão para isso, para voltar um doente, sempre atendia a todos. O pessoal, interessante, me achava muito parecido com ele, muitas vezes me abraçava e dizia: Dr. Argeu, o senhor é muito parecido com o nosso Vigário, o Padre Mauro, mas, o Vigário era eu (risos).

BNM – Qual a mensagem que o Senhor deixa para o Povo de Maranguape e para os leitores do Blog News Maranguape?

Padre Mauro –Procurem sempre perseverar na fé para não perdê-la pois o justo vive a sua fé. Que sejam bem felizes e vivam sempre a sua fé que Deus não faltará quando vocês pedirem. Estou morando na Serra, resido num sitiozinho que comprei e celebro sempre na saleta da casa, aos domingos. Qualquer um pode vir à Missa. Às vezes sou chamado e atendo porque atualmente, a tontura (não sei proveniente de que, talvez da idade mesmo) não me permite sair a pé, mas, tem aqui o meu sobrinho, Marcelo, que se prontifica pra qualquer chamado, e me leva com todo prazer.  Qualquer pessoa que estiver morrendo eu ainda vou e confesso. A minha família me ajuda. O Marcelo, a Bernaderte e a Carmita. Sejam sempre fieis guardando a sua fé.

Making Off

Enquanto realizávamos a entrevista na varanda da casa do casal Bernardete e Marcelo (sobrinhos do Monsenhor Mauro), os parentes chegavam para parabenizá-lo pelo seu aniversário de 91 anos.

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