7 de Fevereiro de 2017 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

7 de Fevereiro de 2017

Violência contra a mulher: avançamos em marcha-ré

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

07 de Fevereiro de 2017

Nada do que é humano me surpreende. Num mundo violento como o nosso, onde a raiz desse mal reside quase sempre na convivência difícil de um casal que se diz unido pelos laços do amor e, ao contrário disso, convive entre tapas e beijos, é estranho verificar que cada vez mais a violência do homem contra a mulher vai dando as cartas.

A sociedade tem avançado na luta das mulheres pelo voto. Na defesa por uma jornada de trabalho mais sensata e, cuja luta, acabou na barbárie que originou o Dia do Trabalho. Do esforço das mulheres, substituindo os homens que iam para a Guerra, quando elas passaram a ocupar as fábricas evitando o fechamento delas. No dia-a-dia do mundo, elas sempre estiveram presentes e, não apenas como recatadas esposas do lar, mas contribuindo em tudo mesmo diante da indesejável ditadura machista; a força da mulher sempre se fez visível.

O companheiro dela, no entanto, sempre cobrando, exigindo, oprimindo, espancando, matando. Foi preciso o esforço de provação de uma dessas vítimas para que se criasse uma lei que a protegesse, a Lei Maria da Penha que, insensíveis, tentaram caricaturá-la como lei Maria da Peia.

Pois nem a ameaça dessa norma consegue barrar a fúria desalmada dos violentos que continuam causando males à figura feminina. Ainda ontem, um idoso contrariado interrompeu a existência de uma delas no interior.

Ao mesmo tempo, toma-se conhecimento de que esse mal que domina certos homens parece não ser apenas da cultura machista de uma região como a nossa, mas um mal universal. Porque oriundo da própria alma humana.

Quando se lê que o presidente de um país como a Rússia, sanciona uma emenda polêmica tornando mais brandas as penas para violência doméstica, é que se tem o discernimento de que avançamos, em marcha-ré. .

Pelas novas regras, agressões contra cônjuges e filhos que deixem ferimentos, mas não resultem em fraturas de ossos, são passíveis de 15 dias de prisão ou uma multa caso ocorram com frequência menor que uma vez por ano. Antes, a lei russa previa pena de até dois anos de prisão.

Evidente que essa nova lei estimulará a violência doméstica em um país em que, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas, 38 mulheres morrem por dia vítimas dessa miserável desgraça.

Como já disse antes, Nada do que é humano me surpreende mais. Num mundo onde autoridades de segurança, impotentes em controlar a onda avassaladora da violência, propõem a morte como se pena estabelecida oficialmente no País, é ora de dobrar os joelhos, baixar a cabeça e pedir a Deus que tenha piedade de todos nós.

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Violência contra a mulher: avançamos em marcha-ré

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

07 de Fevereiro de 2017

Nada do que é humano me surpreende. Num mundo violento como o nosso, onde a raiz desse mal reside quase sempre na convivência difícil de um casal que se diz unido pelos laços do amor e, ao contrário disso, convive entre tapas e beijos, é estranho verificar que cada vez mais a violência do homem contra a mulher vai dando as cartas.

A sociedade tem avançado na luta das mulheres pelo voto. Na defesa por uma jornada de trabalho mais sensata e, cuja luta, acabou na barbárie que originou o Dia do Trabalho. Do esforço das mulheres, substituindo os homens que iam para a Guerra, quando elas passaram a ocupar as fábricas evitando o fechamento delas. No dia-a-dia do mundo, elas sempre estiveram presentes e, não apenas como recatadas esposas do lar, mas contribuindo em tudo mesmo diante da indesejável ditadura machista; a força da mulher sempre se fez visível.

O companheiro dela, no entanto, sempre cobrando, exigindo, oprimindo, espancando, matando. Foi preciso o esforço de provação de uma dessas vítimas para que se criasse uma lei que a protegesse, a Lei Maria da Penha que, insensíveis, tentaram caricaturá-la como lei Maria da Peia.

Pois nem a ameaça dessa norma consegue barrar a fúria desalmada dos violentos que continuam causando males à figura feminina. Ainda ontem, um idoso contrariado interrompeu a existência de uma delas no interior.

Ao mesmo tempo, toma-se conhecimento de que esse mal que domina certos homens parece não ser apenas da cultura machista de uma região como a nossa, mas um mal universal. Porque oriundo da própria alma humana.

Quando se lê que o presidente de um país como a Rússia, sanciona uma emenda polêmica tornando mais brandas as penas para violência doméstica, é que se tem o discernimento de que avançamos, em marcha-ré. .

Pelas novas regras, agressões contra cônjuges e filhos que deixem ferimentos, mas não resultem em fraturas de ossos, são passíveis de 15 dias de prisão ou uma multa caso ocorram com frequência menor que uma vez por ano. Antes, a lei russa previa pena de até dois anos de prisão.

Evidente que essa nova lei estimulará a violência doméstica em um país em que, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas, 38 mulheres morrem por dia vítimas dessa miserável desgraça.

Como já disse antes, Nada do que é humano me surpreende mais. Num mundo onde autoridades de segurança, impotentes em controlar a onda avassaladora da violência, propõem a morte como se pena estabelecida oficialmente no País, é ora de dobrar os joelhos, baixar a cabeça e pedir a Deus que tenha piedade de todos nós.