4 de Janeiro de 2019 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

4 de Janeiro de 2019

O 3 de janeiro que volta a se repetir

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

04 de Janeiro de 2019

Desde 2012, o mês de janeiro tem sido marcado por atos violentos em nossa capital. Naquele ano, exatamente no dia 3 de janeiro, era deflagrada a greve dos policiais e que passamos a conviver uma situação de descontrole. Agora, se dá o contrário: são os bandidos que provocam ataques de toda ordem. Essas ações criminosas voltaram a se repetir hoje. E não apenas em Fortaleza mas em cidades do interior. Isso é algo que toda a sociedade repudia, principalmente por atingir setores sensíveis como a do transporte coletivo.

A frota de ônibus começou a funcionar hoje regularmente, mas muitos motoristas e operadores tiveram que retornar às garagens por conta de um outro ataque incendiário.

O Sindiônibus contabiliza 17 ataques a coletivos, mas se a gente puxar pela memória vai verificar que, desde 2014, o setor de transporte teve mais de cem ônibus danificados em ataques semelhantes.

Em conversa hoje com o comandante da PM, coronel Alexandre Ávila, tivemos um relato do que vem sendo feito para fazer frente a esses atos terroristas. O comandante e seus auxiliares mais próximos se mantém em constantes reuniões com o secretário André Costa, na avaliação de todo o problema. Ele revelou que policiais de folga e até quem estava de férias estão retornando ao quartel e se oferecendo para atender nas forças emergenciais.

A população está sendo convidada a colaborar com as autoridades, repassando informes que auxiliem o trabalho policial. Os que tiverem denúncias sobre pessoas em atitudes suspeitas, que possam repassar esses informes às autoridades, numa forma de contribuir para a detenção dos criminosos.

A chegada das tropas federais, provavelmente, será o reforço necessário a conter essas ações que, embora tenham objetivo de atingir o sistema penitenciário, diante do anúncio de mudanças para o controle das facções, essas ações criminosas acabam, na verdade, envolvendo o contigente da população – o cidadão comum – que se sente inseguro até mesmo para atender aos compromissos inadiáveis de trabalho.

O governador Camilo Santana, agora há pouco em sua página do Facebook, confirmou a prisão de 40 pessoas envolvidas com os ataques; que o policiamento continua reforçado nas ruas para garantir a segurança do cidadão e determinação para que a nossa polícia aja com todo o rigor, dentro da lei.

Na verdade, é hora de unirmos esforços e, eu diria mais, e elevarmos nossas vibrações e preces para que a cidade possa voltar à sua normalidade.

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O 3 de janeiro que volta a se repetir

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

04 de Janeiro de 2019

Desde 2012, o mês de janeiro tem sido marcado por atos violentos em nossa capital. Naquele ano, exatamente no dia 3 de janeiro, era deflagrada a greve dos policiais e que passamos a conviver uma situação de descontrole. Agora, se dá o contrário: são os bandidos que provocam ataques de toda ordem. Essas ações criminosas voltaram a se repetir hoje. E não apenas em Fortaleza mas em cidades do interior. Isso é algo que toda a sociedade repudia, principalmente por atingir setores sensíveis como a do transporte coletivo.

A frota de ônibus começou a funcionar hoje regularmente, mas muitos motoristas e operadores tiveram que retornar às garagens por conta de um outro ataque incendiário.

O Sindiônibus contabiliza 17 ataques a coletivos, mas se a gente puxar pela memória vai verificar que, desde 2014, o setor de transporte teve mais de cem ônibus danificados em ataques semelhantes.

Em conversa hoje com o comandante da PM, coronel Alexandre Ávila, tivemos um relato do que vem sendo feito para fazer frente a esses atos terroristas. O comandante e seus auxiliares mais próximos se mantém em constantes reuniões com o secretário André Costa, na avaliação de todo o problema. Ele revelou que policiais de folga e até quem estava de férias estão retornando ao quartel e se oferecendo para atender nas forças emergenciais.

A população está sendo convidada a colaborar com as autoridades, repassando informes que auxiliem o trabalho policial. Os que tiverem denúncias sobre pessoas em atitudes suspeitas, que possam repassar esses informes às autoridades, numa forma de contribuir para a detenção dos criminosos.

A chegada das tropas federais, provavelmente, será o reforço necessário a conter essas ações que, embora tenham objetivo de atingir o sistema penitenciário, diante do anúncio de mudanças para o controle das facções, essas ações criminosas acabam, na verdade, envolvendo o contigente da população – o cidadão comum – que se sente inseguro até mesmo para atender aos compromissos inadiáveis de trabalho.

O governador Camilo Santana, agora há pouco em sua página do Facebook, confirmou a prisão de 40 pessoas envolvidas com os ataques; que o policiamento continua reforçado nas ruas para garantir a segurança do cidadão e determinação para que a nossa polícia aja com todo o rigor, dentro da lei.

Na verdade, é hora de unirmos esforços e, eu diria mais, e elevarmos nossas vibrações e preces para que a cidade possa voltar à sua normalidade.