29 de Janeiro de 2019 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

29 de Janeiro de 2019

Os anjos sem asas na tragédia de Brumadinho

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

29 de Janeiro de 2019

Em meio à consternação que a tragédia de Minas provoca em todos nós, sobressai-se o exemplo meritório dos bombeiros, do pessoal da defesa civil e de voluntários que buscam ajudar de alguma forma, nessa hora difícil. Eles se revelam verdadeiros anjos sem asas em meio à tragédia.

Não sei quem falou uma vez, que o brasileiro costuma ser mais solidário nas ocasiões de tragédia do que em momentos felizes; mas isso, por si só já revela um sinal positivo do traço humano de nossa gente.

Podemos discordar em vários aspectos – religioso, político, econômico e cultural -, mas na hora de prestar ajuda, somos um povo generosamente solidário.

Ao ver aqueles homens do corpo de bombeiros se arrastando no espelho de lama que a barragem de Brumadinho acumulou, trabalhando em meio aos destroços varridos pela fúria dos rejeitos liberados pela barragem e o choro desesperado dos amigos e parentes, dá pra se sentir o quanto precisamos estar mais unidos, não apenas nessas ocasiões trágicas.

O exemplo de solidariedade é ainda mais compreensível quando se tem informação de que esses soldados do fogo, da chuva e da lama de Minas, caso se confirmem, convivem com problemas financeiros. Por conta da crise administrativa do Estado, muitos deles ainda não receberam sequer o décimo terceiro salário de dezembro passado.

Mesmo assim, vestem a farda da corporação. Colocam-se à serviço da população. Enfrentam perigos em meio a todo aquele crime ambiental que, a cada hora que passa, se tem a noção de quão grave se constitui.

Até quando iremos chorar os mortos de empresas movidas por ganância e desrespeito às normas de segurança?

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Os anjos sem asas na tragédia de Brumadinho

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

29 de Janeiro de 2019

Em meio à consternação que a tragédia de Minas provoca em todos nós, sobressai-se o exemplo meritório dos bombeiros, do pessoal da defesa civil e de voluntários que buscam ajudar de alguma forma, nessa hora difícil. Eles se revelam verdadeiros anjos sem asas em meio à tragédia.

Não sei quem falou uma vez, que o brasileiro costuma ser mais solidário nas ocasiões de tragédia do que em momentos felizes; mas isso, por si só já revela um sinal positivo do traço humano de nossa gente.

Podemos discordar em vários aspectos – religioso, político, econômico e cultural -, mas na hora de prestar ajuda, somos um povo generosamente solidário.

Ao ver aqueles homens do corpo de bombeiros se arrastando no espelho de lama que a barragem de Brumadinho acumulou, trabalhando em meio aos destroços varridos pela fúria dos rejeitos liberados pela barragem e o choro desesperado dos amigos e parentes, dá pra se sentir o quanto precisamos estar mais unidos, não apenas nessas ocasiões trágicas.

O exemplo de solidariedade é ainda mais compreensível quando se tem informação de que esses soldados do fogo, da chuva e da lama de Minas, caso se confirmem, convivem com problemas financeiros. Por conta da crise administrativa do Estado, muitos deles ainda não receberam sequer o décimo terceiro salário de dezembro passado.

Mesmo assim, vestem a farda da corporação. Colocam-se à serviço da população. Enfrentam perigos em meio a todo aquele crime ambiental que, a cada hora que passa, se tem a noção de quão grave se constitui.

Até quando iremos chorar os mortos de empresas movidas por ganância e desrespeito às normas de segurança?