20 de Maio de 2019 - MOUSE OU MENOS 
Publicidade

MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

20 de Maio de 2019

Do exemplo do rei Salomão no trato com os desprotegidos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

20 de Maio de 2019

Conta-se que o rei Salomão, ao voltar de uma viagem com toda sua corte, chamou atenção do seus soldados ao ordenar que a tropa estancasse e evitasse passar por cima de uma carreira de formigas que atravessava a estrada. A rainha de Sabá, que acompanhava o séquito, achou aquilo estranho. E argumentou que serem pisoteadas pelos cavalos do soberano seria uma honra para as formigas; ao que Salomão respondeu: todo bom governante precisa de todas as maneiras, dar segurança aos seus súditos e, principalmente, aos mais fracos. E mandou que se construísse uma estrada alternativa para a passagem de seu exército, evitando qualquer dano às formigas.

Esse episódio me vem à lembrança, diante do quadro de violência praticado, no último fim de semana, por alguns soldados na comunidade do Lagamar. As notícias contam que eles invadiram a casa onde era comemorada a celebração da crisma de um jovem autista. Pessoas teriam sido agredidas. Cinco adolescentes foram levados ao hospital e três foram detidos.

A justificativa para tudo isso não ficou bem clara. Mas os moradores falam em atitude arbitrária por parte dos agentes. Se disseram importunados por quem deveria dar-lhes proteção.

É preciso que o comando investigue tudo. E dê satisfação sobre isso. Afinal, não se coaduna com a filosofia de trabalho da corporação esse tipo de ação, que só revela diferença de tratamento em áreas da cidade. Moradores dessas regiões sempre reclamam da forma com que agentes de segurança atuam. É preciso orientá-los de que, nessas áreas carentes, a população detém os mesmos direitos de abordagem que se dá a quem mora em áreas nobres, onde o tratamento não ultrapasdsa aos limites da lei.

A exemplo do que fez o rei Salomão, quem mais precisa de segurança são os mais desprotegidos, vítimas muitas vezes da incompreensão humana, do arbítrio e, tudo isso,por conta de um traço errôneo de comportamento humano: o do preconceito. Se houve arbitrariedade, que se investigue. E puna os que forem responsáveis. Mas não se perca de vista algo essencial no trato comum: o respeito.

leia tudo sobre

Publicidade

Do exemplo do rei Salomão no trato com os desprotegidos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

20 de Maio de 2019

Conta-se que o rei Salomão, ao voltar de uma viagem com toda sua corte, chamou atenção do seus soldados ao ordenar que a tropa estancasse e evitasse passar por cima de uma carreira de formigas que atravessava a estrada. A rainha de Sabá, que acompanhava o séquito, achou aquilo estranho. E argumentou que serem pisoteadas pelos cavalos do soberano seria uma honra para as formigas; ao que Salomão respondeu: todo bom governante precisa de todas as maneiras, dar segurança aos seus súditos e, principalmente, aos mais fracos. E mandou que se construísse uma estrada alternativa para a passagem de seu exército, evitando qualquer dano às formigas.

Esse episódio me vem à lembrança, diante do quadro de violência praticado, no último fim de semana, por alguns soldados na comunidade do Lagamar. As notícias contam que eles invadiram a casa onde era comemorada a celebração da crisma de um jovem autista. Pessoas teriam sido agredidas. Cinco adolescentes foram levados ao hospital e três foram detidos.

A justificativa para tudo isso não ficou bem clara. Mas os moradores falam em atitude arbitrária por parte dos agentes. Se disseram importunados por quem deveria dar-lhes proteção.

É preciso que o comando investigue tudo. E dê satisfação sobre isso. Afinal, não se coaduna com a filosofia de trabalho da corporação esse tipo de ação, que só revela diferença de tratamento em áreas da cidade. Moradores dessas regiões sempre reclamam da forma com que agentes de segurança atuam. É preciso orientá-los de que, nessas áreas carentes, a população detém os mesmos direitos de abordagem que se dá a quem mora em áreas nobres, onde o tratamento não ultrapasdsa aos limites da lei.

A exemplo do que fez o rei Salomão, quem mais precisa de segurança são os mais desprotegidos, vítimas muitas vezes da incompreensão humana, do arbítrio e, tudo isso,por conta de um traço errôneo de comportamento humano: o do preconceito. Se houve arbitrariedade, que se investigue. E puna os que forem responsáveis. Mas não se perca de vista algo essencial no trato comum: o respeito.