A constância dos ataques inquieta a população - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

A constância dos ataques inquieta a população

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

23 de Janeiro de 2019

Além dos prejuízos que têm causado ao Estado, as ações criminosas iniciadas no dia 2 de janeiro inquietam as pessoas diante da constância com que elas vêm acontecendo.

Imaginava-se que a presença da Força Nacional já seria um motivo inibidor suficiente para arrefecer o ânimo dos criminosos, mas que nada! Os atos de terrorismo vêm se prolongando pelo seu vigésimo segundo dia e, pelo visto, não encontraram da parte do sistema de segurança a mesma força como resposta.

Hoje num comentário na Tribuna Band News, o âncora de SP, Ricardo Boechat, revelou sua inquietação por conta de que, junto ao trabalho de investigação, as autoridades não conseguiram, até aqui, identificar a autoria pelo comando desses atentados.

Se há mais de 400 presos, alguns feitos em flagrante, como é que a Polícia ainda não conseguiu descobrir até aqui, quem são os mandantes desses atos. A quem eles atendem? De onde partem as ordens para os ataques? Quem está financiando isso, se realmente for verdade a estória de que as facções estão pagando pelos ataques?

Mesmo pensamento do juiz federal Nagibe de Melo Neto, considerando importante todo o aparato policial nas ruas, Força Nacional, convocação de reservas, etc e tal, mas que “precisamos de muita investigação e inteligência”. Para ele, esse é o investimento que ninguém vê, o trabalho silencioso e demorado que não dá votos, mas é fundamental. E é isso que vai permitir identificar os líderes das organizações criminosas, saber de onde partem os ataques e congelar o dinheiro. Sem dinheiro, o poder do crime diminui drasticamente.

E ele lembra que para cooptar comparsas, queimar ônibus, destruir viadutos, torres de energia e implantar o terror, há uma demanda de oferta: seja pagando em dinheiro ou em drogas como se chegou a anunciar.

Uma coisa é certa: a Polícia trabalha e deve ter, a essa altura do campeonato, conhecimento dos líderes dessas facções, que podem estar alimentando os arruaceiros e aproveitadores, mesmo que impedidos pela apreensão dos celulares de dentro do presídio.

Como em toda guerra, o inimigo não vai dar descanso e, certamente, vai continuar jogando duro, enquanto as forças contrárias (as da segurança) não destruírem o ímpeto da cidadela inimiga.

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A constância dos ataques inquieta a população

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

23 de Janeiro de 2019

Além dos prejuízos que têm causado ao Estado, as ações criminosas iniciadas no dia 2 de janeiro inquietam as pessoas diante da constância com que elas vêm acontecendo.

Imaginava-se que a presença da Força Nacional já seria um motivo inibidor suficiente para arrefecer o ânimo dos criminosos, mas que nada! Os atos de terrorismo vêm se prolongando pelo seu vigésimo segundo dia e, pelo visto, não encontraram da parte do sistema de segurança a mesma força como resposta.

Hoje num comentário na Tribuna Band News, o âncora de SP, Ricardo Boechat, revelou sua inquietação por conta de que, junto ao trabalho de investigação, as autoridades não conseguiram, até aqui, identificar a autoria pelo comando desses atentados.

Se há mais de 400 presos, alguns feitos em flagrante, como é que a Polícia ainda não conseguiu descobrir até aqui, quem são os mandantes desses atos. A quem eles atendem? De onde partem as ordens para os ataques? Quem está financiando isso, se realmente for verdade a estória de que as facções estão pagando pelos ataques?

Mesmo pensamento do juiz federal Nagibe de Melo Neto, considerando importante todo o aparato policial nas ruas, Força Nacional, convocação de reservas, etc e tal, mas que “precisamos de muita investigação e inteligência”. Para ele, esse é o investimento que ninguém vê, o trabalho silencioso e demorado que não dá votos, mas é fundamental. E é isso que vai permitir identificar os líderes das organizações criminosas, saber de onde partem os ataques e congelar o dinheiro. Sem dinheiro, o poder do crime diminui drasticamente.

E ele lembra que para cooptar comparsas, queimar ônibus, destruir viadutos, torres de energia e implantar o terror, há uma demanda de oferta: seja pagando em dinheiro ou em drogas como se chegou a anunciar.

Uma coisa é certa: a Polícia trabalha e deve ter, a essa altura do campeonato, conhecimento dos líderes dessas facções, que podem estar alimentando os arruaceiros e aproveitadores, mesmo que impedidos pela apreensão dos celulares de dentro do presídio.

Como em toda guerra, o inimigo não vai dar descanso e, certamente, vai continuar jogando duro, enquanto as forças contrárias (as da segurança) não destruírem o ímpeto da cidadela inimiga.