O inferno astral da cidade - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

O inferno astral da cidade

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

25 de Janeiro de 2019

Um ano depois da chacina das Cajazeiras, que causou enorme comoção na cidade, com a impactante soma de 14 pessoas mortas em uma festa, Fortaleza parece estar passando, como se diz popularmente, o seu inferno astral dos janeiros violentos. Mês destinado às férias escolares, em que o setor do turismo atrai mais visitantes na alta estação, janeiro de 2019 alcança exatos 24 dias de uma onda nefasta de terror que não tem dado descanso, nem às autoridades que travam guerra com as facções, tampouco ao cidadão comum que trabalha, paga impostos e se sente fragilizado no ítem segurança.

Essa violência tem um preço, que se sobrepõe ao enorme prejuízo material que se estabelece com a queima de veículos, depredações a imóveis públicos e privados, atentados com vistas a implodir pontes e viadutos. Eu falo do trauma que essa situação tem causado à população, temerosa até de sair às ruas ante a possibilidade de se ver envolvida na teia de violência que cerca as todos.

Nós sabemos que a violência é uma doença da alma. Procede de longínquas eras. Estende-se a todos os ramos da sociedade humana, desde quando herdamos de Caim a síndrome do ódio, esquecendo de nos alimentarmos da bonomia de Abel, da figura bíblica.

Estamos caminhando para um mundo materialista, consumista e cada vez mais individualista. As noções de fraternidade e bondade estão sendo permutadas por uma vivência feita em acumular bens, que tudo se torna acessório diante da importância da Vida.

O resultado disso tudo é que, cada vez mais, nos aprofundarmos no abismo dessa miséria, porque apesar de todo o progresso alcançado pelo homem, há muito do selvagem ainda rolando em nossas veias.

Não é esse, certamente, o plano de Deus para nós, interessado em que façamos por onde agir dentro dos preceitos da dignidade, da honradez e dos sentimentos maiores.

Toda essa provação, acreditem, tem raízes em nossas escolhas equivocadas; quando trocamos o essencial do SER, daquilo que é permanente, por uma vida de ilusões, que nos leva à toda essa miséria social. É quando optamos por essa tendência materialista que abrigamos os vícios, as drogas, os crimes, esquecendo-nos que tudo isso é passageiro; que fugir às leis é cumprir um roteiro de dor e sofrimento – e que só teremos paz quando nos acercarmos do bem, da caridade e, principalmente, do amor. Essa, uma verdade inquestionável.

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O inferno astral da cidade

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

25 de Janeiro de 2019

Um ano depois da chacina das Cajazeiras, que causou enorme comoção na cidade, com a impactante soma de 14 pessoas mortas em uma festa, Fortaleza parece estar passando, como se diz popularmente, o seu inferno astral dos janeiros violentos. Mês destinado às férias escolares, em que o setor do turismo atrai mais visitantes na alta estação, janeiro de 2019 alcança exatos 24 dias de uma onda nefasta de terror que não tem dado descanso, nem às autoridades que travam guerra com as facções, tampouco ao cidadão comum que trabalha, paga impostos e se sente fragilizado no ítem segurança.

Essa violência tem um preço, que se sobrepõe ao enorme prejuízo material que se estabelece com a queima de veículos, depredações a imóveis públicos e privados, atentados com vistas a implodir pontes e viadutos. Eu falo do trauma que essa situação tem causado à população, temerosa até de sair às ruas ante a possibilidade de se ver envolvida na teia de violência que cerca as todos.

Nós sabemos que a violência é uma doença da alma. Procede de longínquas eras. Estende-se a todos os ramos da sociedade humana, desde quando herdamos de Caim a síndrome do ódio, esquecendo de nos alimentarmos da bonomia de Abel, da figura bíblica.

Estamos caminhando para um mundo materialista, consumista e cada vez mais individualista. As noções de fraternidade e bondade estão sendo permutadas por uma vivência feita em acumular bens, que tudo se torna acessório diante da importância da Vida.

O resultado disso tudo é que, cada vez mais, nos aprofundarmos no abismo dessa miséria, porque apesar de todo o progresso alcançado pelo homem, há muito do selvagem ainda rolando em nossas veias.

Não é esse, certamente, o plano de Deus para nós, interessado em que façamos por onde agir dentro dos preceitos da dignidade, da honradez e dos sentimentos maiores.

Toda essa provação, acreditem, tem raízes em nossas escolhas equivocadas; quando trocamos o essencial do SER, daquilo que é permanente, por uma vida de ilusões, que nos leva à toda essa miséria social. É quando optamos por essa tendência materialista que abrigamos os vícios, as drogas, os crimes, esquecendo-nos que tudo isso é passageiro; que fugir às leis é cumprir um roteiro de dor e sofrimento – e que só teremos paz quando nos acercarmos do bem, da caridade e, principalmente, do amor. Essa, uma verdade inquestionável.