Algo de podre no reino. E não é na Dinamarca - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Algo de podre no reino. E não é na Dinamarca

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

01 de Fevereiro de 2017

Esta semana, homens que se dizem representantes do povo nas assembleias e câmaras do País, estão retornando ao trabalho. Em meio a uma crise de valores morais, bem mais aguda do que a econômica que desemprega trabalhadores e desajusta famílias, eles devem discutir as pautas necessárias ao encaminhamento da vida nacional. Sobre eles, pesa uma descrença completa.

Se você for a um lugar, como a Praça do Ferreira por exemplo, vai sentir da maioria dos que passam por ali, pouca expectativa de mudanças na rotina política de sempre. As discussões não convergem para as necessidades e os anseios do povo, necessitado de uma reforma política que ajuste o compromisso deles com alguns pontos notórios, que vão desde a fidelidade partidária ao ideal de que eles possam assumir a defesa de reivindicações em favor do povo, com as questões ligadas ao trabalho, a saúde e a segurança.

O País vive o tormento da violência que impera como uma fera desalmada no caminho do cidadão de bem. Violência provocada pelos que se tornaram vítimas da ausência de políticas prioritárias, capazes de demover qualquer indivíduo a entrar para a criminalidade. Sim, porque se existem os que já têm predisposição para o mal, não se esqueça de que há aqueles que são pressionados pelas vicissitudes da vida e que acabam mergulhando nos vícios deletérios, além de se abismarem mais ainda no submundo da criminalidade.

Um País que pensasse em dar o melhor aos seus filhos, certamente teria que fazer todos o esforço no sentido de resgatá-los do crime. Da morte. Mas, infelizmente, os que são eleitos para ditarem as leis, poucos – muitos poucos mesmo – estão interessados em ir além da exigência de cobrar punições aos que erram, quando deviam certificar-se da situação a que eles são entregues num sistema penitenciário falido e vergonhoso.

Uma nação não é responsável apenas pelos seus filhos bons e que se dão bem na vida. Como uma mãe – e uma nação tem essa relação – deve acompanhar a reaproximação dos seus equivocados à vida plena; reintegrando-os na família, no trabalho, num processo educacional que, lamentavelmente, passa longe do inferno das penitenciárias.

Os que estão voltando aos postos de Poder, deviam se comprometer a essa iniciativa. De elaborar políticas de salvação – essa é a palavra – dos que se marginalizaram, seja por quais motivos forem. Não se pode é achar que, errou, cometeu uma falha, um crime – o caminho, a solução, a cura, seja a morte.

Ai dos que assim pensam; pois até mesmo entre os que estão de volta ao batente no Poder, há receio de se olharem no espelho e descobrirem como a classe política tem ocupado mais as páginas policiais nos últimos tempos. Quando a atividade política ganha mais espaço na Polícia é que há algo de podre. E não é no reino da Dinamarca.

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Algo de podre no reino. E não é na Dinamarca

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

01 de Fevereiro de 2017

Esta semana, homens que se dizem representantes do povo nas assembleias e câmaras do País, estão retornando ao trabalho. Em meio a uma crise de valores morais, bem mais aguda do que a econômica que desemprega trabalhadores e desajusta famílias, eles devem discutir as pautas necessárias ao encaminhamento da vida nacional. Sobre eles, pesa uma descrença completa.

Se você for a um lugar, como a Praça do Ferreira por exemplo, vai sentir da maioria dos que passam por ali, pouca expectativa de mudanças na rotina política de sempre. As discussões não convergem para as necessidades e os anseios do povo, necessitado de uma reforma política que ajuste o compromisso deles com alguns pontos notórios, que vão desde a fidelidade partidária ao ideal de que eles possam assumir a defesa de reivindicações em favor do povo, com as questões ligadas ao trabalho, a saúde e a segurança.

O País vive o tormento da violência que impera como uma fera desalmada no caminho do cidadão de bem. Violência provocada pelos que se tornaram vítimas da ausência de políticas prioritárias, capazes de demover qualquer indivíduo a entrar para a criminalidade. Sim, porque se existem os que já têm predisposição para o mal, não se esqueça de que há aqueles que são pressionados pelas vicissitudes da vida e que acabam mergulhando nos vícios deletérios, além de se abismarem mais ainda no submundo da criminalidade.

Um País que pensasse em dar o melhor aos seus filhos, certamente teria que fazer todos o esforço no sentido de resgatá-los do crime. Da morte. Mas, infelizmente, os que são eleitos para ditarem as leis, poucos – muitos poucos mesmo – estão interessados em ir além da exigência de cobrar punições aos que erram, quando deviam certificar-se da situação a que eles são entregues num sistema penitenciário falido e vergonhoso.

Uma nação não é responsável apenas pelos seus filhos bons e que se dão bem na vida. Como uma mãe – e uma nação tem essa relação – deve acompanhar a reaproximação dos seus equivocados à vida plena; reintegrando-os na família, no trabalho, num processo educacional que, lamentavelmente, passa longe do inferno das penitenciárias.

Os que estão voltando aos postos de Poder, deviam se comprometer a essa iniciativa. De elaborar políticas de salvação – essa é a palavra – dos que se marginalizaram, seja por quais motivos forem. Não se pode é achar que, errou, cometeu uma falha, um crime – o caminho, a solução, a cura, seja a morte.

Ai dos que assim pensam; pois até mesmo entre os que estão de volta ao batente no Poder, há receio de se olharem no espelho e descobrirem como a classe política tem ocupado mais as páginas policiais nos últimos tempos. Quando a atividade política ganha mais espaço na Polícia é que há algo de podre. E não é no reino da Dinamarca.