Confabulando fábulas de ratos e gatos - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Confabulando fábulas de ratos e gatos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

16 de outubro de 2018

No reino dos bichos chamado Ratasil, os roedores resolveram eleger um Ratão para governá-los, por ser uma figura que sempre defendera os seus direitos na terrível ditadura dos gatos.

Durante o mandato, ele criou algumas benesses em favor da rataria mais humilde. Se fez notório no mundo todo. Conseguiu reeleger-se e indicar a sua sucessora, uma ratazana vítima no passado da ditadura dos felinos.

Mas, por acercar-se de ratos de maligna conduta, ela acabou sendo apeada do poder, sob a suspeita de seu governo ser antro de corrupção e outros atos lesivos aos cofres da ração.

Delatados por colegas na Operação Lava Rato, alguns foram pegos pelas armadilhas da Justiça, inclusive, dom Ratão. Na cadeia, ele insistia em querer voltar ao Palácio do Ranalto, àquela altura tomado via golpe por um odiento rato da espécie “víceris temer”.

Sem conseguir o intento, indicou para substituí-lo o jovem Rattad, de boa aparência e de bons propósitos. Mas como de bons propósitos, o inferno dos ratos está cheio, a campanha do roedor começou a perder espaço para o rival. Sabe quem? Nada mais, nada menos que o terrível bichano Naro, uma espécie de semente da colheita do passado e que sonhava recriar o período nevoento da ditadura. Com esse discurso, ganhou a atenção de boa parte da rataria impressionada com o furor do seu rosnado e virulência de seus miados.

O final dessa estória, contam os mais velhos, foi o temor que se apossou de muitos no reinado dos bichos, com a possibilidade de instaurar-se, de novo, um período de recessão e dor, pois diz um certo ditado: “onde quer que reine um gato, não haverá descanso para nenhum vivo rato”.

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Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

16 de outubro de 2018

No reino dos bichos chamado Ratasil, os roedores resolveram eleger um Ratão para governá-los, por ser uma figura que sempre defendera os seus direitos na terrível ditadura dos gatos.

Durante o mandato, ele criou algumas benesses em favor da rataria mais humilde. Se fez notório no mundo todo. Conseguiu reeleger-se e indicar a sua sucessora, uma ratazana vítima no passado da ditadura dos felinos.

Mas, por acercar-se de ratos de maligna conduta, ela acabou sendo apeada do poder, sob a suspeita de seu governo ser antro de corrupção e outros atos lesivos aos cofres da ração.

Delatados por colegas na Operação Lava Rato, alguns foram pegos pelas armadilhas da Justiça, inclusive, dom Ratão. Na cadeia, ele insistia em querer voltar ao Palácio do Ranalto, àquela altura tomado via golpe por um odiento rato da espécie “víceris temer”.

Sem conseguir o intento, indicou para substituí-lo o jovem Rattad, de boa aparência e de bons propósitos. Mas como de bons propósitos, o inferno dos ratos está cheio, a campanha do roedor começou a perder espaço para o rival. Sabe quem? Nada mais, nada menos que o terrível bichano Naro, uma espécie de semente da colheita do passado e que sonhava recriar o período nevoento da ditadura. Com esse discurso, ganhou a atenção de boa parte da rataria impressionada com o furor do seu rosnado e virulência de seus miados.

O final dessa estória, contam os mais velhos, foi o temor que se apossou de muitos no reinado dos bichos, com a possibilidade de instaurar-se, de novo, um período de recessão e dor, pois diz um certo ditado: “onde quer que reine um gato, não haverá descanso para nenhum vivo rato”.