Crianças expostas como animais de raça - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Crianças expostas como animais de raça

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de Maio de 2019


O que falta acontecer de surpreendente para nos deixar de queixo caído? Neste País, tudo é possível. Como o caso da OAB do Mato Grosso que, esta semana, realizou algo que foge ao inimaginável. Principalmente partindo de uma entidade que se pretende séria como a Ordem dos Advogados do Brasil.

A Comissão de Infância e Juventude da OAB, em parceria com a Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), promoveu um desfile de crianças entre 4 e 17 anos para apresentá-los como “candidatos” a famílias interessadas em processos de adoção.

Numa passarela, com presença de público em um shopping, as crianças desfilavam como animais de raça numa exposição agro-pecuária. Isso despertou indignação nas redes sociais após a divulgação de publicações que incluíam até mesmo fotos das crianças e adolescentes caminhando sobre o palco montado para o desfile.

A comissão organizadora saiu-se com uma justificativa esfarrapada de que o objetivo do desfile era “dar visibilidade a essas crianças e a esses adolescentes que estão aptos para adoção”.

As reações, como era de se esperar, não demoraram. Classificaram o evento como uma “vergonha”, uma “violência”, e uma “exposição degradante e vexatória de crianças”.

Até onde vai a falta de senso – com exemplos degradantes como esse, envolvendo uma instituição que está no dever de dar bons exemplos. E não de se ampliar ainda mais o descalabro, a falta de respeito e o descumprimento a própria lei que formados em Direito disseram defender um dia.

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Crianças expostas como animais de raça

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de Maio de 2019


O que falta acontecer de surpreendente para nos deixar de queixo caído? Neste País, tudo é possível. Como o caso da OAB do Mato Grosso que, esta semana, realizou algo que foge ao inimaginável. Principalmente partindo de uma entidade que se pretende séria como a Ordem dos Advogados do Brasil.

A Comissão de Infância e Juventude da OAB, em parceria com a Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), promoveu um desfile de crianças entre 4 e 17 anos para apresentá-los como “candidatos” a famílias interessadas em processos de adoção.

Numa passarela, com presença de público em um shopping, as crianças desfilavam como animais de raça numa exposição agro-pecuária. Isso despertou indignação nas redes sociais após a divulgação de publicações que incluíam até mesmo fotos das crianças e adolescentes caminhando sobre o palco montado para o desfile.

A comissão organizadora saiu-se com uma justificativa esfarrapada de que o objetivo do desfile era “dar visibilidade a essas crianças e a esses adolescentes que estão aptos para adoção”.

As reações, como era de se esperar, não demoraram. Classificaram o evento como uma “vergonha”, uma “violência”, e uma “exposição degradante e vexatória de crianças”.

Até onde vai a falta de senso – com exemplos degradantes como esse, envolvendo uma instituição que está no dever de dar bons exemplos. E não de se ampliar ainda mais o descalabro, a falta de respeito e o descumprimento a própria lei que formados em Direito disseram defender um dia.