Gasolina para apagar incêndio - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Gasolina para apagar incêndio

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

22 de Maio de 2019

Numa casa onde a família não se entende, onde todo mundo briga com todo mundo, o que pode acontecer para piorar ainda mais a situação ? Quem respondeu, alguém oferecer armas para a família de digladiar, acertou.

A decisão do governo federal liberando a venda de fuzis para o cidadão comum lembra muito bem essa situação absurda. É como se alguém tentasse apagar um incêndio com gasolina.

Diante de atos como esse, a impressão que se tem é de que perdemos a noção do que é correto. De que não sabemos mais as medidas certas para o enfrentamento da violência e que, iniciativas extemporâneas, que se manifestam de forma inapropriadas, parecem revelar um governo sem o bom senso de agir para evitar que a coisa se complique mais ainda.

Contra isso, governadores se reuniram e resolveram assinar um documento reprimindo a atitude de Brasília, onde as vozes da República parecem não ter outra alternativa senão buscar na violência o seu combate.

Por aqui, o governador Camilo Santana pregou aviso de que “espalhar mais armas nas ruas não vai resolver o problema da violência”. Pelo contrário, consideramos nós; vai estimular a loucura a que já estamos expostos em termos de insegurança.

Não se pode creditar a alguém bem intencionado, a atitude de armar as pessoas como se isso fosse a melhor estratégia de defesa.

Alertado pelos críticos, o governo resolveu voltar atrpás e alterou a medida. Dos males, o menor. Mas fica no ar, uma impressão de que iniciativas contraditórias como essa, continuem a provocar surpresa e admiração, da parte de quem foi eleito para resolver problemas. E não para multiplicá-los.

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Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

22 de Maio de 2019

Numa casa onde a família não se entende, onde todo mundo briga com todo mundo, o que pode acontecer para piorar ainda mais a situação ? Quem respondeu, alguém oferecer armas para a família de digladiar, acertou.

A decisão do governo federal liberando a venda de fuzis para o cidadão comum lembra muito bem essa situação absurda. É como se alguém tentasse apagar um incêndio com gasolina.

Diante de atos como esse, a impressão que se tem é de que perdemos a noção do que é correto. De que não sabemos mais as medidas certas para o enfrentamento da violência e que, iniciativas extemporâneas, que se manifestam de forma inapropriadas, parecem revelar um governo sem o bom senso de agir para evitar que a coisa se complique mais ainda.

Contra isso, governadores se reuniram e resolveram assinar um documento reprimindo a atitude de Brasília, onde as vozes da República parecem não ter outra alternativa senão buscar na violência o seu combate.

Por aqui, o governador Camilo Santana pregou aviso de que “espalhar mais armas nas ruas não vai resolver o problema da violência”. Pelo contrário, consideramos nós; vai estimular a loucura a que já estamos expostos em termos de insegurança.

Não se pode creditar a alguém bem intencionado, a atitude de armar as pessoas como se isso fosse a melhor estratégia de defesa.

Alertado pelos críticos, o governo resolveu voltar atrpás e alterou a medida. Dos males, o menor. Mas fica no ar, uma impressão de que iniciativas contraditórias como essa, continuem a provocar surpresa e admiração, da parte de quem foi eleito para resolver problemas. E não para multiplicá-los.