Morte: na vida depois da vida, seremos o que sempre fomos - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Morte: na vida depois da vida, seremos o que sempre fomos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

03 de Fevereiro de 2017

A morte não existe. Pelo menos para os que acreditam na vida depois da vida. E em todo o mundo, esse conceito é adotado por um grande número de pessoas. E não é apenas no campo religioso que se tem essa crença, mas depois que a Ciência se dispôs a tratar do tema, através do que chamam EQM – Experiências de Quase Morte – quando se ouve testemunhos de pessoas que foram dadas como clinicamente mortas mas acabaram sobrevivendo, que esse fenômeno do desenlace tem sido estudado com outros olhos. É bom que se compreenda que existe sim, a morte física. O corpo que detemos perde sua vitalidade;. Deixam de funcionar os mecanismos vitais, o cérebro e o coração; mas o que é essência, a alma, essa nunca perece.

Há quanto tempo se avalia esse assunto? Desde que nos entendemos como gente. Uma das questões primordiais do ser humano é exatamente essa; discutir a questão do que sobrevive à finitude da vida corporal. São inquietações que a gente diz ‘transcendentais’ e que levam todo ser a se indagar: quem eu sou. De onde vim. O que estou fazendo aqui. E para onde vou quando terminada for a existência física.

Algumas religiões orientam seus fiéis de que existe a vida eterna, para onde nos transportamos depois de uma experiência terrena. Certas denominações chegaram a criar territórios no pós vida, destinados aos bons e aos maus. Os que tivessem uma vida marcada pelo bem, pelas boas ações, se destinariam ao céu. Os pecadores, que cometessem atos reprováveis do comportamento, seriam alojados num lugar desprezível: o inferno.

Os avanços da humanidade, contudo, têm apontado para conceitos mais racionais, de que nos destinamos à evolução, ao progresso. Que a vida na Terra é só uma passagem, como já acreditavam os antigos filósofos na Grécia antiga. Eles ensinavam que para se lucrar na volta às origens da alma, bastaria colocar em prática o auto-conhecimento – conhece-te a ti mesmo -, fazendo com que, ao descobrir o que somos e fortalecendo a prática das virtudes morais, edificaríamos as bases da vida futura. Por ignorância, o homem não se atém a esse ensinamento, embora sabendo que a morte é a coisa mais certa a que todos teremos que passar.

Ainda que não fosse real, a crença na sobrevivência é necessária. O homem em si precisa ter ciência de que não estamos de graça aqui na Terra. Que temos uma missão. A de auxiliar o progresso do planeta, através do exercício do bem. Fazendo valer os ensinamentos de grandes mestres, que priorizaram valores como a fé, esperança e caridade – como degraus de acesso a uma vida melhor quando a vida física por aqui deixar de acontecer.

Seremos depois o que somos hoje. Ninguém vira santo, se não o fez para merecê-lo. Os maus, certamente, sentir-se-ão deslocados num mundo melhor. Por isso, quem é inteligente busca começar por aqui, o que pretende ser depois que a página do tempo mudar a nossa condição de ser, para continuarmos saudade.

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Morte: na vida depois da vida, seremos o que sempre fomos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

03 de Fevereiro de 2017

A morte não existe. Pelo menos para os que acreditam na vida depois da vida. E em todo o mundo, esse conceito é adotado por um grande número de pessoas. E não é apenas no campo religioso que se tem essa crença, mas depois que a Ciência se dispôs a tratar do tema, através do que chamam EQM – Experiências de Quase Morte – quando se ouve testemunhos de pessoas que foram dadas como clinicamente mortas mas acabaram sobrevivendo, que esse fenômeno do desenlace tem sido estudado com outros olhos. É bom que se compreenda que existe sim, a morte física. O corpo que detemos perde sua vitalidade;. Deixam de funcionar os mecanismos vitais, o cérebro e o coração; mas o que é essência, a alma, essa nunca perece.

Há quanto tempo se avalia esse assunto? Desde que nos entendemos como gente. Uma das questões primordiais do ser humano é exatamente essa; discutir a questão do que sobrevive à finitude da vida corporal. São inquietações que a gente diz ‘transcendentais’ e que levam todo ser a se indagar: quem eu sou. De onde vim. O que estou fazendo aqui. E para onde vou quando terminada for a existência física.

Algumas religiões orientam seus fiéis de que existe a vida eterna, para onde nos transportamos depois de uma experiência terrena. Certas denominações chegaram a criar territórios no pós vida, destinados aos bons e aos maus. Os que tivessem uma vida marcada pelo bem, pelas boas ações, se destinariam ao céu. Os pecadores, que cometessem atos reprováveis do comportamento, seriam alojados num lugar desprezível: o inferno.

Os avanços da humanidade, contudo, têm apontado para conceitos mais racionais, de que nos destinamos à evolução, ao progresso. Que a vida na Terra é só uma passagem, como já acreditavam os antigos filósofos na Grécia antiga. Eles ensinavam que para se lucrar na volta às origens da alma, bastaria colocar em prática o auto-conhecimento – conhece-te a ti mesmo -, fazendo com que, ao descobrir o que somos e fortalecendo a prática das virtudes morais, edificaríamos as bases da vida futura. Por ignorância, o homem não se atém a esse ensinamento, embora sabendo que a morte é a coisa mais certa a que todos teremos que passar.

Ainda que não fosse real, a crença na sobrevivência é necessária. O homem em si precisa ter ciência de que não estamos de graça aqui na Terra. Que temos uma missão. A de auxiliar o progresso do planeta, através do exercício do bem. Fazendo valer os ensinamentos de grandes mestres, que priorizaram valores como a fé, esperança e caridade – como degraus de acesso a uma vida melhor quando a vida física por aqui deixar de acontecer.

Seremos depois o que somos hoje. Ninguém vira santo, se não o fez para merecê-lo. Os maus, certamente, sentir-se-ão deslocados num mundo melhor. Por isso, quem é inteligente busca começar por aqui, o que pretende ser depois que a página do tempo mudar a nossa condição de ser, para continuarmos saudade.