MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Ceará vai custodiar líder do PCC

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

10 de outubro de 2018

Tem decisões de membros da Justiça que, às vezes, a gente não consegue entender. Como a de um juiz que resolveu mandar para o Ceará, um dos tesoureiros da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), Luís Fabiano Ribeiro Brito, o ‘Baixinho’. Ele estava detido no Complexo Penitenciário de Presidente Venceslau, em São Paulo, e vai ser mandado para o Sistema Penitenciário cearense.

Esse bandido foi preso em novembro de 2015, depois de incendiar veículos que estavam apreendidos no pátio do 8ºDP (José Walter) e atacar a tiros o prédio da 3ª Cia do 6º Batalhão de Polícia Militar, no bairro Montese.

Em março de 2016, a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) informou que Luís Fabiano havia sido transferido para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná.
e de lá, foi transferido para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, a ‘P2’, no Estado de São Paulo, onde são custodiados os membros da cúpula do PCC.

Fontes da Polícia, ouvidas por um jornal aqui da capital, chegam a estranhar essa mudança, já que o bandido tinha planos de agir no Ceará.

O PCC, pelo que consta, tinha feito o levantamento das oficinas mecânicas que atendiam a veículos do Governo, para atear fogo nos estabelecimentos. Dezenas de viaturas seriam queimadas ao mesmo tempo.

No celular dele também havia uma lista com nomes de policiais que deviam ser assassinados. Planejavam também fechar a BR-116 nos dois sentidos, para acentuar a sensação de caos na população.

Diante de tudo isso, fica uma indagação: por que não deixar num presídio de segurança máxima, alguém com um histórico de crimes como esse. E por que ser transferido exatamente para cá. Como dizia o antigo macaco do Planeta dos Homens: “não precisa me explicar, eu só queria entender”.

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No novo governo Camilo, para onde vai a Segurança?

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

09 de outubro de 2018

Em tempos de violência, tudo o que se fizer em favor de minimizar o problema é bemvindo. Como essa proposta da Federação das Indústrias do Ceará- a FIEC que vai realizar este mês uma discussão em torno de como enfrentar a violência.

É que ninguém consegue mais conviver com um ambiente de insegurança como o que o Ceará assiste. A cada mês aumenta o número de mortes por homicídio. O descontrole das autoridades com relação aos furtos e roubos é bastante visível. E o que é mais terrível é que não há sinais, por parte dos gestores da segurança pública, de um plano que, pelo menos, ofereça alternativas de diminuir o problema.

Comerciantes da noite, acabei de ler num dos jornais da cidade, estão preocupados com a queda do movimento de fregueses e, por isso, estão encerrando o expediente mais cedo com receio de serem, eles também, vítimas da violência.

Diante de tudo isso, a FIEC convidou o ex-prefeito de Medelin, na Colombia, cidade que conseguiu enfrentar o tráfico e sua violência, a partir de programas sociais, implementados na cidade que era a mais violenta da América Latina, e que hoje respira mais aliviada a questão da insegurança.

Que ele venha e derrame luz sobre as mentes que têm a responsabilidade de dirigir essa área que, provavelmente, a partir de janeiro ganhe um novo reordenamento com as mudanças que se espera no secretariado do governo Camilo Santana. É o mínimo que se pretende da política de governo para a continuidade do Ceará Pacífico.

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Domingo, a urna será o sacrário do povo brasileiro

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

05 de outubro de 2018

Domingo é o dia em que todo cidadão pode decidir o destino de um povo. O de eleger os seus representantes. No mundo livre, essa é a forma mais democrática que dispomos para decidir o nosso futuro político. Por isso, importa muito que o eleitor vá cumprir o seu dever, que é votar. É dessa participação popular que o sistema democrático se fortalece. Seja qual for o candidato, o brasileiro não pode fugir a esse dever cívico.

A presença no local de votação é a mais forte expressão de liberdade que alcançamos ao longo da trajetória republicana.

O eleitor é o senhor do domingo. De maneira alguma, ele deve perder esse momento histórico. Mais do que isso: ele não deve vender ou trocar o seu voto, sob pena de estar traindo a sua própria consciência.

Votar livre. E sem medo, mesmo diante dos anúncios que circulam em redes sociais de que facções estarão em alguns locais para saber em quem fulano e cicrano vai votar. Não se deixe levar por essa ou qualquer outra ameaça. O seu voto é secreto. Nem os políticos têm acesso à urna. No domingo, ela é o sacrário de cada um de nós, fazendo valer a nossa força. O nosso próprio destino.

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As outras bem-aventuranças

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

01 de outubro de 2018

 

as outras bem-aventuranças

Nonato Albuquerque
Bem aventurados, os homens de poucas letras e de muito saber em quem a Natureza expõe toda a sua maestria.
Bem aventurados, os sem esperança mas que acham motivos para derramar nos outros as chances de um tempo melhor.
Bem aventurados, os que navegam pela Terra sem bússola, sem rumo e conseguem auxiliar numa rua, a travessia dos sem memória.
Bem aventurados, os profetas que anunciam chuva e inverno e mesmo que lhe dêem as costas, sua ciência é verdade exata.
Bem aventurados, os que se acham solitários por sobre o planeta, mas abrigam em si o conhecimento de que somos uma só família.
Bem aventurados os homens e mulheres de idéias luminosas cujo facho de luz se projeta em favor não de si mas dos outros.
Bem aventurados, os que amam e embora não haja reciprocidade, magnificam a Vida com sua luminosa presença de paz…
Bem aventurados, os que auxiliam os deserdados do bem ainda que nem considerem ser possuidores dessa sagrada virtude.
Bem aventurados, sejam todos e todas!

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Para os que têm olhos de ver

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

25 de setembro de 2018

Apesar de tudo o que se vê de ruim no mundo, é preciso ter olhos para se enxergar as coisas boas que andam acontecendo. Um olhar realista – e não só otimista – vai apontar avanços da sociedade humana em pequenas conquistas.

Quem pensaria que, um dia, as mulheres teriam uma lei para chamá-la de sua, como a Maria da Penha, protegendo-as contra a violência do macho?

Uma antiga prática – absurda, diga-se de passagem -, como a da importunação sexual nos ônibus, vai aos poucos sendo banida com a sanção de uma lei que vai punir aqueles que não têm controle de seus ímpetos sexuais e vivem pinando nas mulheres em coletivos superlotados.

O mundo avança. Contra todos aqueles hábitos atrasados e criminosos que começam a ser expurgados do nosso meio, através de medidas simples. Vide a do Estatuto do Idoso, permitindo respeito aos mais velhos numa sociedade onde toda as atenções se voltam para os jovens.

Sim, há absurdos ainda a serem vencidos; mas aos poucos a sociedade humana vai sendo contemplada com essas conquistas que revelam o aperfeiçoamento da Vida, embora, repito, existam ainda muitas etapas a serem vencidas. Acontece que a Natureza não dá saltos. Tudo nela obedece à lei de equilíbrio e de bom senso.

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Há luz em meio a todo esse sombrio caos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

25 de setembro de 2018

Apesar de tudo o que se vê de ruim no mundo, é preciso ter olhos para se enxergar as coisas boas que andam acontecendo. Um olhar realista – e não só otimista – vai apontar avanços da sociedade humana em pequenas conquistas. A certeza de que há luz em meio a esse ambiente sombrio de caos.

Quem pensaria que, um dia, as mulheres teriam uma lei para lhes chamar de sua, como a Maria da Penha, protegendo-as contra a violência dos macho?

Uma prática absurda, como a da importunação sexual nos ônibus, vai aos poucos sendo banida com a sanção de uma norma que vai punir aqueles que não têm controle de seus ímpetos sexuais e vivem pinando nas mulheres nos coletivos superlotados.

O mundo avança. Contra todos aqueles hábitos atrasados e criminosos que começam a ser expurgados do nosso meio, através de medidas simples. Vide a do Estatuto do Idoso, permitindo respeito aos mais velhos numa sociedade onde toda as atenções são voltadas para os jovens.

Sim, há absurdos ainda a serem vencidos; mas aos poucos a sociedade humana vai sendo contemplada com essas conquistas que revelam o aperfeiçoamento da Vida, embora existam ainda muitas etapas a serem vencidas. Mas a Natureza não dá saltos. Tudo obedece à leis de equilíbrio e bom senso.

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O tempo de hoje quando for lembrado no futuro

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de setembro de 2018

Houve um tempo em que as pessoas viviam emburradas umas com as outras. Por qualquer motivo ficavam enraivecidas. Brigavam por nadinha, além de cometer roubos enormes.

Houve um tempo em que a bondade chegou a virar peça rara no cotidiano das pessoas. Poucas pessoas eram bondosas. Ninguém ajudava a ninguém, a não ser que fosse para garantir algum benefício em troca. Falava-se muito de Deus, mas quase ninguém se aplicava a obedecer as regras de seus mandamentos. Amar o próximo. Não matar, não roubar…

Houve um tempo no mundo em que se roubava sonhos e ideais e que as pessoas brigavam por causa de religiões. Nesse tempo, os homens do Poder faziam tudo para se tornarem mais ricos, enquanto a grande massa se empobrecia ainda mais. Com isso, a miséria imperava; o crime se organizava; o combate ao mal era inócuo e a Justiça era morosa demais para resolver os casos.

Houve um tempo em que a palavra empenhada já não valia tanto e, por isso, as pessoas desconfiavam até das suas sombras.

Houve um tempo em que a falta de segurança era tanta, que as pessoas não podiam mais sair de casa com medo de serem vítimas de assalto na esquina ou no próximo sinal. Roubava-se a granel. Matava-se a três por quatro. Sem motivo nenhum. Nesse tempo, até as igrejas perderam o sentido de formação moral da alma para se transformar em empresas de lucros e dividendos.

Houve um tempo em que as pessoas viviam infelizes, por não terem tudo o que queriam e nem serem tudo o que podiam. Por mais incrível que pareça, houve um tempo em que tudo isso aconteceu. E esse tempo, senhores e senhoras, é hoje.

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Campanha de ódio contra violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de setembro de 2018

De uma campanha política, geralmente, espera-se o relato da vida do candidato, seus feitos e suas promessas caso venha ser eleito. Pelo menos é isso que o eleitor aguarda. Nessa versão 2018, um fenômeno curioso vem acontecendo: o discurso da violência acaba gerando mais violência entre os partidários de candidaturas que passaram a travar bate-boca nas redes sociais, inflamando ainda mais o que já é intolerável.

Nunca se viu tanto arroubos por parte de candidatos, na tentativa de explicar até mesmo os projetos para combater a violência. São formulações de ódio, traduzidas por ideias que vão de encontro a mais violência. Nenhuma delas mostra-se compatível com o nível de enfrentamento que se deseja.

Tudo isso vem gerando nas redes sociais um debate de intolerância, ódio, com agressões entre internautas-partidários, ao mesmo tempo que muitas amizades estão sendo desfeitas por conta desse radicalismo inaceitável que, no fundo no fundo, só revela a alma doentia de uma Nação.

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A violência no discurso político eleitoral

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de setembro de 2018

Enquanto os políticos brigam pelo pódio da vitória, em suas andanças propagandísticas, a vida de todo mundo vai correndo como manda o figurino.

O trabalhador comum se vê cercado de insegurança, no caminho de casa para o trabalho, ou até quando nas horas de folga pretende relaxar. Violência absurda que não pára de contabilizar números da indústria da morte.

E quando se esperava ver e ouvir os candidatos discutindo formas que aplicarão para diminuir essa tragédia do nosso cotidiano, eles próprios se engalfinham na disputa, usando um discurso de violência para atacar os seus rivais.

Não se alcança paz e tranquilidade em casa onde todos se indispõem.

Passado o pleito, eleito quem quer que seja, o que o cidadão espera é que essa gente tome vergonha na cara. E vá trabalhar. Cumpra com as promessas de campanha, que o eleitor já anda cansado de tanta falação, tudo em favor de garantir o emprego de cada um deles, claro.

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As dores do mundo são as nossas dores

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

11 de setembro de 2018

As dores do mundo são intensamente marcadas por episódios que, muitas vezes, não precisam acontecer em nosso meio. Quem não se comove com o drama de uma mãe que, no momento em que amamentava a filha com paralisia cerebral, sofre um acidente no ônibus que trafegava, mas teve o impulso de pedir a alguém para segurar a filha? O gesto dela evitou a morte da criança, muito embora tenha provocado o sacrifício da sua existência. Gesto heroico que, provavelmente, só as mães são capazes.

A dor de um drama desses ultrapassa todos os limites e atinge a cada um daqueles que não conseguem entender os mistérios da Vida, por trás do que nominamos como fatalidade.

As dores da alma humana são as que sofrem família e amigos de um pastor evangélico, vítima de assalto e que por reagir aos agressores para não ceder o carro que lhe pertencia, acaba sendo assassinado brutalmente. Nessas ocasiões, esquecemos o velho ditado de que “vão se os anéis e ficam os dedos”.

São dores de alguns que atinge a muitos. E que parece não atender aos freios de toda um projeto de segurança que tanto se deseja para a cidade. As dores dos que se vão em casos assim, são as dores dos que ficam em total perplexidade.

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As dores do mundo são as nossas dores

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

11 de setembro de 2018

As dores do mundo são intensamente marcadas por episódios que, muitas vezes, não precisam acontecer em nosso meio. Quem não se comove com o drama de uma mãe que, no momento em que amamentava a filha com paralisia cerebral, sofre um acidente no ônibus que trafegava, mas teve o impulso de pedir a alguém para segurar a filha? O gesto dela evitou a morte da criança, muito embora tenha provocado o sacrifício da sua existência. Gesto heroico que, provavelmente, só as mães são capazes.

A dor de um drama desses ultrapassa todos os limites e atinge a cada um daqueles que não conseguem entender os mistérios da Vida, por trás do que nominamos como fatalidade.

As dores da alma humana são as que sofrem família e amigos de um pastor evangélico, vítima de assalto e que por reagir aos agressores para não ceder o carro que lhe pertencia, acaba sendo assassinado brutalmente. Nessas ocasiões, esquecemos o velho ditado de que “vão se os anéis e ficam os dedos”.

São dores de alguns que atinge a muitos. E que parece não atender aos freios de toda um projeto de segurança que tanto se deseja para a cidade. As dores dos que se vão em casos assim, são as dores dos que ficam em total perplexidade.