POLÍTICA Archives - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

POLÍTICA

Sou paraíba, sim

Por Nonato Albuquerque em POESIA, POLÍTICA

21 de julho de 2019

Ô capitão do mato,
sou paraíba, sim
e a esse seu desacato,
respondo mesmo é assim:
paraíba, sou de fato, 
e sei o que valho enfim
mas não engulo destrato
vomito tudo no fim.

O senhor só abre a boca
pra dizer o que num presta
como se achasse pouca
coisa quer nos fazer de besta
paraíba, gente “caboca”
é raça boa da mulesta.

eu sou sim, um nordestino
filho de um povo sensato
que enfrenta o seu destino
com garra, com fé e trato
de ser bom desde menino
e vencer o diabo a quatro

Nós não perdemos de vista
o que somos, e deixo claro
sabemos quem é racista
homofóbico e ignaro
na verdade é algum fascista
cujo nome é…

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O Brasil que precisa ser passado a limpo

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, POLÍTICA, SEGURANÇA

19 de setembro de 2017

Foi o jornalista Boris Casoy que cunhou nos anos 90 a frase “o Brasil precisa ser passado a limpo”. E como precisa. De lá para cá, muito se tem feito na tentativa de melhorar o perfil do País em relação a tudo, mas quanto mais o tempo passa, mas a coisa parece ganhar proporções de tragédia. Seja na política, na área da Economia ou socialmente falando, tudo anda feito cantiga da perua – de pior a pior. A sujeira em todos esses setores é grande e os mecanismos de limpeza utilizados até aqui, parecem não surtir o efeito desejado. Em relação a questão da segurança, é a que elenca maior preocupação junto com a bandidagem dos políticos corruptos.

Nunca o Brasil esteve tão próximo da imagem daqueles países em guerra como agora. Cenas divulgadas nas redes sociais revelam a sandice e a ousadia de um grupo de indivíduos armados até de metralhadora atirando a esmo, em plena rua para chamar atenção e amedrontar integrantes de uma facção rival. Essas imagens só têm comparação com outra divulgada ontem no Rio, quando um bando de marginais, armados até os dentes, foge do morro da Rocinha diante da repressão policial.

A estratégia da Polícia montando as UPPs – Unidades de Polícia Pacificadora nas áreas críticas, parece não ter dado resultado, semelhante aos planos de combate que a PM tem feio no resto do País. O crime cresceu. Ganhou corpo. E anda mostrando os dentes diante de uma segurança que só se enfraquece quando a Justiça demora em cumprir com o seu dever – de agir rapidamente na condenação dos responsáveis – fazendo com isso crescer a chaga maior que estimula o crime: a impunidade.

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Antigos cadernos escolares servem de modelo para nomear os velhos partidos

Por Nonato Albuquerque em ATUALIDADE, BIZARRICE, POLÍTICA

21 de agosto de 2017

Já que alguns partidos vão mudar os nomes para Avante e Patriota, damos a seguir sugestões de cadernos escolares – pois tudo leva a crer ter sido essa a base dos nomes anunciados – como modelo a outras agremiações.

Se o PR vai virar Podemos (ops!), bem que o PT podia chamar-se Companheiros. Ficaria dentro do tratamento dado a cada integrante.

Já o PSDB, com a figura desse Aécio Neves no comando, bem que poderia se chamar Colegial. O PMDB já vai perder o T – mas, pelo visto, vai continuar tão partido quanto depois que deixou de ser o original MDB.

Todos, aliás, poderiam indicar aos seus filiados exercícios de caligrafia para ver se eles melhoram a escrita, já que não mudam o conteúdo de seus discursos nem que a vaca tussa.

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Políticos tomam posse. E as promessas, também?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, POLÍTICA, SEGURANÇA

02 de Janeiro de 2017

De todo falatório dos que tomaram posse ontem, choveu promessas de que esforços serão envidados para a área de segurança. Esse foi o quesito mais citado entre os desejos de ano novo feito pela população em Fortaleza. Também pudera: apesar da redução nos números de homicídios, a insegurança anda à solta pelas ruas de uma cidade que conquista o coração dos turistas do mundo todo, que por aqui vêm se gratificar com a beleza das praias, mas acaba se deparando com uma onda nada agradável de ações violentas.

O prefeito Roberto Cláudio juntou às vozes das ruas, a sua promessa de que a Guarda Municipal vai ser fortalecida para atuar junto com as forças de segurança do Estado. Um vice com cara de xerife – e não apenas a cara, mas a profissão dele – promete arregaçar as mangas e fazer alguma coisa, já que vice (quase sempre) nunca apitou nada. Na maioria das vezes, vice tem sido uma figura decorativa que, no caso da Prefeitura, nunca se entendeu com o prefeito de plantão.

Juraci brigou com Márlon Cambraia; depois cortou relações com a vice Isabel Lopes, no segundo mandato. O Cambraia andou ser atritando com Marcelo Teixeira. A ‘lôra’ Luiziane Lins nunca deixou o Carlos Veneranda assumir durante suas viagens e nem deu muita bola pra Tin Gomes. Roberto Cláudio bateu de frente com Gaudêncio Lucena. Quase todos por conta de relacionamento político.

Esse estigma de prefeito não se dar bem com seus vices tem que ser revisto. A cidade acaba perdendo chances de ter uma vice prefeitura montada com um ‘staff’ de pessoas que, na realidade, não tem representatividade nem para substituir o prefeito quando esse viaja. Com o xerife Moroni, espera-se que a ‘politicagem’ de outras administrações seja banida tanto quanto se deseja acabar com a bandidagem.

Uma cidade não pode viver refém das diatribes de políticos que não sabem relevar essas questiúnculas e acabam dando mau exemplo a população. É preciso dar corpo e forma a uma política de segurança, onde Estado e município, atuem juntos em favor de dias melhores. Estamos cansados de ser relacionados, lá fora, como ”cidade bonita, mas é aquela que aparece no ranking das mais violentas do mundo?”, como ouviu durante viagem que fez à China, o governador Camilo Santana. Se querem acabar com a insegurança de Fortaleza, que se acabe com as brigas entre dirigentes e que as promessas de campanha e as feitas ontem na posse, tomem posse também junto com seus dirigentes.

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Uma nação dividida

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, ATUALIDADE, POLÍTICA

18 de Abril de 2016

O país amanheceu hoje dividido entre os sentimentos da vitória e da derrota. A população assistiu atenta pela TV, a decisão da Câmara dos deputados, abrindo a possibilidade de a presidenta Dilma Rousseff ficar impedida de governar; isso, caso o Senado venha a confirmar o resultado de ontem. Qualquer que venha a ser esse resultado, a sessão de ontem revelou um País dividido e, pela votação dos deputados, intencionalmente disposto a mudanças. Mudanças que podem se converter em um novo rumo da Política nacional.

Embora o ‘impeachment’ tenha se sustentado na questão das pedaladas fiscais, mas há muito tempo a nação estava sobrevivendo às expensas de denúncias de corrupção por todos os lados e que já levaram à cadeia alguns nomes ilustres do mercado empresarial e do meio político. No seio do cidadão comum, isso se constitui numa prática abominável, principalmente quando se sabe que os recursos oriundos do suor dispendido através dos impostos, estava tendo destinação criminosa. Ao lado do poder contaminado, acentuavam-se os problemas agravados pela violência urbana, como se pode confirmar através das edições diárias do Barra Pesada.

Ninguém consegue conviver com a criminalidade das ruas e, portanto, esse sentimento de indignação que paira em torno de todos parece ter sido incorporado à decisão dos deputados no dia de ontem, sinalizando a necessidade de uma revisão, inclusive, dos próprios políticos que votaram a favor da mudança.

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Na contramão da História

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, POLÍTICA

21 de outubro de 2014

educationA violência das ruas é doença grave. Doença crônica da alma. Faz parte da gênese humana ainda analfabeta da importância de adotar os mais nobres valores morais. Por isso, enquanto os políticos em campanha gastam tempo e saliva discutindo maneiras de como pretendem deter o avanço da criminalidade, esquecem-se de um ponto importante. O de que não é apenas ampliando o número de policiais, comprando armamentos e viaturas, além de construir mais cadeias e presídios, que iremos deter essa desgraçada onda de crimes.

Esquecem os candidatos de que esse é um problema que passa pelo item educação. Educação dessa geração que está em formação nas escolas. Escola que ambienta ainda falhas no sistema educacional, a ponto de não oferecer estímulos para que os estudantes se sintam satisfeitos em permanecer em salas de aula. Por isso, a grande evasão escolar.

Quando se fizer investimentos nos que cumprem a tarefa de ensinar, os professores, estaremos corrigindo essas distorções que fazem com que se invista tanto no campo da segurança, enquanto a Educação recebe pouca atenção. Construímos mais cadeias, porque não temos a excelência de ensino para moldar a alma humana em sua fase mais importante, que é da infância e adolescência. É preciso a compreensão disso. Ou continuaremos na contramão da História.

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Sequestro feito por cearenses para Cuba vai virar filme

Por Nonato Albuquerque em CINEMA, POLÍTICA

31 de Maio de 2014

O sequestro de um avião da Varig para Cuba, feito por dois cearenses moradores do Conjunto Ceará, completou recentemente 30 anos. O desvio do Boeing Airbus da Varig-Cruzeiro, prefixo PP-CLB, ganhou manchetes internacionais, virou documentário dirigido por Bené Saboia e, atualmente, está em vias de virar um longa metragem.

fernando

João Luiz de Araújo e Fernando Antonio Santiago (foto ao lado) promoveram o seqüestro no dia 3 de fevereiro de 1984. Eles embarcaram em Fortaleza, num voo que seguia para Manaus. Depois da escala em São Luiz obrigaram o comandante a desviar o avião para Cuba.

O voo contava com 158 passageiros que tiveram que descer em Paramaribo, capital do Suriname, após uma série de negociações dos seqüestradores com a Embaixada do Brasil naquele país. De lá, a aeronave foi levada para a ilha de Fidel Castro.

O avião pousou em Camaguey, enquanto a pista foi tomada por militares que levaram os cearenses para um interrogatório. Tanto João quanto Fernando contam que foram interrogados durante três dias pela polícia cubana, interessada mais em conhecer pormenores do processo de reabertura democrática que estava sendo anunciada pelo governo da ditadura. João Figueiredo estava no poder.

“A nossa ação naquela época pode ter surpreendido a muitas pessoas” conta João Luiz no documentário, desfazendo a idéia de que se tratavam de jovens sem nenhuma vinculação com os movimentos de esquerda. No Brasil, chegou-se a comentar que se tratava de um episódio completamente fora do contexto.

Até o escritor Fernando Morais, cujo “A Ilha”, teria sido o inspirador da dupla para a ação terrorista, surpreendeu-se na época.  “Essa é uma história completamente espantosa. Jamais poderia passar pela minha cabeça, no dia que sentei à máquina para escrever esse livro, que três garotos fossem sair de Fortaleza, entrar num avião, tocar um revólver na cabeça e dizer ao comandante: toca pra Cuba”, contou Fernando Morais.

joãoluiz1Na verdade, o sequestro envolveu uma outra figura, Raimunda Santiago, esposa de Fernando na época, que se juntou aos dois interessada em viver a realidade que se propagava de Cuba naquela ocasião.

Atualmente João Luiz, que se formou em Psicologia em Cuba,  atende a população carente numa unidade do Capes, em Ipueiras, no interior cearense. Já Fernando mora em Minas Gerais. Raimunda, separada de Fernando, pediu para que seu nome fosse esquecido desse episódio.

O cineasta Bené Sabóia, no entanto, quer aprofundar mais aina essa história. Eem conversa conosco disse estar concluindo o roteiro do longa “Último Pau de Arara”, mesmo título do documentário realizado em 2001.

Desde que foi lançado, o trabalho ganhou vários prêmios entre os quais o do  Ceará de Cinema e Vídeo, se Secult: o do Festival Guanicê do Maranhão, em 2002 e o de Camboriú, em Santa Catarina.

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Manifestantes pedem na rede a cassação do vereador Leonelzinho

Por Nonato Albuquerque em POLÍTICA

24 de agosto de 2013

foraleonelzinhofacebook

Os ventos de agosto, mês considerado de maus presságios, não estão sendo muito favoráveis a alguns políticos cearenses. Em Juazeiro, a compra excessiva de artigos de limpeza, suja ainda mais o nome da Câmara de Vereadores e o caso foi parar na Polícia. Por aqui, o vereador Leonelzinho é a bola da hora. Nas redes sociais, um perfil #foraleonelzinho arregimenta apoiadores à campanha para cassar o mandato do vereador, acusado de “corrupção e desrespeito”.

O texto da página no Facebook diz que o vereador “foi condenado por roubo de bicicletas de campanha política, é acusado de uso político do Instituto Jader de Alencar, sua mulher recebia Bolsa Família e ele mesmo vereador estava empregado na Prefeitura de São Gonçalo do Amarante”.

Uma manifestação popular está sendo convocada para a próxima terça-feira, às 9h30min no prédio da Câmara Municipal de Fortaleza. Até agora, a convocação já reúne quase 200 confirmações de presença.

 

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Mensagem do Papa não entendida

Por Nonato Albuquerque em POLÍTICA

09 de julho de 2013

 

A vinda do papa Francisco ao Rio, para a Jornada Mundial da Juventude, vai ter uma recepção no Palácio Guanabara, a sede do governo estadual que vai custar por aí, em torno de 1 milhão de reais aos cofres do governo.

 

Aliás as coisas andam tão viradas, mas tão viradas que se estranha a vinda do Papa ao Rio de Janeiro.

 

É que vão fazer uma reforma no salão nobre que, ano passado, passou por uma ampla restauração.

O pessoal não entendeu a mensagem de Francisco, que tem dado exemplo de simplicidade e humildade.

Aliás, perguntar não é pecado: se o encontro do Rio é da juventude, o que fazem convidados especiais como Collor e Sarney?

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TERCEIRIZADOS: TUDO POR UM LUGAR AO SOL

Por Nonato Albuquerque em POLÍTICA

04 de Janeiro de 2013

A chegada de novos dirigentes no legislativo municipal de várias cidades parece ter injetado ânimo novo entre alguns servidores públicos. Muita gente, daquela escala de terceirizados que viveu acomodada e que batia o ponto no serviço sem a frequência desejada, começou a chegar aos locais de trabalho com uma invejável  pontualidade.

Um passarinho pousado numa dessas secretarias me contou que, diante da mudança da administração de Luizianne Lins para a de Roberto Cláudio, o que tem de funcionário marcando presença bem cedo no batente e procurando trabalho, chega a surpreendê-lo.

É evidente que isso se deva ao temor de “perderem a boquinha”, segundo a mesma fonte, quando se sabe que a maioria desses servidores arranjou uma vaguinha através de um apadrinhamento político mas que, nessas horas, nem a benção dos padrinhos consegue sustentá-los.

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TERCEIRIZADOS: TUDO POR UM LUGAR AO SOL

Por Nonato Albuquerque em POLÍTICA

04 de Janeiro de 2013

A chegada de novos dirigentes no legislativo municipal de várias cidades parece ter injetado ânimo novo entre alguns servidores públicos. Muita gente, daquela escala de terceirizados que viveu acomodada e que batia o ponto no serviço sem a frequência desejada, começou a chegar aos locais de trabalho com uma invejável  pontualidade.

Um passarinho pousado numa dessas secretarias me contou que, diante da mudança da administração de Luizianne Lins para a de Roberto Cláudio, o que tem de funcionário marcando presença bem cedo no batente e procurando trabalho, chega a surpreendê-lo.

É evidente que isso se deva ao temor de “perderem a boquinha”, segundo a mesma fonte, quando se sabe que a maioria desses servidores arranjou uma vaguinha através de um apadrinhamento político mas que, nessas horas, nem a benção dos padrinhos consegue sustentá-los.