O presente do menininho no dia que é dele - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

O presente do menininho no dia que é dele

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

12 de outubro de 2018

Quando o sinal fecha no vermelho, o menininho de uns seis ou sete anos, se dirige ao veículo da frente e com um paninho esfarrapado faz gesto de limpar o para-brisa. O vidro do guiador é baixado e uma mão mandando ele afastar-se que não queria o serviço. A criança sai com olhar de quem tem medo e se dirige a outro carro. Mal faz o gesto de passar o pano no vidro e uma voz berra: “sai daí, seu peste! Vai sujar meu carro”.  Assombrado, ele deixa de lado e faz tentativa de pegar o veículo detrás e, com certa reserva e receio, vê que o motorista não se importa de que ele limpe o vidro.

De tão pequeno, ele mal consegue atingir o vidro completo; mas o faz com uma precisão e um ar de contentamento por ter recebido a permissão para dar conta do serviço, nesse 12 de outubro. Corre para trás do carro; faz a limpeza e ao retornar ao guiador na espera de um gesto de gratidão, o homem grita que não vai dar nada não. Que ele não tinha pedido a limpeza.

O garotinho não perde a ocasião e lhe diz: “o senhor não precisa pagar nada. É meu presente ao senhor pelo meu dia”

 

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Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

12 de outubro de 2018

Quando o sinal fecha no vermelho, o menininho de uns seis ou sete anos, se dirige ao veículo da frente e com um paninho esfarrapado faz gesto de limpar o para-brisa. O vidro do guiador é baixado e uma mão mandando ele afastar-se que não queria o serviço. A criança sai com olhar de quem tem medo e se dirige a outro carro. Mal faz o gesto de passar o pano no vidro e uma voz berra: “sai daí, seu peste! Vai sujar meu carro”.  Assombrado, ele deixa de lado e faz tentativa de pegar o veículo detrás e, com certa reserva e receio, vê que o motorista não se importa de que ele limpe o vidro.

De tão pequeno, ele mal consegue atingir o vidro completo; mas o faz com uma precisão e um ar de contentamento por ter recebido a permissão para dar conta do serviço, nesse 12 de outubro. Corre para trás do carro; faz a limpeza e ao retornar ao guiador na espera de um gesto de gratidão, o homem grita que não vai dar nada não. Que ele não tinha pedido a limpeza.

O garotinho não perde a ocasião e lhe diz: “o senhor não precisa pagar nada. É meu presente ao senhor pelo meu dia”