Crítica: Thor volta a convencer em aventura solo - Cinema Sinergia 
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Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

Crítica: Thor volta a convencer em aventura solo

Por Thiago Sampaio em Crítica

13 de novembro de 2013

Pôster de 'Thor: O Mundo Sombrio'

Foto: Divulgação

O longa metragem “Thor” (2011) foi responsável por incluir na nova fase de adaptações dos quadrinhos da Marvel Studios o teor assumidamente fantasioso, com a existência de poderes de outro mundo, diferente de Homem-de-Ferro (2008, 2010), O Incrível Hulk (2008) e Capitão América (2010), fator necessário para a trama do estrondoso sucesso “Os Vingadores” (The Avengers, 2012). De volta a “carreira-solo”, a continuação “Thor: O Mundo Sombrio” (Thor: The Dark World, 2013), mantém o alto nível e supera o original em muitos quesitos.

Na trama, Thor (Chris Hemsworth) lidera as últimas batalhas para conquistar a paz entre os Nove Reinos. Enquanto isso, na Terra, a cientista Jane Foster (Natalie Portman) descobre um paralelo entre os mundos que acaba por despertar de um longo sono o elfo negro Malekith (Christopher Eccleston), que acorda sedento por vingança e buscando levar todos para a escuridão eterna. Para salvar a amada, o Deus do Trovão acaba por ir ao seu encontro mas, para combater o inimigo, ele vai precisar da ajuda de ninguém menos do que Loki (Tom Hiddleston), o seu traiçoeiro irmão.

Fiel ao original

Kenneth Branagh, diretor do primeiro, passou o comando para Alan Taylor, mais conhecido por comandar episódios do seriado “Game of Thrones”. Mantendo-se fiel à estética do anterior e livre da necessidade de apresentar aquele universo ao espectador, o cineasta tem a liberdade para melhor trabalhar o roteiro, que passou por nada menos que cinco autores (Christopher Yost, Christopher Markus, Stephen McFeely, Don Payne e Robert Rodat ).

Se apoiando nas cenas de ação e no humor, além, é claro, dos eficientes (e não mais surpreendentes) efeitos especiais, justificando o orçamento de U$ 170 milhões, os ingredientes estão muito bem organizados quando o quesito é “filme-pipocão”.

Pés no chão

Vale lembrar que depois de “Os Vingadores”, a necessidade de impressionar ficou cada vez mais difícil, o que tornou “Homem de Ferro 3” (Iron Man 3, 2013) um projeto megalomaníaco, com centenas de elementos em cena e ação pra lá de grandiosa, perdendo um pouco as raízes da franquia. A continuação de Thor mantém os pés no chão, sem exageros, e garante sequencias de ação bastante eficientes, como o ataque da raça alienígena ao templo de Odin, a vingança de Thor e Loki contra Malekith, até o clímax entre “o bem e o mal” em meio a muita destruição na cidade. Por mais que sejam seres com poderes sobrenaturais na tela, é possível entender perfeitamente o que se passa em cena.

O humor é um fator bastante utilizado por Taylor, com muitas piadas funcionais, como Thor sentindo ciúmes de Jane Foster por um humano, ou o Dr. Erik Selvig (Stellan Skarsgård, divertido em cena). Outras são repetitivas, como a difícil adaptação do herói ao “mundo real” ou o exagero da chatice da personagem Darcy (Kat Dennings, mais uma vez irritante), porém, nada que atrapalhe o produto final. Ponto fraco é a ausência de um vilão marcante, visto que o monstruoso Malekith, (vivido de maneira correta por Christopher Eccleston), dificilmente será lembrado posteriormente por algum fã.

O filme é de Loki

Se por um lado Chris Hemsworth convence no papel de Thor mais pelo porte físico e a voz, novamente é Tom Hiddleston, na pele de Loki, o ponto alto da produção. Sempre com uma personalidade questionável – digna do Deus da Trapaça -, o personagem está nas melhores cenas, exigindo do ator uma grande versatilidade de expressões para conferir a complexidade do personagem. Uma cena em especial, quando Thor necessita fazer um “pedido” ao irmão, é de impressionar pela dramaticidade de Hiddleston.

Natalie Portman está carismática como sempre, trazendo leveza à produção. E se o veterano Anthony Hopkins mantém o tom onipresente de Odin, Rene Russo está sensacional na pele de Frigga, mostrando o lado de mulher forte, mas sem perder a preocupação e o amor de uma mãe. Já os soldados de Asgard e parceiros fieis do herói, vividos por Jaimie Alexander, Zachary Levi e Ray Stevenson, têm bem menos tempo em cena do que no primeiro, enquanto o guardião Heimdall, vivido pelo eficiente Idris Elba, ganha maior importância.

Mais Vingadores

Por mais que funcione “sozinho”, Thor ainda é um produto que prepara para algo maior, visto que o mundo de “Os Vingadores” está o tempo todo presente, com muitas citações e até uma participação especial. Por mais que o intuito seja preparar o terreno para a continuação do longa-metragem da equipe de heróis, o Deus do Trovão mostra que é capaz de garantir um entretenimento de qualidade e sem compromisso.

PS: Há duas cenas extras durante os créditos. A primeira, essencial para o rumo das produções seguintes. A segunda, nem tanto.

Nota: 8,0

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Crítica: Thor volta a convencer em aventura solo

Por Thiago Sampaio em Crítica

13 de novembro de 2013

Pôster de 'Thor: O Mundo Sombrio'

Foto: Divulgação

O longa metragem “Thor” (2011) foi responsável por incluir na nova fase de adaptações dos quadrinhos da Marvel Studios o teor assumidamente fantasioso, com a existência de poderes de outro mundo, diferente de Homem-de-Ferro (2008, 2010), O Incrível Hulk (2008) e Capitão América (2010), fator necessário para a trama do estrondoso sucesso “Os Vingadores” (The Avengers, 2012). De volta a “carreira-solo”, a continuação “Thor: O Mundo Sombrio” (Thor: The Dark World, 2013), mantém o alto nível e supera o original em muitos quesitos.

Na trama, Thor (Chris Hemsworth) lidera as últimas batalhas para conquistar a paz entre os Nove Reinos. Enquanto isso, na Terra, a cientista Jane Foster (Natalie Portman) descobre um paralelo entre os mundos que acaba por despertar de um longo sono o elfo negro Malekith (Christopher Eccleston), que acorda sedento por vingança e buscando levar todos para a escuridão eterna. Para salvar a amada, o Deus do Trovão acaba por ir ao seu encontro mas, para combater o inimigo, ele vai precisar da ajuda de ninguém menos do que Loki (Tom Hiddleston), o seu traiçoeiro irmão.

Fiel ao original

Kenneth Branagh, diretor do primeiro, passou o comando para Alan Taylor, mais conhecido por comandar episódios do seriado “Game of Thrones”. Mantendo-se fiel à estética do anterior e livre da necessidade de apresentar aquele universo ao espectador, o cineasta tem a liberdade para melhor trabalhar o roteiro, que passou por nada menos que cinco autores (Christopher Yost, Christopher Markus, Stephen McFeely, Don Payne e Robert Rodat ).

Se apoiando nas cenas de ação e no humor, além, é claro, dos eficientes (e não mais surpreendentes) efeitos especiais, justificando o orçamento de U$ 170 milhões, os ingredientes estão muito bem organizados quando o quesito é “filme-pipocão”.

Pés no chão

Vale lembrar que depois de “Os Vingadores”, a necessidade de impressionar ficou cada vez mais difícil, o que tornou “Homem de Ferro 3” (Iron Man 3, 2013) um projeto megalomaníaco, com centenas de elementos em cena e ação pra lá de grandiosa, perdendo um pouco as raízes da franquia. A continuação de Thor mantém os pés no chão, sem exageros, e garante sequencias de ação bastante eficientes, como o ataque da raça alienígena ao templo de Odin, a vingança de Thor e Loki contra Malekith, até o clímax entre “o bem e o mal” em meio a muita destruição na cidade. Por mais que sejam seres com poderes sobrenaturais na tela, é possível entender perfeitamente o que se passa em cena.

O humor é um fator bastante utilizado por Taylor, com muitas piadas funcionais, como Thor sentindo ciúmes de Jane Foster por um humano, ou o Dr. Erik Selvig (Stellan Skarsgård, divertido em cena). Outras são repetitivas, como a difícil adaptação do herói ao “mundo real” ou o exagero da chatice da personagem Darcy (Kat Dennings, mais uma vez irritante), porém, nada que atrapalhe o produto final. Ponto fraco é a ausência de um vilão marcante, visto que o monstruoso Malekith, (vivido de maneira correta por Christopher Eccleston), dificilmente será lembrado posteriormente por algum fã.

O filme é de Loki

Se por um lado Chris Hemsworth convence no papel de Thor mais pelo porte físico e a voz, novamente é Tom Hiddleston, na pele de Loki, o ponto alto da produção. Sempre com uma personalidade questionável – digna do Deus da Trapaça -, o personagem está nas melhores cenas, exigindo do ator uma grande versatilidade de expressões para conferir a complexidade do personagem. Uma cena em especial, quando Thor necessita fazer um “pedido” ao irmão, é de impressionar pela dramaticidade de Hiddleston.

Natalie Portman está carismática como sempre, trazendo leveza à produção. E se o veterano Anthony Hopkins mantém o tom onipresente de Odin, Rene Russo está sensacional na pele de Frigga, mostrando o lado de mulher forte, mas sem perder a preocupação e o amor de uma mãe. Já os soldados de Asgard e parceiros fieis do herói, vividos por Jaimie Alexander, Zachary Levi e Ray Stevenson, têm bem menos tempo em cena do que no primeiro, enquanto o guardião Heimdall, vivido pelo eficiente Idris Elba, ganha maior importância.

Mais Vingadores

Por mais que funcione “sozinho”, Thor ainda é um produto que prepara para algo maior, visto que o mundo de “Os Vingadores” está o tempo todo presente, com muitas citações e até uma participação especial. Por mais que o intuito seja preparar o terreno para a continuação do longa-metragem da equipe de heróis, o Deus do Trovão mostra que é capaz de garantir um entretenimento de qualidade e sem compromisso.

PS: Há duas cenas extras durante os créditos. A primeira, essencial para o rumo das produções seguintes. A segunda, nem tanto.

Nota: 8,0