Cinema Sinergia Archives - Cinema Sinergia 
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Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

Cinema Sinergia

Crítica: “Rocketman” é uma viagem louca e sentimental…assim como a vida e obra de Elton John!

Por Thiago Sampaio em Crítica

06 de junho de 2019

Foto: Divulgação

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Um músico tão brilhante e exótico como Elton John não merecia um filme convencional. E “Rocketman” (idem, 2019), definitivamente, não é. Trata-se de uma viagem cheia de loucuras no estilo de “Across The Universe” (idem, 2007), mas também com arco dramático muito bem desenvolvido, honrando a imagem do artista. Nem tenta ser realista, comprovando que a criatividade em cinebiografias ainda está viva!

Inevitável a comparação com o superestimado e vencedor de quatro Oscar, “Bohemian Rhapsody” (idem, 2018), cinebiografia da banda Queen. Não apenas por contarem a história de ícones britânicos da música, mas porque o diretor Dexter Fletcher esteve envolvido em ambos os projetos. Com as polêmicas sobre abuso sexual envolvendo Bryan Singer, foi Fletcher quem concluiu as filmagens daquela atribulada produção e, aqui, teve a chance de conferir a sua identidade, algo que ainda era desconhecida, visto que ele pouco mostrou em seus longas anteriores, como “Voando Alto” (Eddie The Eagle, 2015) e “Sunshine on Leith” (2013).
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Crítica: “John Wick 3: Parabellum” consolida a franquia como a melhor do gênero ação da atualidade

Por Thiago Sampaio em Crítica

29 de Maio de 2019

Foto: Divulgação

Quando o primeiro “John Wick” foi lançado, os distribuidores no Brasil sequer pensaram na possibilidade daquele longa virar uma franquia de sucesso, tanto que chegou com o título “De Volta ao Jogo” (John Wick, 2014). Custou “apenas” U$ 20 milhões, mas se saiu bem o suficiente para ganhar uma sequência.

“John Wick 2: Um Novo Dia Para Matar” (John Wick: Chapter Two, 2017) veio para colocar a saga num novo patamar do gênero ação da atualidade, além de resgatar o prestígio de Keanu Reeves. Agora, “John Wick 3: Parabellum” (John Wick: Chapter 3 – Parabellum) vem para consolidar esse status. Não importa a história. É raro encontrarmos sequências de matança tão criativas como as do “Baba Yaga”.

A trama começa logo onde termina o segundo filme. Após assassinar o chefe da máfia Santino D’Antonio no Hotel Continental, John Wick (Keanu Reeves) passa a ser perseguido pelos membros da Alta Cúpula sob a recompensa de U$14 milhões. Agora, ele precisa unir forças com antigos parceiros que o ajudaram no passado enquanto luta por sua sobrevivência.
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Crítica: Novo “Cemitério Maldito” faz mudanças precisas e honra o espírito da obra original

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de Maio de 2019

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O livro “O Cemitério” é um dos mais macabros do “mestre do terror”, Stephen Kingg. Ganhou uma adaptação para os cinemas em 1989 que, apesar de ser lembrada com nostalgia pelos fãs, era cheia de defeitos e com interpretações piores do que muita novela mexicana. Esse remake não reinventa a roda, apesar de tomar algumas liberdades criativas. “Cemitério Maldito” (Pet Semetery, 2019) corrige alguns problemas, entrega uma aura demoníaca condizente com a proposta e agrada de um modo geral, mesmo que não seja memorável.

Na trama, a família Creed se muda para uma nova casa no interior, localizada nos arredores de um antigo cemitério amaldiçoado usado para enterrar animais de estimação – mas que já foi usado para sepultamento de indígenas. Algumas coisas estranhas começam a acontecer, transformando a vida cotidiana dos moradores em um pesadelo.

Dirigido por Kevin Kölsch e Dennis Widmyer (do pouco visto “Starry Eyes”, 2014), eles não são dos mais criativos, mas não fazem feio, por mais que apelem para os tradicionais jump-scares (que, ainda bem, são poucos e até são bem encaixados) e exagerem nos flashbacks expositivos. Compreensível para a construção dos personagens. Eles mostram o valor ao conferir o suspense psicólogo em planos sequências pela casa enquanto o pai procura ansioso pela filha e alimenta essa expectativa com o surgimento da máscara de animal. O visual do gato Church (ou Winston Churchil), em que foram utilizados animais reais, está bem mais assustador.
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Crítica: “Vingadores: Ultimato” é o desfecho à altura da grandiosidade do projeto

Por Thiago Sampaio em Crítica

26 de Abril de 2019

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Análise sem spoilers

“Vingadores: Ultimato” (Avengers: Endgame, 2019) é um raro caso de produção que já nasce vendida sozinha, com papo de bater recordes de bilheteria, sem nem precisar revelar muita coisa nos trailers. Aquele típico evento cinematográfico que acontece num intervalo de gerações. Ele encerra aquela saga que se iniciou há 11 anos, passando por 21 filmes, atenuada pela curiosidade do público após os eventos trágicos ocorridos no ótimo “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War, 2018).

Por mais que o longa anterior tenha iniciado essa conclusão, agora é o momento de cravar um destino para alguns personagens importantes que estávamos acostumados a estarem sempre ali, garantindo um entretenimento de qualidade. E o resultado é não apenas um deleite para os fãs, mas uma produção que realmente trata com muito carinho os seus heróis.

Na trama, após Thanos (Josh Brolin) eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores precisam lidar com a dor da perda de amigos e seus entes queridos. Com Tony Stark (Robert Downey Jr.) vagando perdido no espaço sem água e comida, Steve Rogers (Chris Evans) precisa liderar a resistência contra o titã louco e, junto aos aliados restantes, elaborar um plano para salva os amigos que desapareceram e restaurar a ordem do universo.
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Crítica: “A Maldição da Chorona” é um amontoado de clichês de fazer chorar

Por Thiago Sampaio em Crítica

24 de Abril de 2019

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Filmes sobre assombrações em forma de mulher são produzidos aos montes pela indústria. Apesar do título parecer ter saído de um episódio do seriado Chaves, “A Maldição da Chorona” (The Curse of La Llorona, 2019) é baseado numa famosa lenda do México. O que acaba por ter pouco efeito, já que o longa-metragem não se aprofunda no folclore e se resume a uma coleção de clichês do gênero com a única intenção de dar sustos no espectador.

A trama se passa na cidade de Los Angeles da década de 1970, em que uma assistente social (Linda Cardellini), criando seus dois filhos sozinha, começa a ver semelhanças entre um caso que está investigando e a entidade sobrenatural Chorona. A lenda conta que, em vida, ela afogou seus filhos e depois se jogou no rio. Agora ela chora eternamente, capturando outras crianças para substituir os filhos.

O mais estranho desta produção de James Wan é a forçada de barra para inseri-la no seu universo compartilhado de “Invocação do Mal” (2013, 2016), que inclui os dois “Annabelle” (2014, 2017) e “A Freira” (2018). A única ligação é o personagem do Padre Perez (vivido por Tony Amendola), do primeiro “Annabelle”, que cita a tal boneca (e a direção ainda faz questão de mostrá-la num rápido e desnecessário flashback, para não deixar dúvidas que é ela mesma de quem ele está falando) e mais nada. E assim como os demais derivados, este não passa de uma produção genérica e esquecível.
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Crítica: Live-action de “Dumbo” honra o original e traz novas ideias de maneira honesta

Por Thiago Sampaio em Crítica

17 de Abril de 2019

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Seguindo essa onda de fazerem versões live-actions de tudo o que é animação clássica da Walt Disney Pictures, chegou a vez do elefante voador “Dumbo” (idem, 1941). Apesar de dizerem por aí que a produção era a favorita do próprio Disney, o desenho não é tão idolatrado pelo público em geral e o material de apenas 64 minutos tinha pouco a ser aprofundado numa nova versão. Mas o diretor Tim Burton, famoso por ser visionário no passado, consegue atribuir o seu olhar próprio, ampliando aquela história. O novo “Dumbo” (2019) não tem nada de marcante, mas passa longe de fazer feio e honra a memória do seu criador.

Na história, ambientada em 1919, Holt Farrier (Colin Farrell) é uma ex-estrela de circo que, ao retornar da Primeira Guerra Mundial, encontra seu mundo virado de cabeça para baixo. Sua esposa faleceu enquanto estava fora e ele agora precisa criar os dois filhos. Ele recebe a função de cuidar de uma elefante que está prestes a ter bebê. Quando o filhote nasce, todos ficam surpresos com o tamanho de suas orelhas, o que faz com que de início seja desprezado. Porém, tudo muda quando o mundo descobre que as imensas orelhas permitem que Dumbo voe, atraindo os olhares do público e de um empresário inescrupuloso.
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Crítica: “Shazam!” é o melhor longa da DC desde “Batman: O Cavaleiro das Trevas”

Por Thiago Sampaio em Crítica

05 de Abril de 2019

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Se as adaptações da DC Comics para o cinema ainda dividem opiniões, produzir um longa sobre um garoto que se transforma num adulto que tem praticamente os mesmos poderes do Superman, com um uniforme horroroso e que nunca foi tão badalado, parecia uma ideia que beirava a insanidade. Tudo remava contra o antigo “Capitão Marvel”, que mudou de nome ao ser adquirido pela DC junto a Fawcett Comics no início dos anos 70, por motivos óbvios para não fazer propaganda da concorrente.

Mas a boa notícia é que “Shazam!” (idem, 2019) segue uma boa recuperação do estúdio, sem a preocupação de forçar um universo compartilhado. Se “Mulher Maravilha” (2017) e “Aquaman” (2018) conquistaram boas críticas, este afasta de vez o tom sombrio característico de Zack Snyder e acerta em cheio ao se assumir como uma comédia despretensiosa.

Na trama, Billy Batson (Asher Angel) é um pré-adolescente órfão de 14 anos que vive fugindo de abrigos e famílias adotivas. Mas tudo muda quando ele recebe de um antigo mago o dom de se transformar num super-herói adulto chamado Shazam! (Zachary Levi), cujo nome é um acróstico formado pelas iniciais de Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles e Mercúrio. Ao gritar a palavra, ele se transforma nessa versão e conta com a ajuda do seu irmão adotivo Freddy (Jack Dylan Grazer) para testar suas habilidades. Contudo, ele precisa aprender a controlar seus poderes para enfrentar o vilão Dr. Thaddeus Sivana (Mark Strong), que deseja roubar o seu dom.
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Crítica: Com “Nós”, Jordan Peele entrega mais um intrigante bombardeio de metáforas sociais

Por Thiago Sampaio em Crítica

28 de Março de 2019

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Análise sem spoilers

Jordan Peele, definitivamente, é um diretor bastante talentoso. Pode ser que a carreira tenha oscilações, assim como tem sido a de M. Night Shyamalan (uma das suas influências), mas pelo o pouco que produziu num curto período, certamente ele ainda vai fazer muito barulho. Se logo no filme de estreia, “Corra!” (Get Out, 2017), conseguiu emplacar indicações nas principais categorias do Oscar (mesmo que seja para a Academia levantar a bandeira da representatividade) com um suspense cheio de metáforas sobre racismo, ele fez de novo em “Nós” (Us, 2019). O alvo agora é mais amplo. E ele faz rir, assusta muito e faz pensar bastante após o término da sessão como poucas produções do gênero.

Na trama, Adelaide (Lupita Nyong’o) é uma mulher que passou por forte trauma quando criança. Mas cresceu bem, se casou com Gabe (Winston Duke) e tiveram dois filhos. A família decide passar um fim de semana na praia e descansar em uma casa de veraneio. Eles começam a aproveitar o ensolarado local, mas a chegada de um grupo misterioso durante a noite muda tudo e o quarteto se torna refém dos invasores.
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Flashback: 10 anos depois, “Watchmen: O Filme” sobrevive às críticas negativas da época do seu lançamento

Por Thiago Sampaio em Flashback

21 de Março de 2019

Foto: Divulgação

No ano de 1986, Alan Moore, em parceria com o desenhista Dave Gibbons, publicou a graphic novel que simplesmente causou uma revolução na chamada “nona arte”. Ela apresentava homens comuns, que à noite saíam para combater o crime, até que uma lei os proíbe de entrar em ação, tornando-os ilegais. “Watchmen” se tornou uma obra de grande importância para o mundo literário. A questão é que, durante anos, se cogitava a ideia de adaptar para os cinemas, mas tal feito era tido como impossível por diversos diretores e fãs.

Nomes como Terry Gilliam, Paul Greengrass e Darren Aronofsky tiveram cotados para assumir a produção, mas foi o hoje tão divisor de opiniões Zack Snyder (vindo com moral de seu projeto anterior, “300”, 2007, outra adaptação de HQ) quem teve a ousadia de assumir o fardo. E há 10 anos, o diretor dos criticados “O Homem de Aço” (2013) e “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016), soube bem o que fazer com “Watchmen: O Filme” (idem, 2009): manter a fidelidade, usando os recursos audiovisuais para encher os olhos, o que na época funcionou bem.
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Flashback: 10 anos depois, “Watchmen: O Filme” sobrevive às críticas negativas da época do seu lançamento

Por Thiago Sampaio em Flashback

21 de Março de 2019

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No ano de 1986, Alan Moore, em parceria com o desenhista Dave Gibbons, publicou a graphic novel que simplesmente causou uma revolução na chamada “nona arte”. Ela apresentava homens comuns, que à noite saíam para combater o crime, até que uma lei os proíbe de entrar em ação, tornando-os ilegais. “Watchmen” se tornou uma obra de grande importância para o mundo literário. A questão é que, durante anos, se cogitava a ideia de adaptar para os cinemas, mas tal feito era tido como impossível por diversos diretores e fãs.

Nomes como Terry Gilliam, Paul Greengrass e Darren Aronofsky tiveram cotados para assumir a produção, mas foi o hoje tão divisor de opiniões Zack Snyder (vindo com moral de seu projeto anterior, “300”, 2007, outra adaptação de HQ) quem teve a ousadia de assumir o fardo. E há 10 anos, o diretor dos criticados “O Homem de Aço” (2013) e “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016), soube bem o que fazer com “Watchmen: O Filme” (idem, 2009): manter a fidelidade, usando os recursos audiovisuais para encher os olhos, o que na época funcionou bem.
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