crítica Archives - Cinema Sinergia 
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Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

crítica

Crítica: Com “Era Um Vez em…Hollywood”, Tarantino faz uma homenagem com muita responsabilidade

Por Thiago Sampaio em Crítica

21 de agosto de 2019

Foto: Divulgação

Um funcionário da Blockbuster que, nas horas livres, consumia a arte dos filmes “B”, aquelas fitas que ficavam lá atrás das prateleiras, principalmente do gênero western spaghetti e longas de artes marciais orientais. Esse é Quentin Tarantino, que ao longo dos anos construiu a sua forte marca como cineasta, destilando todas as suas influências. Porém, ele ainda não havia feito a sua homenagem explícita ao cinema propriamente dito. Em “Era Uma Vez em…Hollywood” (Once Upon a Time in…Hollywood, 2019) ele entrega um dos seus projetos mais maduros e forte candidato a novo clássico!

A trama se passa em Los Angeles, 1969. Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) é um ator de TV que, juntamente com seu dublê (Brad Pitt), está decidido a fazer o nome em Hollywood. Para tanto, ele conhece muitas pessoas influentes na indústria cinematográfica, o que os acaba levando aos assassinatos realizados por Charles Manson na época, entre eles o da atriz Sharon Tate (Margot Robbie), que na época estava grávida do diretor Roman Polanski.
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Crítica: “Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal” traz uma romantização nem tão funcional de um assassino

Por Thiago Sampaio em Crítica

01 de agosto de 2019

Foto: Divulgação

O título nacional “Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal” (tradução livre de “Extremely Wicked, Shockingly Evil, And Vile”, 2019, algo como “Extremamente cruel, chocantemente perverso e depravado”) traduz um pouco a ironia contida nesta produção. A ideia é mostrar o lado humano e carismático de um assassino que abusou e fez diversas atrocidades com mais de 30 mulheres, num outro ponto de vista. E funciona em partes por conseguir transmitir a dualidade, dando até benefício da dúvida para aquele sujeito que sempre transpareceu charme e carisma.

A trama traz o julgamento de Ted Bundy (Zac Efron), famoso serial killer americano da década de 1970. Ele se tornou famoso em todo o país, em parte por causa da fama de sedutor, que levou a conquistar várias fãs, e em parte por ter efetuado sua própria defesa nos tribunais. Aqui, a trajetória é contada pelo ponto das mulheres: Liz Kendall (Lily Collins), com quem se casou, e Carole Ann Boone (Kaya Scodelario), amante que o apoiou durante a fase final da vida.
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Crítica: Remake de “O Rei Leão” é um deslumbre visual que carece de carisma

Por Thiago Sampaio em Crítica

25 de julho de 2019

Foto: Divulgação

A animação clássica “O Rei Leão” (The Lion King, 1994) é uma das produções mais admiradas da Walt Disney. E por ter uma memória afetiva tão forte por parte do público, a realização de um live-action (?!) era vista com desconfiança. Mas como é o capitalismo quem manda, o projeto andou. Trouxeram Jon Favreau para a direção, respaldado pelo bom trabalho de adaptação em “Mogli – O Menino Lobo” (The Jungle Book, 2016), numa aposta até segura. E o resultado é um misto de impressões. Ao mesmo tempo em que tudo é muito bonito de se ver, fica um certo incômodo no ar e a satisfação se deve ao valor da obra original.

A trama é a mesma: Simba (vozes de JD McCrary e Donald Glover) é o herdeiro de seu pai, Mufasa (James Earl Jones). O tio malvado do pequeno leão, Scar (voz de Chiwetel Ejiofor), planeja roubar o trono, atraindo pai e filho para uma emboscada. Um acidente fatal faz com que Simba fuja do reino e, longe dali, encontra um novo lar e estilo de vida com a ajuda de Timão (voz de Billy Eichner) e Pumba (Seth Rogen). Mas inevitavelmente ele precisa se reencontrar com o seu passado e recuperar o comando da sua terra.
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Crítica: “Divino Amor” mistura sexo e religião numa ousada crítica ao Brasil atual

Por Thiago Sampaio em Crítica

16 de julho de 2019

Foto: Divulgação

Muitos têm a impressão de que o cinema brasileiro se assemelha a telenovelas, se apoiando na popularidade de atores famosos para emplacar sucesso. Porém, alguns cineastas se destacam por trazer criatividade e traços autorais. Desta nova geração, o pernambucano Gabriel Mascaro, de 35 anos, vem ganhando merecido espaço.

Após estreia sem muitos alardes em “Ventos de Agosto” (2014), recebeu muitas críticas positivas logo no ano seguinte, com “Boi Neon” (2015). Agora em “Divino Amor” (2019), ele volta trabalhar com temas ousados e utilizando uma estética que não busca a fácil apreciação do grande público.

A trama apresenta Joana (Dira Paes), uma escrivã de cartório, que usa sua posição no trabalho para salvar casais que chegam para se divorciar. Ela faz de tudo para levar os clientes a participarem de uma terapia religiosa de reconciliação no grupo “Divino Amor”.
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Crítica: “Homem-Aranha: Longe de Casa” agrada e vai além de um episódio isolado

Por Thiago Sampaio em Crítica

12 de julho de 2019

Foto: Divulgação

Alerta: há spoilers no texto!

Depois que o Homem-Aranha foi introduzido no universo compartilhado da Marvel após longa negociação com a Sony, essa versão remodelada, mais jovem, logo virou queridinha do público. E se “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (Spider-Man: Homecoming, 2017) funcionou como aventura com ares de “Sessão da Tarde” dos anos 80, pode-se dizer que este “Homem-Aranha: Longe de Casa” (Spider-Man: Far From Home, 2019) é um dos que melhor utiliza a “Fórmula Marvel” para entregar um ótimo epílogo, situando-se bem após os acontecimentos de “Vingadores: Ultimato” (Avengers: Endgame, 2019) e servindo como ponte para a quarta fase do MCU.

Na trama, Peter Parker (Tom Holland) está em uma viagem pela Europa, ao lado de seus amigos de colégio, quando é surpreendido pela visita de Nick Fury (Samuel L. Jackson). Precisando de ajuda para enfrentar monstros nomeados como Elementais, Fury o convoca para lutar ao lado de Mysterio (Jake Gyllenhaal), um novo herói que afirma ter vindo de uma Terra paralela.
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Crítica: “Toy Story 4” mantém a magia da franquia com maestria

Por Thiago Sampaio em Crítica

28 de junho de 2019

Quem viu o primeiro “Toy Story” (idem, 1995) na época do lançamento, não só conferiu a revolução técnica da primeira animação 3D já feita (esqueçam aquela briga com o nacional “Cassiopeia”, 1996), como provavelmente cresceu e se emocionou junto com aqueles brinquedos. “Toy Story 3” (idem, 2010) foi um dos melhores desfechos de trilogias do cinema. Quem não chorou ali, humano não é! Por isso, era difícil entender a necessidade de um quarto filme. E mesmo rodeado de desconfianças, a Pixar mais uma vez mostra a sua maestria e entrega mais um excelente episódio desta marcante saga sobre amizade e amadurecimento.

Na trama, agora morando na casa da pequena Bonnie, Woody (voz de Tom Hanks) apresenta aos amigos o novo brinquedo construído por ela: Garfinho (voz do comediante Tony Hale). O novo posto de brinquedo não o agrada, o que faz com que ele fuja. Decidido a trazer de volta o amigo, Woody parte em seu encalço e, no caminho, reencontra Betty (voz de Annie Potts), que agora vive em um parque de diversões.
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Crítica: “Rocketman” é uma viagem louca e sentimental…assim como a vida e obra de Elton John!

Por Thiago Sampaio em Crítica

06 de junho de 2019

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Um músico tão brilhante e exótico como Elton John não merecia um filme convencional. E “Rocketman” (idem, 2019), definitivamente, não é. Trata-se de uma viagem cheia de loucuras no estilo de “Across The Universe” (idem, 2007), mas também com arco dramático muito bem desenvolvido, honrando a imagem do artista. Nem tenta ser realista, comprovando que a criatividade em cinebiografias ainda está viva!

Inevitável a comparação com o superestimado e vencedor de quatro Oscar, “Bohemian Rhapsody” (idem, 2018), cinebiografia da banda Queen. Não apenas por contarem a história de ícones britânicos da música, mas porque o diretor Dexter Fletcher esteve envolvido em ambos os projetos. Com as polêmicas sobre abuso sexual envolvendo Bryan Singer, foi Fletcher quem concluiu as filmagens daquela atribulada produção e, aqui, teve a chance de conferir a sua identidade, algo que ainda era desconhecida, visto que ele pouco mostrou em seus longas anteriores, como “Voando Alto” (Eddie The Eagle, 2015) e “Sunshine on Leith” (2013).
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Crítica: “John Wick 3: Parabellum” consolida a franquia como a melhor do gênero ação da atualidade

Por Thiago Sampaio em Crítica

29 de Maio de 2019

Foto: Divulgação

Quando o primeiro “John Wick” foi lançado, os distribuidores no Brasil sequer pensaram na possibilidade daquele longa virar uma franquia de sucesso, tanto que chegou com o título “De Volta ao Jogo” (John Wick, 2014). Custou “apenas” U$ 20 milhões, mas se saiu bem o suficiente para ganhar uma sequência.

“John Wick 2: Um Novo Dia Para Matar” (John Wick: Chapter Two, 2017) veio para colocar a saga num novo patamar do gênero ação da atualidade, além de resgatar o prestígio de Keanu Reeves. Agora, “John Wick 3: Parabellum” (John Wick: Chapter 3 – Parabellum) vem para consolidar esse status. Não importa a história. É raro encontrarmos sequências de matança tão criativas como as do “Baba Yaga”.

A trama começa logo onde termina o segundo filme. Após assassinar o chefe da máfia Santino D’Antonio no Hotel Continental, John Wick (Keanu Reeves) passa a ser perseguido pelos membros da Alta Cúpula sob a recompensa de U$14 milhões. Agora, ele precisa unir forças com antigos parceiros que o ajudaram no passado enquanto luta por sua sobrevivência.
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Crítica: Novo “Cemitério Maldito” faz mudanças precisas e honra o espírito da obra original

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de Maio de 2019

Foto: Divulgação

O livro “O Cemitério” é um dos mais macabros do “mestre do terror”, Stephen Kingg. Ganhou uma adaptação para os cinemas em 1989 que, apesar de ser lembrada com nostalgia pelos fãs, era cheia de defeitos e com interpretações piores do que muita novela mexicana. Esse remake não reinventa a roda, apesar de tomar algumas liberdades criativas. “Cemitério Maldito” (Pet Semetery, 2019) corrige alguns problemas, entrega uma aura demoníaca condizente com a proposta e agrada de um modo geral, mesmo que não seja memorável.

Na trama, a família Creed se muda para uma nova casa no interior, localizada nos arredores de um antigo cemitério amaldiçoado usado para enterrar animais de estimação – mas que já foi usado para sepultamento de indígenas. Algumas coisas estranhas começam a acontecer, transformando a vida cotidiana dos moradores em um pesadelo.

Dirigido por Kevin Kölsch e Dennis Widmyer (do pouco visto “Starry Eyes”, 2014), eles não são dos mais criativos, mas não fazem feio, por mais que apelem para os tradicionais jump-scares (que, ainda bem, são poucos e até são bem encaixados) e exagerem nos flashbacks expositivos. Compreensível para a construção dos personagens. Eles mostram o valor ao conferir o suspense psicólogo em planos sequências pela casa enquanto o pai procura ansioso pela filha e alimenta essa expectativa com o surgimento da máscara de animal. O visual do gato Church (ou Winston Churchil), em que foram utilizados animais reais, está bem mais assustador.
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Crítica: “Vingadores: Ultimato” é o desfecho à altura da grandiosidade do projeto

Por Thiago Sampaio em Crítica

26 de Abril de 2019

Foto: Divulgação

Análise sem spoilers

“Vingadores: Ultimato” (Avengers: Endgame, 2019) é um raro caso de produção que já nasce vendida sozinha, com papo de bater recordes de bilheteria, sem nem precisar revelar muita coisa nos trailers. Aquele típico evento cinematográfico que acontece num intervalo de gerações. Ele encerra aquela saga que se iniciou há 11 anos, passando por 21 filmes, atenuada pela curiosidade do público após os eventos trágicos ocorridos no ótimo “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War, 2018).

Por mais que o longa anterior tenha iniciado essa conclusão, agora é o momento de cravar um destino para alguns personagens importantes que estávamos acostumados a estarem sempre ali, garantindo um entretenimento de qualidade. E o resultado é não apenas um deleite para os fãs, mas uma produção que realmente trata com muito carinho os seus heróis.

Na trama, após Thanos (Josh Brolin) eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores precisam lidar com a dor da perda de amigos e seus entes queridos. Com Tony Stark (Robert Downey Jr.) vagando perdido no espaço sem água e comida, Steve Rogers (Chris Evans) precisa liderar a resistência contra o titã louco e, junto aos aliados restantes, elaborar um plano para salva os amigos que desapareceram e restaurar a ordem do universo.
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Crítica: “Vingadores: Ultimato” é o desfecho à altura da grandiosidade do projeto

Por Thiago Sampaio em Crítica

26 de Abril de 2019

Foto: Divulgação

Análise sem spoilers

“Vingadores: Ultimato” (Avengers: Endgame, 2019) é um raro caso de produção que já nasce vendida sozinha, com papo de bater recordes de bilheteria, sem nem precisar revelar muita coisa nos trailers. Aquele típico evento cinematográfico que acontece num intervalo de gerações. Ele encerra aquela saga que se iniciou há 11 anos, passando por 21 filmes, atenuada pela curiosidade do público após os eventos trágicos ocorridos no ótimo “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War, 2018).

Por mais que o longa anterior tenha iniciado essa conclusão, agora é o momento de cravar um destino para alguns personagens importantes que estávamos acostumados a estarem sempre ali, garantindo um entretenimento de qualidade. E o resultado é não apenas um deleite para os fãs, mas uma produção que realmente trata com muito carinho os seus heróis.

Na trama, após Thanos (Josh Brolin) eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores precisam lidar com a dor da perda de amigos e seus entes queridos. Com Tony Stark (Robert Downey Jr.) vagando perdido no espaço sem água e comida, Steve Rogers (Chris Evans) precisa liderar a resistência contra o titã louco e, junto aos aliados restantes, elaborar um plano para salva os amigos que desapareceram e restaurar a ordem do universo.
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