Jordan Peele Archives - Cinema Sinergia 
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Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

Jordan Peele

Crítica: “Toy Story 4” mantém a magia da franquia com maestria

Por Thiago Sampaio em Crítica

28 de junho de 2019

Quem viu o primeiro “Toy Story” (idem, 1995) na época do lançamento, não só conferiu a revolução técnica da primeira animação 3D já feita (esqueçam aquela briga com o nacional “Cassiopeia”, 1996), como provavelmente cresceu e se emocionou junto com aqueles brinquedos. “Toy Story 3” (idem, 2010) foi um dos melhores desfechos de trilogias do cinema. Quem não chorou ali, humano não é! Por isso, era difícil entender a necessidade de um quarto filme. E mesmo rodeado de desconfianças, a Pixar mais uma vez mostra a sua maestria e entrega mais um excelente episódio desta marcante saga sobre amizade e amadurecimento.

Na trama, agora morando na casa da pequena Bonnie, Woody (voz de Tom Hanks) apresenta aos amigos o novo brinquedo construído por ela: Garfinho (voz do comediante Tony Hale). O novo posto de brinquedo não o agrada, o que faz com que ele fuja. Decidido a trazer de volta o amigo, Woody parte em seu encalço e, no caminho, reencontra Betty (voz de Annie Potts), que agora vive em um parque de diversões.
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Crítica: Com “Nós”, Jordan Peele entrega mais um intrigante bombardeio de metáforas sociais

Por Thiago Sampaio em Crítica

28 de Março de 2019

Foto: Divulgação

Análise sem spoilers

Jordan Peele, definitivamente, é um diretor bastante talentoso. Pode ser que a carreira tenha oscilações, assim como tem sido a de M. Night Shyamalan (uma das suas influências), mas pelo o pouco que produziu num curto período, certamente ele ainda vai fazer muito barulho. Se logo no filme de estreia, “Corra!” (Get Out, 2017), conseguiu emplacar indicações nas principais categorias do Oscar (mesmo que seja para a Academia levantar a bandeira da representatividade) com um suspense cheio de metáforas sobre racismo, ele fez de novo em “Nós” (Us, 2019). O alvo agora é mais amplo. E ele faz rir, assusta muito e faz pensar bastante após o término da sessão como poucas produções do gênero.

Na trama, Adelaide (Lupita Nyong’o) é uma mulher que passou por forte trauma quando criança. Mas cresceu bem, se casou com Gabe (Winston Duke) e tiveram dois filhos. A família decide passar um fim de semana na praia e descansar em uma casa de veraneio. Eles começam a aproveitar o ensolarado local, mas a chegada de um grupo misterioso durante a noite muda tudo e o quarteto se torna refém dos invasores.
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Crítica: Irônico e contundente, “Infiltrado na Klan” é essencial

Por Thiago Sampaio em Crítica

21 de Fevereiro de 2019

Foto: Divulgação

Spike Lee é um cineasta com uma carreira sólida, sempre levantando a bandeira da segregação racial com muita ironia e crítica, como em “Faça a Coisa Certa” (1989) e “Malcom X” (1992). Mas irônico mesmo é que, em 2015, ele recebeu um Oscar honorário pelo conjunto da obras e, três anos depois, entregou talvez o seu melhor longa-metragem, sendo indicado pela primeira vez pela Academia na categoria Melhor Diretor. Mais ácido e contundente do que nunca, “Infiltrado na Klan” (BlacKKKlansman, 2018), indicado a seis prêmios (também a melhor Filme, Ator Coadjuvante, Roteiro Adaptado, Trilha Sonora Original e Montagem), é acima de tudo, atual.

A trama se situa em 1978. Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro do Colorado, consegue se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com os outros membros do grupo por meio de telefonemas e cartas. Quando precisava estar fisicamente presente, enviava um outro policial branco (Adam Driver) no seu lugar. Depois de meses de investigação, Ron se tornou um dos líderes da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas.
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“A Forma da Água” é o vencedor do Oscar 2018 em cerimônia fria

Por Thiago Sampaio em Oscar

05 de Março de 2018

Equipe de “A Forma da Água” no principal prêmio da noite – Foto: Getty Images

A 90ª edição do Oscar aconteceu na noite do último domingo (4) com uma cerimônia bem protocolar. O longa “A Forma da Água” foi o grande vencedor, levando quatro prêmios, incluindo o de Melhor Filme e Melhor Diretor, para Guillermo del Toro.

Enquanto no ano passado teve até gafe na hora de anunciar o prêmio principal, além de uma série de alfinetadas ao presidente Donald Trump, em 2018, o apresentador Jimmy Kimmel se mostrou bem mais contido. Algumas piadas soltas sobre maconha, uma brincadeira com artistas invadindo uma sala de cinema vizinha e pronto. Nada em exagero para evitar polêmicas.

A questão da representatividade esteve presente, mas sem tanta contundência. Os longas de super heróis “Pantera Negra” e “Mulher Maravilha” fora citados, algumas celebridades usavam o adesivo “Time’s Up” e a apresentação da canção “Remember Me”, do filme “Viva – A Vida É Uma Festa”, contou com toda uma produção bem característica do México, além do ator Gael García Bernal cantando.

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Confira os pitacos sobre as principais categorias do Oscar 2018

Por Thiago Sampaio em Oscar

04 de Março de 2018

Acontece na noite deste domingo (4) a principal premiação do cinema, da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o Oscar 2018. A cerimônia acontece no Teatro Dolby, em Los Angeles, com apresentação de Jimmy Kimmel.

Como é tradição do blog Cena Cultural, deixo aqui meus dois centavos de palpites nas principais categorias, quem acredito que vai ganhar e quem, abrindo mão da imparcialidade mesmo, gostaria que levasse (afinal, todos somos humanos e temos nossas torcidas).

A cerimônia acontece à partir das 22 horas (horário de Brasília). O tapete vermelho começa um pouco mais cedo, as 20h30.

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Crítica: “Corra!” é mais do que um suspense eficiente…é essencial!

Por Thiago Sampaio em Crítica

19 de Maio de 2017

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Em meio a tantos filmes de suspense que são lançados no mercado, é louvável quando uma produção tenta transmitir algo mais do que apenas dar sustos. No caso de “Corra!” (Get Out, 2017), os ingredientes básicos do gênero são trabalhados de maneira admirável, servindo também como uma forte crítica social, com uma roupagem rara. E não à toa, é até aqui a sensação do ano, colecionando críticas positivas.

Na trama, Chris (Daniel Kaluuya) é um jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

O diretor e roteirista Jordan Peele (mais conhecido pelo seriado de comédia “Key and Peele”) pega um esboço de trama simples para distribuir os mistérios essenciais. Logo quando o personagem Chris chega na casa dos sogros, um típico retrato “tradicional”: casal branco, pai e filho médicos, funcionários negros que agem de maneira quase robótica. Óbvio, o espectador não é besta e sabe o tempo todo que tem algo de errado acontecendo. E propositalmente, as “assombrações” iniciais são justamente os serviçais!

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Crítica: “Corra!” é mais do que um suspense eficiente…é essencial!

Por Thiago Sampaio em Crítica

19 de Maio de 2017

Foto: Divulgação

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Em meio a tantos filmes de suspense que são lançados no mercado, é louvável quando uma produção tenta transmitir algo mais do que apenas dar sustos. No caso de “Corra!” (Get Out, 2017), os ingredientes básicos do gênero são trabalhados de maneira admirável, servindo também como uma forte crítica social, com uma roupagem rara. E não à toa, é até aqui a sensação do ano, colecionando críticas positivas.

Na trama, Chris (Daniel Kaluuya) é um jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

O diretor e roteirista Jordan Peele (mais conhecido pelo seriado de comédia “Key and Peele”) pega um esboço de trama simples para distribuir os mistérios essenciais. Logo quando o personagem Chris chega na casa dos sogros, um típico retrato “tradicional”: casal branco, pai e filho médicos, funcionários negros que agem de maneira quase robótica. Óbvio, o espectador não é besta e sabe o tempo todo que tem algo de errado acontecendo. E propositalmente, as “assombrações” iniciais são justamente os serviçais!

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