17/07/2017 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

17/07/2017

Conselho Penitenciário critica gestão de presídios e política de segurança no Ceará. Quem haverá de responder?

Por Wanfil em Segurança

17 de julho de 2017

O Conselho Penitenciário do Ceará (Copen), órgão vinculado à Secretaria de Justiça, divulgou nota no sábado com críticas à gestão dos presídios estaduais. Publico alguns trechos (grifos meus):

“O sistema penitenciário cearense, é hoje, ao invés de fator de redução da incidência de criminalidade, como o esperado, um significativo fator do aumento dessa mesma criminalidade.”

“A gestão tem minimizado o problema e adotado medidas meramente reativas e paliativas às demandas do sistema penitenciário.”

“No âmbito maior da política de segurança pública, assistimos ações de caráter meramente midiático, de promoção da imagem institucional da gestão, mas sem efetividade de resultados. Os números falam alto e por si!”

“As ações de gestão são adotadas sem planejamento prévio e a necessária discussão com os outros atores da Execução Penal.”

“As medidas adotadas pelas diversas gestões são meramente cosméticas.”

A nota fala ainda em superlotação, efetivo de agentes insuficiente, baixo orçamento e prisões sem estrutura adequada, problemas já bem conhecidos por todos.  O que traz de novidade – para um órgão estadual – é o reconhecimento da relação direta de causa e efeito entre a precariedade da situação carcerária com os índices de violência fora das unidades de custódia, nas ruas.

Por enquanto, ninguém no governo, ou nas secretarias da Justiça ou de Segurança, respondeu à nota. Silêncio. Quem cala, consente.

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Conselho Penitenciário critica gestão de presídios e política de segurança no Ceará. Quem haverá de responder?

Por Wanfil em Segurança

17 de julho de 2017

O Conselho Penitenciário do Ceará (Copen), órgão vinculado à Secretaria de Justiça, divulgou nota no sábado com críticas à gestão dos presídios estaduais. Publico alguns trechos (grifos meus):

“O sistema penitenciário cearense, é hoje, ao invés de fator de redução da incidência de criminalidade, como o esperado, um significativo fator do aumento dessa mesma criminalidade.”

“A gestão tem minimizado o problema e adotado medidas meramente reativas e paliativas às demandas do sistema penitenciário.”

“No âmbito maior da política de segurança pública, assistimos ações de caráter meramente midiático, de promoção da imagem institucional da gestão, mas sem efetividade de resultados. Os números falam alto e por si!”

“As ações de gestão são adotadas sem planejamento prévio e a necessária discussão com os outros atores da Execução Penal.”

“As medidas adotadas pelas diversas gestões são meramente cosméticas.”

A nota fala ainda em superlotação, efetivo de agentes insuficiente, baixo orçamento e prisões sem estrutura adequada, problemas já bem conhecidos por todos.  O que traz de novidade – para um órgão estadual – é o reconhecimento da relação direta de causa e efeito entre a precariedade da situação carcerária com os índices de violência fora das unidades de custódia, nas ruas.

Por enquanto, ninguém no governo, ou nas secretarias da Justiça ou de Segurança, respondeu à nota. Silêncio. Quem cala, consente.