Popularidade de Dilma desaba após protestos e cai 27 pontos em 21 dias - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Popularidade de Dilma desaba após protestos e cai 27 pontos em 21 dias

Por Wanfil em Brasil

29 de junho de 2013

O tsunami de protestos que varreu as ruas e o cenário político no Brasil derrubou o que parecia ser a mais sólida aprovação de um governo: a gestão presidente Dilma Rousseff viu seu recorde de popularidade desabar 27 pontos, segundo pesquisa Datafolha realizada na sexta-feira e publicada neste sábado (29). A pesquisa anterior, que serve de base de comparação, foi realizada há 21 dias, no início do mês.

Os 57% que consideravam a administração boa ou ótima até a primeira semana de junho agora somam 30%. Já o grupo que considera o governo ruim ou péssimo subiu de 9% para 25%.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, esta é a maior queda na aprovação de um governo desde 1990, quando o ex-presidente Fernando Collor de Mello, hoje aliado de Dilma, confiscou a poupança dos brasileiros e viu a popularidade da gestão cair de 71% para 36%.

Nordeste

Na região Nordeste a queda entre os que aprovam a gestão foi de 24 pontos em apenas 21 dias: de 64% para 40%. O percentual dos que a consideram regular subiu de 27% para 44%. A desaprovação ao governo na região cresceu 10 pontos, de 6% para 16%.

Nota

É cedo ainda para dizer se a queda acentuada é um fenômeno irreversível. Ainda falta mais de um ano para as eleições do ano que vem e o descontentamento geral pode ter encontrado no governo federal o símbolo que reúne tudo o que tem sido repudiado nos protestos. Mas nem isso é certo.

O que mais impressiona é que a desaprovação ocorre num ambiente em que a oposição tem força nula. A convulsão política que derrubou a popularidade do governo aconteceu a despeito do que pensa ou propõe seus adversários. E isso, longe de ser um fator de alívio, é fonte de preocupação para o Planalto, já que não é possível culpar ninguém de fora pelo desabamento da popularidade que lhe servia de lastro. Nesses casos, o poder geralmente volta sua frustração contra a imprensa, que teima em mostrar os fatos que o constrangem.

Charge

O traço certeiro do Moesio Fiúza

charge

O que importa agora, de todo o modo, é que o governo e a presidente Dilma se mantenham firmes para evitar a tentação de medidas econômicas populistas num momento em que a necessidade de mais rigor fiscal é fundamental para debelar o repique inflacionário. Nem que isso signifique mais descontentamento popular. Ser um estadista não é a busca por aplausos, mas ter convicções.

Nota 2

Dilma desistiu de participar do encerramento da Copa das Confederações, no Rio de Janeiro. Do jeito que a coisa vai, um plebiscito agora pode ser um tiro no pé.

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Popularidade de Dilma desaba após protestos e cai 27 pontos em 21 dias

Por Wanfil em Brasil

29 de junho de 2013

O tsunami de protestos que varreu as ruas e o cenário político no Brasil derrubou o que parecia ser a mais sólida aprovação de um governo: a gestão presidente Dilma Rousseff viu seu recorde de popularidade desabar 27 pontos, segundo pesquisa Datafolha realizada na sexta-feira e publicada neste sábado (29). A pesquisa anterior, que serve de base de comparação, foi realizada há 21 dias, no início do mês.

Os 57% que consideravam a administração boa ou ótima até a primeira semana de junho agora somam 30%. Já o grupo que considera o governo ruim ou péssimo subiu de 9% para 25%.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, esta é a maior queda na aprovação de um governo desde 1990, quando o ex-presidente Fernando Collor de Mello, hoje aliado de Dilma, confiscou a poupança dos brasileiros e viu a popularidade da gestão cair de 71% para 36%.

Nordeste

Na região Nordeste a queda entre os que aprovam a gestão foi de 24 pontos em apenas 21 dias: de 64% para 40%. O percentual dos que a consideram regular subiu de 27% para 44%. A desaprovação ao governo na região cresceu 10 pontos, de 6% para 16%.

Nota

É cedo ainda para dizer se a queda acentuada é um fenômeno irreversível. Ainda falta mais de um ano para as eleições do ano que vem e o descontentamento geral pode ter encontrado no governo federal o símbolo que reúne tudo o que tem sido repudiado nos protestos. Mas nem isso é certo.

O que mais impressiona é que a desaprovação ocorre num ambiente em que a oposição tem força nula. A convulsão política que derrubou a popularidade do governo aconteceu a despeito do que pensa ou propõe seus adversários. E isso, longe de ser um fator de alívio, é fonte de preocupação para o Planalto, já que não é possível culpar ninguém de fora pelo desabamento da popularidade que lhe servia de lastro. Nesses casos, o poder geralmente volta sua frustração contra a imprensa, que teima em mostrar os fatos que o constrangem.

Charge

O traço certeiro do Moesio Fiúza

charge

O que importa agora, de todo o modo, é que o governo e a presidente Dilma se mantenham firmes para evitar a tentação de medidas econômicas populistas num momento em que a necessidade de mais rigor fiscal é fundamental para debelar o repique inflacionário. Nem que isso signifique mais descontentamento popular. Ser um estadista não é a busca por aplausos, mas ter convicções.

Nota 2

Dilma desistiu de participar do encerramento da Copa das Confederações, no Rio de Janeiro. Do jeito que a coisa vai, um plebiscito agora pode ser um tiro no pé.