Pesquisa Vox Populi: A força das máquinas começa a pesar na balança 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Pesquisa Vox Populi/Band/Jangadeiro: A força das máquinas começa a pesar na balança

Por Wanfil em Eleições 2012

30 de agosto de 2012

Pesquisa Vox Populi mostra quadro em Fortaleza após o início da propaganda eleitoral gratuita

A pesquisa Vox Populi Band / Jangadeiro para Fortaleza divulgada nesta quarta-feira (29), com margem de erro de 3 pontos  percentuais e realizada entre os dias 25 e 27 de agosto, mostra o seguinte quadro:

Moroni Torgan (DEM) – 26%
Elmano de Freitas (PT) – 13%
Roberto Cláudio (PSB) – 12%
Inácio Arruda (PC do B) – 9%
Heitor Ferrer (PDT) – 9%
Renato Roseno (PSOL) – 7%
Marcos Cals (PSDB) – 3%
André Ramos (PPL) – 1%
Francisco Gonzaga (PSTU) – 0%
Valdeci Cunha (PRTB) – 0%
Ninguém, Brancos e nulos – 5%
Não sabem ou não respondera – 15%

Efeito propaganda

É o primeiro levantamento do Vox Populi para as eleições deste ano em Fortaleza. Por ter sido feito após um razoável tempo de exposição dos candidatos na propaganda eleitoral gratuita, mostra um cenário que já sente o efeito dos programas de rádio e televisão.

Moroni

Moroni aparece na liderança com o dobro do segundo colocado, situação que naturalmente o transforma em alvo. Não por acaso o inserts do candidato democrata já assumem postura defensiva. Com pouco tempo de propaganda e sem aliados de peso, o desafio de Moroni consistirá, basicamente, na tentativa de administrar a vantagem que possui em relação aos demais, buscando retardar ao máximo qualquer redução nessa distância.

Se o recall foi importante para posicioná-lo na frente desde o início da disputa, assim como a imagem de oposicionista diante de uma gestão mal avaliada, isso agora não basta mais para manter a dianteira. O recall perde força à medida em que os outros candidatos se apresentam aos eleitores. A imagem de oposicionista ganha concorrentes dispostos a criticar o governo e passa a enfrentar o contra-discurso do candidato da situação. Hora de procurar outros diferenciais para conquistar eleitores.

Elmano e Roberto

Candidatos que surgiram sob o signo da ruptura entre Luizianne Lins e Cid Gomes, Elmano de Freitas e Roberto Cláudio vivem situação inversa ao líder da pesquisas: contam com grandes estruturas partidárias, farto aporte financeiro e gozam dos maiores tempos na propaganda. Não por acaso surgem tecnicamente empatados na disputa pela segunda colocação. É a força da máquina que se impõe gradualmente, ou seja, a famosa capacidade que os grupos instalados em governos têm de atrair apoios e recursos.

No entanto, se por um lado essa condição compensa a inexperiência dos dois candidatos, ambos novatos em disputas majoritárias e desconhecidos do público, por outro constitui enorme fator de risco, por herdar os ressentimentos do racha entre PT e PSB na capital. Em outras palavras, as circunstâncias podem levá-los a travar duro combate ainda no primeiro turno, que pode fustigar eleitores e dar a chance para que outros candidatos se apresentem como uma espécie terceira opção, de perfil moderado e propositivo. Não seria novidade. A própria Luizianne Lins foi eleita prefeita após se beneficiar estrategicamente do excesso de agressividade e de acusações trocadas entre os líderes daquela eleição.

 Inácio e Heitor

O comunista e o pedetista aparecem empatados com 9%. Mesmo com estruturas reduzidas, os dois estão dentro da margem de erro em comparação com os candidatos apoiados pelo governador e a prefeita. Como ainda há muito tempo até o dia da eleição, tudo pode acontecer e essas candidaturas também se mostram competitivas. São nomes que podem encarnar a imagem acima citada, de uma segunda opção de voto caso o eleitorado rejeite um eventual acirramento na campanha.

Renato Roseno e Marcos Cals

Tanto Roseno como Marcos Cals são políticos que já demonstraram ter fôlego nas retas finais. Ficam ali nas pesquisas sem chamar tanto a atenção, mas conseguem absorver boa parte dos indecisos no decorrer do processo eleitoral.  Isso, evidentemente, não serve de consolo para ninguém. Será preciso aguardar outras pesquisas para saber como essas campanhas se comportam e então saber se podem figurar com potencial de surpresa.

André Ramos, Francisco Gonzaga e Valdeci Cunha

Estão em situação complicada e não mostram expressão no levantamento.

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Pesquisa Vox Populi/Band/Jangadeiro: A força das máquinas começa a pesar na balança

Por Wanfil em Eleições 2012

30 de agosto de 2012

Pesquisa Vox Populi mostra quadro em Fortaleza após o início da propaganda eleitoral gratuita

A pesquisa Vox Populi Band / Jangadeiro para Fortaleza divulgada nesta quarta-feira (29), com margem de erro de 3 pontos  percentuais e realizada entre os dias 25 e 27 de agosto, mostra o seguinte quadro:

Moroni Torgan (DEM) – 26%
Elmano de Freitas (PT) – 13%
Roberto Cláudio (PSB) – 12%
Inácio Arruda (PC do B) – 9%
Heitor Ferrer (PDT) – 9%
Renato Roseno (PSOL) – 7%
Marcos Cals (PSDB) – 3%
André Ramos (PPL) – 1%
Francisco Gonzaga (PSTU) – 0%
Valdeci Cunha (PRTB) – 0%
Ninguém, Brancos e nulos – 5%
Não sabem ou não respondera – 15%

Efeito propaganda

É o primeiro levantamento do Vox Populi para as eleições deste ano em Fortaleza. Por ter sido feito após um razoável tempo de exposição dos candidatos na propaganda eleitoral gratuita, mostra um cenário que já sente o efeito dos programas de rádio e televisão.

Moroni

Moroni aparece na liderança com o dobro do segundo colocado, situação que naturalmente o transforma em alvo. Não por acaso o inserts do candidato democrata já assumem postura defensiva. Com pouco tempo de propaganda e sem aliados de peso, o desafio de Moroni consistirá, basicamente, na tentativa de administrar a vantagem que possui em relação aos demais, buscando retardar ao máximo qualquer redução nessa distância.

Se o recall foi importante para posicioná-lo na frente desde o início da disputa, assim como a imagem de oposicionista diante de uma gestão mal avaliada, isso agora não basta mais para manter a dianteira. O recall perde força à medida em que os outros candidatos se apresentam aos eleitores. A imagem de oposicionista ganha concorrentes dispostos a criticar o governo e passa a enfrentar o contra-discurso do candidato da situação. Hora de procurar outros diferenciais para conquistar eleitores.

Elmano e Roberto

Candidatos que surgiram sob o signo da ruptura entre Luizianne Lins e Cid Gomes, Elmano de Freitas e Roberto Cláudio vivem situação inversa ao líder da pesquisas: contam com grandes estruturas partidárias, farto aporte financeiro e gozam dos maiores tempos na propaganda. Não por acaso surgem tecnicamente empatados na disputa pela segunda colocação. É a força da máquina que se impõe gradualmente, ou seja, a famosa capacidade que os grupos instalados em governos têm de atrair apoios e recursos.

No entanto, se por um lado essa condição compensa a inexperiência dos dois candidatos, ambos novatos em disputas majoritárias e desconhecidos do público, por outro constitui enorme fator de risco, por herdar os ressentimentos do racha entre PT e PSB na capital. Em outras palavras, as circunstâncias podem levá-los a travar duro combate ainda no primeiro turno, que pode fustigar eleitores e dar a chance para que outros candidatos se apresentem como uma espécie terceira opção, de perfil moderado e propositivo. Não seria novidade. A própria Luizianne Lins foi eleita prefeita após se beneficiar estrategicamente do excesso de agressividade e de acusações trocadas entre os líderes daquela eleição.

 Inácio e Heitor

O comunista e o pedetista aparecem empatados com 9%. Mesmo com estruturas reduzidas, os dois estão dentro da margem de erro em comparação com os candidatos apoiados pelo governador e a prefeita. Como ainda há muito tempo até o dia da eleição, tudo pode acontecer e essas candidaturas também se mostram competitivas. São nomes que podem encarnar a imagem acima citada, de uma segunda opção de voto caso o eleitorado rejeite um eventual acirramento na campanha.

Renato Roseno e Marcos Cals

Tanto Roseno como Marcos Cals são políticos que já demonstraram ter fôlego nas retas finais. Ficam ali nas pesquisas sem chamar tanto a atenção, mas conseguem absorver boa parte dos indecisos no decorrer do processo eleitoral.  Isso, evidentemente, não serve de consolo para ninguém. Será preciso aguardar outras pesquisas para saber como essas campanhas se comportam e então saber se podem figurar com potencial de surpresa.

André Ramos, Francisco Gonzaga e Valdeci Cunha

Estão em situação complicada e não mostram expressão no levantamento.