Camilo faz o primeiro aceno para Temer - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Camilo faz o primeiro aceno para Temer

Por Wanfil em Política

03 de Maio de 2016

O governador Camilo Santana, do PT, fez na semana o seu primeiro aceno para um futuro sem Dilma Rousseff na Presidência da República. Em solenidade para do programa Garantia Safra realizada no Palácio da Abolição na última segunda-feira (2), Camilo afirmou que buscará manter o diálogo com o governo federal na futura gestão de Michel Temer e que espera que o impeachment não afete obras que dependem de recursos da União para o Ceará.

Separar partido e gestão
Não significa dizer que o governador mudou de opinião em relação ao afastamento da presidente. Correligionário de Dilma, por várias vezes Camilo se manifestou contra a saída dela. Significa que, diante do inevitável, é preciso ser pragmático. Assim, Camilo acerta ao tentar separar suas posições partidárias de suas funções administrativas.

Além do mais, os estados brasileiros, em especial os mais pobres, possuem enorme dependência financeira em relação ao governo federal, o que implica em manter, pelo menos uma relação institucional respeitosa com o presidente.

Por último, e não menos importante: no final, o governador é quem será cobrado por resultados, pois é dele a responsabilidade de pagar as contas do estado no final do mês. Essa responsabilidade ameniza qualquer arroubo de natureza política ou ideológica.

Estratégias de convivência
Essa responsabilidade é algo que impõe uma postura bem diferente, por exemplo, da demonstrada por Ciro Gomes, do PDT, que na semana passada chamou publicamente a Michel Temer de “safado” e “conspirador filho da puta”. Esse é outro caminho. Sem cargos e sem obrigações administrativas, de olho em seu próprio projeto eleitoral, Ciro aposta no enfrentamento.

Se essa diferença de estratégias e de objetivos poderá causar problemas na parceria entre o PT estadual e os Ferreira Gomes, isso o tempo logo, logo dirá. Naturalmente, Camilo precisará conversar também com a bancada cearense do PMDB, que por sua vez, é o que se espera, deverá ter a responsabilidade de deixar diferenças e ressentimentos eleitorais de lado nesse momento de crise.

Radicais e moderados
Os aliados de Camilo que apostam na intriga, tanto no PT como no PDT, devem ser evitados nesse momento de crise, em proveito de interlocutores mais sensatos da nova base aliada, que também precisará controlar seus radicais. É uma situação difícil, mas se isso não acontecer, o Ceará ficará novamente excluído das prioridades do governo federal, como aconteceu nos últimos anos.

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Camilo faz o primeiro aceno para Temer

Por Wanfil em Política

03 de Maio de 2016

O governador Camilo Santana, do PT, fez na semana o seu primeiro aceno para um futuro sem Dilma Rousseff na Presidência da República. Em solenidade para do programa Garantia Safra realizada no Palácio da Abolição na última segunda-feira (2), Camilo afirmou que buscará manter o diálogo com o governo federal na futura gestão de Michel Temer e que espera que o impeachment não afete obras que dependem de recursos da União para o Ceará.

Separar partido e gestão
Não significa dizer que o governador mudou de opinião em relação ao afastamento da presidente. Correligionário de Dilma, por várias vezes Camilo se manifestou contra a saída dela. Significa que, diante do inevitável, é preciso ser pragmático. Assim, Camilo acerta ao tentar separar suas posições partidárias de suas funções administrativas.

Além do mais, os estados brasileiros, em especial os mais pobres, possuem enorme dependência financeira em relação ao governo federal, o que implica em manter, pelo menos uma relação institucional respeitosa com o presidente.

Por último, e não menos importante: no final, o governador é quem será cobrado por resultados, pois é dele a responsabilidade de pagar as contas do estado no final do mês. Essa responsabilidade ameniza qualquer arroubo de natureza política ou ideológica.

Estratégias de convivência
Essa responsabilidade é algo que impõe uma postura bem diferente, por exemplo, da demonstrada por Ciro Gomes, do PDT, que na semana passada chamou publicamente a Michel Temer de “safado” e “conspirador filho da puta”. Esse é outro caminho. Sem cargos e sem obrigações administrativas, de olho em seu próprio projeto eleitoral, Ciro aposta no enfrentamento.

Se essa diferença de estratégias e de objetivos poderá causar problemas na parceria entre o PT estadual e os Ferreira Gomes, isso o tempo logo, logo dirá. Naturalmente, Camilo precisará conversar também com a bancada cearense do PMDB, que por sua vez, é o que se espera, deverá ter a responsabilidade de deixar diferenças e ressentimentos eleitorais de lado nesse momento de crise.

Radicais e moderados
Os aliados de Camilo que apostam na intriga, tanto no PT como no PDT, devem ser evitados nesse momento de crise, em proveito de interlocutores mais sensatos da nova base aliada, que também precisará controlar seus radicais. É uma situação difícil, mas se isso não acontecer, o Ceará ficará novamente excluído das prioridades do governo federal, como aconteceu nos últimos anos.