Dilma fora. E agora Camilo? E agora PT? - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Dilma fora. E agora Camilo? E agora PT?

Por Wanfil em Política

12 de Maio de 2016

Martelo batido no Senado: Dilma sai de jogo e Michel Temer assume a Presidência da República. Significa dizer, entre muitas outras coisas, que depois da primeira eleição de Collor de Mello, ainda em 1989, quando Tasso Jereissati era governador, o Ceará volta a ter uma gestão estadual de oposição ao governo federal.

Olhar pragmático
Junto com Dilma sai de cena a sua equipe ministerial. São todos agora passado. Promessas não cumpridas e obras atrasadas não dependem mais desse pessoal. Ponto. Caberá pois ao governador Camilo Santana olhar para frente e buscar, junto com a bancada no Congresso, investimentos reais junto ao novo governo. O momento é de adaptação, o que não significar dizer adesão (pelo menos em relação ao governador, já os deputados…).

Convém evitar declarações provocativas ou dúbias. O próprio estilo de Camilo, mais comedido, deve ajudar nesse sentido. Resta então guardar prudência nas ações e discrição nas eleições de outubro. O governador não deverá fazer como seu antecessor Cid Gomes, que se licenciou do cargo para ajudar na eleição de Roberto Cláudio (PDT) em Fortaleza. A menos que queira agravar a indisposição com o PMDB de Eunício Oliveira, arriscando prejudicar qualquer interlocução mais profunda com os ministérios nessa transição.

Relação institucional
O Ceará, não custa lembrar, precisa do governo federal. Em contrapartida, o novo presidente precisa de votos no legislativo. Temer provavelmente deverá entrar em contato com governadores de oposição para dizer que pretende manter uma relação institucional e até propositiva com esses estados, pois o que importa agora é aprovar medidas de recuperação etc. e tal. Será a deixa para construir uma via de acesso ao Planalto para discutir assuntos de interesse da população cearense.

PT na oposição
O PT já avisou que será oposição. Isolado e com todo o desgaste sofrido, a perspectiva do comando nacional da legenda é que prefeituras sejam perdidas em outubro. Em Fortaleza, o partido não decidiu se lançará candidatura própria ou se ficará na sombra de Roberto Cláudio, talvez como o vice da chapa.

PT como aliado?
A essa altura dos acontecimentos é hora de o próprio prefeito (leia-se Cid e Ciro Gomes) avaliar bem se a companhia do PT, apesar do tempo de propaganda que agrega, mais ajuda ou atrapalha. Se não seria melhor ter o PT correndo por fora para bater nos seus adversários… Ao PT, uma candidatura seria uma oportunidade de palanque para uma defesa de sua história. Que estudem as opções.

Incertezas
Ainda é muito cedo para dizer como serão as primeiras semanas da gestão Temer e como elas poderão impactar no Estado. Conseguirá estancar a sangria na economia e até prover alguma recuperação? Impossível dizer. O mercado tem sinalizado positivamente ao impeachment, o que é um indicativo considerável. O certo é que a configuração partidária do poder mudou e que o tempo para se adaptar a esse ambiente em formação é muito curto.

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Dilma fora. E agora Camilo? E agora PT?

Por Wanfil em Política

12 de Maio de 2016

Martelo batido no Senado: Dilma sai de jogo e Michel Temer assume a Presidência da República. Significa dizer, entre muitas outras coisas, que depois da primeira eleição de Collor de Mello, ainda em 1989, quando Tasso Jereissati era governador, o Ceará volta a ter uma gestão estadual de oposição ao governo federal.

Olhar pragmático
Junto com Dilma sai de cena a sua equipe ministerial. São todos agora passado. Promessas não cumpridas e obras atrasadas não dependem mais desse pessoal. Ponto. Caberá pois ao governador Camilo Santana olhar para frente e buscar, junto com a bancada no Congresso, investimentos reais junto ao novo governo. O momento é de adaptação, o que não significar dizer adesão (pelo menos em relação ao governador, já os deputados…).

Convém evitar declarações provocativas ou dúbias. O próprio estilo de Camilo, mais comedido, deve ajudar nesse sentido. Resta então guardar prudência nas ações e discrição nas eleições de outubro. O governador não deverá fazer como seu antecessor Cid Gomes, que se licenciou do cargo para ajudar na eleição de Roberto Cláudio (PDT) em Fortaleza. A menos que queira agravar a indisposição com o PMDB de Eunício Oliveira, arriscando prejudicar qualquer interlocução mais profunda com os ministérios nessa transição.

Relação institucional
O Ceará, não custa lembrar, precisa do governo federal. Em contrapartida, o novo presidente precisa de votos no legislativo. Temer provavelmente deverá entrar em contato com governadores de oposição para dizer que pretende manter uma relação institucional e até propositiva com esses estados, pois o que importa agora é aprovar medidas de recuperação etc. e tal. Será a deixa para construir uma via de acesso ao Planalto para discutir assuntos de interesse da população cearense.

PT na oposição
O PT já avisou que será oposição. Isolado e com todo o desgaste sofrido, a perspectiva do comando nacional da legenda é que prefeituras sejam perdidas em outubro. Em Fortaleza, o partido não decidiu se lançará candidatura própria ou se ficará na sombra de Roberto Cláudio, talvez como o vice da chapa.

PT como aliado?
A essa altura dos acontecimentos é hora de o próprio prefeito (leia-se Cid e Ciro Gomes) avaliar bem se a companhia do PT, apesar do tempo de propaganda que agrega, mais ajuda ou atrapalha. Se não seria melhor ter o PT correndo por fora para bater nos seus adversários… Ao PT, uma candidatura seria uma oportunidade de palanque para uma defesa de sua história. Que estudem as opções.

Incertezas
Ainda é muito cedo para dizer como serão as primeiras semanas da gestão Temer e como elas poderão impactar no Estado. Conseguirá estancar a sangria na economia e até prover alguma recuperação? Impossível dizer. O mercado tem sinalizado positivamente ao impeachment, o que é um indicativo considerável. O certo é que a configuração partidária do poder mudou e que o tempo para se adaptar a esse ambiente em formação é muito curto.