Ciro Gomes Archives - Página 5 de 9 - Blog do Wanfil 
Publicidade

Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Ciro Gomes

Quem ganha com a troca ofensas entre Ciro e Eunício?

Por Wanfil em Política

11 de Abril de 2017

O senador Eunício Oliveira chamou Ciro Gomes de “batedor de carteira” durante evento do PMDB no Ceará. É mais uma resposta as acusações que Ciro vez por outra faz contra Eunício.

Ao permitir que animosidades extrapolem a crítica política e descambem para o ataque pessoal, Eunício busca revidar na mesma moeda de Ciro, o que é um risco óbvio, em razão famosa capacidade retórica do ex-governador.

Como política é estratégia, a pergunta a ser feita é: quem ganha com isso? E a resposta é fácil. O governo Camilo sai no lucro quando um de seus principais adversários se enreda nesse jogo onde a ofensa acaba ofuscando o debate sobre tantos problemas que pedem a atenção no Ceará.

No mesmo encontro, Eunício censurou ações do Governo do Estado nas áreas da saúde e da economia, mas tudo ficou em segundo plano, encoberto por mais um round contra Ciro. Camilo, candidato à reeleição, agradece.

A tática diversionista com base no argumentum ad hominem (argumento contra a pessoa) que funcionou nas últimas três ou quatro eleições no Ceará, continua a dar resultados.

Publicidade

Ciro Gomes ataca (de novo) João Doria: a arte da guerra e a guerra sem arte

Por Wanfil em Política

03 de Abril de 2017

Ciro Gomes (PDT) voltou a provocar João Doria (PSDB), prefeito de São Paulo: “Daria uma surra nele”, disse em relação as eleições presidenciais. Segundo Ciro, seus adversários mais fortes seriam Lula, o réu, e Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo.

É interessante observar a movimentação do ex-governador cearense, reveladora das artimanhas entre profissionais da política. Quando um comportamento ou um discurso são repetidos, há nisso mais cálculo e premeditação do que espontaneidade. E essa não é a primeira vez que Ciro mira Doria, que tem 70% de aprovação e atua com forte viés midiático.

Além de tentar polarizar com quem está em evidência, ganhando espaço na cobertura da imprensa, Ciro busca alimentar a discórdia na hoste inimiga, no melhor estilo “dividir para vencer”, conceito militar consagrado em A Arte da Guerra, de Sun Tzu, e no livro homônimo escrito posteriormente por Nicolau Maquiavel.

Se na guerra a disseminação de boatos (desinformação e contrainformação) é arma de reconhecida importância, na política o apelo à vaidade e o aceno ao medo da traição são poderosos instrumentos de dissensão. Não é de graça que Ciro coloca Alckmin, padrinho político de Doria, como principal concorrente. Ao ressaltar a liderança do governador, Ciro faz as especulações sobre o prefeito novato parecerem atrevimento diante das pretensões públicas de Alckmin. Como sabemos, a desconfiança envenena qualquer relação.

Tudo isso pode ser percebido a partir da lógica elementar: se Alckmin fosse mesmo o nome mais difícil de ser batido e Doria o mais fácil, seria mais lógico bater no primeiro e não no segundo, para induzir os adversários ao erro, escolhendo quem fosse mais fácil de bater. É ou não é? A única certeza é que ressentidos e separados, eles ficam mais fracos.

Mais uma coisa. Ciro afirmou ainda que uma candidatura de Lula colocaria o passional acima do racional, polarizando a disputa entre PT e PSDB. Como se não estivesse o próprio Ciro usando uma retórica passional para adiantar e polarizar o debate eleitoral.

É a arte da guerra, travada por generais que lideram apenas suas próprias ambições. No fim, é mais guerra do que arte.

Publicidade

Lula convida Ciro a visitar transposição para impedir que Temer se aproprie da obra

Por Wanfil em Política

16 de Março de 2017

Temer que aparecer – sozinho! – na foto da transposição – (Beto Barata/Presidência da República)

Lula convidou Dilma Rousseff e Ciro Gomes, que foi ministro da Integração nacional na gestão do petista, para visitar a transposição do Rio São Francisco no próximo domingo, na Paraíba. Pelo menos é o que dizem os principais jornais do país. Seria uma resposta ao presidente Michel Temer, que recentemente foi inspecionar a obra, com direito a discursos na expectativa de mostrar serviço aos nordestinos. Na prática, os ex-aliados disputam sua paternidade.

Aos fatos: o empreendimento saiu do papel na gestão de Lula em 2007, com previsão de ser concluída em 2010, mas atrasou. Dilma o sucedeu, mas não conseguiu terminar a transposição. Aliás, a obra chegou a parar na sua administração. Michel Temer agora corre para destravar entraves burocráticos e problemas financeiros para concluí-la e faturar politicamente com sua inauguração.

Disputas à parte, é evidente que se existe um “pai” para a transposição, esse é Lula. Não há o que discutir. Tudo o que diz respeito a sua execução deve ser atribuído ao petismo, por uma questão de justiça. Tudo! A obra, os custos estratosféricos, as licitações complicadas, as relações com empreiteiras enroladas na Lava-Jato e os atrasos injustificáveis. Temer, na condição de aliado importante, com boa vontade pode figurar como padrinho, para bem ou para o mal.

Não sei o porquê de tanta discussão. Resta saber se Ciro topa ir fazer palanque para o réu Lula, já que os dois são pré-candidatos à Presidência da República.

Publicidade

Sonhar não é pecado

Por Wanfil em Política

21 de Fevereiro de 2017

PT como vice na chapa de Ciro? Só se Lula desistir ou se a Lava Jato o impedir

O jornal O Estado ouviu parlamentares da base aliada no Ceará sobre as recentes declarações do governador Camilo Santana, que mesmo sendo do PT, defende que o partido abra mão de uma candidatura própria à Presidência da República, para apoiar Ciro Gomes, do PDT.

Resumindo, por aqui os petistas desconversaram e os pedetistas acharam a ideia genial. Delira quem imagina o PT cedendo a cabeça de chapa ao PDT, especialmente quando ainda se cogita uma possível nova candidatura de Lula.

Delírio que só deixa de ser delírio no momento em que o PDT como um todo e o cirismo em particular torcem para uma eventual desistência ou impedimento (leia-se prisão) de Lula. Aí passa a ser sonho.

Publicidade

Pesquisa mostra Lula na liderança e Ciro valendo meio Bolsonaro

Por Wanfil em Pesquisa

16 de Fevereiro de 2017

Ciro tem 5%, menos da metade de Marina e Bolsonaro, que anotaram 11%. Tá difícil

Pesquisa CNT/MDA divulgada na quarta-feira (15) mostra que se as eleições para a Presidência da República fosse hoje, de cada 100 entrevistados, 30 votariam em Lula (PT), 11 em Marina Silva (REDE), 11 em Jair Bolsonaro (PSC), 10 em Aécio Neves (PSDB), cinco em Ciro Gomes (PDT) e três em Michel Temer (PMDB).

No que interessa ao Ceará, Ciro Gomes tem apenas metade das intenções de voto declaradas a Jair Bolsonaro, que dispensa apresentações. Na verdade, Ciro ganha apenas – e por pouco! – do impopular Michel Temer.

A candidatura do ex-governador cearense é a última esperança de seu grupo político no Estado para ter novamente acesso aos favores do Governo Federal. As perspectivas não parecem boas, mas existe um trunfo: a possível prisão de Lula (réu em cinco processo por corrupção). Nesse caso, quem herdar a maior parte dos votos do petista (Marina também disputa esse quinhão) pode ter chance. Quem sabe, né?

Agora, se essa é a expectativa de poder que o hoje pedetista tem a oferecer aos seus aliados no Ceará, complica. É claro que outras variáveis podem mudar o cenário. Ainda falta um ano e oito meses para as eleições. O que fica evidente é que a caminhada de Ciro ao Planalto é bem mais longa que a dos seus adversários. E isso obriga muitos dos seus parceiros a considerar eventuais alternativas. É do jogo.

Publicidade

O Ceará entre PECs e beicinhos

Por Wanfil em Política

03 de Fevereiro de 2017

“A minha emenda está longe dessa brigas, desses beicinhos, de aliados de ontem. No caso, Cid Gomes, Ciro Gomes, Domingos Filho, Chico Aguiar. Esses aliados de ontem estão de beicinhos hoje e nada me interessa essa briga. Aliás, me interessa muito porque dessa briga sobrou votos para eu aprovar um desejo que é antigo e que nós defendemos há muitos anos.”

Deputado estadual Heitor Férrer (PSB), para a Tribuna Band News, sobre a polêmica PEC que extingue o Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará, aprovada a mando de Cid e Ciro Gomes (PDT) pelos governistas na Assembleia Legislativa, suspensa por liminar do STF e que agora corre o risco de ser invalidada por uma PEC de Eunício Oliveira (PMDB) no Senado, que propõe impedir que tribunais de contas sejam extintos.

O Ceará conseguiu fazer do beicinho uma categoria política.

Publicidade

E Camilo (por enquanto) continua no PT

Por Wanfil em Política, Sem categoria

24 de Janeiro de 2017

Camilo Santana vai trocar o PT pelo PSB. É o que dizem os jornais desde o final do ano passado. Quando será? Ninguém sabe. A demora é compreensível. Basta ver que o PSB do Ceará, sob o comando do deputado federal Danilo Forte, não apenas apoia, mas faz campanha para a reeleição de Rodrigo Maia no comando da Câmara dos Deputados. Maia é do DEM, partido que no vocabulário do PT de Camilo e do PDT de Ciro Gomes, é golpista.

É bem verdade que, contradição por contradição, o PT também apoia Rodrigo Maia e o PDT é aliado do DEM em Fortaleza. Mas existe um fato que complica as coisas para o governador cearense. É que para 2018, tanto PSB como DEM não se colocam como entusiastas da candidatura de Ciro à Presidência da República. Se o PSB apoiar Marina Silva ou mesmo um nome governista, Camilo fica em posição mais do que constrangedora.

É certo que a relação entre o PT do Ceará e o governador é ruim. A troca pelo PSB no curto prazo é viável? Pode até ser, negociações estão sendo feitas, mas  as variáveis ainda são muitas para uma garantia cabal agora.

Publicidade

Governo quer “nomear” presidente da Assembleia Legislativa. Os deputados aceitarão?

Por Wanfil em Assembleia Legislativa

29 de novembro de 2016

E então?

E então?

O Governo do Estado exige que sua base vote pela continuidade de Zezinho Albuquerque (PDT) no comando da Assembleia Legislativa, para um inédito terceiro mandato consecutivo. Já não se trata de articulação, mas de ordem aberta, de interferência explícita de um poder sobre o outro.

Chegou ao ponto de o parlamentar que optar pelo candidato Sérgio Aguiar (PDT) será tratado como oposicionista, embora – vejam a ironia – Aguiar seja da mesma base aliada e correligionário de Zezinho. Outro momento ímpar foi a reunião de apoio a Zezinho no Palácio da Abolição, com presença dos ex-governadores Ciro e Cid Gomes (leia mais no post AL: eles não largam o osso!).

A interferência, tornada pública e feita de forma incisiva, cria agora uma situação complicada. Ao tentar “nomear” um preferido, o governo faz parecer que toma a Assembleia por mera extensão de suas vontades, com deputados na condição de despachantes de luxo.

A exigência de alinhamento parlamentar a um comando externo, da forma que se deu, deixa os aliados na constrangedora posição de políticos bem mandados. Agora, quem votar em Zezinho passará recibo de cordeirinho, ainda que o tenha feito de livre e espontânea vontade.

Por último, o próprio governador fica com a imagem desgastada. Nas outras vezes em que foi eleito para o cargo, Zezinho contou com a unanimidade de seus pares. Sinal de que havia uma boa articulação. Foi assim que se tornou símbolo no parlamento do período Cid no governo estadual, responsável, por exemplo, por uma curiosa campanha em defesa da refinaria que, evidentemente, não deu em nada. Pois bem. Camilo poderia agora trabalhar, discretamente, por alguém que pudesse representar sua liderança, mas preferiu abrir mão dessa oportunidade.

Além disso, ao perceber que a segunda reeleição de Zezinho corria risco, o grupo que o apoia correu para pedir socorro a Ciro e Cid, minando a coordenação política do governo, já que não possuem cargos ou papel institucional para essa função.

Todo esse processo é uma soma de erros, precipitações e soberba que deixará cicatrizes na base aliada. Se o governo vencer, será uma vitória de Pirro, com sabor de derrota, pelo custo político e o estrago causado na relação com a própria base. Já o Legislativo, enquanto poder supostamente autônomo, precisa avaliar se aceita curvar-se de modo tão vexatório aos caprichos de quem não admite ser contrariado por – ora, vejam – simples deputados.

Publicidade

Ciro Gomes quer fazer do PDT o novo PT

Por Wanfil em Política

01 de novembro de 2016

Eles se entendem: para o PT, a aposta em Ciro é a única esperança de continuar no poder

Eles se entendem: para o PT, a aposta em Ciro é a única esperança de continuar no poder. Foto: divulgação

Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, ex-governador do Ceará, ex-secretário estadual da saúde, ex-assessor informal de Segurança Pública e pré-candidato à Presidência da República, trabalha para atrair governadores do PT para as fileiras de seu mais recente partido, o PDT, informa o jornal O Estado de São Paulo desta terça-feira.

Com a surra que o PT sofreu nas eleições, integrantes do partido estudam uma debandada em busca da sobrevivência política. Além dos cinco governadores da legenda (Ceará, Piauí, Bahia, Minas Gerais e Acre), o Estadão informa ainda que 40 dos 58 parlamentares da bancada federal petista avaliam a possibilidade de mudar de partido.

Segundo a reportagem, o governador cearense Camilo Santana estaria de malas prontas para o PSB, onde tentaria concorrer ao Senado, uma fez que sua reeleição é incerta, abrindo caminho para Cid Gomes disputa novamente o governo estadual.

Em tese, tudo faz sentido, afinal, o PDT e o PT foram parceiros no governo e na defesa de Dilma Rousseff. O PDT quer ser o novo PT. E o que restar do PT aposta no PDT para continuar no poder enquanto sonha em se recuperar. Falta saber o que a cúpula petista no Ceará acha disso tudo.

Publicidade

Segundo turno: presença (e ausência) de aliados nas propagandas revela estratégias opostas na reta final

Por Wanfil em Eleições 2016

25 de outubro de 2016

Na reta final do segundo turno em Fortaleza o candidato Capitão Wagner (PR) levou ao seu programa eleitoral seus apoiadores Tasso Jereissati, do PSDB, na semana passada, e Eunício Oliveira, do PMDB, nesta semana. Já nas peças de Roberto Cláudio (PDT) as figuras do governador Camilo Santana (PT) e dos ex-governadores Ciro e Cid Gomes (PDT) curiosamente ainda não apareceram.

Não obstante as qualidades e defeitos dos candidatos e de toda a comunicação feita até o momento, a presença ou a ausência de aliados nas propagandas pode ser determinante, uma vez que a disputa será decidida pelos indecisos. Todo detalhe agora é mais importante do que nunca.

Daí a opção de apresentá-los ou não, de associar imagens ou de evitar essas associações, na expectativa de agregar votos ou de evitar perdê-los. São decisões tomadas, claro, com base em pesquisas internas. Bem observadas as escolhas feitas neste segundo turno, há muito nelas que dizem respeito às próximas eleições, em 2018.

Publicidade

Segundo turno: presença (e ausência) de aliados nas propagandas revela estratégias opostas na reta final

Por Wanfil em Eleições 2016

25 de outubro de 2016

Na reta final do segundo turno em Fortaleza o candidato Capitão Wagner (PR) levou ao seu programa eleitoral seus apoiadores Tasso Jereissati, do PSDB, na semana passada, e Eunício Oliveira, do PMDB, nesta semana. Já nas peças de Roberto Cláudio (PDT) as figuras do governador Camilo Santana (PT) e dos ex-governadores Ciro e Cid Gomes (PDT) curiosamente ainda não apareceram.

Não obstante as qualidades e defeitos dos candidatos e de toda a comunicação feita até o momento, a presença ou a ausência de aliados nas propagandas pode ser determinante, uma vez que a disputa será decidida pelos indecisos. Todo detalhe agora é mais importante do que nunca.

Daí a opção de apresentá-los ou não, de associar imagens ou de evitar essas associações, na expectativa de agregar votos ou de evitar perdê-los. São decisões tomadas, claro, com base em pesquisas internas. Bem observadas as escolhas feitas neste segundo turno, há muito nelas que dizem respeito às próximas eleições, em 2018.