crise econômica Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

crise econômica

Senado decide se Dilma deve ser julgada. Tá com pena dela?

Por Wanfil em Brasil

09 de agosto de 2016

Teve início na manhã desta terça -feira (9) a sessão que decidirá se a presidente afastada Dilma Rouseff, do PT, deve ser julgada por crime de responsabilidade.

No mesmo dia o IBGE divulgou que o volume de vendas no comércio varejista ampliado (que inclui as atividades que atuam com veículos e material de construção) desabou 10,1% no Brasil entre junho de 2015 e junho de 2016. No Ceará, a queda foi de 12,3%.

Ainda no Ceará, nesse no mesmo período, as vendas no setor de eletrodomésticos caíram 21%. A área de veículos e peças recuou 24,1%, e a de material de construção perdeu 23%.

Os dados podem ser conferidos na  Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). São o retrato das fraudes fiscais cometidas por Dilma em busca da reeleição. Esse cenário é a base de fundo do aumento do desemprego.

Dilma poderá ser julgada por isso. Ainda está com pena dela? Reveja os números.

 

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Servidores estaduais querem reajuste e defendem gestão Dilma. Governo quer tempo e também quer mais Dilma. Não dá: ou um ou outro!

Por Wanfil em Ceará

26 de Abril de 2016

O Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais do Ceará avalia a possibilidade de uma greve geral, por causa do impasse nas negociações para o reajuste salarial do funcionalismo. Os servidores querem 12,67% de aumento (10,67% para repor a inflação e 2% de ganho real). Já o Governo do Estado pediu prazo até junho para definir um índice, pois a crise econômica e a queda nos repasses federais impedem projeções seguras.

Vez por outra o secretário da Fazenda, Mauro Filho, lembra que outros estados já não conseguem pagar seu quadro funcional em dia. Cumprir obrigações básicas virou um feito nos dias que correm.

Curiosamente, tanto o governo estadual (cúpula e aliados) como o Fórum dos servidores estaduais concordam quando o assunto é defender a continuidade da gestão Dilma Rousseff, manifestando-se publicamente contra o impeachment, como se não fosse essa mesma gestão a responsável pelo rombo fiscal que levou estados, municípios, empresas e trabalhadores a essa situação. Como se essa gestão não fosse a responsável por fraudar as informações da situação fiscal do País, induzindo gestores a erros. Como se não fosse a gestão Dilma a responsável pela maior recessão econômica de nossa História. Como se não fosse, por fim, o entrave maior para uma retomada da economia, uma vez perdidas a credibilidade e a capacidade de articulação política.

Sei que existem afinidades ideológicas e que estas são compreensíveis. Também sei que é legítimo ter repulsa por uma eventual ascensão do vice Michel Temer à Presidência, única saída prevista pela Constituição. Ocorre que os fatos se sobrepuseram a essas questões. Quando a inflação castiga, empresas quebram, o desemprego aumenta e a base governista se desfaz por inabilidade do governante, a rejeição geral é inevitável. E sendo a crise resultado de uma fraude fiscal devidamente reprovada pelo TCU, o caminho para um processo de responsabilidade fica aberto. Manter isso significa a manutenção dessas circunstâncias. Não é questão de gosto, é a realidade.

Assim, servidores e governo divergem quanto aos efeitos da crise, cada um tentando evitar maiores prejuízos, mas se unem na hora de proteger a causa deles. Não querem reconhecer que será preciso escolher: ou querem mais do mesmo (com as consequências que já conhecemos) ou aceitam que é necessário buscar um novo rumo para tentar debelar a crise. Do contrário, não há do que reclamarem.

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O desafio da reeleição em ano de crise

Por Wanfil em Eleições 2016

26 de Janeiro de 2016

Uma série de pesquisas e informações divulgadas na imprensa nesta semana mostram que o ambiente para prefeitos que desejam a reeleição é dos mais ariscos. De acordo com a Confederação Nacional de Municípios, 76% dos prefeitos poderão disputar um segundo mandato neste ano, com as seguintes circunstâncias:

1) o Ibope informa que 82% dos brasileiros acham que o país está no rumo errado. No Nordeste, são 77%;
2) o Instituto Data Popular afirma que nove entre cada dez brasileiros diminuíram o consumo no ano passado;
3) a Secretaria do Tesouro Nacional revela que a Dívida Pública Federal aumentou 21,7% em 2015;
4) a Confederação Nacional da Indústria registra que a maior preocupação dos brasileiros é a corrupção (65%), seguida por drogas, violência, impunidade e inflação.

Em 2012, voltando aos dados da Confederação Nacional de Municípios, apenas 58% do total de prefeitos que buscaram a reeleição, ou seja, pouco mais da metade, tiveram sucesso na empreitada. E olha que o Brasil vivia a expectativa da Copa do Mundo e a presidente Dilma batia recordes de popularidade.

Aliados em apuros
Pela lógica, sem perspectiva de recuperação da economia, prefeituras falidas, Dilma batendo recordes de impopularidade e noticiário recheado de escândalos que não param, a taxa de recondução em 2016 deverá ser bem menor. Para aliados do governo federal, que garantiram que o Brasil estava no rumo certo, o quadro é pior ainda. Além do mais, o velho truque de prometer obras dando como garantia repasses federais para que funcionem, que fez a festa de muitos prefeitos no passado, agora chega a ser um insulto.

Tentação de mudar
A maior esperança de quem deseja permanecer no cargo é manter coligações grandes para garantir tempo de propaganda, reduzindo o campo para os adversários. Estes, por sua vez, podem não oferecer opções ao gosto do eleitor, como já aconteceu em Fortaleza. De todo modo, quando as coisas vão bem, o eleitor tende a ser conservador, quando vão mal, a solução mais tentadora é trocar de gestores.

Essa é a conjuntura atual. Um impeachment, com um novo governo, pode mudar a configuração partidária no país e talvez até o humor da população, mas tudo não passa de conjecturas impossíveis de se prever. Por enquanto, a única certeza é de que a insatisfação geral prospera, dificultando qualquer discurso que proponha continuidade.

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O desafio da reeleição em ano de crise

Por Wanfil em Eleições 2016

26 de Janeiro de 2016

Uma série de pesquisas e informações divulgadas na imprensa nesta semana mostram que o ambiente para prefeitos que desejam a reeleição é dos mais ariscos. De acordo com a Confederação Nacional de Municípios, 76% dos prefeitos poderão disputar um segundo mandato neste ano, com as seguintes circunstâncias:

1) o Ibope informa que 82% dos brasileiros acham que o país está no rumo errado. No Nordeste, são 77%;
2) o Instituto Data Popular afirma que nove entre cada dez brasileiros diminuíram o consumo no ano passado;
3) a Secretaria do Tesouro Nacional revela que a Dívida Pública Federal aumentou 21,7% em 2015;
4) a Confederação Nacional da Indústria registra que a maior preocupação dos brasileiros é a corrupção (65%), seguida por drogas, violência, impunidade e inflação.

Em 2012, voltando aos dados da Confederação Nacional de Municípios, apenas 58% do total de prefeitos que buscaram a reeleição, ou seja, pouco mais da metade, tiveram sucesso na empreitada. E olha que o Brasil vivia a expectativa da Copa do Mundo e a presidente Dilma batia recordes de popularidade.

Aliados em apuros
Pela lógica, sem perspectiva de recuperação da economia, prefeituras falidas, Dilma batendo recordes de impopularidade e noticiário recheado de escândalos que não param, a taxa de recondução em 2016 deverá ser bem menor. Para aliados do governo federal, que garantiram que o Brasil estava no rumo certo, o quadro é pior ainda. Além do mais, o velho truque de prometer obras dando como garantia repasses federais para que funcionem, que fez a festa de muitos prefeitos no passado, agora chega a ser um insulto.

Tentação de mudar
A maior esperança de quem deseja permanecer no cargo é manter coligações grandes para garantir tempo de propaganda, reduzindo o campo para os adversários. Estes, por sua vez, podem não oferecer opções ao gosto do eleitor, como já aconteceu em Fortaleza. De todo modo, quando as coisas vão bem, o eleitor tende a ser conservador, quando vão mal, a solução mais tentadora é trocar de gestores.

Essa é a conjuntura atual. Um impeachment, com um novo governo, pode mudar a configuração partidária no país e talvez até o humor da população, mas tudo não passa de conjecturas impossíveis de se prever. Por enquanto, a única certeza é de que a insatisfação geral prospera, dificultando qualquer discurso que proponha continuidade.