Fiec Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Fiec

Atenção candidatos! FIEC realiza encontro sobre segurança pública no Ceará

Por Wanfil em Ceará

24 de julho de 2018

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) promove, nos dias 24 e 25 de julho, encontro com especialistas para discutir uma “Rota Estratégica da Segurança Pública”. A iniciativa faz parte do projeto Rotas Estratégicas Setoriais, que trata dos temas mais importantes para a indústria cearense, de olho no futuro, mais precisamente, no direcionamento de ações até 2025.

Com efeito, além dos riscos à vida de todos e das implicações psicológicas decorrentes do constante estado de alerta que vivemos, os altos níveis de insegurança têm impacto direto na economia e nos custos de produção. Segurança privada, monitoramento de cargas, limitação de investimentos em áreas perigosas, e por aí vai.

Idealizado pelo presidente da entidade, o empresário Beto Studart, o projeto já traçou cenários sobre questões como água, meio-ambiente e energia, entre outros. E o momento para falar de segurança não poderia ser mais apropriado, às vésperas do início da campanha eleitoral de 2018.

Desse modo, não apenas o governo, que vem amargando recordes negativos na área, mas também os candidatos para a disputa deste ano poderão ter em mãos uma valiosa contribuição apartidária. No encontro, especialistas debaterão “ações em diversos eixos, tais como prevenção à violência, sistema de segurança e defesa social, sistema prisional, sistema socioeducativo e governança”.

Somente a lembrança de discutir o sistema prisional, tema que sempre passa batido nas campanhas, mas que nesses tempos de facções é central na atual crise de segurança, já vale a iniciativa.

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Criação de Fundo para socorrer Governo do Ceará divide opiniões: quem pagará essa conta?

Por Wanfil em Ceará

12 de julho de 2016

A produção industrial no Ceará caiu 8,5% em 12 meses, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado no início do mês, com dados referentes ao mês de maio. No mesmo período, o volume de vendas no varejo cearense recuou 10,8%, conforme informação do mesmo IBGE, divulgada nesta terça-feira (12).

É nesse cenário de retração econômica que o Governo do Ceará pretende criar o Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal do Estado (FEEF). Para isso, tramita na Assembleia Legislativa, em regime de urgência definido nesta terça-feira, mensagem do Poder Executivo estadual que prevê a cobrança, por 24 meses, de 10% em cima dos benefícios fiscais concedidos a empresas que se instalaram no Ceará.  Leia mais

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Beto Studart: “Acordamos para reagir e começar um novo tempo”

Por Wanfil em Ceará

10 de Março de 2016

Em solenidade realizada na FIEC nesta sexta-feira, o Banco do Nordeste, presidido por Marcos Holanda, lançou o “Cartão FNE” para agilizar financiamentos com juros reduzidos com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste. Participaram empresários e políticos, incluindo os governadores do Ceará, Camilo Santana (PT); do Piauí, Wellington Dias (PT); e de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB).

Na maior parte do tempo os discursos foram técnicos, evitando na medida do possível as tensões políticas do momento. Pontualmente algumas ponderações nesse sentido foram feitas, de forma cautelosa, especialmente na fala do empresário Beto Studart, presidente da Fiec, cuja passagem reproduzo abaixo (grifos meus):

“Estou confiante de que acordamos para reagir e começar um novo tempo (…), porque sabemos que o cerne do problema não é econômico, é ético, é moral.

Está muito claro que as soluções para o Brasil vão além da economia e não podem ser postergadas nem mais um dia. Cada um de nós precisa exercer sua cidadania da forma mais transparente, para superarmos os entraves que impedem que o país siga o caminho correto e avance com sua vocação para potência mundial.

Cidadania, meus amigos, se pratica todos os dias, mas são nos momentos de maior dificuldade que precisamos exercê-la com mais força, com mais intensidade, com toda a paixão. São nesses períodos que devem aflorar o amor maior à nação, o patriotismo, o compromisso com o Brasil. A hora é agora e a missão é nossa.”

Tradução
Alguns dos presentes com os quais conversei queriam algo mais direto. É que as pessoas andam exaltadas. Como não se tratava de evento político, o discurso foi contundente dentro dos limites impostos pela liturgia e natureza da ocasião. Considerando ainda que estamos às vésperas de uma nova rodada de protestos contra Dilma e Lula, isso fica mais evidente, conforme demonstro em tradução livre que faço a seguir.

“Reagir” para começar um “novo tempo” significa agilizar a mudança de governo. Reconhecer que “o problema não é econômico”, mas “ético” e “moral”, é concordar que a gestão Dilma foi desmoralizada pela Lava Jato, perdendo, assim, qualquer condição de liderança. As “soluções que vão além da economia e não podem mais ser postergadas” são três: renúncia, cassação ou impeachment da presidente. “Exercer a cidadania com mais força e intensidade” significa ir às ruas. Quando? No próximo domingo, claro, pois “a hora é agora”. Retirada a maquiagem da formalidade, essa foi a essência do recado.

Repito: essa interpretação é exclusivamente minha. Na relação entre emissor e receptor da mensagem, foi assim que a decodifiquei.

Sem reação
Em seguida, o presidente e técnicos do BNB falaram. Ninguém citou o governo federal, muito menos a presidente. O elogiado do dia foi Marcos Holanda, economista de boa reputação indicado para a presidência do BNB por Eunício Oliveira (PMDB).

Finalizando o evento, a palavra foi concedida aos governadores. Nada sobre “escalada golpista”, “crise internacional” ou “recriação da CPMF”, que ninguém ali é bobo. Só Wellington Dias falou explicitamente o nome de Dilma Rousseff, mas só de passagem, em alusão a uma reunião. Camilo Santana ainda disse que o momento pede união e não divisão, sem maiores detalhes. Nenhum elogiou a presidente.

Esse silêncio também pode ser traduzido. Significa “Dilma está por conta própria”.

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Beto Studart: “Acordamos para reagir e começar um novo tempo”

Por Wanfil em Ceará

10 de Março de 2016

Em solenidade realizada na FIEC nesta sexta-feira, o Banco do Nordeste, presidido por Marcos Holanda, lançou o “Cartão FNE” para agilizar financiamentos com juros reduzidos com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste. Participaram empresários e políticos, incluindo os governadores do Ceará, Camilo Santana (PT); do Piauí, Wellington Dias (PT); e de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB).

Na maior parte do tempo os discursos foram técnicos, evitando na medida do possível as tensões políticas do momento. Pontualmente algumas ponderações nesse sentido foram feitas, de forma cautelosa, especialmente na fala do empresário Beto Studart, presidente da Fiec, cuja passagem reproduzo abaixo (grifos meus):

“Estou confiante de que acordamos para reagir e começar um novo tempo (…), porque sabemos que o cerne do problema não é econômico, é ético, é moral.

Está muito claro que as soluções para o Brasil vão além da economia e não podem ser postergadas nem mais um dia. Cada um de nós precisa exercer sua cidadania da forma mais transparente, para superarmos os entraves que impedem que o país siga o caminho correto e avance com sua vocação para potência mundial.

Cidadania, meus amigos, se pratica todos os dias, mas são nos momentos de maior dificuldade que precisamos exercê-la com mais força, com mais intensidade, com toda a paixão. São nesses períodos que devem aflorar o amor maior à nação, o patriotismo, o compromisso com o Brasil. A hora é agora e a missão é nossa.”

Tradução
Alguns dos presentes com os quais conversei queriam algo mais direto. É que as pessoas andam exaltadas. Como não se tratava de evento político, o discurso foi contundente dentro dos limites impostos pela liturgia e natureza da ocasião. Considerando ainda que estamos às vésperas de uma nova rodada de protestos contra Dilma e Lula, isso fica mais evidente, conforme demonstro em tradução livre que faço a seguir.

“Reagir” para começar um “novo tempo” significa agilizar a mudança de governo. Reconhecer que “o problema não é econômico”, mas “ético” e “moral”, é concordar que a gestão Dilma foi desmoralizada pela Lava Jato, perdendo, assim, qualquer condição de liderança. As “soluções que vão além da economia e não podem mais ser postergadas” são três: renúncia, cassação ou impeachment da presidente. “Exercer a cidadania com mais força e intensidade” significa ir às ruas. Quando? No próximo domingo, claro, pois “a hora é agora”. Retirada a maquiagem da formalidade, essa foi a essência do recado.

Repito: essa interpretação é exclusivamente minha. Na relação entre emissor e receptor da mensagem, foi assim que a decodifiquei.

Sem reação
Em seguida, o presidente e técnicos do BNB falaram. Ninguém citou o governo federal, muito menos a presidente. O elogiado do dia foi Marcos Holanda, economista de boa reputação indicado para a presidência do BNB por Eunício Oliveira (PMDB).

Finalizando o evento, a palavra foi concedida aos governadores. Nada sobre “escalada golpista”, “crise internacional” ou “recriação da CPMF”, que ninguém ali é bobo. Só Wellington Dias falou explicitamente o nome de Dilma Rousseff, mas só de passagem, em alusão a uma reunião. Camilo Santana ainda disse que o momento pede união e não divisão, sem maiores detalhes. Nenhum elogiou a presidente.

Esse silêncio também pode ser traduzido. Significa “Dilma está por conta própria”.