prioridades Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

prioridades

Bancada federal meio cheia ou bancada federal meio vazia?

Por Wanfil em Política

19 de Fevereiro de 2019

Minha coluna de hoje na Tribuna Band News (101.7)

O otimista vê o copo meio cheio; o pessimista, meio vazio. Quando o assunto é política, é difícil ser otimista

Deputados federais da bancada cearense estiveram reunidos ontem (18) com o governador Camilo Santana (PT) para conversar sobre projetos prioritários para o estado. Dos 22 parlamentares na Câmara dos Deputados, somente 13 compareceram, mesmo sendo uma manhã de segunda-feira, quando a maioria ainda não está em Brasília. Dos aliados do governo federal, só o Capitão Wagner (PROS) compareceu.

Se contarmos com os três senadores, que também foram convidados, mas não participaram do encontro, a representação cearense no congresso tem 25 nomes.

Das duas uma: ou o coordenador do grupo, deputado Domingos Neto (PSD) – que foi lulista até recentemente e que agora tenta espaço na base de Bolsonaro – não teve tempo para articular melhor o encontro, ou mais da metade da bancada tinha mais o que fazer.

Talvez porque, no final, encontros sem pauta específica não produzam resultados práticos. Nesse sentido, a reunião dos governadores com o ministro da Fazenda, Paulo Guedes, marcada para amanhã (20), gera muito mais expectativas. A esperança do governo federal é que eles influenciem as bancadas estaduais para apoiar a reforma da Previdência.

Alguns pontos serão discutidos e provavelmente ajustes serão feitos, mas sem dúvida a recuperação da economia é de interesse dos estados e das prefeituras, que perderam arrecadação com a crise econômica e ainda não se recuperaram. Ano que vem teremos eleições municipais…

No fim, todos sabem, as verdadeiras prioridades já estão colocadas, impostas pela história, pelas circunstâncias e pelos números. Agora é aguardar como todos se posicionam na análise das propostas.

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Mataram 19 pessoas no final de semana em Fortaleza. Se fossem 19 árvores cortadas no Cocó…

Por Wanfil em Ceará

07 de agosto de 2013

No último final de semana, entre a noite de sexta até o domingo, foram registrados, oficialmente, 19 assassinatos à bala na Grande Fortaleza. Sobre isso, não houve manifestação ou protestos.

Ninguém acampou em frente a sede da Secretaria de Segurança exigindo providências; políticos não prestaram solidariedade aos familiares das vítimas; nem autoridades, nem representantes da sociedade civil organizada se pronunciaram. Parece o tipo de coisa que não sensibiliza ninguém. Mas se fossem 19 árvores derrubadas no Parque do Cocó, o mundo viria abaixo.

Por falar nisso, na noite da última segunda-feira, o governador Cid Gomes apareceu de surpresa no Cocó para conversar com os poucos militantes profissionais e anarquistas de botique acampados no local. Em pauta, a preservação da natureza e a construção de dois viadutos na região. É claro que não houve acordo. Mas o assunto rendeu na imprensa e nas redes sociais e todos apareceram para os seus respectivos públicos.

Não é o caso de menosprezar a causa ambiental, mas de ver as autoridades devidamente cobradas, pressionadas ao extremo pela indignação geral, para também encaminhar providências em busca de soluções para os problemas da violência crescente no Estado e a seca que ameaça o abastecimento d’água no interior.

A diferença de prioridade entre o caso dos viadutos e a realidade de outros problemas que são mais graves, mas que acabam ficando em segundo plano, revela uma inversão de valores que diz muito sobre a falta de políticas públicas eficazes nessas áreas. É que é mais fácil se apresentar como salvador da natureza ou como gestor de pontes e de viadutos, do que assumir as devidas responsabilidades diante das vítimas da criminalidade e da seca.

Este foi o meu comentário desta quarta na coluna Política, da rádio Tribuna BandNews FM (101.7).

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Mataram 19 pessoas no final de semana em Fortaleza. Se fossem 19 árvores cortadas no Cocó…

Por Wanfil em Ceará

07 de agosto de 2013

No último final de semana, entre a noite de sexta até o domingo, foram registrados, oficialmente, 19 assassinatos à bala na Grande Fortaleza. Sobre isso, não houve manifestação ou protestos.

Ninguém acampou em frente a sede da Secretaria de Segurança exigindo providências; políticos não prestaram solidariedade aos familiares das vítimas; nem autoridades, nem representantes da sociedade civil organizada se pronunciaram. Parece o tipo de coisa que não sensibiliza ninguém. Mas se fossem 19 árvores derrubadas no Parque do Cocó, o mundo viria abaixo.

Por falar nisso, na noite da última segunda-feira, o governador Cid Gomes apareceu de surpresa no Cocó para conversar com os poucos militantes profissionais e anarquistas de botique acampados no local. Em pauta, a preservação da natureza e a construção de dois viadutos na região. É claro que não houve acordo. Mas o assunto rendeu na imprensa e nas redes sociais e todos apareceram para os seus respectivos públicos.

Não é o caso de menosprezar a causa ambiental, mas de ver as autoridades devidamente cobradas, pressionadas ao extremo pela indignação geral, para também encaminhar providências em busca de soluções para os problemas da violência crescente no Estado e a seca que ameaça o abastecimento d’água no interior.

A diferença de prioridade entre o caso dos viadutos e a realidade de outros problemas que são mais graves, mas que acabam ficando em segundo plano, revela uma inversão de valores que diz muito sobre a falta de políticas públicas eficazes nessas áreas. É que é mais fácil se apresentar como salvador da natureza ou como gestor de pontes e de viadutos, do que assumir as devidas responsabilidades diante das vítimas da criminalidade e da seca.

Este foi o meu comentário desta quarta na coluna Política, da rádio Tribuna BandNews FM (101.7).