pronunciamento Collor Archives - Blog do Wanfil 
Publicidade

Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

pronunciamento Collor

Dilma repete Collor e potencializa protestos. Tiro no pé!

Por Wanfil em Política

09 de Março de 2015

Dilma pede paciência ao povo. Collor pediu para não ficar só e a resposta foi o povo impaciente nas ruas num domingo.

Dilma pede paciência ao povo. Collor pediu para não ficar só e a resposta foi o povo impaciente nas ruas num domingo. Lula também não quis esperar.

O pronunciamento da presidente Dilma feito neste domingo (8), Dia das Mulheres, não amenizou ânimos ou plantou esperanças, pelo contrário, serviu mesmo foi de catalisador para uma onda de críticas nas redes sociais, que por sua vez reforçaram as convocações para os protestos contra o governo marcados para o próximo domingo, dia 15, em diversas capitais.

Não é para menos. Dilma tentou fazer do pacote de maldades na economia uma prova de competência administrativa e do estelionato eleitoral uma virtude incompreendida pela maioria. Não colou, claro. Como confessar inépcia seria também desastroso para a presidente, melhor seria ter guardado silêncio, até porque o noticiário estava centrado na lista de parlamentares envolvidos no escândalo da Petrobras. Com o discurso, Dilma voltou a protagonizar a decepção geral e a atiçar a indignação do público contra sua própria gestão.

Duas falas da presidente chamaram minha atenção:

– Não é a primeira vez que o Brasil passa por isso;
Peço a vocês que nos unamos e que confiem na condução deste processo pelo governo, pelo Congresso, e por todas as forças vivas do nosso país – e uma delas é você!

Lembram outro chamado de um presidente fragilizado, com acentuada queda de popularidade e sem apoio político, antes de completar a metade do mandato: Fernando Collor de Mello. De fato não é a primeira vez que o Brasil passa por isso. Relembremos.

No dia 21 de junho de 1992, o “caçador de marajás”, acuado por denúncias de corrupção (em níveis muito inferiores aos que temos hoje) e desgastado por uma crise econômica, suplicou à nação em pronunciamento oficial:

– Não me deixem só. Eu preciso de vocês.

É ou não é um pedido de união e confiança semelhante ao feito por Dilma, 23 anos depois? Ainda em 1992, no dia 13 de agosto, Collor discursou pedindo novamente a ajuda dos brasileiros:

Que saiam no próximo domingo de casa com alguma das peças de roupa nas cores da nossa bandeira. Que exponham nas janelas, que exponham nas suas janelas toalhas, panos, o que tiver nas cores da nossa bandeira.

A fala ajudou a mobilizar a população, que saiu às ruas no dia 16 de agosto, um domingo, em protestos por todo o país, vestida de preto. Depois veio o impeachment.

Qualquer semelhança….

Publicidade

Dilma repete Collor e potencializa protestos. Tiro no pé!

Por Wanfil em Política

09 de Março de 2015

Dilma pede paciência ao povo. Collor pediu para não ficar só e a resposta foi o povo impaciente nas ruas num domingo.

Dilma pede paciência ao povo. Collor pediu para não ficar só e a resposta foi o povo impaciente nas ruas num domingo. Lula também não quis esperar.

O pronunciamento da presidente Dilma feito neste domingo (8), Dia das Mulheres, não amenizou ânimos ou plantou esperanças, pelo contrário, serviu mesmo foi de catalisador para uma onda de críticas nas redes sociais, que por sua vez reforçaram as convocações para os protestos contra o governo marcados para o próximo domingo, dia 15, em diversas capitais.

Não é para menos. Dilma tentou fazer do pacote de maldades na economia uma prova de competência administrativa e do estelionato eleitoral uma virtude incompreendida pela maioria. Não colou, claro. Como confessar inépcia seria também desastroso para a presidente, melhor seria ter guardado silêncio, até porque o noticiário estava centrado na lista de parlamentares envolvidos no escândalo da Petrobras. Com o discurso, Dilma voltou a protagonizar a decepção geral e a atiçar a indignação do público contra sua própria gestão.

Duas falas da presidente chamaram minha atenção:

– Não é a primeira vez que o Brasil passa por isso;
Peço a vocês que nos unamos e que confiem na condução deste processo pelo governo, pelo Congresso, e por todas as forças vivas do nosso país – e uma delas é você!

Lembram outro chamado de um presidente fragilizado, com acentuada queda de popularidade e sem apoio político, antes de completar a metade do mandato: Fernando Collor de Mello. De fato não é a primeira vez que o Brasil passa por isso. Relembremos.

No dia 21 de junho de 1992, o “caçador de marajás”, acuado por denúncias de corrupção (em níveis muito inferiores aos que temos hoje) e desgastado por uma crise econômica, suplicou à nação em pronunciamento oficial:

– Não me deixem só. Eu preciso de vocês.

É ou não é um pedido de união e confiança semelhante ao feito por Dilma, 23 anos depois? Ainda em 1992, no dia 13 de agosto, Collor discursou pedindo novamente a ajuda dos brasileiros:

Que saiam no próximo domingo de casa com alguma das peças de roupa nas cores da nossa bandeira. Que exponham nas janelas, que exponham nas suas janelas toalhas, panos, o que tiver nas cores da nossa bandeira.

A fala ajudou a mobilizar a população, que saiu às ruas no dia 16 de agosto, um domingo, em protestos por todo o país, vestida de preto. Depois veio o impeachment.

Qualquer semelhança….