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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

reforma política

Confira como votaram os cearenses na criação do fundo eleitoral – e veja também quem deixou de votar

Por Wanfil em Política

05 de outubro de 2017

Foi aprovado na noite de ontem (quarta-feira) o projeto de lei que criou um fundo público eleitoral para financiar campanhas, estimado em R$ 1,7 bilhão. Daqui pra frente você caro leitor irá oficialmente bancar as eleições. Digo oficialmente porque a conta já era paga na maior parte dos casos, com dinheiro público desviado de contratos com entes públicos e de empresas estatais.

Dos 22 deputados federais do Ceará, oito votaram a favor do fundão, seis contra, um se absteve e sete simplesmente não votaram. Antes de prosseguir, uma observação: a votação não foi nominal. Os votos somente foram revelados por causa de um erro regimental do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na votação de um destaque.

Confira o posicionamento da bancada cearense:

FAVORÁVEIS AO FUNDÃO

André Figueiredo – PDT

Aníbal Gomes – PMDB

Chico Lopes – PCdoB

Danilo Forte – PSB

Domingos Neto – PSD

José Guimarães – PT

Odorico Monteiro – PSB

Vicente Arruda – PDT

CONTRÁRIOS AO FUNDÃO

Ariosto Holanda – PDT

Gorete Pereira – PR

Raimundo Gomes de Matos – PSDB

Ronaldo Martins – PRB

Vaidon Oliveira – PROS

Vitor Valim – PMDB

ABSTENÇÃO

Leônidas Cristino – PDT

DEIXARAM DE VOTAR

Moses Rodrigues – PMDB

Adail Carneiro – PP

Macedo – PP

Cabo Sabino – PR

José Airton Cirilo – PT

Luizianne Lins – PT

Genecias Noronha – SD

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Os manifestantes podem não saber, mas o que eles querem tem nome: reforma política!

Por Wanfil em Brasil

20 de junho de 2013

É no Congresso Nacional que as insatisfações que mobilizaram os brasileiros podem ser levadas a efeito, com uma reforma política.  Foto: Agência Câmara

Congresso Nacional: É lá que as insatisfações levadas às ruas por milhares de brasileiros podem surtir efeito, com uma reforma política. Foto: Agência Câmara

Sobre as manifestações que acontecem em diversas cidades brasileiras, a essa altura dos acontecimentos já é possível identificar alguns consensos.

É ponto comum que as passeatas não possuem lideranças e de tema determinado. Sem uma coordenação central identificável, abertas para cidadãos sem filiação a grupos de qualquer natureza, não há como o poder público realizar negociações, muito menos operar os esquemas clássicos de repressão, restando-lhe observar atônito os acontecimentos.

Os protestos variam de mote, mas todos deságuam na crítica genérica contra a corrupção e a ineficiência dos serviços público, sem, no entanto, especificar quem são esses corruptos e incompetentes. Diante disso, há uma concordância mais ou menos estabelecida entre analistas que enxergam nas manifestações a expressão de uma insatisfação sem restrições contra o sistema político de representação brasileiro. Dizendo de forma mais clara, é uma desaprovação popular à classe política inteira.

As passeatas revelam, sobretudo, que o cidadão não se sente representado e não confia nos políticos (sejam governistas ou de oposição), nos partidos e nas instituições democráticas. No fundo, a população compreendeu que os vícios da política brasileira não possuem ideologia: quem chega ao poder adere sem cerimônia ao toma lá, dá cá e fica tudo por isso mesmo.

Ao ler o artigo Seu voto pode valer muito mais, do jornalista Hélcio Brasileiro, me dei conta que essa conjuntura, aparentemente amorfa, aponta sim para um rumo: ainda que não saiba traduzir essa insatisfação em proposição clara, o que o povo quer é uma reforma política.

A questão é saber quem poderia canalizar esse sentimento e direcioná-lo a uma propositura dessas, com especial enfoque ao voto distrital misto (que fortaleceria os partidos e o papel vigilante do eleitor). A oposição carece de legitimidade para isso, pois quando governou, não fez. Já a atual gestão e seus aliados de conveniência é que não querem mesmo, uma vez que eles têm no atual sistema a chave do seus sucesso.

Talvez uma frente suprapartidária, com gente livre de escândalos de corrupção, como Cristovam Buarque, Marina Silva, Kátia Abreu, Fernando Gabeira e Pedro Simon, entre outros, pudessem levantar essa bandeira. Talvez uma pressão geral sobre os congressistas produzisse resultado. O certo é que se ninguém fizer isso, dentro de pouco tempo as manifestações arrefecer, sem que nada tenha objetivamente mudado.

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Os manifestantes podem não saber, mas o que eles querem tem nome: reforma política!

Por Wanfil em Brasil

20 de junho de 2013

É no Congresso Nacional que as insatisfações que mobilizaram os brasileiros podem ser levadas a efeito, com uma reforma política.  Foto: Agência Câmara

Congresso Nacional: É lá que as insatisfações levadas às ruas por milhares de brasileiros podem surtir efeito, com uma reforma política. Foto: Agência Câmara

Sobre as manifestações que acontecem em diversas cidades brasileiras, a essa altura dos acontecimentos já é possível identificar alguns consensos.

É ponto comum que as passeatas não possuem lideranças e de tema determinado. Sem uma coordenação central identificável, abertas para cidadãos sem filiação a grupos de qualquer natureza, não há como o poder público realizar negociações, muito menos operar os esquemas clássicos de repressão, restando-lhe observar atônito os acontecimentos.

Os protestos variam de mote, mas todos deságuam na crítica genérica contra a corrupção e a ineficiência dos serviços público, sem, no entanto, especificar quem são esses corruptos e incompetentes. Diante disso, há uma concordância mais ou menos estabelecida entre analistas que enxergam nas manifestações a expressão de uma insatisfação sem restrições contra o sistema político de representação brasileiro. Dizendo de forma mais clara, é uma desaprovação popular à classe política inteira.

As passeatas revelam, sobretudo, que o cidadão não se sente representado e não confia nos políticos (sejam governistas ou de oposição), nos partidos e nas instituições democráticas. No fundo, a população compreendeu que os vícios da política brasileira não possuem ideologia: quem chega ao poder adere sem cerimônia ao toma lá, dá cá e fica tudo por isso mesmo.

Ao ler o artigo Seu voto pode valer muito mais, do jornalista Hélcio Brasileiro, me dei conta que essa conjuntura, aparentemente amorfa, aponta sim para um rumo: ainda que não saiba traduzir essa insatisfação em proposição clara, o que o povo quer é uma reforma política.

A questão é saber quem poderia canalizar esse sentimento e direcioná-lo a uma propositura dessas, com especial enfoque ao voto distrital misto (que fortaleceria os partidos e o papel vigilante do eleitor). A oposição carece de legitimidade para isso, pois quando governou, não fez. Já a atual gestão e seus aliados de conveniência é que não querem mesmo, uma vez que eles têm no atual sistema a chave do seus sucesso.

Talvez uma frente suprapartidária, com gente livre de escândalos de corrupção, como Cristovam Buarque, Marina Silva, Kátia Abreu, Fernando Gabeira e Pedro Simon, entre outros, pudessem levantar essa bandeira. Talvez uma pressão geral sobre os congressistas produzisse resultado. O certo é que se ninguém fizer isso, dentro de pouco tempo as manifestações arrefecer, sem que nada tenha objetivamente mudado.

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